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Campeonato ao rubro, há luta até o fim, mas pode haver campeão já na próxima jornada. Há dois cenários possíveis para haver campeão já na próxima jornada no Estádio da Luz. Se o Sporting vencer o Benfica, é campeão nacional. Se o Benfica vencer por dois gols ou mais, é o Benfica que pode ser campeão também na próxima jornada. Qualquer outro resultado adia essa contagem, essa decisão, para a última jornada. Por quê? Porque Sporting e Benfica venceram nesta jornada 32. O Sporting ontem conseguiu bater o Gil Vicente já nos minutos finais. É tema em destaque nesta edição de "E o Campeão É..." que tem hoje na nossa equipa Gabriela Alves, Augusto Inácio, Pedro Henriques e João Castro. Sou o Miguel Cordeiro e antes de irmos à análise mais fina daquilo que aconteceu no relvado, João Castro, o nosso adepto do Sporting, tudo mais calmo agora, como está esse coração?
Bom dia a todos. Calmíssimo. Acho que ontem foi realmente um jogo difícil para os sportinguistas e para o Sporting, um jogo fraco da equipa leonina. Há que dizer, jogou muito pouco futebol e depois tinha que ser decidido, eu já tinha dito ontem na transmissão, tinha que ser decidido na raça, na emoção e com um cadinho de estalinha, que foi o que acabou por acontecer naqueles momentos finais. Um jogo em que o Gil Vicente defendeu bem, uma boa estratégia, aguerridos também, o Sporting entrou bem, mas depois diminuiu a intensidade, dificuldades em passar aquela primeira linha de quatro. Era um quatro-dois-quatro basicamente a defender, taparem as linhas por dentro para os dois médios e os extremos ajudarem os laterais a tapar as linhas para as alas do Sporting. E lá está, o Sporting conseguiu depois reverter um cadinho, um cadinho tarde, quanto a mim, em relação ao que o Rui Borges podia ter feito logo ao intervalo, acaba por mexer bem e tirar a linha três, meter a linha de quatro, meter o Arda lá na frente com o Gyökeres, o que ajudou bastante. E depois o Sporting acho que só fez dois remates enquadrados à baliza, porque aquele remate ao poste do Trincão não conta como um remate enquadrado. E, portanto, foi no sofrimento, foi na atitude, e quando falta inspiração, tem que haver atitude, foi a frase do Rui Borges, e ontem concretizou-se. Houve realmente essa atitude perante um adversário que defendeu bem. E o Sporting conseguiu chegar realmente ao gol, que caiu assim um cadinho do céu o primeiro gol, com remate com ressalto, depois o segundo, lá está, um remate fora da área, também ainda bate no jogador, mas a verdade é que é um bom remate do Quaresma e o Sporting conseguiu. O mais importante é vencer nestas alturas, já tínhamos dito isso aqui. Não conta as grandes exibições. Agora, lá está, todos os jogos são difíceis até o fim, mas tínhamos dito aqui há umas semanas que o Sporting e Benfica iam passar por todos até ao derby, e passaram. E agora vamos ter essa finalíssima no Estádio da Luz, conforme tu disseste, e bem, com esses cenários todos. E depois ainda há um semi-cenário, que é se o jogo empatar, o Sporting depois teria essa vantagem, se empatar o jogo na Luz, se o Benfica ganhar, o Sporting ainda pode ser campeão caso o Benfica perca. Se o Benfica ganha por 1 x 0, caso o Benfica perca em Braga e o Sporting vença em Vitória, mas são dois jogos finais muito difíceis para ambas as equipas e, portanto, espero que tudo seja decidido no Estádio da Luz, que vai ser. Eu já não me lembro, Miguel, mas acho que há 70 anos que não há um jogo tão decisivo no Campeonato Português.
Principalmente entre estes dois. De fato, já tivemos o Porto ser campeão no Estádio da Luz durante este século. Tivemos também esse famoso jogo do gol do Kelvin no Estádio Dragão, também praticamente decisivo a fechar contas.
Mas acho que não fechava logo as contas se fosse em um ou outro estádio.
Sim, em qualquer um.
Era só que ia pra um lado. Aqui pode cair para os dois lados no mesmo jogo, o que vai ser épico. Acho que a próxima semana a transmissão especial aqui na Observador vai ser épico. E em relação a ontem, qualquer dia o Sporting tem que pagar caro de lojista a muitos adeptos leoninos.
"Faltou inspiração de forma geral, estivemos menos inspirados, são humanos os jogadores." Estas frases não são minhas, estas frases são de Rui Borges ontem no final do encontro. Augusto Inácio, olhando aqui para aquilo que jogou o Sporting, teve três remates à baliza, uma equipa a lutar pelo título campeão nacional, duas grandes oportunidades que acabaram por ser esses dois gols. Há culpas a apontar à estratégia do Sporting, àquilo que deram os jogadores? Que análise faz deste encontro?
Boa tarde a todos.
Boa tarde.
Pois, há culpas e há méritos.
Claro.
E a gente nunca pode tirar o mérito aqui ao Gil Vicente, que o Uatu foi talvez aquele jogador que interpretou melhor aquilo que é o anual do Gyökeres, que não teve praticamente quase nenhuma oportunidade por causa desse mesmo jogador. Mas a estratégia do Gil Vicente foi boa na primeira parte, defendeu muito bem e tentou chegar à frente. E o Sporting estava completamente desinspirado. Não havia jogo em profundidade, não havia a ver isso. As individualidades também não apareceram e o Sporting foi empurrando o jogo, investigando o jogo, não criando oportunidades, inclusivamente, e teve um meio-campo em que realmente, é verdade que o Uyuma fez falta, mas sinceramente, se o Sporting está a precisar do Uyuma pra ganhar ao Gil Vicente, então aos outros jogos, o Uyuma tem que jogar os 34 jogos, porque senão, se falhar um jogo, o Sporting perde. Não é assim. Há os jogadores que faz falta, sim, senhor, mas tem que haver depois argumentos dentro do campo, porque o Sporting é muito superior a estas equipas e tem a obrigação, pelo menos tinha a obrigação de jogar muito melhor. Mas há o envolvimento, há o ambiente, há aquela ansiedade, aquilo que eu farto de dizer nos jogos em que as coisas começam a se aproximar do fim, as borboletas começam a mexer de maneira dentro do jogador. Está ali ansioso, o jogo nunca mais começa, mas quando começa, o jogo não começa bem, e então os nervos começam a aparecer à flor da pele. O adversário também não deixou os jogadores do Sporting jogarem também bem. Enfim, é um somatório de várias coisas que fez com que o jogo se tornasse realmente muito difícil
Curiosamente, na segunda parte, o Gil recuou no terreno, talvez por força também de uma maior intensidade, diria eu, não digo de jogo, mas de marcação dos jogadores do Sporting ou por falta física, eu diria que o Gil Vicente remeteu só na segunda parte praticamente a defender. E depois, quer queiramos, quer não, todos os campeões têm que ter uma estrelinha. Aquilo que o Rui Borges diz, que é a estrelinha de Bobô. Não, todos os treinadores, todos os clubes, todos os campeões têm que ter uma pontinha de sorte aqui ou acolá. E o Sporting ontem teve essa sorte, um gol de empate numa carambola e depois a acabar o Eduardo Quaresma marcou aquele grande gol. O que interessa realmente aqui é o resultado. O Sporting acaba por ganhar bem pela crença, pela força, pela determinação, pelo querer. Mas eu diria que este é um jogo ou daqueles jogos em que as coisas não correm bem, nem sempre podem correr tão bem, mas o que interessa aqui é salvaguardar o resultado e agora passa para sábado, às 18h. Aquilo que pode ser o jogo decisivo, não sei se vai ser ou não, mas pode ser um jogo decisivo, dependendo do resultado de um e de outro.
Gabriel Alves, chegam empatados os rivais de Lisboa, os rivais da segunda circular, Benfica e Sporting. Estamos numa final que pode ser decisiva, pode terminar já com o campeonato ou pode adiar tudo para a última jornada. Mas esses nervos, vamos deixá-los para os programas desta semana, claro. Olhando para aquilo que fez o Sporting neste jogo frente ao Gil Vicente, achas que se exigia mais deste Sporting?
Olha, com um sorrisinho, o galo enjaula o leão e quase que cantaria coco-cocó, mas o leão rugiu. E pegando as palavras do treinador Rui Borges no final, que diz que gostaria de ter visto o Gil Vicente mais competitivo noutros jogos, porque estaria mais bem classificado. Eu pergunto: Rui Borges contava com a estratégia bem montada pelo treinador do Gil Vicente? É que de facto pontuou uma estratégia e o Sporting montou essa estratégia, pensou que poderia haver essa estratégia. Essa é uma questão que fica e naturalmente será respondida dentro daquilo que é o núcleo do Sporting Clube de Portugal na sua estrutura futebol. A verdade é que nós temos dito aqui muitas vezes que por mais favoritos que sejas, tens que sempre respeitar aquilo que o adversário faça, por mais pobre, mais fraquinho que seja. E obviamente que ontem se notou essa situação de um Sporting à nora, portanto, passo aqui uma palavra vulgar em Portugal, completamente à nora e sem encontrar rumo, com vários problemas, quer a defender, quer a organizar, quer a tentar definir e a tentar concretizar. Tem dois remates felizes, bons remates, marca dois gols e vence. Portanto, há toda aquela envolvência emocional da raça que falava há pouco e bem o João Castro, que é bonito no futebol, faz parte. É um bocado que pouco hoje se vê o tal futebol romântico que vive isso tudo e que naturalmente se transporta para o Estádio da Luz no próximo fim de semana, no próximo sábado. Portanto, a verdade é esta: o Sporting venceu com muita dificuldade, com uma exibição débil, fraquinha. O Benfica, que podia ter vencido à vontade horas antes, acabou por vencer a roer as unhas, portanto, sem problemas. Daí que são duas equipes que se vão confrontar, vão defender aquilo que é o cetro que querem, que é o campeonato, num momento que naturalmente para o futebol português é importante, porque finalmente vai ser falado. Há dois rivais fortíssimos, um dérbi de grande clássico, um dérbi de sempre ao nível do país e obviamente que nós pelo menos vamos ter montra internacional na comunicação social, que todos vão falar do Benfica-Sporting, até porque há jogadores. Há o Gyökeres, por exemplo, do lado do Sporting, estou a dar um exemplo. Há parte do Benfica, o Kokçu, o Di María, naturalmente. E isto tudo chama, porque os jogadores são naturalmente os atores e hoje isto vive muito de atores. E eu hoje vou voltar a este assunto mais tarde na altura do campeão, porque os atores são importantes para dinamizar os emblemas, sendo os emblemas grandes e enormes, mas os emblemas precisam de bons atores. E a verdade é que temos nesta altura, portanto, um Benfica-Sporting decisivo, o que é muito bom para o futebol português e muito bom para os benfiquistas e para os sportinguistas.
Pedro Henriques, tua análise ao que aconteceu ontem no Estádio de Alvalade. Bom dia.
Inspirado naquilo que é esta fase em que vivemos agora, 25 de abril e 1º de maio, depois de ontem, eu diria: a luta continua. E portanto, aproveitando esta frase dos dias do trabalhador, porque realmente a luta vai continuar naquilo que é a decisão fundamental do título. E é muito importante, tanto para o Benfica como para o Sporting, garantir diretamente a ida também à Liga dos Campeões, além do campeonato e do título. Posto isto, eu diria que este vai ser claramente, e percebemos isso, até por aquilo que a prestação do Benfica, sobretudo na segunda parte, e a prestação do Sporting até ao minuto 80, percebemos claramente que este vai ser o campeonato em que o campeão será o menos mau de todos. Ou seja, não é normal no Campeonato Português haver esta irregularidade na equipe que é campeã. Nós temos vários campeonatos, alguns deles já foram decididos também em cima da hora nas últimas jornadas, mas não diretamente entre os dois contendores, como vai acontecer agora neste Benfica-Sporting. E o que nós vemos é sempre que as equipes que estão na luta ganham muito mais vezes e sobretudo associam a essas vitórias, mais do que a questão dos pontos, boas exibições, exibições muito conseguidas. E o que nós temos visto do Benfica e do Sporting é oscilações onde muitas vezes menos se espera. Aconteceu isto com o Benfica recentemente com o Arouca e ontem, e acontecendo também com o Gil Vicente. Muito mérito para o Gil Vicente No meu ponto de vista, na maneira como estudou e anulou o Sporting, sobre o ponto de vista da maneira como entrou e como defendeu, acho que há aqui muito mérito do Gil Vicente. E depois esta irregularidade que o Sporting e o Benfica têm. O Sporting depois de Rúben Amorim, diga-se de passagem, porque se o Rúben Amorim não tem saído, também não tenho dúvidas que não havia história. Neste campeonato já não havia história. Mas pronto, assim vai acontecer. Eu vou dizer que este derby é decisivo. Só há uma hipótese. Eu sei que obviamente, matematicamente, como tu disseste, o Sporting pode ser campeão, o Benfica pode ser campeão, e depois há dois cenários em que ainda ninguém é campeão, que é o empate do Sporting ou se o Benfica ganhar apenas por um. Mas na prática e na realidade, não é bem isso. O Sporting ou sai de lá campeão ou o Benfica sai de lá campeão, porque se o Sporting empatar, é campeão na jornada a seguir. Se o Benfica ganhar por um, é campeão na jornada a seguir. Não vale a pena estarmos a pensar no outro cenário. Adia-se matematicamente, mas há alguém que vai sair na frente dali, mesmo matematicamente sem o título, sai na frente e é campeão na última jornada. Independente dos jogos difíceis que o Benfica tem no Braga e dos jogos difíceis que o Sporting tem com o Vitória. E termino com isto, em relação àquilo que vai ser, aliás, já começou ontem nas redes sociais e vai começar a ser também a nível dos dirigentes. Preparem-se para uma semana muito quentinha, depois sabemos a nomeação do árbitro, uma semana muito quentinha sob o ponto de vista, chamem de manigances, trocas de acusações, ganhaste, perdestes. Enfim, todas essas coisas. Preparem-se que não é só ao nível das redes sociais e do adepto comum, que isso já é o normal, mas é também ao nível daquilo que são os próprios dirigentes. Eu não tenho dúvidas nenhuma de que vai ser muito quentinho na questão da arbitragem. Vai falar muito de arbitragem.
Vamos deixar essa conversa para depois. Certamente vamos ter muito para falar. Quanto a essa última jornada, de ser garantido que ganham, esperemos que as imagens de Dortmund em 2023 não se repitam em Portugal, porque de facto foram momentos de muito desânimo depois do Dortmund só ter que vencer em casa na última jornada, ter perdido. Pode acontecer também este ano em Portugal com qualquer uma das duas equipas. Vamos passar rapidamente pelo ciclismo, Gabriel Alves. João Almeida em grande. Mais uma vitória este ano, é a segunda no World Tour, tinha vencido no País Vasco, agora vence na Suíça. O que estás a achar desta prestação do português que tem prometido nos últimos anos e agora começa a somar conquistas?
É verdade, ele tem somado conquistas. Ele precisa de vencer uma grande prova. Esta é a verdade. Mas de qualquer das maneiras, vai desfraldando, pedalando de bicicleta, vai desfraldando pelas estradas da Europa a bandeira do país. Isso é muito importante, a bandeira desportiva do país e a bandeira no seu contexto global. Eu volto sempre ao mesmo, em todas as modalidades. Nós temos altos atletas devidamente qualificados, altamente qualificados. Por favor, faça uma política desportiva para o país. Isto explode. Explode no bom sentido da palavra, em termos de desporto, em termos de saúde, em termos de vida. Porque nós temos muitos bons atletas. Repara, no futebol, na formação, os atletas que saem e que marcam presença no mundo. Depois no andebol, no futsal, no hóquei em patins, no voleibol, no ciclismo. Há quem trabalhe muito bem isso, na formação, ao nível dos clubes nacionais, regionais. As próprias autarquias trabalham nisso e ajudam e apoiam dentro de determinado tipo de contexto. Haja uma política nacional com objetivo. Não é só mundiais de futebol. Não, não é só aquilo que o guito dá, o turismo. Não, a economia também vem de base na saúde desportiva do país.
Muito bem, vamos para as nossas notas de campeão. Começo pelo João Castro. Hoje começas tu, João.
A minha nota de campeão vai um 18 para o staff do Sporting. E por quê? Porque nos momentos finais do jogo foi importante ver o diretor-geral do Sporting, Bernardo Palmeiro, a retirar o Yuno logo diretamente para o balneário mal o árbitro apitou, ou seja, para não haver hipótese de algum amarelo, de alguma situação que provocasse um amarelo.
Nem que fosse por engano.
Por engano, basta haver confusão com o jogador e o árbitro disparar amarelos para todo lado, se houver confusões ali, podia haver. E depois para também o resto do staff, que foi logo três elementos cercarem o Gyökeres para não deixar o Gyökeres responder à letra a alguns jogadores do Gil Vicente. Portanto, acho que foi uma atitude correta da parte dos dirigentes do Sporting, preveniram alguma situação já para o derby. E a minha nota negativa é para algum exagero dos jogadores do Gil Vicente, da maneira como trataram o Gyökeres realmente no jogo, sobretudo depois naquela parte final a provocarem sempre o Gyökeres, que obviamente também depois respondeu à letra quando foi ao gol e ia festejar junto dos jogadores. Mas a verdade é que mesmo assim, se o Arda foi expulso por dizer "Yeah", como é que os jogadores do Gil Vicente não tiveram nenhuma amonestação, quando obviamente houve ali situações mesmo sem bola. Portanto, é a minha nota negativa de hoje.
Pedro Henriques.
Eu ia só dar uma nota, que era para o João Almeida, mas tenho que dar mais uma inspirado nas palavras do João Castro, que falta dizer mais qualquer coisa. Se o Gyökeres tivesse sido expulso no jogo, provavelmente já não marcaria o gol do empate e uma cirurgia deitando a tarde toda no assador negativa e prejudicando muito o Sporting com aquele primeiro amarelo muito bem mostrado e depois uma atitude de acertar na cara do capitão do Gil Vicente sem nexo nenhum. Enfim, há que ter um pouquinho mais de tempero e calma e o próprio Gyökeres que foi bem seguro pelo staff e muito bem, como diz o João, mas que também poderia de uma forma ser advertido que eventualmente não é seguro, não faria sentido estar a perder o jogo. Os jogadores têm que ser muito mais do que a questão das emoções. As emoções é para a malta do ordenado mínimo. Eu também, quando andava no futebol profissional, tinha que ter muito mais do que as emoções controladas. Também sei perder os nervos, também sei mandar a malta toda para todos os sítios. E o futebol é profissional e os profissionais têm que perceber que têm que trabalhar outras competências Para não deixar de só ir na questão das emoções. João Almeida, obviamente, depois da volta ao País Vasco, mais esta conquista, também já tinha este ano a Itzulia feito um triunfo para juntar a muitos títulos que ele entretanto e voltas que já tinha ganho, como aconteceu na Polónia, Luxemburgo, etc. E este ano tinha a grande expectativa para a Volta à Suíça e sobretudo para o Tour, que é a grande prova onde ele o ano passado também já fez uma grande classificação. Nota 19 para João Almeida com esta expectativa de bem em seguir.
Augusto Inácio.
Olha, eu vou dar nota 20 para o João Almeida, por aquilo que já foi tudo dito. Ganhou esta Volta à Romandia e continua a passear a bandeira portuguesa pelo mundo fora. Também queria dar nota 20 para o Paulo Sousa, foi campeão nos Emirados Árabes Unidos, no Al-Ahli de Dubai. É mais uma conquista de um treinador português fora do nosso país. Também queria dar nota 20, até que enfim, En-Ricane, 31 anos, prematuro que tu ganhasse, grande jogador, não tinha nada no currículo.
No sofá.
No sofá e consegue ser campeão, até que enfim, En-Ricane, já podes acabar a carreira que já foste campeão uma vez. E também nota 18 para o Eduardo Quaresma, não porque tivesse jogado bem, não porque o Sporting tivesse jogado bem, mas pela importância do gol em relação àquilo que é o título no próximo sábado.
Gabriel Alves, para fechar.
Eu vou dar já aqui um 18 ao Paulo Sousa, porque fala-se pouco disto. Mas ele já foi campeão na Suíça, já foi campeão em Israel, já foi campeão na Hungria, agora é campeão nos Emirados. Não, não se fala. É um futebol menor? Mas é campeão. Esta é que é a verdade. Paulo Sousa, portanto, soma títulos. Para ele, já 18. Depois quero dar 19, obviamente, ao João Almeida pelo seu desempenho e por tudo o que desportivamente ele faz o país vibrar e faz o país ter que tomar nota. E depois quero dar 19 ao senhor Carlo Ancelotti. Eu sei que a comunicação social, e bem, também faço parte dela, precisa de coisas novas, frescas para contentar. Portanto, quem a procura, os consumidores, os clientes de comunicação social, que somos todos nós, ao fim e ao cabo. E o senhor Ancelotti, neste momento, porque o Real Madrid não atingiu aquilo que é, e há outras responsabilidades, mas ele é o epicentro da responsabilidade. Parece que já disse que o seu futuro é dito no dia 25. E bem, quando isto acabar em termos de La Liga. Mas há aqui a questão do tal ator. Há um ator turco no Real Madrid chamado Arda Güler, que é um menino excelente, futebolisticamente falando, enorme. Mas a verdade é que quem o treina, quem lida com ele todos os dias, chama-se Carlo Ancelotti. E Carlo Ancelotti não tem posto o Arda Güler a jogar normalmente como aquilo que a comunicação e, se calhar, os adeptos quereriam. E Ancelotti dá uma resposta fantástica: o Arda dá uns tempos, não é o Güler de agora. O que ele quer dizer com isto? O Arda tem que crescer para ser Arda Güler. Senhor Carlo Ancelotti, de facto, o senhor sabe, e sabe muito. Quanto à comunicação social, nada contra ela, vai continuar a pressionar, mas para o Arda Güler tem que também dar um 14 para ele crescer ainda mais e ser de facto aquela estrela que todos nós desejamos.
Notas atribuídas na edição de hoje. Vão ser programas também quentinhos durante toda esta semana na Antvisão, essa jornada que pode ser decisiva. No próximo sábado, há dérbi entre Benfica e Sporting. Vai também contar com uma longa emissão especial aqui na Rádio Observador.