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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou o João Costa Campos, a edição de hoje é com a jornalista Matilde Malva Sabino. Bom dia, Matilde.
Bom dia, João.
Começamos a olhar para o semanário Expresso. Em manchete, a notícia de que o Serviço de Informações de Segurança vigia empresários em Portugal ligados a Vladimir Putin.
Incluindo pessoas com possíveis relações comerciais ou financeiras com o Kremlin. A Polícia Judiciária e o Ministério Público detectaram movimentos bancários suspeitos de furarem o embargo imposto pela União Europeia desde a invasão russa à Ucrânia. As autoridades portuguesas congelaram cerca de 25 milhões de euros em contas bancárias portuguesas por suspeitas de violação de sanções contra a Rússia ou branqueamento de capitais, especialmente no setor imobiliário de luxo.
Passamos para o Jornal de Notícias, que destaca as taxas aduaneiras impostas por Donald Trump. Matilde, as exportações para os Estados Unidos caíram 700 milhões de euros com as novas tarifas.
É a primeira queda desde 2021. As relações comerciais estavam num ciclo de crescimento. As exportações para o solo americano derraparam quase 14% no ano passado, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística. Os Estados Unidos representam 6% das exportações portuguesas, mantendo-se entre os principais destinos fora da União Europeia. O setor português mais afetado, o dos combustíveis minerais, viu a venda abaixar para metade.
E seguimos para a manchete do jornal Público, que destaca as negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Matilde, a diplomacia avança, mas a sombra de uma nova guerra paira no Médio Oriente.
Enquanto o processo negocial continua, os Estados Unidos reforçam a presença militar com mais tropas, mais navios e mais aviões. As delegações iranianas e norte-americanas reuniram-se em Genebra ontem para mais uma conversa sobre o programa nuclear do Irã. O regime iraniano saiu do encontro com otimismo. Já os Estados Unidos terão saído desapontados. As negociações técnicas continuam na segunda-feira em Viena.
Foram os destaques da imprensa nacional. Vamos agora às manchetes dos jornais internacionais. Começamos com o francês Le Monde. A Assembleia Nacional Francesa adotou uma proposta de lei que cria o direito à ajuda para morrer em determinados casos de doença.
As condições são rigorosas. A pessoa tem de ser maior de idade, ter uma doença grave e incurável, estar em sofrimento físico ou psicológico ligado à doença e estar capaz de manifestar vontade livre e esclarecida. Duzentos e noventa e nove deputados votaram a favor, 226 contra e houve 37 abstenções. Foi a segunda leitura no Hemiciclo. A lei já tinha sido aprovada em maio de 2025 e depois foi modificada e reenviada ao Senado. O texto segue agora para uma nova apreciação no Senado.
E seguimos para a manchete do jornal espanhol, El Español. Pedro Sánchez, o primeiro-ministro de Espanha, relança a proteção do aborto na Constituição, no mosteiro, no dia a seguir ao anúncio da viagem de Leão XIV à Espanha.
O governo espanhol quer incluir na Constituição Espanhola um texto que proteja explicitamente o direito ao aborto. A ideia é reformar o artigo 43 da Constituição, que consagra hoje o direito à saúde em Espanha. Há, no entanto, objeções. O Conselho de Estado diz que recorrer a este artigo é questionável juridicamente, porque o aborto não encaixa naturalmente numa norma que trata exclusivamente de saúde pública.
São os destaques de hoje na imprensa europeia. Rumamos agora até aos Estados Unidos, Matilde. O The Washington Post escolheu destacar a presidência norte-americana e escreve que Donald Trump procura poder executivo sobre as eleições e em estado a declarar estado de emergência.
Um grupo de ativistas pró-Trump, que alega estar em coordenação com a Casa Branca, está a divulgar um projeto de uma possível ordem executiva. O texto em causa sugere que a China interferiu na eleição de 2020, o que justifica declarar um estado de emergência. Nesse cenário, o presidente dos Estados Unidos teria poderes extraordinários para mudar as regras eleitorais, como proibir votos por correio ou controlar máquinas de votação e processos que normalmente estão sob autoridade dos estados e não do presidente dos Estados Unidos.
Os destaques da imprensa nacional e internacional com a jornalista Matilde Malva Sabino. A conferência de imprensa regressa na segunda-feira.