Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

E temos hoje conosco, para as conversas de fim de tarde, a Ariana Nunes. Ela tem um canal de YouTube chamado Renda Maior, já leva mais de 50 mil seguidores. Ela ajuda as pessoas a investir e mais recentemente lançou também um livro de nome "Multiplique o Seu Dinheiro", da Renda Maior. Aprenda a gerir e a investir os seus rendimentos e alcance a liberdade financeira. Ariana, bem-vinda à Rádio Observador. Boa tarde.

Muito obrigada. Boa tarde. É um gosto estar aqui e poder também dar o contributo para desmistificar, de facto, estes temas tão importantes na nossa realidade.

Sim, e na minha, que eu em poupanças, não sei quanto a ti, Miguel, mas eu em poupanças preciso de muitos conselhos e a Ariana vai ajudar-nos também nesta conversa. Ariana, qual é o primeiro passo ou uma ideia fundamental que nos permita multiplicar o nosso dinheiro, mesmo que achemos que não temos assim tanto ou que não ganhamos assim tanto?

Antes de podermos fazer qualquer coisa, de facto, nós temos que ter aqui uma espécie de segurança financeira, uma rede, se assim podemos chamar. Aqui a ideia é investir, porque investir é que vai fazer com que o dinheiro trabalhe para nós, em vez de sermos só nós a trabalharmos para o dinheiro. Porque a verdade é que os nossos euros são muito suados, as pessoas têm dificuldades em juntar dinheiro, em pôr o dinheiro, de facto, muitas vezes num sítio seguro e este livro tenta trazer aqui as melhores soluções ou pelo menos aquilo que tem sido o meu percurso. E por isso acho que poupar, guardar, fazendo uma reserva e depois começar a investir é o essencial que todos deveríamos fazer.

Faz lembrar aquela máxima do dinheiro gera dinheiro, tem que haver dinheiro para haver poupança, não é?

Precisamente. Eu acho que houve um livro que me marcou bastante, que foi o "Pai Rico, Pai Pobre", do Robert Kiyosaki, em que ele para ter dinheiro para os seus passivos, isto é, para as coisas do dia a dia que queira ter, que queira comprar, seja lá o que for, nomeadamente um carro, roupas, relógios, o que ele quisesse, ele decidiu começar a investir em ativos que lhe gerassem dinheiro para poder comprar esses passivos. E isso fez me começar a pensar: será que eu também não posso fazer isso na nossa realidade? E a verdade é que sim, conseguimos fazer isso.

Este livro, de resto, baseia-se muito na tua história. Tu passaste pelo desemprego, tiveste também de gerir a vida com o salário mínimo, com todas as dificuldades que isso implica. Conta-nos um pouco como é que dentro destas situações adversas ou face a uma situação adversa como esta, conseguiste começar a investir.

De facto, o que aconteceu foi eu ter, como se costuma dizer, chegado a um ponto sem retorno, digamos assim. Eu tinha mesmo de fazer alguma coisa diferente. Eu lembro-me de estar numa das livrarias em Portugal e começar a ler um livro chamado "Segredos da Mente Milionária" e o livro era um pouco até ridículo para a minha realidade. Ele dizia-nos para começarmos a chegar, por exemplo, a um restaurante e pedirmos o que quiséssemos. E eu normalmente quando chegava ao restaurante, eu lia o menu ao contrário, que era do preço para o prato. E por isso, para mim, este tipo de coisas começava-me a fazer um pouco de diferença, mas a verdade é que comecei a ler coisas que não nos são ensinadas e depois comecei a aplicá-las. E, por exemplo, eu tinha, de facto, pouco dinheiro. Na altura, o pouco dinheiro que eu tinha, decidi começar a criar, como deve ser, pelo menos a reserva de emergência, termos ali algum dinheiro de lado para as eventualidades da vida. O que eu fiz? Comecei a vender coisas. Fui para sites tipo OLX e outros sites do gênero, desfazer-me de coisas que eu não utilizava há mais de um ano e que tinha em casa empatadas e que muitos de nós temos, para poder fomentar a minha reserva de emergência. E depois, como tive aquela motivação extra, comecei a trabalhar novamente, comecei a ser rigorosa com as minhas finanças e comecei a pôr sempre todos os meses o pouco que eu podia em investimentos, que depois eu via que tinham grandes rentabilidades. Estamos a falar rentabilidades de 5 a 10% e eu imaginava: "Ok, isto é com 100 €, mas se eu fizer aqui um investimento de mil, já não vai ser a mesma coisa, já vai ser mais expressivo". E é assim que nós devemos começar, não querer correr, digamos assim.

Ariana, mas isto de investir tem sempre uma componente de jogo, não é? De risco. Há essa possibilidade de se arriscar em demasia, que tem-se sempre mais retorno quanto maior é o risco. Tenho essa ideia. É assim?

É verdade. Não existem recompensas sem riscos. Tal como nós, quando queremos ter um emprego novo, nós temos que sair do emprego antigo, que já nos é confortável, tal como é quase tudo na vida. Se quisermos convidar alguém para sair, temos que correr o risco de levar não. Por isso, o uso do dinheiro é também a mesma coisa. Nós temos que ter consciência dos riscos para poder saber se aquilo está bem para nós, se nós conseguimos ter um perfil de risco que nos faça aceitar essa questão, essa necessidade de podermos estar a correr riscos para depois colocar lá o nosso dinheiro. É por isso que nós devemos ter um portfólio diversificado, que é para garantir, pelo menos, que se aconteça alguma coisa a um investimento, os outros não são afetados ou não estejam interligados em termos de tipo de investimento.

Ariana, já perdeu dinheiro?

Já, já perdi dinheiro. Já fiz investimentos, por exemplo, eu posso dar aqui o exemplo de uma das minhas primeiras ações, que eu não tinha muito estudo, não tinha olhado bem para a mesma, olhando para os dados fundamentais, nomeadamente os fundamentos da mesma, e comprei porque estava na voga, estava na moda e perdi. Comecei a perder bastante dinheiro com a mesma. Ainda hoje existem algumas posições que não são posições lucrativas, faz parte. Queremos saber se queremos ter aquele tipo de posição, aquela ação, aquele título para longo prazo. E à data de hoje, nem tudo é rentável, mas claro, o portfólio é diversificado e está balanceado. Acaba por umas coisas compensarem outras e é assim que deve ser.

Vamos à pergunta seguinte: quem nos ouve, onde é que deve investir?

É assim, eu sinceramente acho que todos devem investir, nem que seja num PPR, num ETF, se tiverem mais capacidade de procurarem informação por si.

O que é um ETF? Desculpa, Ariana.

Sim, é um fundo que é cotado em bolsa e que nós conseguimos comprar como se fosse uma espécie de, de uma forma rudimentar, um cabaz.

Por atacado?

É mais ou menos do gênero, se assim podemos dizer. Em vez de comprarmos só uma ação da Apple ou da Microsoft, conseguimos comprar, por exemplo, um índice que replica as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, que é o S&P 500, e que vai listar as 500 empresas para nós podermos ter uma participação desse fundo que tem esse cabaz e que vai seguindo esse tal índice norte-americano, que acaba por ser muito interessante, ou então o próprio índice mundial, que é o World, que também tem uma réplica num fundo, nomeadamente num ETF, que nós podemos comprar a sua participação. É um investimento mais passivo, com risco, mas que está mais diversificado, porque dentro daquela unidade de participação já temos ali uma exposição muito grande a várias empresas, neste caso, 500 se for o S&P 500, se for o World, temos cerca de 1600 empresas. Portanto, acaba por ser mais seguro dentro do mundo da bolsa.

Ariana, ainda um pouquinho atrás na conversa que estávamos a ter, referiu aí algures que é preciso, de alguma forma, conhecer o mercado, conhecer este jogo, conhecer os investimentos. Neste capítulo, acha que em Portugal há essa falta de literacia econômica ou financeira, como costumamos dizer? Seriam assuntos que poderiam ser introduzidos na escola mais cedo, por exemplo?

Sim, sem dúvida. Primeiro, questões relacionadas com as finanças pessoais, a gestão, por exemplo, do nosso primeiro salário, como poupar. Qualquer um de nós tem uma realidade diferente em termos financeiros. Nós não vimos todos com os mesmos rendimentos, a nossa família não tem todos os mesmos rendimentos, portanto, nós temos que ter aqui uma linha de um fio condutor para podermos saber gerir. E acho que isso pode ser dado nas escolas, as bases, pelo menos. Depois, os investimentos. Acho que também poderiam ser inicialmente abordados para que as pessoas evitem até de cair nestes esquemas que tanto aparecem e que tanto acabam por defraudar tantas pessoas. Mas neste momento, eu acho que a escola tem aqui um papel fundamental de educação financeira. Investimentos seriam muito interessantes porque não faz parte da nossa cultura. Antigamente, investir era através de bancos, que era sempre tudo muito mais caro, ou para quem tinha muito capital ou grandes fortunas. Hoje em dia já não é necessário isso. Com a globalização, já começou a ser possível nós termos acesso a corretoras low cost, onde nós podemos colocar o nosso dinheiro, onde ele pode ser desde €200, €300 a €500, os investimentos acabam por ser muito mais acessíveis.

Ariana, tinha uma curiosidade. A Ariana tem alguma formação nesta área. Há uma apetência de pessoas que estudaram ou que têm uma apetência profissional para determinadas áreas serem melhores nisto dos investimentos e das economias?

É engraçado, porque eu conheço muitas pessoas à minha volta que têm licenciaturas em Gestão, Economia e depois acabam esses cursos e dizem: "Ok, eu aprendi o básico, mas eu não aprendi o suficiente para criar uma carteira, um portfólio de ações". Portanto, acho que não é só, obviamente, há quem tenha o gosto por os números. Mas no meu caso, não é assim. Eu, de facto, comecei com uma licenciatura que não tem nada a ver com o assunto. Eu tirei Geografia e Planeamento na Universidade do Minho e neste caso acabei por estar ligada muito à área da faturação e do contencioso, porque também depois fui tirar Direito e acabei por estar muito ligada à parte judicial, mas nunca tive propriamente uma formação de Economia ou de Gestão. Entretanto, como eu lidava com muitas pessoas com incumprimentos e com dívidas, isto também acabou por me despertar um pouco e também a minha situação pessoal, obviamente. E acabei por depois tirar a certificação em educação financeira e mais tarde também agora com as criptomoedas, também acabei por tirar outra certificação.

Falando nas criptomoedas, a blockchain, a bitcoin, o admirável mundo das criptomoedas, este é um caminho de investimento, é aqui que se pode hoje fazer algum dinheiro?

Se me dissesse: "Podemos fazer algum dinheiro?", temos provas de que sim, e também temos provas de quem perde dinheiro. Não há um investimento que seja ótimo para todas as pessoas. Existem investimentos que, com a sua volatilidade e com os seus riscos, acabam por ser rentáveis para uns e para outros. Vai depender sempre quando é que comprou e o que é que comprou. Isto acaba por exigir algum tipo de estudo, algum tipo de acompanhamento, pelo menos. E a verdade é que existe muito a necessidade de começarmos a falar sobre estes assuntos e também por isso vou trazer um projeto muito importante de criptomoedas no próximo ano. E acabo por também tentar aqui ter alguma didática naquilo que as criptomoedas são. Por quê? Porque os jovens de hoje já vão crescer e saber lidar no futuro com criptomoedas. Portanto, as coisas devem ser explicadas, devem ter consciência plena de todos os assuntos, seja de recompensas, seja de riscos, seja de como é que a criptomoeda funciona, porque existe um grande desconhecimento no nosso país, no mundo em geral, mas no nosso país em particular, falando aqui da nossa realidade. E acho que as criptomoedas vieram para ficar e poderá ser muito interessante este novo ecossistema financeiro, seja de potencialidades de ganhos, como também mesmo de transações. Eu posso dizer que já recebi e enviei bitcoin, por exemplo, para o Brasil, e foi muito mais rápido do que qualquer tipo de instituição financeira. Não quer dizer que exista uma substituição direta, mas há aqui uma alternativa que poderá ser considerada e acho que a regulamentação, por parte dos impostos, também vai dar ainda mais adesão e acho que faz todo sentido, porque é mais-valias e mais-valias devem ser tributadas.

Este é um investimento que a Ariana recomenda, um investimento em criptomoedas?

Eu vou corrigi-lo, eu não recomendo. O que eu vou fazendo no meu canal e aquilo que eu vou falando são recomendações para os meus amigos. Não tem a validade de certificação, se assim podemos dizer, em termos de formação, para poder ser considerado uma espécie de conselho. Portanto, é preciso dizer que apenas estou a falar destes assuntos. Claro que eu faço e mostro o que eu, neste momento, ando a fazer com o meu dinheiro. E é isso que eu faço. Eu tenho no canal do YouTube, de facto, alguns vídeos onde eu mostro os meus investimentos, nomeadamente em Bitcoin, onde tenho cerca exposto 0.2 de BTC.

Ariana, estava curioso também com o seu canal do YouTube, o Renda Maior. É daí, de alguma forma, que também deriva este livro "Multiplique o Seu Dinheiro". Quem nunca foi ao Renda Maior, o que é que podem encontrar por lá e o que é que tem para revelar por lá também durante os próximos tempos?

Nos próximos tempos, como eu disse, vão surgir aqui informações relacionadas com o novo projeto de criptomoedas, o que acho que vai ser muito interessante para a realidade portuguesa e para as pessoas que têm gosto em saber afinal o que é isto, afinal como é que nós podemos perceber estas questões e como é que podemos entrar ou como é que podemos ter algum domínio desta matéria. Em segundo lugar, acho que é um canal que fala de uma experiência pessoal, é tudo informal, eu falo aquilo que vou fazendo com o meu dinheiro, vou mostrando e vou falando de produtos financeiros que temos na nossa realidade, porque era um dos problemas que nós há uns anos atrás tínhamos. Eu tentei procurar como comprar uma ação em português, na nossa realidade portuguesa, e não havia ninguém. Não havia ninguém a mostrar o básico, que era abrir a conta na corretora, mostrar onde é que se clicava no botão. Estas pequenas coisas, tal como eu procurei e sentia falta de perceber, muitas pessoas também acabam por encontrar isso no Renda Maior. Uma opinião sobre produtos financeiros, não quer dizer que seja a melhor ou a pior, é uma opinião, e outras questões relacionadas com aquilo que é a nossa realidade, que no YouTube e também nos meios tradicionais, a verdade é essa, não são mostrados.

Estava aqui a olhar para o seu canal do YouTube, o Renda Maior, e de facto tenho aqui muitas terminologias que eu nem sequer sei o que são, mas se começar a seguir o canal e se vir, se abrir estes vídeos que aqui estão, seguramente vou percebê-los. E tenho aqui alguns até sobre Bitcoin. Gostei de saber que existe já esta explicação em vídeo e vou seguramente usá-la. Ariana Nunes, nossa convidada hoje nas conversas de fim de tarde aqui na Rádio Observador. Ficamos a perceber melhor como é que podemos multiplicar o nosso dinheiro. "Multiplique o Seu Dinheiro" é o título do novo livro da Ariana Nunes. Passem também pelo seu canal do YouTube, chama-se Renda Maior e pode aprender a gerir e a investir os seus rendimentos e alcançar liberdade financeira. É o apelo aqui da Ariana Nunes, que esteve conosco esta tarde. Ariana, muito obrigado e muitos parabéns pelo trabalho que tem feito.

Obrigada eu, um gosto enorme e eu gosto muito da Rádio Observador, continuo a ouvir e acho que vocês fazem um excelente trabalho, por isso os parabéns também são dados da minha parte para a vossa equipa.

Obrigado, Ariana. E já agora, boas festas.

Igualmente para vocês.

Olá, eu sou a Ana Filipa Rosa. Obrigada por ouvir este podcast. Se gostou, pode sempre partilhá-lo com alguém e ouvir a Rádio Observador. Estamos online, mas também no FM, na Grande Lisboa em 98.7 e no Grande Porto em 98.4. Obrigada!