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Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional com a ajuda da jornalista Beatriz Félix. Bom dia, Beatriz.

Bom dia, Miguel.

Começamos com a manchete do Público, dá destaque ao tema do dia: a batalha entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus.

É certamente tema de destaque nas capas de quase todos os jornais portugueses, mas o Público lança uma questão: será que é o fim de uma era para Cristiano Ronaldo? O certo é que o jogador abandonou ontem o estágio da Seleção Nacional depois da conferência de Jorge Jesus. Nessa conferência, o selecionador nacional repetiu várias vezes que não há nenhuma polêmica, mas deixa ponto assente: é ele quem toma as decisões sobre todos os jogos. Cristiano Ronaldo acabou mesmo por abandonar este estágio, já chegou a Madrid. Nas redes sociais, diz que o fez depois de uma conversa com Pedro Proença, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Afinal, há mesmo caso e Ronaldo diz que a seu tempo a verdade vai ser conhecida.

Seguimos com a manchete do Correio da Manhã, que se debruça sobre o aumento do custo de vida.

As famílias vão ter de suportar um novo aumento na prestação dos créditos à habitação. Esta subida está relacionada com o aumento das taxas Euribor no mês de setembro. Esses aumentos variam entre os 25 e os 91€, consoante o prazo de revisão do contrato de cada pessoa. Euribor a seis meses, que é mais comum, aumenta pela segunda vez, agora dos 2,32% para os 2,92%. Há também subidas nas taxas a três e 12 meses. A subida da Euribor pode apanhar de surpresa as famílias com contratos a taxas mistas, mas a renegociação de contrato pode ajudar a atenuar este agravamento da prestação mensal.

Seguimos com o Jornal de Notícias, que escreve esta manhã que a contestação social está a aumentar e há oito greves marcadas até o fim de outubro.

E são protestos que antecedem a apresentação do Orçamento do Estado para 2027, já no dia 9. A contestação vem de vários setores. São muitos os sindicatos que também estão a pressionar o governo para incluírem as reivindicações no próximo orçamento. No total, são oito greves e pelo menos sete protestos, a que se junta também o dos polícias, já na próxima segunda-feira. Amanhã começa esta onda de protestos. Há greve nacional dos trabalhadores das carreiras gerais da administração pública. Estão também previstas greves dos trabalhadores da AIMA, não docentes das escolas, trabalhadores da SATA e da EasyJet Portugal, além de uma manifestação nacional da CGTP.

Olhamos ainda para o destaque do Diário de Notícias, que esta manhã conta a história de uma clínica de fertilidade falida com dezenas de pacientes que reclamam o dinheiro de volta.

O caso remonta a 25 de agosto, quando o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste decretou a primeira insolvência da Ovum Care, esta clínica de fertilidade em Portugal. Foi estabelecido um prazo de reclamação de créditos. Este é um processo no qual os credores se vão dando a conhecer. Esse prazo terminava a 29 de setembro. Foram apresentadas dezenas de reclamações por parte de pacientes que pagaram a pronto valores por vezes superiores a 10 mil € e agora ficam sem tratamento e também sem dinheiro. Muitos destes clientes nem são de nacionalidade portuguesa. Este caso tem também outros contornos, porque o advogado de várias destas pacientes pondera a qualificação da insolvência como culposa. Vai também pedir o apuramento de outras responsabilidades de caráter criminal e vai ser exigida, em alguns casos, uma compensação por danos não patrimoniais.

E Beatriz, damos ainda um salto até à imprensa internacional, o britânico The Guardian dá hoje destaque às questões ambientais. Escreve que 20% dos glaciares suíços desapareceram em apenas cinco anos.

Precisamente, o jornal britânico fala mesmo numa explosão do gelo provocada pelas ondas de calor que se seguiram a um inverno com pouca neve. A Suíça terá perdido quase um quinto do gelo em apenas cinco anos, é o que contam os dados de um relatório anual de monitorização. Falamos de uma redução no volume de gelo que fica nos 19,4% desde 2021. Tem sido uma descida gradual e consecutiva. Matthias Huss, um glaciologista de Zurique e um dos principais autores deste relatório, diz que muitas pessoas não percebem o quão rápido os glaciares estão a recuar. Alerta ainda para o facto de que a Europa está a recuar com o dobro da rapidez em relação à média global, isto por causa do aumento das temperaturas, da poluição e destruição da natureza, mas também por causa dos efeitos dos combustíveis fósseis.

Beatriz Félix e a conferência de imprensa desta manhã.