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Ponto final nos oitavos de final do Euro 2024. Já temos a definição dos quartos. Ontem tivemos os últimos jogos com os Países Baixos e a Turquia a vencerem e a seguirem em frente. Vamos analisar este Europeu de futebol. Hoje temos conosco Augustinácio João Castro, Luís Pinto Coelho, Mariana Fernandes e também Pedro Henriques. Vamos para essa análise. Mariana Fernandes, para começar nos jogos de ontem: vitória dos Países Baixos, vitória da Turquia, vão defrontar-se nos quartos. Tivemos alguns destaques, coisas que ainda não tínhamos visto no Europeu, jogadores a bisar. Tivemos também um recorde por parte de Demiral, foi o primeiro jogador a marcar dois gols de canto num Europeu. Mas destaques destes dois encontros.
Foram dois jogos bastante interessantes. Eu acho que os Países Baixos acabam por dar aqui uma indicação diferente daquela que tinham dado na fase de grupo. Ou seja, não é uma equipa brilhante, mas o facto de terem ficado neste caminho um pouquinho mais facilitado, ou seja, ter aqui escapado a Portugal, Espanha, França e Alemanha, eu acho que coloca os Países Baixos como, neste momento, claros favoritos daquele lado do Europeu a chegarem a uma final. Parece uma equipa melhor do que Inglaterra, melhor construída, que joga melhor futebol, com melhores individualidades, que está a funcionar melhor. Não é uma equipa brilhante, tem muitas fragilidades defensivas, mas tem um meio-campo sólido e tem, neste momento, um Cody Gakpo em excelente forma física. Parece que acorda sempre que vem pra seleção, adormece quando volta ao Liverpool. Mas é uma equipa bem construída por Ronald Koeman e eu acho que daquele lado, parece-me que se está a desenhar essa ideia de que, a não ser que exista obviamente uma grande Inglaterra ou uma grande surpresa, parece-me que os Países Baixos são os claros favoritos daquele lado do Europeu a chegarem a uma final. Depois, tivemos este Áustria-Turquia, onde eu acho que a Áustria partia com algum favoritismo, depois de tudo aquilo que fez na fase de grupos, ter ficado no primeiro lugar do grupo, do futebol, na verdade, que demonstrou, mas onde a Turquia conseguiu, e aqui com todo o mérito para Vincenzo Montella, desmontar aquilo que era a Áustria, principalmente durante a primeira parte. A Áustria reage muito bem ao gol sofrido aos 57 segundos, tem logo duas a três oportunidades de gol, mas depois não consegue fazer muito mais até o intervalo. Volta a entrar muito bem na segunda parte, mas a Turquia consegue anular por completo. É verdade que defendeu muito mais do que atacou. Tem a sorte, digamos assim, a fortuna de ter um jogador chamado Demiral, que está a jogar muito bem, tanto defensivamente como até ofensivamente, marca dois gols e sobe às alturas para conseguir resgatar essa vitória, mas acaba por ser muito mérito da equipa da Turquia, muito mérito deste treinador, do Vincenzo Montella, que sem uma equipa também brilhante do ponto de vista coletivo, brilhante do ponto de vista individual, com muitas lacunas defensivas, como aliás vimos no jogo contra Portugal na fase de grupos. É uma equipa que vai buscar à raça, à paixão e a tudo isso, para conseguir vencer esta Áustria. Acho que venceu bem, acho que venceu de forma merecida e também com aquela defesa extraordinária do Merter Yüker no último minuto, praticamente, no último lance do jogo, não a salvar o apuramento, que o jogo ia para prolongamento, mas a garantir logo ali nos 90 minutos que a Turquia segue em frente. Acho que foram dois jogos muito interessantes, se calhar até mais interessantes do que outros jogos de cartaz destes oitavos de final. Saem os Países Baixos, parece-me a mim como favoritos daquele lado pra chegar à final. A Turquia, claro, terá de fazer pela vida na próxima fase.
Augustinácio, de facto, esta Turquia acaba por ser, talvez, a grande surpresa destes oitavos de final? Faça só que tinha vindas a Áustria.
Boa tarde. Eu não diria grande surpresa, porque chegas a esta fase do mata-mata e as equipas às vezes transformam-se, porque querem seguir todas elas em frente. Agora, deixa-me referir aqui o Demiral, porque o Demiral tem 26 anos e ele era diretor do Sporting quando o Demiral estava no Alanyaspor e foi para o Sporting. E na época 2018/19, quando Sousa Cintra era o presidente da Comissão Administrativa do Sporting, eu lembro que falámos sobre esse jogador e eu disse que o melhor para esse jogador era ser emprestado ao Alanyaspor, que era o clube dele quando veio para Portugal, e disse para ser emprestado sem opção de compra pra estar no seu país a jogar uma época inteira. O que é certo é que Sousa Cintra vendeu esse jogador só por três milhões ou três milhões e meio. Passado seis meses, foi vendido para o Sassuolo sete milhões e meio e depois o Sassuolo soltou para a Juventus, não sei se foi por 20 ou por 25 milhões de euros. Ora, o Sporting praticamente deitou um jogador à rua quando tinha grandes condições pra mais tarde vir a ser uma boa peça no plantel do Sporting. E por isso, Demiral aproveitou bem a sua altura, sua estatura, o seu instinto também matador nas bolas paradas, marcou dois gols e depois foi como disse a Mariana Fernandes. Defendeu-se muito bem, defendeu com uma garra danada, defendeu com tudo o que tinha pra defender, como se estivesse a defender o castelo do assalto do adversário, e o que é certo é que acabou por merecer. Agora, em relação ao outro jogo da Holanda, eu depositava grandes esperanças na Áustria. A Áustria tinha dado boas indicações na fase de grupos e chegou a este jogo e realmente a Holanda foi melhor. E também estou de acordo com a Mariana Fernandes quando diz que agora a Holanda é o favorito número um pra ir à final daquele grupo, do lado de lá, porque parece-me realmente a melhor equipa. Mas esperava mais da Áustria, sinceramente. Mas a Turquia valeu pelo seu espírito e atenção, este espírito às vezes dá pra ganhar jogos, dá pra passar às fases seguintes e agora não sabemos até que ponto é que a Turquia pode chegar.
João Castro, olhando para este desenho que temos nos quartos de final, de facto, do lado de Portugal, Portugal, França, Espanha, Alemanha, e do outro lado, Países Baixos, Inglaterra, Suíça, Turquia. É um desequilíbrio a forma como ficou arrumada esta balança do Europeu?
Acontece, Miguel. Nem sempre ficam bem separados ou equilibrados os dois lados e, portanto, é sempre difícil, mas o desequilíbrio vamos ver. Porque atenção à Suíça. A Mariana falou realmente dos Países Baixos, que se calhar é uma equipa mais forte, mas se a Suíça passar a Inglaterra, que é sempre um jogo difícil, porque a Inglaterra tem grandes individualidades. Coletivamente não está forte, mas a verdade é que tem grandes individualidades. Se a Suíça passar a Inglaterra, eu acho que a Holanda vai ter algumas dificuldades perante a Suíça. Portanto, vamos ver. Este lado tem realmente os Países Baixos, tem a Inglaterra, mas eu acho que nós devemos aqui falar um bocadinho desta Suíça, que eu acho que é uma equipa super bem organizada e que pode fazer mossa. Em relação ontem, o pragmatismo italiano de Montella a preparar bem a Turquia, contra Portugal jogou um bocadinho mais olhos nos olhos e sofreu com isso. Ontem um bocadinho mais pragmático, a verdade é que conseguiu eliminar uma Áustria que tinha estado bem e que era uma das belas seleções deste Europeu e bela surpresa. E portanto, é assim, o ex-jogador do Sporting, Daniel Miral, faz dois gols de bola parada, foram mais eficazes e mereceram passar. Vamos ver agora realmente estes quartos-finais, porque eu acho que vêm aí grandes jogos e para nós é sempre bom assistir a esses grandes jogos.
Luís Pinto Coelho, grandes jogos em perspectiva, de facto, o João Castro já dizia isto. Estamos aqui perante as oito melhores seleções ou achas que houve aqui algumas que conseguiram fazer surpresa?
Teoricamente sim, mas isto são nuances muitas vezes definidas por pequenos pormenores. Ontem vimos isso na Turquia com a Áustria, um gol logo na parte inicial, depois aquela defesa no último minuto. Isto muitas vezes é uma pequena linha que define quem passa e quem não passa. Não significa que se fosse um campeonato de pontos corridos, a melhor equipa fosse a que passou ontem, por exemplo. Mas há grandes jogos, sem dúvida alguma. De um lado, teoricamente, as melhores equipas, mas atenção, concordo com o João Castro, a Suíça é muito perigosa. E estes Países Baixos, eu tinha dito aqui no início do Euro, se estivessem completos, eles perdem três jogadores do meio-campo por lesão, poderia ser um caso sério. E é uma equipa um bocadinho irregular, mas empolgante e também bastante perigosa. Por isso, acho que são duas seleções a ter em conta para os teoricamente favoritos, mas vamos ter uma sexta-feira e um sábado muito interessantes, principalmente a sexta-feira, uma sexta-feira gorda, com belos dois jogos de grande cartaz.
Pedro Henriques, tens previsões para o desfecho deste emparelhamento?
Bom dia a todos. Em primeiro lugar, a Holanda, que os Países Baixos é uma laranja que já não é mecânica, mas é muito consistente. E, portanto, deste lado do braço da força, corre sérios riscos de poder chegar mesmo à final. A Turquia sem meio-campo? Está eliminada. Esqueçam lá. Acabou, esqueçam que são os amarelos e, portanto, isso vai condicioná-los bastante. Em relação à Suíça, eu estou a dizer isto porque a Turquia vai ficar sem jogadores que não podem jogar. A Suíça é o tal relógio suíço que nós estamos habituados a dizer que é seguro, é assertivo e acho que a Suíça tem aqui um papel e uma palavra a dizer. E a Inglaterra faz-me lembrar o pior Real Madrid, o Real Madrid em pior, que não jogam nada, não sei o quê, depois ganham a Liga dos Campeões. E, portanto, o que eu quero dizer com isto é que neste caso a Inglaterra não tem obviamente esse ADN, porque não ganham, têm individualidades fortíssimas. Ninguém consegue perceber, muitas vezes atrevemo-nos a culpar o treinador, mas não conseguimos perceber como é que uma equipa com aquele talento todo não está, por dizer outra, esganadinha. Mas é daquelas equipa que de repente, encostados às cordas, seja por autogol, são capazes de se safar e ir um bocadinho mais além. E portanto, estamos sempre à espera. Estou de acordo com tudo o que foi dito aqui. Daquele lado, se calhar os Países Baixos são aqueles que estarão em melhores condições, no sentido de melhores sinais, para poderem chegar à final. Mas é como digo, tirando a Turquia, que acho que não tem hipótese, estou à espera da melhor Inglaterra ainda que está por vir com o talento que tem e uma Suíça que é tão segura e está tão firme e está tão habituada a já conseguir chegar aqui até aos quartos-final, que não sei se não poderá ser desta que fará coisas diferentes.
Mariana Fernandes, olhando de facto para esta arrumação e de como tudo isto ficou, já falávamos disto, uma sexta-feira gorda com Alemanha, Espanha, Portugal, França, todos a entrarem em campo. Os outros jogos acontecem no domingo.
No sábado.
No sábado, sim. Mas o mais difícil de prever é mesmo o que pode acontecer na sexta-feira, porque de facto temos equipas a medir forças. Espanha e Alemanha em grande forma, as duas seleções. Portugal e França um bocadinho abaixo, mas duas grandes equipas também.
Sim, é completamente impossível fazer previsões sobre aquilo que vai acontecer sexta-feira, ou seja, podemos teorizar muito e fazer quirotologia, e claro, com os dados mais práticos e as estatísticas mais práticas deste Campeonato da Europa. Em teoria, Espanha está melhor, em teoria, França e Portugal estão praticamente ao mesmo nível. Portugal teve de sofrer um bocadinho mais do que França, mas França faz um jogo bastante sofrível também nos oitavos de final. Portanto, é muito complicado fazer aqui previsões, vai ser um jogo definido nos detalhes, provavelmente. Dois jogos, neste caso, entre quatro seleções que querem chegar à final e que querem conquistar o troféu. Ou seja, não existe nenhuma destas quatro seleções que no início nós não colocássemos como candidata a uma final e candidata a conquistar o Europeu. E isso torna tudo muito complicado, é impossível. Parece-me impossível fazer qualquer tipo de previsão sobre aquilo que se vai passar. Acho que teoricamente Espanha irá estar nas meias-finais, porque tem sido a melhor equipa, porque está a jogar um futebol um bocadinho acima da média de todos os outros e está sozinha nesse patamar. Em relação a Portugal e França, não consigo mesmo fazer previsões sobre aquilo que se vai passar em campo. Do outro lado, e nos jogos do sábado, claro que Inglaterra e claro que os Países Baixos partem com algum favoritismo, pelo historial que têm na competição, pelos objetivos que colocam eles próprios, pela forma como se apresentam em campo, pelas individualidades, por todas essas coisas. Agora, tanto Suíça como Turquia também já mostraram que são capazes de fazer estragos. Se a Inglaterra continuar a jogar assim, o jogo contra a Suíça vai ser muito complicado. E eu acho que a Suíça, sendo uma equipa melhor do que a Eslováquia, se a Eslováquia já fez aquilo e já provocou o que já provocou, e a verdade é que ia passando a Eslováquia, se não fosse aquele gol de Jude Bellingham mesmo no final, o que irá fazer a Suíça a esta Inglaterra de Gareth Southgate? Do outro lado, acho que a diferença é um bocadinho maior. Acho que os Países Baixos são um bocadinho melhores em termos de comparação em relação à Turquia. Ainda assim, como vimos ontem, e vincando o que estava a dizer há pouco, é uma Turquia que vai buscar raça e alma sabe-se lá onde e consegue sempre superar-se um bocadinho e que tem o Çalhanoğlu de volta, ou seja, que falhou este jogo por castigo e que volta. É certo que faltam outras peças no meio-campo, mas volta o capitão, volta, para mim, o melhor jogador da Turquia.
Sim. Pedro Henriques, antes de falarmos aqui de outros temas, para fechar a secção Euro, Michael Oliver é o árbitro de Portugal-França. O que é que nos podes dizer deste árbitro?
O que posso dizer é que quando estivermos na hora do jogo, os dados estatísticos que gosto de lançar aí, média de faltas, etc. De qualquer maneira, eu não gosto. Quando digo que não gosto, até parece que falta humildade da minha parte. Eu não gosto de árbitros ingleses, acho que são os piores árbitros da Europa, são tão protegidos pela estrutura, que depois disfarça um pouco daquilo que é a falta de qualidade que eles têm. De qualquer maneira, é um árbitro experiente, acima de tudo, é um árbitro que sistematicamente está ao mais alto nível nas altas competições, que tem aquela característica de deixar jogar, de punir o contacto físico, é típico também de Inglaterra. Não sei até que ponto poderão ser ou não boas notícias, porque tenho visto, de alguma maneira, e pensando só na seleção portuguesa, um Portugal que quando as coisas não estão bem, estou a ver muitas vezes o Roberto Martínez a falar com o quarto árbitro, mesmo sem ter razões. Outro dia, quando falei daquela situação do próprio Cristiano Ronaldo, e de repente o João Moutinho ou o Diogo Jota, ou o Pepe, não é que ficou lá a falar com o árbitro e que já tinham amarelo. Resumindo e concluindo, tenho algum receio que Portugal, se as coisas não correrem bem, com um árbitro que vai deixar jogar, punir o contacto físico e que não se sente a marcar todas as faltas, isso não possa ser menos bom para nós. De qualquer maneira, já que estamos a falar de arbitragem, aqui uma referência ao terceiro jogo fantástico que o Artur Soares Dias arbitrou, com a média de faltas que eu nunca fez nem em Portugal, 18, 17 e três cartões amarelos de média, dois cartões abaixo do que é o normal, e que corre também sérios riscos de passar a um dos quartos-finais ou talvez até à meia-final. Assim seja, porque a arbitragem portuguesa também precisa destes ímpetos.
Augusto Inácio, fizemos isto também na segunda, com o arranque da época de Sporting e Porto. Hoje arranca a pré-época do Benfica. O que achas que será o grande desafio de Roger Schmidt, numa altura em que começam também a chegar alguns reforços ao clube encarnado?
O Benfica tem aquele problema de sempre, de há uns anos para cá, desde que saiu o Grimaldo. Do lado esquerdo da defesa, Carreras, é verdade que o Benfica gastou €6 milhões por ele, mas anda à procura de um defesa esquerdo, ou seja, não acredita plenamente que esse Carreras possa se engajar esta temporada. E diria também que a parte central da defesa do Benfica, parece que o Benfica anda a contratar um defesa central. Eu diria que o Benfica tem alguns problemas para resolver, mas os outros clubes também têm. O Sporting também, desde que saiu Paulinho, precisa de um ponta de lança, ainda não o tem e o Nuno Dias falhou. Não sei se o extremo vem ou não vem. E o Porto é aquilo que se sabe, o Porto anda à procura do melhor plantel, também anda à procura de colmatar lacunas graves que tem na sua estrutura. Enfim, são os três que andam à procura, que isto não vai ficar por aqui. Acho que do Benfica vão sair jogadores, vão entrar jogadores e nos outros clubes também.
Vamos então partir para as nossas notas, campeão. Começo pelo João Castro e Luís Pinto Coelho, com mais tempo também. João Castro, começo por ti.
Vou trazer uma nota positiva para o Sporting e para o Porto. Nesta pré-época, e já que estavas a falar da pré-época, o Porto apresenta Rodrigo Mora no início dos trabalhos e o Sporting apresenta o Kenda. Dois jogadores muito jovens e muito talentosos que podem ser as boas surpresas e podem ficar nos planteis. Vamos ver como é que corre a pré-época, mas acho que é importante salientar esta preparação destes jovens talentos por parte dos treinadores seniores, neste caso o Vítor Bruno e o Rúben Amorim, a vê-los in loco trabalhar com a equipa e podem ser agradáveis surpresas. Sobretudo, se calhar, até o Rodrigo Mora do Porto, visto que o Porto está com algumas dificuldades financeiras e é o grande talento da formação do Porto e portanto, podemos ter aqui duas belas surpresas no Porto e no Sporting.
Sendo que certamente também estarás contente com o regresso em pleno de Gyökeres, depois da cirurgia no final da temporada. Parece que recuperou mais rápido do que estava previsto.
É normal, é um viking. Eles recuperam rápido.
Luís Pinto Coelho, campeão no dia.
Vou dar um 18 ao João Almeida, que ontem no Tour fez uma exibição de gala. Ele é um gregário de luxo para o Pogaçar e ontem arrebentou completamente o pelotão, preparou o ataque do Pogaçar, mas mesmo assim é o oitavo da geral e pela forma que vai demonstrando, acredito que um top cinco é perfeitamente possível. Sexta-feira temos um contra-relógio individual que também já vai esclarecer um bocadinho mais a forma de todos os ciclistas, mas ontem foi uma demonstração de força de João Almeida.
Mariana Fernandes.
Um 18 para Benfica, Sporting, mas futebol feminino português no geral. O Sporting vendeu a Olivia Smith para o Liverpool, foi a melhor jogadora do campeonato passado, por €250 mil. A Kika vai sair para o Barcelona por €500 mil. Isto parecem valores surreais, mas temos de ter em conta que a jogadora mais cara de sempre do futebol feminino são €800 mil. Portanto, tendo em conta este panorama, o Sporting e Benfica, já neste mercado, estão no topo, provavelmente, e vão ficar no topo das vendas do futebol feminino na Europa. Isso quer dizer que alguma coisa está a ser bem feita. Do Benfica, um produto de formação, ainda melhor. Do lado do Sporting, um extraordinário scouting de ir buscar o ano passado a Olivia Smith e agora sai para o Liverpool, para a Premier League, para um dos melhores clubes do mundo. Portanto, algo está, de facto, a começar a funcionar como deve ser e aquilo que já vemos acontecer no futebol masculino há muito tempo, começa a acontecer no futebol feminino.
Pedro Henriques.
Nota 18 para o Artur Soares Dias, três jogos, três grandes prestações. Conquistou merecidamente mais um jogo neste Europeu e completamente merecido, em ano em que ele também já tinha apitado a final da Conference League. São bons sinais para a arbitragem e concretamente para o Artur Soares Dias. Nota 20.
Augusto Inácio.
Eu também vou dar nota 18 para o Artur Soares Dias. Os árbitros, normalmente, quando falham, são muitas vezes criticados e quando fazem coisas bem, raramente são elogiados. Por isso, há que enaltecer o trabalho do Artur Soares Dias. E também nota 18 para o Ödemiş Al, que marcou a diferença no jogo que houve com a Turquia e também nota 18 para Nicula Stanciu, um menino que eu lancei no Vajoi com 17 anos, hoje tem 31, capitão da Roménia, foi um prazer vê-lo e é um orgulho para mim vê-lo a singrar no futebol mundial.
Nota de treinador a fechar esta edição de "E o Campeão És Tu", mas regressa amanhã depois do 12h30.