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É com enorme prazer que recebemos, neste "Conversas de Fim de Tarde", o músico Melody. Nascido em Angola, criado em Portugal, é um dos nomes pioneiros do hip-hop em Portugal. Fez parte do Ch Family, com quem gravou dois temas eternizados no disco "Rapública", a primeira compilação de hip-hop português. Corria ainda o ano de 1994. Foi também vocalista dos Cool & Knowze, já a conjugar o hip-hop com outros gêneros que lhe conferem estatuto de homem cheio de groove. Estudou guitarra, jazz, sabe tocar bossa nova, já lançou quatro discos a solo. O quarto está acabado de lançar, chama-se "Requiem". É sobre ele que vamos falar agora. Primeiro que isso, Melody, seja bem-vindo à Rádio Observador.
Olá, é um prazer cá estar.
É um enorme prazer também recebê-lo. E vamos começar já por este novo disco, "Requiem" é o nome do novo registro. Um disco com luto, mas também com celebração da vida. Podemos começar pela escolha deste nome ou pela base emocional da escolha deste nome. Há experiências muito fortes naquilo que foi o processo da criação deste novo registro, não é verdade?
Sim, este disco surge da necessidade de fazer o luto. Tive um filho que faleceu há uns anos, um dia antes de nascer. Essa experiência foi muito difícil. Uma experiência que me levou a ouvir muito o "Requiem" de Mozart, por exemplo, e outras peças clássicas. E foi daí que surgiu o nome para este disco. Ou seja, o disco é uma forma também de fazer o meu luto, de arrumar também o assunto. Em vez de ficar em casa a chorar ou coisa assim, decidi criar música e foi durante dois, três anos que fui criando as peças que compõem este disco. É um disco também que tinha muito mais temas, mas alguns eram demasiado depressivos e eu achei por bem não torná-lo um disco tão para baixo.
Mas estamos aqui a falar de uma produção completamente solitária.
É um disco feito em casa. O baixista gravou em casa, o baterista também gravou coisas em casa. Eu gravei a maior parte das vozes em casa e guitarras e algumas coisas assim. Gravei tudo em casa, recorrendo só aos miniestúdios caseiros de cada um de nós.
Foi também gravado durante o tempo de pandemia.
O disco era suposto estar terminado muito antes, mas a pandemia veio a complicar estas coisas. Durante a pandemia, aproveitei para recriar alguns temas e dar-lhes uma roupagem um pouco mais, digamos, como os ingleses dizem, uplifting. Para reduzir também aquela carga emocional, porque o tema em si, réquiem, a morte, é um tema muito denso. Não é um tema que se veja todos os dias.
E difícil de abordar também, não é?
E difícil de abordar. E mesmo para mim foi difícil. Tive que tomar várias atitudes, encontrar outras soluções, para poder tocar este disco ao vivo, porque os temas, como estavam na fase de composição inicial, eram temas muito depressivos e realmente tinham aquela carga emocional muito densa.
E também acaba por ser este exercício, um exercício de catarse. À medida que o álbum vai ali algures, e penso que seja isso que também há uma vertente mais festiva deste disco a partir de certa altura, também o próprio reflexo daquilo que foi o teu percurso, Mel.
É um bocado, porque entretanto, após o falecimento, um, dois anos depois, eu tive uma filha, que tem agora três anos, e foi essa energia também de uma nova criança, que se chama Anita, que me deu essa força para criar outros temas e para procurar temas em que pudesse celebrar um pouco mais a vida.
Muito bem, e certamente será uma das componentes fundamentais desse disco, o "Requiem" de Melody. É um disco que resulta, certamente, como vimos também pelo processo algo solitário pelo qual foi passado, muita reflexão. A que conclusões é que chegaste? Quais são os grandes temas que o disco aborda, Mel?
Como já te referi há pouco, a morte e a vida, celebração, ou seja, a superação, resiliência, a capacidade que nós temos também de encarar as coisas de frente e prosseguir. Porque uma experiência destas é uma experiência muito difícil. Depois conheci muita gente que passou por experiências similares e há pessoas que ainda hoje têm dificuldade em abordar o tema. Eu, para chegar agora onde cheguei, tive que ter aconselhamento psicológico logo quando soube do fato. E tudo isso, todo esse apoio que tive, fez-me também conseguir relativizar um pouco mais as coisas e arrumar tudo muito bem arrumado, senão não conseguiria falar de um tema como este.
Sim, mas se tivesses que descrever alguém que ainda não ouviu este álbum, que melodia que temos agora? É óbvio que Melody é sinônimo de boas vibrações. Que melodia que temos neste disco e que está hoje também aqui conosco a falar na Rádio Observador?
Essa é uma boa pergunta, que é muito difícil responder. Acho que se calhar o Melody, que é um pouco mais velho, estou a chegar aos 50, daqui a pouco faço 50 anos Então já são cerca de 30 anos a brincar com estas coisas da música.
A começar desde cedo, nos intervalos, a escrever letras, não era?
Eu comecei na escola mesmo, nos anos 80, quando surgiram os filmes de breakdance. Eu comecei logo por aí, escrevia na escola. Lembro de um trabalho para a disciplina de História, em que musiquei parte da história de Portugal em rap, com duas folhas imensas no meio dos alunos.
E qual foi a receção?
A receção foi fantástica e tive uma nota brutal.
Foi o mic drop.
E a professora realmente deu uma nota incrível porque reconheceu todo o trabalho que eu tive em colocar aquilo em verso.
E olhando também para este novo disco aqui chegado, o teu percurso passa pelo hip-hop. Também há a vertente soul do teu trabalho, também há a vertente reggae, também em parte nos Kulitnozes, algo parecido acid jazz. Saíste momentaneamente da banda para aprofundar o teu conhecimento e o estudo da guitarra. Andado todo este caminho, qual é a importância de cada género, de cada bagagem, na elaboração deste disco? Há um bocadinho de tudo nele, podemos dizer assim?
Eu penso que sim. Eu procurei que fosse um disco atual e interessante. Mesmo há uns ecos de trap music. Uma parte de um tema instrumental, que é um tema também sobre aqueles momentos em que estamos sós. Chama-se "A Noite e Tu". Realmente foi criado à noite, comigo mesmo, e carregado de pensamentos depressivos, alturas em que colocamos várias questões acerca da vida e da morte, se vale a pena, o que é que vale a pena, o que não vale, ficamos deprimidos. Então é um tema que fala com várias vozes recortadas, que é sobre esta questão, a depressão, porque toda a gente acaba por passar por isso. E muitas vezes passamos e não temos consciência de que estamos deprimidos.
E não tomar consciência, às vezes, até pode ser um perigo para reincidências, não é?
E um perigo para os outros também. Para as pessoas com quem lidamos, porque às vezes temos atitudes que não são as melhores. E se não tivermos consciência de que não estamos bem, que temos que fazer algo para sair do nosso casulo, pode ter consequências para terceiros.
Sim. Fiquei com esta dúvida depois de olhar para este álbum e também para os temas que aborda. Estamos a falar de Melody, é um artista que passou pelo rap, como já ia referindo o Vicente, passou pelo rap, passou pelo soul, passou pelo reggae, pelo blues, pelo R&B.
Sabe tocar bossa nova.
Mas estamos a falar de géneros que conseguem captar a essência destes sentimentos que são abordados também neste álbum. São sentimentos que conseguem encaixar nestes géneros musicais?
Podes repetir a pergunta?
Quando olhamos para hip-hop, música um pouco mais festiva, em grande parte das canções que são feitas, olhamos também para o soul, para a sexiness que têm também essas canções, olhando para temas mais dark, mais depressivos, conseguiste encaixar isso nestes géneros também?
Eu acho que sim. Este é um disco que eu voltei, ao contrário do meu disco anterior, de 2016, o "Soul de Lisboa", que é tudo tocado com banda, live, aos primeiros takes. Este disco é mais produzido e é um disco que tem uma marca muito mais hip-hop. Para mim, é um disco hip-hop. É um disco em que eu não estou para ali a rapar a toda hora, mas é um disco, para mim, um disco hip-hop, o tipo de produção, o tipo de escolhas, beats, etc. Ou seja, parti do hip-hop outra vez, da minha base. Mas esse hip-hop que eu gosto de fazer é o hip-hop em que gosto de colar todos estes elementos. E acho interessante é quando consigo, às vezes, colá-los de tal forma que tu não sabes onde é que começa o funk, o soul, o jazz ou a música africana, que se mistura tudo, para criar uma música que eu pretendo que seja a minha cara, que seja original, que tenha diversas influências e que haja um casamento feliz entre essas diversas influências.
E da tua relação com a guitarra, algum dos temas deste disco explora mais a tua proximidade com a guitarra num registo com menos instrumentos?
Há um tema final que eu estava a brincar com a guitarra, tocar um tema que é muitas vezes interpretado pelo Waldemar Bastos, o Umbiume. Waldemar Bastos e Felipe Muquenga, principalmente estes dois artistas que já o fizeram como seria. Estava a ensaiar qualquer coisa e gravei. Mas depois gostei muito daquilo que fiz. Ainda fiz uma gravação, e já foi gravada há uns bons anos, mas fiz uma gravação muito bem feita e executada, mas optei por colocar a versão mais despojada. Essa versão que dá a sensação que está um tipo na sua sala a experimentar a viola.
É substituir a densidade dos instrumentos pela densidade da emoção da canção, dirias isto assim?
Sim, a densidade da canção, porque é uma canção muito emotiva e para mim é uma canção muito especial, porque é uma canção que me acompanha já desde menino. É uma canção que, por exemplo, a minha filha de três anos também canta. Aliás, ela no disco está a cantar o Black Lives Matter no princípio e está a cantar este mesmo tema do Umbiume. No interlúdio, está ali uma série de vozes diluídas e está a voz dela também. E como ela canta, ela também me acompanha várias vezes. Ou seja, parte da cultura angolana também vai vivendo através da Desses ensinamentos de pai para filha, de canções que foram importantes. O disco tem também uma homenagem ao cantor do Joy Division, aquele que faleceu. Como é que ele se chama?
Vamos procurar aqui.
Esse cantor do Joy Division, que se suicidou há muito tempo. Eles tinham um tema que era o "Atmosphere" e a partir deste tema, criei um tema meu.
Ian Curtis.
Ian Curtis, exato. A partir do tema dele, que aquilo é algo como: . É o tema que me acompanhou também durante o meu processo de luto. De vez em quando parava.
Encontravas conforto, pelo menos, nessa música.
Encontrava conforto nesse tema e neste "Umbiume" do Waldemar Bastos. Ou seja, dois artistas que têm canções e repertório que eu gosto. E estes temas em particular, foram temas que me abraçaram durante todo o meu luto, me ajudaram no meu silêncio.
Sim. Temos o disco produzido, o disco preparado, feito, pronto para ser ouvido e agora para ser apresentado ao vivo. Algum plano?
Estamos em conversações para talvez fevereiro. Parte das pessoas que também tocaram no disco devem me acompanhar ao vivo. E ao vivo eu não gosto de andar com coisas depressivas. Portanto, vou voltar muito funky mesmo.
Sim.
E ao vivo quero tocar parte do meu repertório, desde "Funk é Mesmo Bom", "Ponto Sem Retorno".
"Boas Vibrações".
"Boas Vibrações". Há uma série de singles que eu também quero tocar ao vivo e já tenho arranjos feitos para estas coisas. E vamos voltar a tocar muito funk, vai ser uma coisa muito dançável.
Mas ainda não há nenhuma data, nem nenhum sítio específico.
Para já, ainda não. Eu geralmente começo sempre por funcionar sozinho. Monto uma série de coisas e tenho que ter uma segurança em relação aos beats, às estruturas rítmicas e harmônicas, tenho que ter as bases bem assentes e depois passo aos músicos, ou seja, o arranjo base está feito.
É da tua autoria sempre. Não gostas de delegar essa parte.
Eu não gosto de delegar essas coisas a ninguém. E só produzi, por exemplo, este disco, não é que eu goste de produzir, mas é só porque não tenho mais ninguém para o fazer. Então, estou preso comigo mesmo a tentar conseguir mais uma ideia musical.
E Melody, fugindo agora também um pouquinho ao disco novo, já vamos voltar a fazer uma pergunta final sobre ele. Sendo que eres um dos nomes dos primórdios do hip-hop em Portugal, queres dar-nos a tua visão de como as coisas evoluíram até os dias de hoje? Tens acompanhado a evolução do movimento? Já percebi que sim, já percebi que tens elementos daquilo que é o trap dentro do teu disco. Desde 1900, anos 80 até aos dias de hoje, como é que olhas para a evolução do movimento em Portugal?
Eu estou neste momento a escrever um livro sobre o hip-hop em Portugal. Uma perspectiva também historicista. Procuro falar sobre hip-hop desde o início e as coisas que saíram nos jornais, por exemplo, breakdance, 84, 85, Beat Street, e tentar explicar como é que chegamos até aqui nesta coisa do hip-hop nacional. Então tu tens este primeiro início em que um grupo de jovens, do qual eu fazia parte, que eram poucos.
Da New Decade, na altura.
New Decade e antes o meu nome era Black Rui ou Rui Rap, qualquer coisa assim. E foi nesse período dos 80. Depois, fim dos 80, entro no New Decade. Em 91, o primeiro festival organizado pelo Jean Aldir em Almada. E depois até chegar ao Rapública também foram dois, três anos. O Rapública foi em 94, ou gravado algures em 93, sai em 94. Ou seja, este primeiro início foi um início que parecia auspicioso, mas talvez tenha sido muito cedo, porque, de facto, não havia mercado para o hip-hop naquela altura.
Era a estreia, eram os primeiros passos.
Eram os primeiros passos. Mas penso que o Rapública serviu de incentivo para muita gente, tal como serviu um, dois anos antes, o trabalho do Gabriel, o Pensador, para incentivar e dizer que era possível.
Transferir para a língua portuguesa aquilo que havia.
Transferir para a língua portuguesa. E depois tens esse período do underground, havendo interesse das editoras majors, mas elas não apostando em bandas como os Family e outras tantas, New Tribe, ou seja, as bandas do Rapública, só o Black Company, por motivos evidentes, gravou. E o Boss AC acaba por gravar em 97, salvo erro, para a NorteSul. E eu, como tinha as minhas coisas com o Kulip Noise, também entretinha com o Kulip Noise e depois com o Family. O Family tocavam bastante, ainda foram em digressão em 97 para Cabo Verde, duas semanas, com o Tito Paris e a Lura. Então foram uns anos, para mim, foram uns anos em que era mais miúdo, 20 e tal anos, mas que toquei bastante e me diverti muito e ganhei dinheiro com música nesses dois projetos. Acho que depois chegamos a este novo milênio, e realmente começam a surgir as obras que são as mais importantes, no fundo, ou mais acarinhadas pela esmagadora maioria do público. O Xulaz, Valete, o Sam The Kid, todas as obras gravadas neste novo milênio, que tornaram-se as obras mais icônicas. A partir daí, até chegarmos aqui, tem sido, de alguma forma, um processo de desracialização. O hip-hop começou por ser muito a nova África. Os jornais, por exemplo, na Visão saiu: "A nova África". Havia estas parangonas que pareciam uma cena negra. E à medida que vemos chegando aos nossos dias, o número de protagonistas que não são só negros, de vários grupos étnicos e vários backgrounds culturais, é imenso. Há uma grande diversidade.
Para além da diversidade, sentes que há maior aceitação do público, das rádios, dos divulgadores, de tudo o que é esta cultura musical? E queria perguntar sobre isto até a nível de linguagem, porque temos nos últimos anos o crescimento de diferentes cantores a cantar em crioulo, não só em português, e uma maior aceitação do gênero e também de diferentes línguas.
Eu acho que é tudo um processo que se formos a ver tem à volta de 30 anos. Ou seja, já são três décadas. E acho que era natural que chegássemos a uma situação em que houvesse mais público, porque se fores a ver bem, em 2003, também, penso que durante três anos existiu a revista Hip Hop Nation, que depois acabou por deixar de existir. Ou seja, quando também o mercado começou a mudar, as pessoas começaram a consumir menos publicações.
E mais a música em si.
Em formato físico. E houve a mutação para as plataformas sociais, redes sociais, também deu a sensação que algo parou ali, mas na verdade é que a coisa continuou nas redes sociais, YouTube, etc. E muita gente começou, através do YouTube, a divulgar seus vídeos, as suas mensagens, etc. Quer dizer, aí tu não terias que pagar nada a ninguém. Não precisavas de uma editora major para ter milhões de visualizações.
Sim. Melody, estamos a ficar sem tempo, infelizmente.
Deixa-me só dizer, eu acho que este desenvolvimento foi gradual, mas há, de facto, um público muito mais jovem, que eu tenho visto nos concertos de hip-hop. Há um público muito jovem, e que parece ter surgido nesses últimos anos.
Na última década, sobretudo, também. Infelizmente, não temos muito tempo para mais, olhando para aquilo que é o novo álbum de hip-hop da nossa cena, o "Requiem". Diz às pessoas, Melody, onde é que a podem encontrar? Podem comprá-lo em versão física?
Em versão física eu já vendi grande parte da primeira edição. Não sei se farei uma segunda edição. Assim também fica nos segredos deles, quem tiver.
Daqui a uns anos é limited edition, não é?
Exato. Para adquiri-lo, através da minha página, geralmente tenho no Instagram e no Facebook, Melody Good Vibes.
E nas plataformas de streaming, não?
Sim, está a entrar nas plataformas digitais, mas vai estar, sobretudo, à venda na minha página de band camp, e através da associação de que faço parte, a Plano Baú. Essa informação também está na minha página de Instagram e de Facebook. Através dessa página podem contactar.
Encontrar tudo sobre este novo disco.
E perguntar o que eu tenho em termos de discos meus. Felizmente, tive alguns exemplares do disco anterior, o "Soul Lisboa", e consegui também vendê-los agora, alguns deles, porque há pessoas que mostraram interesse.
Ao contactar com o novo disco, ao saberem do novo disco.
Chegaram ao disco anterior. Eu às vezes vendo também a um preço muito simbólico. Ou seja, não são os preços praticados no mercado, nomeadamente nas poucas lojas que há, a FNAC, por exemplo. Mas tanto quanto sei, a venda do CD, mesmo nas FNACs, tem sido cada vez mais reduzida. Há um mercado aparentemente crescente para o vinil, mas para o CD parece-me que a situação é inversa.
Pois, daqui a uns anos vai é voltar o CD. Estas coisas nunca são sempre assim.
Eu também acho que é uma boa altura para quem quiser colecionar CDs. Agora é comprar.
Sobretudo o "Requiem", não é?
Por exemplo, eu compro mais vinil, mas há discos novos que eram em vinil, 40 € ou 30 €, 30 e tal euros, e em CD tens 10 €. Mas eu gosto de comprar vinil porque gosto de colecionar.
Sim.
E há coisas que, de facto, só existem em vinil.
Só se encontram em vinil. Nunca chegaram a ser CD. Melody, infelizmente, não temos mesmo mais tempo nesta entrevista do Conversas de Fim de Tarde. "Requiem" é o novo disco de Melody. Mel, muito obrigado por este tempo, por esta conversa e pelas novas canções que todos vamos ter a oportunidade de escutar neste novo trabalho. Parabéns e sucesso para o futuro.
Obrigado. Merci.
Rádio Observador. Olá, eu sou a Ana Filipa Rosa. Obrigada por ouvir este podcast. Se gostou, pode sempre partilhá-lo com alguém e ouvir a Rádio Observador. Estamos online, mas também no FM, na Grande Lisboa em 98.7 e no Grande Porto em 98.4. Obrigada!