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E já cá está a jornalista Rita Lourenço. Bom dia, Rita.

Bom dia, Miguel.

Vamos começar então esta conferência de imprensa com a jornalista Rita Lourenço. Estamos a tentar escutar a jornalista Rita Lourenço, penso que agora já é possível escutá-la. Estamos com alguns problemas técnicos. Agora sim, Rita, bom dia.

Bom dia, Miguel.

Já é possível ouvir-te. Começamos então com o Diário de Notícias, Rita, que destaca o Congresso do CDS e a vitória de Nuno Melo.

O líder centrista foi reeleito presidente do CDS com mais de 89% dos votos dos congressistas que estiveram presentes em Alcobaça. Ficou assim perto da unanimidade, chegando a um terceiro mandato com um aviso ao PSD de que o CDS quer ser maior no futuro e, como cita o DN, Nuno Melo afirma ainda que o partido não é uma tendência, não se funde e não se dilui. O Diário de Notícias destaca ainda a garantia de Nuno Melo de que o CDS vai a jogo na revisão constitucional. O líder recém-reeleito deixa ainda críticas ao partido da oposição do governo, o Chega, citado novamente pelo DN, alerta que apesar de o partido dizer ser de direita, tem sido o maior aliado da esquerda em Portugal.

Passamos para o jornal Público, que tem em destaque os medicamentos para a perda de peso. A manchete desta segunda-feira do Público é, e passo a citar: "Portugueses gastam 600 mil euros por dia nas novas injeções para emagrecer".

O Público destaca que a corrida aos novos medicamentos para perder peso tem disparado nas farmácias, com as vendas a ultrapassar as 2300 embalagens por dia. O jornal alerta ainda que a comparticipação do Estado não existe, nem está previsível para já. Porém, o médico José Silva Nunes, citado pelo Público, defende que a prioridade da comparticipação deve ser para os doentes com obesidade mais grave e que não sejam elegíveis para cirurgia. Em causa estão as injeções de medicamentos como o Wegovy ou o Ozempic, entre outros fármacos da mesma categoria. Cada injeção dá para quatro tomas e a picada é feita uma vez por semana.

E a procura, Rita, não só é elevada como crescente, é o que avança o jornal Público, e o preço destes medicamentos é elevado.

É verdade, mas apesar do preço, o jornal destaca que a sua eficácia não se compara com os medicamentos utilizados anteriormente para a perda de peso, pelo que se justifica assim a elevada e crescente procura. A avaliação da comparticipação estará a cargo do Infarmed, que de acordo com o que o jornal Público apurou, com a informação do gabinete da Ministra da Educação, esta decisão só irá avançar depois do novo sistema nacional de avaliação de tecnologias de saúde, para que a comparticipação seja feita de acordo com as novas regras que passarão a estar em vigor.

Seguimos com o Correio da Manhã, que tem na capa os rendimentos dos políticos, nomeadamente de José Pedro Aguiar-Branco.

O jornal avança que o presidente da Assembleia da República tem, de 34 cargos declarados, apenas três com informação acessível. Os restantes 31 são considerados pelo Correio da Manhã como cargos ocultos, ou seja, sem qualquer informação acessível no registro de interesses na entidade para a transparência. José Pedro Aguiar-Branco afirma que as funções foram declaradas com a indicação de que eram exercidas enquanto advogado e por isso estão sujeitas a sigilo profissional. Questionado pelo jornal, Aguiar-Branco garante ainda que as funções em causa dizem respeito ao exercício de cargos em órgãos sociais, nomeadamente como presidentes de assembleias gerais, o que leva a que tais cargos não tenham remuneração associada. O presidente da Assembleia da República defende ao jornal que, apesar de os dados estarem inacessíveis, não considera que esteja em causa a inexistência de escrutínio.

Vamos agora à imprensa internacional, Rita, e olhamos para o The Telegraph, que foca a polêmica em torno do primeiro-ministro britânico.

"A atitude desafiadora de Starmer perante a opinião pública esconde a sua fúria pela traição dos aliados mais próximos", é o título de um artigo em destaque no The Telegraph. O jornal britânico diz que Keir Starmer passou o fim de semana encerrado em Chequers, onde está a decidir se e quando se deve demitir. Chequers tem servido há muito tempo como um refúgio onde os primeiros-ministros ponderam decisões políticas de alto risco. Esta semana, várias figuras-chave do governo britânico viraram as costas ao primeiro-ministro britânico Keir Starmer, cuja autoridade foi enfraquecida pelas desastrosas eleições locais de 7 de maio, nas quais o Reform UK conquistou vários assentos que estavam nas mãos do Partido Trabalhista há décadas. Os resultados desencadearam apelos de quase 100 deputados trabalhistas para que o primeiro-ministro se demitisse. O The Telegraph relembra que Starmer negou constantemente em público essa mesma demissão, mas reforça que mesmo os mais próximos do primeiro-ministro britânico parecem aceitar que o tempo de Starmer em Downing Street chegará em breve ao fim.

Vamos ainda ao outro lado do Atlântico e fechamos com o The New York Times, de olhos postos nas críticas a Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos da América nunca afirmou ser um americano comum. Em vez disso, destaca o New York Times, tem defendido que poderia usar a perspicácia empresarial para ajudar a melhorar a vida dos homens e mulheres esquecidos do país. Porém, numa altura em que os americanos sentem uma profunda pressão econômica devido à guerra que Trump iniciou no Irão, as ações e palavras do presidente norte-americano expuseram-no a acusações de que está desligado ou até mesmo indiferente à vida dos americanos comuns. Os custos estão a disparar devido à onda de renovações, redecorações e construções em Washington e na Casa Branca. Trump continua a publicar freneticamente nas redes sociais, muitas vezes focando-se em projetos favoritos, queixas e triunfos pessoais. Mas talvez o exemplo mais marcante, segundo destaca o New York Times, tenha ocorrido na semana passada. O jornal relembra que quando lhe perguntaram se as dificuldades econômicas que os americanos estão a sentir motivariam Donald Trump a fazer um acordo para pôr fim à guerra, o presidente norte-americano respondeu um simples: "Nem um pouco", e acrescentou ainda que não tem em conta para a guerra a situação financeira dos americanos.

E essa declaração, Rita, não foi muito bem recebida nem pela oposição interna, nem pelos aliados.

Exatamente, Miguel. Os democratas aproveitaram imediatamente esta observação de Donald Trump, com a diretora de comunicação do Comitê Nacional Democrata a responder num comunicado, dizendo que o presidente norte-americano tinha dito em voz alta o que todos pensavam sobre ele. E mesmo os aliados de Trump, como tu próprio disseste, tiveram dificuldade em defender esta declaração. O vice-presidente, J.D. Vance, afirmou, quando questionado se concordava com o que o presidente tinha dito, disse que achava que Trump não tinha dito bem aquilo e afirmou ainda que foi uma deturpação do que o presidente norte-americano disse.

A conferência de imprensa de hoje foi com a jornalista Rita Lourenço.