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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Laura Figueiredo, a edição de hoje é com a jornalista Rita Lourenço. Bom dia, Rita.

Bom dia, Laura.

E começamos com o Público, que destaca o tema que marcou o dia de ontem, a Operação Emergente.

Em causa estão as buscas da PJ a autarquias do PS e à sede nacional do partido, nomeadamente no gabinete de um dos funcionários. Há, neste momento, 37 arguidos, cinco dos quais foram detidos. Entre os crimes indiciados estão prevaricação, peculato e abuso de poder. O Departamento Regional de Investigação e Ação Penal de Lisboa, que tutela o inquérito, dá conta de que em causa estão negócios de € 2 milhões e vários outros delitos. O jornal sublinha que no centro desta investigação estão o assessor de José Luís Carneiro, Duarte Moral e a mulher, e o histórico ex-presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, Miguel Coelho. Os partidos dividem-se entre responsabilizar o PS e rejeitar a diabolização do partido. Partido este que, com o regresso do fantasma das investigações judiciais, quer ao máximo evitar a contaminação. Por isso, neste momento, aguarda para perceber a abrangência do caso, que envolve o assessor do líder socialista.

Vamos ao Jornal de Notícias, que destaca o caos nos aeroportos, que deixa passageiros sem proteção.

Os viajantes que percam voos devido ao sistema de controle não são ressarcidos. O jornal avança que a única forma de reaver o dinheiro gasto é recorrer a tribunal. Em causa, as longas filas nos aeroportos causados pelo novo sistema de controle fronteiriço. A DECO revela que, de acordo com a lei, as responsabilidades são, como cita o Jornal de Notícias, terra de ninguém. A associação que defende o consumidor alerta que se trata de uma zona cinzenta, enquanto a Air Help defende que os passageiros continuam a ser os principais prejudicados. Tudo isto acontece no momento em que foi anunciado a entrada em julho de 360 novos agentes da PSP, que terminaram ontem o curso e vão entrar para a Unidade de Estrangeiros e Fronteiras. Porém, várias entidades entendem que a falta de polícias não é o único problema nos aeroportos. O jornal destaca que faltam boxes operacionais, espaço físico e também equipamentos. Do lado dos agentes da PSP, os relatos são de exaustão e vontade de mudar de posto. Isto com o sindicato a alertar que a pressão diária é cada vez mais elevada.

Olhamos ainda para o semanário Expresso, que tem em manchete a prestação social única criada pelo governo.

Que junta 13 prestações numa só. De acordo com o que avança o Expresso, estará também incluído o atual rendimento social de inserção, que terá assim menos cortes para quem ingressar no mercado de trabalho. Mas o grande destaque do jornal vai para a medida de que o trabalho social vai passar a ser obrigatório para quem recebe estes apoios.

Mudanças que surgem no limite do tempo, Rita.

Sim, Laura, isto porque quatro anos depois desta mudança ter sido prometida a Bruxelas, o prazo está mesmo a chegar ao fim. O Expresso escreve que se até agosto esta prestação social única não estiver em vigor, Portugal perde € 500 milhões do PRR. A medida será hoje aprovada pelo governo em Conselho de Ministros. Ainda não se sabe ao certo quais serão as 13 prestações conjugadas, mas é certo que abrangerá o RSI, o subsídio social de desemprego e as pensões sociais. Questionado pelo Expresso se a obrigatoriedade de realizar trabalho social se aplica a todos os beneficiários, fonte do governo afirma que se destina aos atuais e futuros beneficiários da prestação e das que nela se agregam. Não fica, no entanto, claro se por trabalho social se implica apenas trabalho voluntário, prestação de serviços em IPSSs ou outro tipo de atividades sem vínculo contratual.

Teremos então de aguardar pela aprovação do governo para saber todos os detalhes. E seguimos para a imprensa internacional. O Wall Street Journal destaca o acordo iminente entre Estados Unidos e Irão.

De acordo com o jornal norte-americano, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos afirma que os dois países têm os ingredientes para um acordo. Acordo este que inclui a reabertura gradual do Estreito de Ormuz e compromissos do Irão no sentido de reduzir algumas atividades nucleares. Para Scott Bessent, os Estados Unidos da América e Irão estão prestes a chegar a um acordo que porá um ponto final à guerra, mas falta ainda a aprovação de Donald Trump para que tal aconteça. Autoridades norte-americanas afirmam ainda que o memorando sobre o Irão sustenta que a guerra entre Israel e o Hezbollah no Líbano também chegaria ao fim, algo com que o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu não concorda. Porém, Trump afirmou que Netanyahu acataria tudo o que a Casa Branca lhe dissesse.

E fechamos com o Le Figaro, que olha para a guerra na Ucrânia.

Mais precisamente para a Roménia, membro da NATO, onde o Ministério da Defesa do país afirmou hoje que um drone russo atingiu um edifício residencial na cidade de Galați, perto da fronteira com a Ucrânia. Desde o início da ofensiva russa contra a Ucrânia, foram detetadas várias incursões de drones na Roménia, mas esta é a primeira vez que um destes aparelhos cai sobre um edifício residencial. Segundo os serviços de emergência romenos, toda a carga do drone explodiu e os dois ocupantes do apartamento atingido receberam cuidados médicos no local. O jornal francês avança ainda que foi ativado o alerta aéreo nacional na Ucrânia na noite de quinta para sexta-feira, em antecipação a novos ataques russos.

Foram os destaques da imprensa nacional e internacional com a Rita Lourenço. A conferência de imprensa está de regresso na segunda-feira.