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Como dizia há pouco, hoje recebemos na tarde em direto o Jorge Pelicano. Nasceu na Figueira da Foz em 1977. Iniciou a vida profissional no jornalismo, sobretudo como repórter de imagem em televisão, antes de dar os primeiros passos no cinema documental. É autor de vários documentários, como: "Ainda há Pastores", um documentário de 2005, "Pare, Escute e Olhe", de 2009, "Para, de Repente, o Pensamento", de 2015, e " Até que o Porno nos Separe", de 2018. Em julho, mais especificamente no dia 25 de julho, estreou "Tony", o filme que mostra o outro lado da vida de Tony Carreira, mas que olha também de forma atenta para aqueles que o seguem. O Jorge está conosco. Bem-vindo, obrigada pela disponibilidade.

Obrigado. Obrigado pelo convite.

Jorge, este filme, acabamos de dizer também que foi o documentário mais visto em Portugal. Estreou no dia 25. Estes dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual. É talvez o filme mais midiático. Foi também aquele que deu mais trabalho?

Não foi o que deu mais trabalho, mas houve essencialmente um grande trabalho de pesquisa, a nível de imagens de arquivo, essencialmente, porque nós queríamos mostrar coisas novas neste documentário, até porque o Tony era uma figura já muito conhecida do grande público. E a nossa primeira premissa era conseguir imagens de arquivo que não fossem imagens de arquivo das televisões, porque essas, a partir delas, as pessoas já conhecem. Então houve essencialmente esse grande trabalho de pesquisa de imagens de arquivo junto de fãs, junto de produtoras, junto de amigos, pessoas que ao longo desses 30 anos o acompanharam. Portanto, isso foi algo bastante moroso, porque foi muito difícil de encontrar, porque grande parte dessas imagens estão lá perdidas nas caves, nos armazéns ou nas garagens das pessoas e nem sempre é fácil chegar até elas. Mas acho que foi algo que também foi importante pra narrativa, porque através das imagens de arquivo percebemos que aquilo que ele é hoje foi algo que ele conquistou já há muito tempo e que ele sempre se preocupou. Um exemplo concreto, tocar com banda. Ele foi dos primeiros músicos a querer deixar o playback ainda nos tempos da imigração, em que eles cantavam em associações de imigrantes, em França, no Luxemburgo, e ele foi dos primeiros cantores a exigir tocar sempre com banda. Nós nas imagens de arquivo que fomos buscar dele há 20 anos, ele já falava disso nos concertos, portanto acho que foi bom pra narrativa.

E tornou-se ao longo desses meses, foram muitos meses, imagino que sim, a sombra de Tony Carreira.

Sim, nós começamos a gravar em maio de 2018 e estivemos a gravar com ele até o último concerto do Altice Arena, em novembro de 2018, e depois tivemos mais uma ida a Israel, mas no total foi praticamente um ano, o que é mais ou menos o tempo que se demora a fazer um filme biográfico, um documentário biográfico, neste caso.

E é preciso entrar verdadeiramente na intimidade de um artista para se fazer um trabalho deste tipo ou com essas imagens de arquivo, com a informação que se vai recolhendo também junto das pessoas mais próximas, familiares, pessoas que seguem as turnês do Tony Carreira, dá pra fazer isso? Ou é preciso esse acompanhamento próximo do artista, neste caso?

Uma das coisas que quem faz documentário, uma das premissas ou dos objetivos do realizador é sempre ganhar confiança dos seus protagonistas, porque isso não acontece com ficção, porque na ficção pedimos ao ator pra fazer aquilo que queremos fazer, mas em documentário é necessário ganhar essa confiança.

Naqueles momentos em que vemos Tony Carreira ser genuíno e verdadeiro e em que quase não se nota que está ali uma câmera, mas está. Tentar atingir esse objetivo.

Eu sempre fiz isso nos meus trabalhos. Há um grande trabalho prévio, que é o trabalho sem câmera. E o trabalho sem câmera, basicamente, o objetivo é ganhar confiança das pessoas. E como é que se ganha confiança? Simplesmente estando com elas, jantando com elas, saindo com elas e conversando, pra que depois quando a câmera entra, as pessoas já não sintam essa intrusão da câmera, de certa maneira. E eu tento trabalhar sempre. E pra isso é preciso tempo. Eu trabalhei no jornalismo e agora trabalho em documentário, e a grande diferença é o tempo. Em documentário, sem dúvida que o tempo permite-nos chegar mais fundo à essência das pessoas, e isso é muito importante. E é necessário também filmar bastante, porque nem todos os concertos são iguais.

As próprias condições pra filmar não são as mesmas.

Não são as mesmas, nem sempre conseguimos as melhores histórias e andamos sempre à procura até encontrar, de facto, aquela que achamos a melhor história pra narrativa do filme. Por isso é preciso filmar bastante.

Jorge, o Tony Carreira é uma figura altamente midiática, também rodeada, às vezes, de algum preconceito. Como é que partiu pra este documentário? Também os tinha? O que que o surpreendeu neste processo?

Não, esse preconceito sempre existiu. Eu não sou uma pessoa preconceituosa, ouço todo tipo de música. Não ouvia a música do Tony Carreira, mas também não olho pra ela de uma forma muito preconceituosa. Mas o preconceito é algo que é típico português.

Ele existe e o sucesso, às vezes, também leva a isso.

Aliás, quando eu dizia a colegas meus e amigos meus que estava a fazer um documentário do Tony Carreira, eles falavam: "Uh, Tony Carreira!" Ou seja, é logo aquela coisa do preconceito. E depois percebi que, de facto, isso o acompanhou ao longo de toda a sua carreira. Aliás, quando ele veio a primeira vez ao Coliseu de Lisboa, as pessoas perguntaram Tony quê? Quem é esse Tony Carreira para tocar aqui numa sala tão nobre como o Coliseu de Lisboa? A mesma coisa aconteceu com o Pavilhão Atlântico. Quem é o Tony Carreira para tocar no Pavilhão Atlântico? Mas eu acho que todo o tipo de música e todo o tipo de público merece estar nessas salas mais nobres. Não deve haver esse preconceito e essa discriminação. Até porque ele foi a pessoa que, no caso do Pavilhão Atlântico, acabou por ser a pessoa que mais vezes o encheu. E a questão é: por que estas pessoas não têm o direito também de estar numa sala e salas mais nobres? Eu, na altura, quando deixei a televisão e comecei a fazer filmes, também muitas vezes sentia que o mundo do cinema também é um pouco preconceituoso para com as pessoas da televisão também. Eu não evolui na carreira de sair de repórter de imagem da televisão para realizador. Simplesmente, ser realizador é ter um outro espaço de liberdade, é ter a liberdade para contar as suas próprias histórias e, acima de tudo, incutir uma perspectiva cinematográfica nessas histórias. Não sinto que seja uma evolução da carreira.

Até porque no lado do Tony Carreira existe o outro lado, da devoção que certas pessoas têm. E isso surpreendeu, de certa forma, a dimensão?

Já sabia, e é de senso comum, que toda gente sabe que o Tony tem uma grande legião de fãs. A ideia foi entrar um pouco mais dentro desse grupo de fãs, porque normalmente aquilo que eu via na televisão são aquelas pessoas da primeira fila que vão sempre e que são bastante excêntricas. Mas interessava-nos também outro tipo de pessoas, não só que estão na primeira fila. Há outras pessoas que não são tão efusivas e que também têm essa devoção muito grande. Mas, acima de tudo, aquilo que eu senti é que a música do Tony é muito importante para a vida destas pessoas. Algumas músicas preenchem alguns vazios que estas pessoas muitas vezes têm. Há sempre uma decepção amorosa. As pessoas revêm-se nas músicas, até porque muitas pessoas dizem: "Esta letra do Tony parece que foi feita para mim". Isso também, de facto, é uma das razões do sucesso deste músico.

Jorge, o próprio Tony Carreira, penso que foi o próprio numa entrevista, disse que este filme falava também de um Portugal que além de não ser muito mostrado, é também um Portugal maltratado. Foi isso também que quis mostrar aos espectadores neste filme? Ou seja, mais do que Tony Carreira, mais do que os fãs de Tony Carreira, mostrar também que há aqui um outro lado social de uma certa portugalidade?

Sim. Em primeiro lugar, essa questão do maltratado. Eles tiveram imensas dificuldades. Ele sendo imigrante, foi vítima também de todo esse preconceito e dessas dificuldades que eles tiveram todos de passar. Este não é só um filme sobre um músico, é um filme de um imigrante que acabou por ter sucesso. E o sucesso foi conquistado de uma forma muito portuguesa. Isso acontece muito no mundo da imigração.

E também teve que ter sucesso lá fora para ter sucesso cá, quase. Não foi bem assim, não para ter sucesso, mas para ser reconhecido.

Eles conseguiram sucesso de uma forma muito simples e com um contacto muito direto com as pessoas. Por exemplo, ele quando enche o Pavilhão Atlântico, os mídia cá em Portugal ficaram pasmados. Mas quem é esta pessoa que leva esta gente toda ao Pavilhão Atlântico? E a resposta é que ele tinha feito um trabalho já muito grande por todas essas aldeias, por todas essas vilas, por todas essas cidades, nas festas de verão, onde existe a tal portugalidade.

E porque a vida não acaba nos grandes centros urbanos.

É exatamente isso. Acho que os jornalistas não conheciam, e agora acho que já conhecem muito melhor, mas eu sentia que antigamente os jornalistas não conheciam o Portugal para além de Lisboa e para além do Porto. E ele fez todo esse trabalho, fez mais de 100 concertos e foi conquistando esse público. E depois quando ele chega a Lisboa, os jornalistas ficaram surpreendidos, mas o público estava lá porque foi ele que o trabalhou ao longo de muitos anos. Mas toda essa portugalidade é algo que a mim me fascina. Aliás, os meus dois primeiros filmes, o primeiro é ainda a pastores, é filmado na Serra da Estrela, tem muita portugalidade.

"Folgozinho".

É, "Folgozinho", exatamente. O segundo também foi filmado entre Trás-os-Montes, Parque Scutole, que também tem a ver com a desertificação da linha do Tua e tem a ver com a desertificação do interior, onde também há a portugalidade.

E o Jorge nem sequer nasceu no interior, nasceu junto à costa, na Figueira da Foz.

Mas estudei na Guarda. Eu tenho um grande fascínio pelo interior do país. Essas terras é algo que sempre me fascinou, essa paz, esse silêncio, onde se calhar eu me reencontro comigo próprio é no interior do país.

Jorge, e sente que de certa forma, mostrando essa realidade que muitos de nós se calhar não temos acesso de forma tão imediata, faz quase cinema de intervenção?

O segundo filme, "Pare, escute, olhe", foi um filme de intervenção.

Queria chamar a atenção também ao governo, na altura, queria que aquela causa ganhasse maior importância?

Sim, tudo começa numa causa, a desativação da linha ferroviária do Tua. Eu queria falar do interior do país, e usei quase como metáfora a desativação dessa linha de caminho de ferro, porque quando os governos retiram as linhas de caminho de ferro.

Como aconteceu na Lousã, por exemplo.

Exatamente. Quando as linhas de caminho de ferro são retiradas é porque já não há pessoas. Infelizmente, os próprios governos provocaram também muitas vezes essa situação. Mas na altura eu queria fazer um documentário de intervenção, quase militante, porque sentia que o documentário português não tinha essa intervenção e achava que era importante. E sentia que o país, em 2007, não ia pelo bom caminho. Infelizmente, acabei por acertar. O filme foi rodado em 2007, e passado estes anos todos, um dos protagonistas, o José Sócrates, foi preso. Manuel Pinho também está envolvido nessa polêmica, o presidente da EDP. Na altura, sentia que havia ali coisas que não estavam muito bem explicadas, nas negociatas das barragens, e era de certa maneira, um sinal de alerta. E naquele caso, tive a oportunidade de fazer este filme só com o ponto de vista das pessoas que iam sofrer na pele por todas essas negociatas que na altura existiram, com as barragens e também com as pessoas que ficaram sem o comboio na linha ferroviária do Tua. Essa intervenção, na altura, eu achei que era importante e continua hoje a ser importante. Acho que faltam poucos documentários militantes e de intervenção em Portugal. Eu dei o meu contributo, mas quero continuar a fazer mais.

Dez anos depois, se estreou esse em 2009, os documentários ainda não estão nesse ponto. Olha para o panorama em Portugal e acha o que?

Acho que poderia haver mais documentário de intervenção. Sinceramente, acho que é importante, porque é uma visão mais subjetiva, é um outro ponto de vista, mas acho que isso enriquece também o próprio cinema português.

E as personagens de carne e osso, são histórias de pessoas reais que vai documentando. Vai acompanhando depois também o que vai acontecendo com elas, depois da estreia dos documentários?

Eu tenho uma gratidão muito grande para com as pessoas que filmo. Porque, no fundo, são a minha matéria-prima para trabalhar. E acabei por manter essa relação com todas essas pessoas, desde o primeiro protagonista, o Hermínio, que foi o pastor do meu primeiro documentário, "Andar, pastores".

O que é feito do Hermínio?

O Hermínio continua a ser pastor. Vemo-nos uma ou duas vezes por ano. No Natal, vão sempre comprar uns cabritinhos à terrinha dele, e matamos saudades. É uma ligação que fica para todo o sempre, como é normal, porque muitas vezes passamos muito tempo a filmar e essa ligação fica para todo o sempre.

As pessoas, por exemplo, que moram ali na zona onde foi filmado o documentário "Pare, escute, olhe", essas pessoas dessa zona ainda mantém também ligação com elas. E queria lhe perguntar outra coisa, que era se na altura, e falando aqui ainda dessa questão do cinema de intervenção, se tal como o Jorge tinha essa ambição de que esse filme conseguisse de alguma forma ser disruptivo e conseguisse também mostrar um assunto sobre o qual não se estava a falar com a importância devida, se as próprias pessoas lá da zona, se olharam para o documentário como uma última cartada, como algo que pudesse chamar a atenção por uma última vez ao poder.

Eu acho que a maior parte das pessoas não, porque a desertificação também tem dessas coisas, porque as pessoas acabaram por se acomodar um pouco.

Acharam que já não havia nada a fazer.

Acharam que já não havia nada a fazer, isso também é, de facto, um dos resultados dessa desertificação, porque a massa crítica da região desapareceu praticamente toda. E não estou a dar novidade nenhuma, quem lá ficou foram as pessoas mais idosas. E essas pessoas mais idosas, muitas delas já estão resignadas. Por vezes andávamos por lá a filmar e as pessoas: "Olha, não vale a pena vocês andarem por aí que isso não vai dar em nada". Infelizmente, as pessoas tiveram razão, não deu em nada, a barragem foi construída e a linha foi desativada, mas existiu luta, demos voz a algumas pessoas que lutaram. E mesmo assim, eu penso que os mídia começaram a olhar para essa temática. Aliás, a Inês Quina hoje olham para este problema, para esta questão toda das barragens. Algumas até acabaram por não ser construídas e jornalistas entraram dentro de toda esta história e, como eu disse, houve pessoas que já estão condenadas. Só por isso já valeu a pena. E também as medidas de compensação que a EDP teve que dar à região, acredito que foram muito maiores, porque houve essa luta. É óbvio, a barragem foi construída, mas entretanto, a promessa do comboio turístico, que era também uma das medidas, ele está lá, mas ainda não funciona. E mais uma vez, as promessas acabaram por não ser cumpridas. Há cerca de três anos que o comboio está para novamente voltar a circular para turismo e também para servir as populações, mas infelizmente, todos os anos estão sempre a adiar. Nós não conseguimos, de facto, travar a barragem, mas conseguiu-se outras coisas e, nomeadamente, essas grandes empresas perceberam que há luta no terreno e isso também é importante.

Jorge, falando um pouquinho no seu percurso, já nos disse que estudou na Guarda e portanto, tem uma ligação muito especial. Mas este fascínio pelas câmeras, por filmar, sempre existiu? Quantos casamentos de primos é que filmou? E enviava vídeos para o Isto é Só Vídeo também?

Sim, eu não escondo isso. Eu estudei comunicação na Guarda, portanto estou ligado mais ou menos à área, mas na área de cinema e televisão sou um autodidata. E a minha grande escola foi a escola dos casamentos. Sim, filmei alguns familiares meus. A escola dos casamentos, de facto, dá-nos uma tarimba muito grande, porque temos que contar uma história em que não podemos falhar nada no próprio dia.

É o momento mais importante da vida daquelas pessoas.

Não dá para pedir ao senhor padre: "Olhe, case lá outra vez que eu não gravei."

"Repita lá esse bocadinho."

Mas eu acho que, e não tenho vergonha, aliás, hoje em dia, os vídeos de casamento evoluíram de tal maneira.

Com os drones também.

Sim, mas hoje em dia, não digo que se faz cinema, mas as coisas melhoraram muito e há muitos bons profissionais dentro dessa área e nós não devíamos ter vergonha, apesar de eu não estar totalmente nessa área hoje em dia, mas não tenho vergonha nenhuma disso. Acho que, de facto, foi, entre aspas, uma boa escola. Mas é óbvio que esse fascínio sempre existiu e eu quando acabei o curso, fui trabalhar primeiro para a ET de Estão, trabalhava no grupo Johnny Martins, mas durou pouco tempo, um ano e meio, em que depois acabei por desistir, para mal dos meus pais, que ficaram bastante preocupados, porque na altura ganhava bem e tinha um emprego fixo. Mas não gostava daquilo e arrisquei. E comecei do zero, praticamente, na SIC. Houve duas coisas que foram importantes: decidi arriscar, que não é fácil, e depois quando cheguei à SIC, não pedi emprego, pedi primeiro para aprender. Eu sempre tive a noção daquilo que eu tenho que fazer para conseguir ser melhor. E na altura sabia que ainda não conseguia ser repórter de imagem e essa questão de pedir para aprender.

Não dar um passo maior do que a perna.

Sim, e felizmente, depois estive 12 anos na SIC, e de facto também deu muita experiência de trabalho de câmara, muito contacto com as pessoas, porque é muito importante isso. Hoje em dia para um realizador é muito importante ter essa experiência de sentir, olhar para as pessoas, tentar percebê-las, tentar arranjar maneiras de ganhar confiança com essas pessoas, procurar histórias totalmente diferentes. E também a experiência de televisão permitiu o quê? Permitiu-me, quando entrei na área do documentário, fazer coisas ligeiramente diferentes. Eu não queria fazer as entrevistas da mesma maneira que fazia em televisão. Aliás, dois dos meus documentários eu não tenho entrevistas, não faço entrevistas, porque é uma espécie de contradição para aquilo que fazia em televisão. E quero sempre arranjar maneiras novas de contar histórias. Mas sim, esse fascínio sempre existiu.

Estamos à conversa com o Jorge Pelicano. Já não temos muito tempo, Jorge, mas depois de Tony, deste sucesso imenso, deste filme, deste documentário à volta da vida de Tony Carreira, o que é que se segue agora?

Não vou fazer um documentário a seguir. Em princípio, vou fazer uma série documental que tem a ver com sustentabilidade, em parceria também com a Gulbenkian. E tenho outras histórias também na manga, mas estou também dentro do sistema à espera do subsídio do Instituto de Cinema, tal como eu e como outros meus colegas, e à espera do financiamento para o próximo filme.

Jorge Pelicano, muito obrigada pela disponibilidade. Mais uma vez, boa sorte e até à próxima.

Obrigado.

Obrigado, Jorge.

Rádio Observador. 98.7, Lisboa.