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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Laura Figueiredo, a edição de hoje é com a jornalista Rita Lourenço. Bom dia.
Bom dia, Laura.
Hoje começamos com o Jornal de Notícias que tem na manchete um relatório que aponta quebras demográficas em Portugal.
De acordo com a informação na capa do jornal: "O país está a perder trabalhadores e só a imigração pode travar o colapso". O relatório da Colabor, analisado pelo Jornal de Notícias, destaca um mercado preso a baixos salários e fraca produtividade. O Jornal de Notícias sublinha ainda que o país está a entrar numa armadilha demográfica e laboral que ameaça transformar a falha de trabalhadores num dos maiores bloqueios de crescimento económico da próxima década. Isto é o que fica explicitado no relatório Emprego em Portugal. A Colabor Trans traça um retrato duro de um país envelhecido, incapaz de reter jovens com qualificações e dependente da imigração para evitar uma crise estrutural no mercado de trabalho. Alerta ainda para a baixa qualificação dos empregos da maioria dos imigrantes. O relatório acusa o Estado de estar a falhar na integração dos estrangeiros e aponta a burocracia, a lentidão da AIMA, as dificuldades no reconhecimento das qualificações e a precariedade laboral como os fatores que estão a desperdiçar mão de obra essencial.
Vamos ao Diário de Notícias que fala, Rita, na nomeação do presidente do SIRESP.
Que, de acordo com o jornal, Luís Neves, o ministro da Administração Interna, defende apesar da polémica. O Diário de Notícias destaca que há duas décadas que o sistema de comunicações garante controvérsias à administração interna. O ministro afirma ter a confiança plena no presidente que renomeou para o cargo. Para Luís Neves, o regresso de Viegas representa a aposta numa gestão marcada por poupanças em contratos, avanços na cooperação com as Forças Armadas e a ausência de falhas nas Jornadas Mundiais da Juventude. Tudo isto numa altura em que este presidente foi recentemente acusado de comportamentos juridicamente reprováveis. Em causa estão as declarações do secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna, cuja demissão se conheceu este fim de semana.
Olhamos ainda para o Jornal de Negócios que alerta para a falha de petróleo se o Estreito de Hormuz não reabrir.
"Um volume considerável de petróleo está já fora do mercado, apesar da utilização de rotas alternativas e do recurso a reservas energéticas", é o que avança o jornal. Sem Hormuz de regresso à normalidade, o Jornal de Negócios aponta para um cenário que tem tudo para piorar, de acordo com o BNP Paribas e o SB. Em circunstâncias normais, passam pelo Estreito de Hormuz mais de 19 milhões de barris por dia. Com o bloqueio, parte deste fluxo, cerca de sete milhões, está a ser desviado através de oleodutos alternativos. A escassez fez com que a Agência Internacional de Energia anunciasse a libertação controlada de reservas, ao mesmo tempo que não só os Estados Unidos aliviaram algumas sanções, como também alguns países produtores de petróleo aumentaram a sua produção. Porém, a análise feita ao Jornal de Negócios é que tudo isto não parece ser suficiente.
Passamos para a imprensa internacional. Em destaque no Wall Street Journal, os ataques no Irão.
Os Estados Unidos da América realizaram ataques defensivos contra alvos iranianos, é o que afirmam as autoridades. De acordo com o jornal norte-americano, os ataques que ocorreram no meio das negociações em curso entre Washington e Teerão tiveram como alvo locais no sul do Irão. As tensões aumentaram esta segunda-feira quando os Estados Unidos da América afundaram dois navios da Guarda Revolucionária Islâmica que tentavam colocar minas no Estreito de Ormuz. Por outro lado, o Irão respondeu com mísseis terra-ar contra aviões norte-americanos, o que levou a ataques dos Estados Unidos contra lançadores de mísseis, é o que afirma ao jornal um responsável norte-americano. O presidente Trump indicou ainda ontem que as negociações destinadas a alcançar um cessar-fogo mais duradouro tinham sido produtivas, mas advertiu novamente que estava disposto a ordenar mais ataques contra o país. Washington e Teerão enfrentam agora cada vez mais pressões para chegar a um acordo, com os Estados Unidos da América a procurarem pôr fim a uma guerra impopular e o Irão a necessitar de alívio financeiro.
E fechamos com o jornal francês Le Figaro, que fala no calor extremo dos últimos dias.
O calor não está de volta apenas a Portugal, chegou um pouco a toda a Europa Ocidental. E segundo destaca o jornal francês, a mais recente onda de calor levou a temperaturas recorde registadas esta segunda-feira para o mês de maio em França, com oito departamentos do país em alerta laranja por causa das altas temperaturas. O Instituto Meteorológico alerta que hoje esperam-se valores ainda acima dos de ontem, o que também se espera por aqui em Portugal e, segundo um meteorologista consultado pelo Le Figaro, este fenómeno está relacionado com uma massa de ar quente proveniente do Saara, que fica retida na Europa sob altas pressões de um sistema anticiclónico. Esperam-se, por isso, mais dias de calor no futuro próximo da Europa.
Os destaques da imprensa nacional e internacional com a Rita Lourenço. A conferência de imprensa regressa amanhã.