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Conferência de Imprensa da Rádio Observador, o espaço onde passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje é da jornalista Teresa Freire. Muito bom dia, Teresa.

Bom dia, Carlos.

Vamos começar com o tema da saúde. Em destaque no semanário "Expresso", a reforma das Unidades Locais de Saúde falhou todas as metas que foram prometidas.

O Executivo socialista, em janeiro de 2024, criou 31 ULS, que se juntaram às oito já existentes, mas um trabalho acadêmico da Universidade de Glasgow revela que nenhuma das unidades cumpriu qualquer dos objetivos a que se propuseram. O estudo do economista João Pedro Martins concluiu que a reforma não alcançou as melhorias previstas e as necessidades para uma maior sustentabilidade financeira. Em concreto, explica que as metas do plano de negócio não foram atingidas em grande parte e a análise causal revela um aumento nas despesas sem melhorias correspondentes no acesso, na capacidade ou na eficiência produtiva. Ao "Expresso", o autor do estudo sublinhou que não haviam condições para fazer a reforma, explica que as diferenças entre regiões e unidades eram notáveis, os planos de negócios muito vagos e que a pressão política sobre o SNS era constante, mas que mesmo assim não se fez o acompanhamento a curto prazo.

Passamos para o "Diário de Notícias", que destaca também o tema da saúde, Teresa, porque o projeto de vigilância de grávidas por enfermeiros nos centros de saúde está parado.

Esta medida reformista do SNS tem como objetivo reforçar o acesso aos cuidados das grávidas de baixo risco e que não tenham médico de família. O projeto foi criado há um ano, mas só sete meses depois é que a comissão de acompanhamento foi criada e logo depois o projeto perdeu um parceiro fundamental, a Ordem dos Médicos. Desde aí que os trabalhos não se desenvolvem da mesma maneira e há quem diga que o projeto está em risco. Já a direção executiva do SNS garante que os trabalhos continuam, enquanto os outros parceiros preferem não falar. O Projeto Vigilância integra 20 Unidades Locais de Saúde, nas quais há, no total, praticamente meio milhão de utentes em idade reprodutiva e sem médico de família.

Já "O Público" faz manchete com o sistema Volta, que recolheu mais de 55 milhões de embalagens nos primeiros três meses.

A verdade é que este sistema Volta, criado para incentivar a devolução de embalagens metálicas e de plásticos contra uma remuneração de €0,10 por unidade, tem estado a contribuir para o agravamento de um cenário cronicamente complicado ao nível da higiene urbana em algumas das freguesias de Lisboa. A informação foi confirmada ao público por vários presidentes de junta e é um problema também reconhecido pela Câmara de Lisboa. As juntas de freguesia queixam-se de um conjunto alargado de indivíduos que começou a remexer nos caixotes do lixo à procura de embalagens que possam ser devolvidas para assim receberem a compensação.

Vamos ainda ao "Jornal de Notícias". Faz manchete com o caso de uma vítima de violência doméstica que foi forçada a viver com o agressor devido a uma falha na Justiça, Teresa.

A vítima foi obrigada a viver com o agressor durante 18 dias. Isto porque a equipa de vigilância eletrónica informou o Tribunal de Penafiel que o homem recusava-se a cumprir a ordem judicial que o obrigava a sair da habitação da família. Apesar do aviso, o tribunal nada fez e o agressor só voltou a sair de casa quando a GNR teve de intervir novamente.

Vamos à imprensa internacional e a começar aqui ao lado, em Espanha, o destaque do "El País" vai para o incêndio que já matou pelo menos 12 pessoas.

É neste momento considerado o incêndio mais devastador na região de Andaluzia. Começou quando um cabo de energia elétrica caiu na estrada. Várias pessoas foram encontradas dentro de carros consumidos pelas chamas. Cerca de mil pessoas foram também retiradas de casa por precaução. Os serviços de emergência foram alertados ontem à tarde que este cabo tinha caído para a estrada e que provocou este incêndio, que se alastrou rapidamente para uma área florestal próxima.

Viajamos até ao Brasil. O "Folha de São Paulo" avança que o governo brasileiro vai restringir a publicidade a apostas.

A informação foi avançada pelo ministro da Fazenda, que disse que o governo do Lula vai restringir as estratégias de marketing e exigir o uso de alertas sobre a dependência e o risco financeiro para quem aposta. As medidas entram em vigor daqui a uma semana, no dia 17 de julho.

Os destaques da imprensa nacional e internacional com a jornalista Teresa Freire. A Conferência de Imprensa regressa na próxima semana.