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A inteligência artificial industrial vai ser claramente o motor da próxima revolução industrial e Portugal tem de estar na linha da frente. Acreditamos que a inteligência artificial industrial é claramente uma oportunidade única para Portugal e temos condições para agarrar. Nós estamos a viver, hoje em dia, uma nova fase em que o verdadeiro valor da inteligência artificial reside na ligação entre o mundo físico e o mundo digital, o mundo das máquinas, das infraestruturas, dos processos produtivos. E é nesta ligação em que nós estamos a ver, com casos concretos e com clientes a nível mundial, que a inteligência artificial ganha um significado absolutamente real e maximiza o valor para as empresas. Acreditamos que esta é claramente uma grande aposta que deve ser feita em Portugal, de colocar a inteligência artificial aqui ao serviço do mundo real. Por quê? Porque vai permitir fiabilidade, segurança, precisão, e são características que no mundo real não há hipótese de não as termos e de não as garantirmos. Hoje em dia, o que estamos a ver é que esta inteligência artificial industrial já é uma realidade, está a transformar claramente como nós produzimos, como nós operamos, como nós inovamos, e que é diferente da inteligência artificial que nós usamos no dia a dia. Nós estamos a passar de ciclos, operações que são reativas para operações que são muito mais preditivas e, no limite, muito mais autónomas. E a Siemens, na verdade, estamos muito bem posicionados, porque nós estamos presentes no chão de fábrica há muitas décadas em Portugal, desde há 120 anos, e hoje em dia conseguimos integrar todo esse conhecimento que nós temos de chão de fábrica, integrar o IT com o OT, o mundo virtual e o mundo real. E temos casos concretos. Temos, por um lado, por exemplo, o Siemens Industrial CoPilot, que é desenvolvido em parceria com a Microsoft e é um assistente de inteligência artificial generativa que melhora a colaboração entre os humanos e as máquinas ao longo de todo este ciclo de vida industrial. É um exemplo. Nós temos, por exemplo, o Higan Engineering Agent, que foi lançado há muito pouco tempo, que é uma nova fase, que é a inteligência artificial agentiva. São sistemas que foram desenvolvidos para planear, para executar, para validar tarefas de engenharia, de automação de forma autónoma e que têm ganhos muito grandes, ganhos de eficiência até cerca de 50%, mas ganhos também, por exemplo, de qualidade até cerca de 80% mais. E o objetivo é muito importante nesta abordagem de inteligência artificial industrial, é que nós não queremos substituir o engenheiro, não queremos substituir o operador, não queremos substituir o humano. O que nós queremos é libertar as pessoas que estão na indústria, que estão no chão de fábrica, destas tarefas repetitivas para eles conseguirem concentrar-se naquilo que realmente acrescentam de valor, que é resolverem os problemas de maior complexidade, maior valor e acrescentarem mais valor.
O Conselho Industrial dá voz a protagonistas importantes da economia portuguesa, que o Observador reuniu em torno da Cimeira da Indústria. É uma parceria com a AEMinho, com o apoio do Município de Braga, PwC, Tabaqueira, Siemens, Elior e Derichsburg Facility Services, Universidade Católica Portuguesa e BPI.