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Abrimos agora a conferência de imprensa da Rádio Observador, espaço onde passamos em revista algumas das notícias em destaque na imprensa nacional e internacional. Eu sou o Miguel Gato, comigo está o João Costa Campos. Bom dia, João.
Olá, Miguel.
Começamos hoje pelo Diário de Notícias, com grande destaque para os médicos tarefeiros.
Que ameaçam avançar para uma paralisação quando o governo aprovar o diploma que vai reduzir o pagamento aos médicos tarefeiros. O Diário de Notícias revela hoje que o documento final deveria ter ido ontem a Conselho de Ministros, o que acabou por não acontecer. Isto porque, diz fonte do Diário de Notícias, o primeiro-ministro e a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reuniram antes do Conselho de Ministros.
Olhamos agora para o jornal Público, em destaque as declarações de Pedro Duarte sobre os riscos do turismo para o Porto.
O novo presidente da Câmara do Porto assegura que vai repensar o modelo de desenvolvimento econômico da cidade para preservar a identidade do Porto. São declarações na tomada de posse. Pedro Duarte diz que o Porto começa a depender excessivamente do turismo e do imobiliário e que, a continuar neste registro, a cidade vai ser vítima do próprio sucesso. Pedro Duarte quer a economia da cidade a produzir mais e com maior diversidade.
Já o Jornal de Notícias fala esta manhã da subida dos casos de legionella.
Foi atingido o número mais alto da última década. Só no ano passado, Miguel, foram detectados 489 casos de legionella em Portugal. É o maior aumento desde 2014. O relatório anual dos serviços de águas e resíduos alerta para a tendência crescente dos casos de legionella no país, pede cuidados reforçados com a prevenção em zonas d'água, como depósitos, termoacumuladores e até chuveiros. A Direção Geral de Saúde garante que está a fazer o levantamento dos pontos mais críticos já referenciados.
E passamos agora, João, à imprensa internacional. Começamos com o Washington Post, dá conta dos efeitos do shutdown do governo nos aeroportos norte-americanos.
Que vão receber menos 10% dos voos, isto pelo menos nos 40 maiores aeroportos dos Estados Unidos. O Washington Post diz que esta decisão surge num momento crítico, às vésperas da época de viagens do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos. Esta medida procura aliviar a pressão sobre os controladores de tráfego aéreo, muitos dos quais continuam a trabalhar sem qualquer remuneração. O secretário dos Transportes norte-americano, Sean Duffy, diz que a prioridade é manter a segurança operacional, apesar dos constrangimentos orçamentais nos Estados Unidos. A redução no fluxo de voos nos aeroportos norte-americanos vai afetar tanto passageiros como operações de carga.
E no Brasil, o Folha de São Paulo dá destaque à investigação de larga escala a grupos criminosos.
Isto porque o Supremo Tribunal Federal brasileiro abriu uma investigação ao crime organizado no Rio de Janeiro, depois das operações policiais que resultaram em mais de 120 mortos nas favelas do Rio de Janeiro. A Justiça brasileira quer ir atrás de esquemas de lavagem de dinheiro, fações e milícias, mas não só, vai também investigar possíveis ligações destes grupos criminosos a agentes públicos para combater a infiltração criminosa no Estado brasileiro. Ao que conta o Folha de São Paulo, a Justiça pede mais reformas e maior transparência nos procedimentos policiais para reduzir abusos e a letalidade das operações policiais.
A fechar, João, vamos até ao Reino Unido, à boleia do The Guardian, denuncia pressões da China contra acadêmicos britânicos.
Em particular, aqueles que investigam temas mais sensíveis ou críticos da República Popular da China. A maior parte destas investigações são relacionadas a violações dos direitos humanos. As pressões são de todo tipo, como ameaças de morte e campanhas difamatórias, alegadamente por parte do Estado chinês contra estes investigadores. O The Guardian dá ainda conta de que no início deste ano, a universidade britânica de Sheffield Hallam ordenou que uma das principais investigadoras interrompesse uma investigação sobre trabalho forçado na China. Isto porque a universidade terá sido alvo de pressões por parte de Pequim.
João Costa Campos, com alguns dos destaques da imprensa nacional e internacional esta manhã. A conferência de imprensa que está de regresso amanhã.