Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

É hora de lançarmos o tema do Contracorrente, que hoje começa mais cedo, logo a seguir ao Jornal das 9, mas independentemente da hora, pode sempre participar. Só tem que ligar 91 002 41 85, mas também já sabe que nos pode enviar a sua mensagem nas redes sociais, no site do Observador ou por WhatsApp, 91 002 41 85. Carla.

Hoje temos mais um dia dedicado a Luís Neves. De manhã, é ouvido na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. À tarde, é o centro da moção de censura apresentada pelo Chega, com o Parlamento a reunir extraordinariamente, ainda durante as férias. A economia cresce, o emprego está em máximos, a imigração começa a estar regulada, o PRR foi concluído, as contas públicas estão basicamente controladas e a Fitch diz que a nossa dívida é menos arriscada. A guerra agrava-se no Irão, está ainda mais incerta na Ucrânia, os combustíveis sobem para valores historicamente elevados e as taxas de juro aumentam. Mas o governo não parece conseguir capitalizar os bons resultados da economia, nem marcar a sua agenda e libertar-se de um caso que começou a 10 de julho e que, desde essa altura, acumula episódios sobre a atuação do ministro da Administração Interna, quando era diretor da Judiciária, até chegarmos à moção de censura de hoje. Hoje com o Contracorrente, com horário alargado e diferente. Helena Garrido, bom dia. Hoje contigo.

Bom dia.

O caso Luís Neves está, de facto, a condicionar o governo e, mais do que isso, a paralisar a governação.

Este vai ser o nosso debate hoje. Parece-me que não há dúvidas de que está a condicionar politicamente o governo, mas é isso que vamos debater depois e analisar no Contracorrente. Paralisar a governação já não diria, pelo menos por enquanto. Nós vamos assistindo à tomada de decisões. O governo já está a preparar o Orçamento de Estado para 2027 e o próprio Chega já disse que está disponível, apesar da moção.

E foi convocado para uma reunião.

Exatamente. Portanto, tudo normal nessa frente, apesar da moção de censura, irá trabalhar e cooperar com o governo no Orçamento de Estado. A privatização da TAP está a concretizar-se e ainda ontem a ministra do Ambiente, em verdade, também foi por razões políticas, para se defender das críticas que o líder do PS tem feito à gestão que o governo está a fazer da subida dos combustíveis, anunciou um conjunto de medidas, que podem ser consideradas tímidas ou não, mas anunciou medidas. O governo está a ser muito prudente nessa frente. E, portanto, eu diria que do ponto de vista da frente governativa, não está, neste momento, paralisado. Já do ponto de vista político, diria que sim, que já está condicionado. Basta pensar no tempo político que o governo e especialmente Luís Montenegro têm de dedicar a Luís Neves. Hoje vai estar a tarde inteira a dedicar ao tema Luís Neves.

E como se recordava, há dois meses. A primeira notícia sai em 10 de julho, está quase a fazer dois meses que Luís Neves está no centro das notícias.

Esse é que é o ponto. Durante dois meses, o governo, quer queira, quer não, esteve atento a este tema. E se hoje o primeiro-ministro vai estar à tarde centrado no tema, a moção de censura, ao longo dos dois meses, foi muito difícil para o Luís Montenegro sair à rua e não lhe fazerem perguntas sobre o caso de Luís Neves, não conseguindo falar de mais nada. O que nos leva também, e esta é uma questão que nós podemos debater hoje neste Contracorrente, à pergunta do que é que gostaria o governo estar a falar se não estivesse a falar de Luís Neves. E qual é o custo que o governo está disponível a pagar para segurar Luís Neves na governação, depois destes dois meses, depois de Luís Montenegro, neste momento, estar muito mais condicionado do que estava no início de todo este processo, porque neste momento, se retirar Luís Neves, parece que está a ceder ao Chega. Se não retirar Luís Neves, vai continuar neste processo, até porque a seguir à audição desta manhã, virá a moção de censura e virá a comissão parlamentar de inquérito. E, portanto, vamos ter aqui uns meses ainda largos em que vamos continuar a falar disto. É sobretudo isto que vai ser o nosso Contracorrente.

Hoje com horário diferente. A partir das 9 até ao início da audição de Luís Neves, ao início desta maratona parlamentar de hoje.

Exatamente. E a regressar depois às 11h45, quando acabar a primeira parte da audição a Luís Neves, uma audição que, como sabemos, Luís Neves se referiu a ela desafiando o líder do Chega a ir lá fazer-lhe as perguntas. Vamos ver se vai. Aparentemente, não vai.

E por isso mesmo, vale a pena acompanhar isto tudo em direto aqui na Rádio Observador. Até já, Helena Garrido.

Até já.