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O Benfica voltou às vitórias. Ontem venceu no Estádio da Luz o Vitória Sport Clube por 2 x 0, gols de Dalot e Sudakov, e mais uma bela exibição de Prestianni. Vamos analisar esta partida e vamos também fazer um pequeno resumo desta oitava jornada, que só termina mais logo com o Famalicão e Alverca. Tenho para isso comigo o Pedro Henriques, o Bruno Roseiro, Gabriel Alves e o Augusto Inácio. Bem-vindos, campeões. Muito boa tarde. Augusto, começaria por ti. O Vitória de Tiago Margarido até reagiu bem à desvantagem a determinada altura no jogo, mas parece nunca ter colocado em causa a superioridade do Benfica. Esperavas mais deste Vitória? Não está num bom momento no campeonato, mas tendo em conta as palavras do treinador na antevisão da partida, até poderíamos pensar que viria à Luz ferir o Benfica. Não aconteceu.

Boa tarde a todos. Eu diria que o Vitória está a passar por um momento muito complicado, porque em oito jogos só tens uma vitória contra o Nacional por 1 x 0, tens dois empates e tens cinco pontos nesta altura. Eu diria para as pessoas de Guimarães que isto começa a ter uns contornos bastante difíceis e complicados de lidar, porque aquela gente exige muito da equipe. Mas eu acho que a equipe também, na minha opinião, poderia dar mais. Dizer que a primeira parte foi completamente controlada pelo Benfica, uma grande dinâmica, jogadas rápidas, jogadas bem combinadas, uma intensidade muito boa. Eu acho que o Benfica na primeira parte só peca porque só estava a ganhar por 1 x 0, porque o Benfica podia estar a ganhar por 3 a 0 na primeira parte, não seria nenhum escândalo. Na segunda parte, o Vitória tentou reagir no sentido de equilibrar mais o jogo, mas sem criar grandes oportunidades de gol. A grande verdade é que só perto do final é que o jogador do Vitória, que não sei se queria cruzar, se queria rematar a bola, a bola foi ao poste, mas de resto foi sempre um Benfica muito mais perto do gol. É verdade que não teve aquelas dinâmicas, porque os jogadores começaram a ficar cansados, mas aqui o dedo de Marco Silva fez-se valer, porque quando o Vitória estava a querer pôr a cabeça de fora, o Marco Silva colocou realmente o Etxeberria e o Sudakov só com o Palhinha a seis, e o Benfica marcou o segundo gol por Sudakov, numa jogada muito bem elaborada também por Etxeberria. Diria que é uma vitória normal. Peca por escasso. O Benfica fez uma grande exibição, fez um grande jogo, volta ao segundo lugar. E o Vitória, sinceramente, nos próximos jogos, o primeiro agora a seguir é Salver Lamelas pra Taça e depois joga em casa com o Marítimo. Acho que esses jogos vão ser cruciais para que realmente as coisas possam mudar ou não, porque aquela gente de Guimarães não tem muita paciência e vamos ver o que é que vai acontecer no futuro. Eu acho lá que sim, que o Tiago Margarido dê a volta a esta situação, porque acho que é um bom treinador, mas as coisas não lhe estão a correr bem.

Gabriel Alves, Prestianni vai acabar a época no Benfica ou está a colocar-se a jeito para sair em janeiro. Fez ontem mais uma bela exibição.

Boa tarde. Voltou a ser o expoente da equipe. É, de fato, um jogador que toda esta temporada, desde o início, afastado no final da temporada passada, pelas razões que todos sabemos, regressa esta campanha com brilho, com vontade e, naturalmente, neste momento, a marca Benfica, que ele ajuda com toda a sua competência, capacidade, talento e profissionalismo, também o ajuda a ele, porque dá expressão, dá naturalmente vitrine para que ele possa ser visto e apreciado. Peca por escasso, pego aí só nas palavras do Augusto, todo o resto continua. E diria só nesse peca por escasso, vejam lá, Benfica que poderia ter ganho por mais, vejam lá quem marcou os gols. Dois jogadores que não são assim muito simpáticos nos pipocas. Por exemplo, o Dalot, que tem vindo a crescer. É um futebolista que tem vindo a ganhar a sua posição, marca um gol, este lateral nórdico, e o ucraniano, o Sudakov, também, que entrou e marcou e pôs tranquilidade naquilo que era o andamento do resultado. Em relação aos milhotes, esta equipe do Vitória Sport Clube, nesta altura, para mim, é a menos dotada, a menos capaz daquelas equipes que estão a trabalhar dentro da Associação de Futebol do Minho, sendo uma das melhores há duas épocas, prometendo, depois desprometeu tudo. E só lembrar que este Vitória Sport Clube, nesta altura, como disse, e bem, o Inácio, só tem uma vitória. Eu acrescentarei, tem cinco derrotas e naquilo que é rendimento dentro das quatro linhas, marcou cinco gols e encaixou 10. Portanto, acho que está aqui tudo dito. É o pior conjunto da Associação de Futebol do Minho.

Bruno Roseiro, está a convencer este Benfica de Marco Silva. Para além de um plantel dotado, também se nota que o treinador tem feito um bom trabalho a retirar aqui o melhor rendimento dos seus atletas. Tem algum ponto fraco este Benfica de Marco Silva para ser aproveitado em breve pelos adversários?

Pode ter ou não, dependendo da capacidade que tiver de gerir os momentos do jogo. Ou seja, percebe-se que ofensivamente, o Benfica é nesta altura a equipe mais forte do campeonato, não só uma questão de gols, mas também a facilidade com que consegue criar oportunidades. Acho que Prestianni faz toda a diferença até quando não toca na bola. Taticamente subiu muito. Quando nós vemos o primeiro gol Que é construído e finalizado por Dal com Pavlidis. O facto de Prestianni ter dado a largura à esquerda foi o momento em que a defesa do Vitória acaba por arrastar toda e criar o espaço para o Dal aproveitar. Há aqui também um ponto importante no jogo de ontem, que é claramente, existe mais um jogador no plantel chamado Echeverri, que diria que com Prestianni começa a ser uma forma complicada de travar, sobretudo nas segundas partes, em que existe maior desgaste das defesas contrárias. Agora, qual é que pode ser sempre o problema do Benfica? É nos momentos em que não consegue controlar o jogo, como fez, por exemplo, na primeira meia hora contra o Vitória, muitas vezes acaba por cair em erros que promovem transições. O Vitória é uma equipa demasiado sombria para aproveitar isso, mas quando nos recordamos, naquele momento, da segunda parte, até à entrada de Echeverri, em que Barreiro vê amarelo, Tomás Araújo vê amarelo, o Vitória tem uma série de bolas paradas, cantos e livres laterais que pode causar mossa, é de facto o período menos conseguido do Benfica e é também aquele que poderá ser um calcanhar daqueles.

Mas é aí que Marco Silva mexe também nessa altura. Leu bem, se calhar, o que estava a acontecer.

Parece-me que havia também algum desgaste físico extra de unidades nucleares no Benfica. Há uma profundidade de plantel, estando todos aptos, que permite a Marco Silva ter capacidade de controlar todos esses momentos. Ontem, Aouar acaba por ser poupado, mas se ele, por exemplo, joga a titular, tem Leandro Barreiro. Mano Silva não tem sido opção, mas não deixo de olhar para ele como uma opção válida. Enzo Barrenechea recupera de lesão. Ou seja, até em termos de meio-campo, o Benfica tem capacidade para ir gerindo os momentos do jogo e as opções iniciais ou a partir do banco, como quiser. Tem, depois, também essa vantagem. Prestianni, nesta altura, é um elemento que consegue desequilibrar com e sem bola, como o Benfica há muito tempo provavelmente não tinha.

Pedro Henriques, no teu podcast, sem falta deste nota 5 ao árbitro Luís Godinho, alguns erros, ainda assim, sem qualquer influência no resultado, é a tua avaliação nesta partida na Luz.

Muito boa tarde para todos. Falar de dois aspectos, portanto, a questão da arbitragem acaba por não ter total impacto. O Benfica ganha, aquele que para mim é um erro maior, que é um penal de televisão. Acontece uma bola parada e para mim ficou um penal para assinalar no minuto nove sobre Leandro Barreiro, já tínhamos falado sobre isso, mas lá está, como o Benfica ganhou, acaba por se perder o possível impacto e ecos que podia ter, nomeadamente em termos de comunicação social. Relativamente ao jogo, já praticamente foi tudo dito, só realçar realmente a questão do Prestianni, foi claramente o melhor jogador em campo e que acaba por fazer uma exibição, uma vez mais, muito bem conseguida. Dizer que o Vitória Sport Club, e também como estava aqui o Gabriel a falar, tem neste momento um problema, porque independentemente do Tiago Marguide dizer que estão no caminho certo, e acreditamos que estejam, porque nós muitas vezes não ligamos ao processo, não ligamos porque não estamos lá, não percebemos, olhamos muito é para o resultado e os resultados não têm aparecido. E ontem, é lógico que o Vitória, até dado momento, começou sequer a acreditar, porque o resultado estava 1 x 0 e 1 x 0 é sempre um resultado perigoso, mesmo para quem está a ganhar. Mas o Benfica, além dos 62% de posse de bola, tem uma supremacia em remates, 23 x8, e sobretudo um aspecto que é muito importante, é que o chamado, como diz o Gabriel Alves, vou aqui usar uma expressão, que é o remate entre paus. É porque o Benfica tem cinco remates enquadrados e o Vitória não tem nenhum. Quer dizer, está bem que há uma bola à barra e as bolas à barra não contam como remate, mas de qualquer maneira, para nós percebemos que efetivamente é um Vitória que tem aqui alguns problemas e um clube com aquela dimensão, com a massa associativa que tem, percebemos que normalmente não tem muita paciência para isto. O Benfica ganhou, vem agora uma fase para Benfica, Porto, Sporting, para o próprio Braga, portanto aqui uma fase europeia com responsabilidades.

Para o Torreense também, Pedro.

E o Torreense, sim.

Vai receber o Shakhtar Donetsk, não é?

Sim, mas eu estou a falar focado naquilo que é a dimensão da Primeira Liga, não da Liga 2, e do facto da Primeira Liga haver aqui, digamos, duas jornadas seguidas, consecutivas, de jogos internacionais, porque de alguma maneira, depois de uma pausa tão grande para as seleções, este recomeçar que deixava sempre muitas dúvidas para todos. E agora este aspecto também que eu acho que é extremamente importante, que é: faz uma jornada e de alguma maneira vão parar outra vez e, portanto, e depois então, sim, já não perdem mais o fio à meada até à próxima pausa em novembro para as seleções. De qualquer maneira, Benfica, Porto e Sporting, cada um à sua maneira, com jogos estatísticos diferentes, já falámos do Porto e do Sporting, acabaram por dar uma resposta positiva e isso é bom para o campeonato. Nós, tendo a vantagem de cinco e de seis pontos, sabemos que pode haver alguma incerteza no topo.

Tinha, de facto, essa deixa também para abordar com os nossos campeões. Augusto Inácio, quem consideras que teve mais dificuldades e quem esteve melhor neste reatar de campeonato, numa jornada que só termina mais logo, mas dos três grandes, algum deles revelou mais dificuldades neste regresso à competição?

Olha, isto nada tem a ver com a intensidade e com a competitividade das equipas. Tem a ver também com os adversários. E nesta perspectiva, pensava-se que o Sporting ia ter muito mais dificuldades em Braga do que aquele que teve. Realmente, a primeira parte foi uma primeira parte muito chocha, mas a segunda parte do Sporting realmente foi muito melhor Do que o Braga e, por isso mesmo, se eu ganhar, eu diria que o Porto teve muito mais dificuldades em ganhar. Em ganhar, não foi em competir, porque o adversário também é bom, porque o adversário também tinha a sua expectativa, porque o Porto, por norma e pela história, tem sempre grandes dificuldades em ganhar nos Barreiros. Conseguiu, através de um grande gol do Piotr Zeleski, que é uma das notas de campeão que eu vou dar. Eu diria que o Porto manteve realmente essa vantagem e diria que num campo daqueles em que o relvado também não presta em grandes condições, o que interessava era ganhar. E quando não ganhas de uma maneira, ganhas de outra, através da combatividade, do acreditar, do morder. E o Porto conseguiu ganhar esse jogo. Foi dos três grandes em que ele teve mais dificuldades em ganhar.

Gabriel Alves, na outra ponta da tabela, temos Estoril, Nacional, Casa Pia e o próprio Vitória lá mais para o fundo, mas temos também aqui sensações desta prova. O Académico de Viseu, o Santa Clara e o próprio Arouca, que mesmo trocando de treinador, venceu nesta jornada.

Santa Clara, para já uma grande nota. Fazer o seu trabalho, muito bem. E tens aqui também, eu não quero deixar de falar do Gil Vicente. Atenção, muito bem. Este Gil Vicente vai somando. Uma equipa com estabilidade, substantiva e eu diria com qualificação. Portanto, é um campeonato que é português, não foge muito daquilo que é normal. Volta, como já havia acontecido na época transata, a ter a ascensão do Minho com uma forte tendência e com o Santa Clara, que há dois anos foi uma equipa sensação, no ano passado andou por aí e este ano regressa em força. Há que tar toda a atenção e toda a dinâmica de interesse pelos contendores. Há jogos interessantes para além daqueles onde participam Porto, Benfica, Sporting e o próprio Sporting Braga. Há jogos interessantes. Olha como foi o Murinhense Gil Vicente na última jornada.

Bruno Roseira, viramos a agulha para a Europa, porque a partir de amanhã temos já o Lance Sporting, na quarta-feira há Betis Porto, depois na quinta joga o Benfica com o Celtic na Liga Europa. Parece que entre Lance e Betis, algum deles é pior para as duas equipes nacionais que entram em campo na Liga dos Campeões. O Lance venceu ao Lyon durante o fim de semana.

Sim, ganha na sexta-feira 2 x 1. É uma equipe diferente daquela que se tornou vice-campeã francesa no ano passado.

Não tão boa, não tão perigosa.

Não tão boa, até porque começa bem com o treinador, com ideias novas, ganha a Supertaça o PSG, as coisas começam a não correr tão bem, agitação técnica, trocas técnicas. Há uma grande dificuldade, há uma dificuldade extra que o Sporting vai enfrentar que é o próprio ambiente no estádio. É um dos ambientes mais fervorosos em França. O Sporting tem outra condicionante que é o fato de especificamente não ter o Zalazar. Neste jogo agora em França, será uma lacuna grande, porque é um tipo de jogador com características que Rui Borges não tem no plantel e que vai fazer falta, sobretudo neste jogo, onde é provável que se possa ver um Sporting muitas vezes com linhas um pouco mais baixas e a jogar em transição. Agora, parte com uma grande vantagem o Sporting, que fez um três em um em Braga. Consegue quebrar três pontos que acabavam por ser quase uma marca. Do ponto de vista anímico e eram três pontos que acabavam por ser uma marca negativa deste Sporting de Rui Borges. Por um lado, nunca tinha ganho ao Sporting Braga, conseguiu ganhar, apesar de ter saído a perder o intervalo. Raramente consegue ganhar a equipes do top 5 do campeonato, conseguiu ganhar. Raramente consegue terminar bem os jogos e foi assim que o Sporting terminou. Portanto, há aqui uma série de indicadores positivos para o Sporting abordar esta partida, sendo que olhando para o calendário, pontuar em França é um passo muito importante para tentar aspirar de novo a um top oito.

Vamos deixar também a Europa para o programa de amanhã, com uma análise mais profunda. E Bruno, começaria já pelo teu campeão. Quem é neste início de semana?

É uma campeã, Madalena Costa. Patinagem.

Patinagem, desculpa.

Madalena Costa, que já era bicampeã europeia, agora voltou a revalidar o título de campeã mundial de patinagem artística livre. Com um pronóstico, conseguiu bater o recorde de pontos no acumulado, tanto entre programa curto e programa longo. Portanto, temos mais uma campeã. Todos os fins de semana, felizmente, o nosso desporto, apesar disso depois não estar propriamente refletido naquilo que é o orçamento de Estado, mas todos os fins de semana, Portugal consegue produzir novos campeões mundiais. E uma nota 15 também pro Miguel Oliveira. Não conseguiu chegar ao pódio nas três corridas do Superbike no Estoril. Agora, a capacidade que ele tem de continuar a mobilizar milhares e milhares de fãs, mesmo para aquilo que é uma espécie de Liga Europa do motociclismo, mostra que, apesar de ter saído do MotoGP, tem uma legião que não o abandona. Eu acho que isso, só por si, é uma nota a salientar.

Pedro Henriques, vamos ao teu campeão.

Eu tinha aqui três campeões, todos do mesmo, da patinagem artística, a Madalena Costa. É só relembrar que ela é madeirense, 17 anos, e dum clube que é o Santa Cruzense, e no Paraguai fez o que fez, exatamente, revalidou o título, mas também o João Cruz, que conquistou o ouro, e a Rita Azenha, que foi a prata no escalão júnior. Portanto, pra patinagem artística, neste caso é ouro e20 pelos resultados. São desportos aparentemente com projeção menor, quando comparamos com o futebol, mas têm também que ser chamados, porque realmente, como disse e muito bem o Bruno, nós todos os fins de semana estamos a produzir campeões internacionais e a patinagem artística está claramente de parabéns.

Augusto Inácio, teu campeão de hoje. Augusto?

Estou. Entrei agora. Desculpa. A vitória dos três grandes, Porto, Benfica e Sporting fizeram o seu papel, mas eu queria destacar aqui o Santa Clara. Santa Clara está com os mesmos pontos do Sporting e repara só isto: é a defesa menos batida, juntamente com o Porto, só sofre quatro golos. Por isso, grande destaque aqui para o Santa Clara. E também queria dar nota 20 para o voleibol do Sporting. Ganhou a Taça Ibérica pela segunda vez ao CV Guaguas, em Las Palmas, ganhou por 3-1 e é a segunda vez que o Sporting ganha esta competição. Nota 20. Mas queria destacar aqui, sem nota, os grandes gols de Dalot e Piatek, que é isso que faz vibrar as pessoas na bancada.

Gabriel Alves, estamos contigo.

Muito bem. Eu estou com o Inácio no Santa Clara, porque de facto é quarto classificado, muito bem, invicto. Não sofre gols, mas a marcar com rendimento 12-4. Uma boa nota para o Santa Clara. Eu vou dar 14 ao Santa Clara e vou dar 15 ao Petit, com todo o respeito, porque ainda me lembro bem quando ele era futebolista e a forma como se entregava dentro das quatro linhas. É o mesmo como treinador e por onde tem passado. Agora vou dar a três dos portugueses, seis. Vou dar ao Rúben Amorim. Eu só factuo aqui, nem vou entrar em muito. Gazeta dello Sport: "Milan não convence, não perde, mas não convence". Está tudo dito e vamos andando. E vou dar a Amorim, por aquela fita enorme que naturalmente fez com o Vinicius, com o Diamonté. Por quê? Porque pôs o Diamonté de titular e deixou o Vinicius no banco e o Vinicius marca um gol e sai da bancada para ir beijá-lo? Espera aí. Depois tive que ficar, porque o Vinicius nem deve merecer jogo de suspensão. Ele deve ficar três mesinhos sem jogar para ir à escola aprender a estar dentro das quatro linhas. Por tudo o que fez e por tudo o que escreveu.

Pode falhar o clássico.

Diz?

Pode falhar o clássico.

Eu acho que vai falhar.

Vai falhar. O Rio Amorim vai recorrer.

Não, vai levar dois jogos, vai falhar o clássico.

Tudo lhe corre mal, também acho que já separou-se da namorada, não está numa fase boa o Vinicius. Gabriel Alves, Pedro Henriques, Bruno Roseiro e Augusto Inácio. Esta foi a edição de hoje de "O Campeão". Amanhã estamos de regresso depois da 13h00.