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Aqui vamos nós novamente: Portugal-França. Depois da meia-final em 84, com aquele gol de Platini no último minuto do prolongamento, depois da meia-final no Euro 2000, com Zidane, também de grande penalidade no prolongamento, da meia-final do Mundial 2006 com Zidane durante os 90 minutos, também de grande penalidade. Depois desse mítico Portugal-França na final do Euro 2016, com o gol de Éder, e depois da fase de grupos do último Europeu, em 2021, o Euro 2020, que deu empate entre Portugal e França na fase de grupos. Agora, um embate nos quartos de final do Euro 2024: Portugal-França. Vamos fazer a análise, vamos perceber o que podemos esperar deste encontro. Neste programa contamos com os comentários de Augusto Inácio, João Castro, Mariana Fernandes e Pedro Henriques. Eu sou o Miguel Cordeiro. Vamos perceber, afinal, Mariana Fernandes, o que podemos esperar deste encontro. Temos duas grandes equipes, duas potências do futebol europeu, do futebol mundial, mas que na verdade, nesta competição, não têm estado ao nível que se espera, podemos dizer assim. O que esperas deste jogo logo à noite, às 20:00?
Acho que já foi possível perceber um bocadinho pelas conferências de imprensa, tanto de Fernandes Santos, deu aqui um throwback na minha cabeça, de Roberto Martínez, como de Didier Deschamps, que são equipes que se vão apresentar de forma um bocadinho diferente. Ou seja, se Didier Deschamps, apesar de elogiar a qualidade individual e a qualidade coletiva de Portugal, deixou entender que a França vai à procura da vitória, Roberto Martínez teve logo alguma preocupação em dizer que Portugal terá de se preocupar muito com os contra-ataques de França, que Portugal terá de se preocupar muito com as transições ofensivas e rápidas de França. Ou seja, acreditando também que Portugal não vai entrar, obviamente, com o autocarro à frente da baliza e não vai colocar todos os jogadores atrás da linha da bola e jogar assim, depois jogar no contra-ataque, Portugal também não se vai apresentar contra a França, como provavelmente se apresentou, por exemplo, contra a Turquia, e muito menos contra a República Checa, Geórgia ou Eslovênia. Ou seja, será uma equipe muito mais cautelosa do que aquilo que temos visto. Mas eu acho que isso também oferece a Portugal, e neste caso, a esta equipe, a este 11 muito específico, que eu acho que vai ser o do costume, que Roberto Martínez vai apresentar, que oferece, se calhar, as melhores características que Portugal tem. Ou seja, aquela questão da velocidade, da profundidade, da criatividade do meio-campo pra frente, tudo aquilo que Portugal não tem conseguido fazer quase nunca, porque não tem espaço pra o fazer. E contra uma equipe como França, que vai obviamente ter iniciativa, querer ter a bola, querer jogar no meio-campo adversário, Portugal terá mais espaço para o fazer, mas também tem mais perigo para defender. Acho que vai ser um jogo muito equilibrado, como dizias, entre duas equipes com muita qualidade coletiva e individual, mas que não têm estado claramente ao seu melhor nível, mas que querem chegar às meias-finais e que obviamente também têm essa nota de candidato a uma presença na final. Eu acho que é mesmo um jogo complicado de prever, ou seja, é muito complicado e é mesmo muito complicado antecipar o que se vai passar.
A história diz que é quase sempre empate. Em Europeus foi sempre empate.
E são sempre resultados muito renhidos, jogos muito renhidos, muito complicados, muito complexos, onde o vencedor tira essa vitória tirada a ferros, tanto Portugal, nas vezes que ganhou, como França, nas vezes que ganhou, e depois há os empates. Acho que vai ser um jogo muito renhido, muito equilibrado, onde o centímetro será sempre muito caro. E eu tenho mesmo dificuldade em antecipar um resultado ou antecipar que Portugal vai ser eliminado ou vai ser apurado. Acho que é um jogo muito complicado de antecipar, porque depende tudo, parece-me, dos detalhes. Ou seja, de quem marca primeiro, se marcam cedo, se marcam tarde, de um erro que pode acontecer. Acho que é um jogo que será sempre muito decidido ao detalhe.
João Castro, o que esperas deste encontro, sendo que Portugal repetiu o 11 do jogo com a Turquia, do jogo com a Eslovênia? Achas que vai ser também nessa linha a estratégia para este jogo com a França ou volta uma linha de três homens na defesa? Quais é que são as tuas expectativas?
Eu acho que vamos de 4-3-3 outra vez. Vamos com uma linha de quatro, contra a França, que também joga com uma linha de quatro. A minha grande dúvida, primeiro, é saber se o Pepe está em condições. Julgo que sim, portanto, estará titular. Depois, a minha única dúvida estratégica seria obviamente o Cancelo, visto que tem algumas dificuldades a defender e por ali vai aparecer um senhor chamado Mbappé. E portanto, poderia ser a única alteração que eu vejo para o 11. De resto, acho que vai ser igual. Acho que Portugal não vai pressionar tão alto como pressiona ou como pressionou em alguns jogos. Vai esperar um bocadinho mais pela França, isso concordo com a Mariana. E acho que o fundamental, ou poderá ser benéfico até para ambas as equipes, não é só para Portugal, é quem marca primeiro. Se Portugal marcar primeiro, vai se sentir muito confortável, ou seja, vai defender um pouquinho mais atrás e depois vai ter espaço para explorar, obviamente, as transições e a criatividade dos nossos jogadores. Se a França marcar primeiro, vai ser exatamente o contrário. Depois explorando a velocidade vertiginosa do Dembélé e do Mbappé. Portanto, acho que vai ser um jogo decidido por alguns pormenores ou por uma inspiração de alguns dos grandes jogadores destes 22 que vão atuar hoje à noite. Vai ser um grande jogo, equilibrado, obviamente, em que vai ser o pormenor que vai decidir. Ao pequeno-almoço já comi alguns croissants, que é para me preparar para logo.
E é melhor comer francêsinho ao almoço, não é?
Exatamente, comer croissants ao almoço pra depois à noite já estar preparado, obviamente, pra esse grande embate e para ver realmente como é que Portugal, que eu acho que se sente melhor nestes jogos ou mais confortável nestes jogos de igual pra igual do que jogos em que domina completamente adversários que jogam em bloco baixo. Portanto, acho que pra Portugal até é um jogo que não tem tanta responsabilidade, apesar de obviamente estar nos quartos-finais e toda a responsabilidade inerente, mas sente-se mais confortável neste tipo de jogo.
Pedro Henriques, vamos lá saber. Já falaste com o Roberto Martínez, já sabes do 11, o que vamos ter logo à noite?
Bom dia. Como diz a Mariana, realmente é difícil prever o que vai acontecer, o empate, etc. É para isso que eu cá estou, Mariana, na Rádio Observador, para dizer o 11 e para dizer o resultado. O resultado é um 1, a partir daí, um 1 em termos de resultado final dos 90 minutos. Depois, em relação ao 11, é para dizer que não se vai mexer, é exatamente igual ao 11 que jogámos da última vez. Portanto, com o Pepe e o Rúben Diogo, obviamente, depois o Cancelo à direita, não obstante eu perceber claramente essa questão de ele defender menos bem, se calhar, e atacar melhor, mas é o Cancelo e o Nunes. Depois o trio do Bruno Fernandes, o Vitinha, o Palhinha, obviamente, e depois lá na frente o Rafael Leão, o Cristiano Ronaldo e o Bernardo Silva. Portugal tem seis jogadores, não é que seja neste momento relevante ou importante, o importante é nós ganharmos hoje, portanto o próximo jogo nem sequer deve estar na cabeça. De qualquer maneira, temos seis jogadores que, se perdermos contra Portugal, ficarão de fora do jogo seguinte, mas isso agora é o menos relevante e importante, porque o fundamental é conseguirmos ganhar hoje, num jogo que vai ser muito difícil. O histórico assim o diz. Nós, na prática, nunca ganhámos à França. Temos uma série de resultados onde perdemos ou empatamos, no caso dos Europeus até temos ficado empates, nos 90 minutos, obviamente. E portanto, vai ser um embate muito complicado. Há esta ideia de que, no outro lado, ou no jogo antes, a Espanha e a Alemanha, também vai ser um jogo extremamente difícil. Estão os dois num bom momento de forma e porventura as melhores seleções em jogo jogado. Por outro lado, Portugal e França fica-se com a ideia que são excelentes seleções, mas que estão aquém daquilo que eram as expectativas. E pronto, eu acho que por isso vamos ter aqui dois grandes jogos, dois grandes embates, e vamos ter dois empates hoje à tarde nos 90 minutos. À tarde e à noite.
Sim, à tarde, porque também temos Espanha e Alemanha. Chamo agora o Augusto Inácio. Augusto, queria lançar-te um desafio. Recordo que no último mundial fizemos as nossas célebres apostas. Dançaste uma valsa com a Taça do Mundial, dedicaste um poema a Cristiano Ronaldo. O que é que fazes tu se Portugal passar hoje frente à França? Que aposta tens tu para nós?
Boa tarde. Estás-me a embalar aqui, estou a ficar engasgado. Mas deixa-me dizer, eu sou um poeta sempre nestas coisas e já há muito tempo que não exerço essas quadras. Sou capaz de fazer ali umas quadrazinhas, mas também, e em especial como o nosso grande rival do Sporting é Benfica, sou capaz de dar um beijinho na testa do João Pinto.
Muito bem. Portanto, se Portugal passar a França, temos não só um poema dedicado ou à seleção ou a quem for, como um beijo prometido na testa do João Pinto por parte do Augusto Inácio. É mais uma razão para Portugal bater a França, pelo menos da minha parte vou querer ver isso. Mas Augusto Inácio, vamos lá. As tuas expectativas para este embate entre a seleção portuguesa e a seleção francesa.
Conforme já foi dito, é um jogo equilibrado. Eu não vou dizer que Portugal é melhor que a França, nem a França é melhor que Portugal. São duas equipas que podem ganhar uma à outra. Vamos ver as estratégias que cada uma vai adotar. Eu realmente tenho aqui uma dúvida. Acho que a equipa que vai jogar é aquela que o Pedro Henriques disse, mas se por qualquer motivo, e isto é o se, Pepe não jogar, eu acho que Portugal vai jogar com três centrais. Mas eu acho que Pepe vai estar em condições de jogar. Mas claramente, quem marcar primeiro tem uma vantagem muito grande naquilo que vai ser o desenrolar do jogo e Portugal dá-se bem com equipas fortes, acho que se protege melhor e acho que também Portugal tem um jogo mais seguro nessas condições. Agora, em termos de contra-ataques rápidos, só pelo lado esquerdo do Rafael Leão, porque pelo lado direito nós não somos rápidos, mas somos bons a aproveitar os espaços vazios que a França pode dar. Por isso, eu estou aqui a rezar a todos os santinhos para que Portugal possa marcar primeiro, para depois poder gerir o jogo como Portugal gosta.
Muito bem. Mariana Fernandes, e o outro jogo, este Alemanha e Espanha, são as duas melhores seleções do Euro?
Acho que são as duas equipas mais consistentes do Campeonato da Europa. Eu acho que Espanha é a melhor seleção do Euro, pelo menos é aquilo que tem vindo a mostrar. Maior qualidade nas exibições, vitórias bastante consistentes, exibições muito consistentes, uma grande qualidade a nível defensivo e a nível ofensivo também. Ou seja, não há a discrepância entre setores que existem noutras seleções, que têm, se calhar, setores ofensivos muito poderosos, mas depois têm fragilidades defensivas, ou o contrário, defendem muito bem, mas depois não têm poder de fogo no ataque. Eu acho que Espanha é uma equipa muito equilibrada nesse sentido. A Alemanha tem sido uma equipa muito consistente, não sei se é, a par de Espanha, uma das melhores seleções do Europeu. Aliás, já vimos exibições um bocadinho mais complicadas da Alemanha, algumas dificuldades em enfrentar equipas que se fecham um bocadinho mais. Agora, que é um extraordinário jogo de futebol, acho que sim, e seja qual for o adversário que sairá dali, esperando que seja o adversário de Portugal nas meias-finais, é um adversário muito complicado para Portugal. Espanha, por tudo isso, por ser, para mim, a melhor equipa neste momento, olhando para o quadro global, a grande favorita a ser campeã europeia, e a Alemanha por ser sempre a Alemanha e por trazer sempre muitas dificuldades. Vai ser um grande jogo. Eu acho que é uma ótima maneira de abrir os quartos de final. Acho que Espanha parte um bocadinho à frente por tudo isto que já disse. Agora, acho que a Alemanha tem muita vontade de voltar a uma final europeia, tem muita vontade de demonstrar que está a voltar a ser a Alemanha que conhecemos e reconhecemos depois de alguns anos um bocadinho complicados, de eliminações na fase de grupos, algo a que não estávamos habituados por completo. E acho que a Alemanha tem muito essa vontade e este grupo de jogadores tem muito essa vontade, até porque, e eu acho que isto é sempre o lado negativo de uma eliminação da Alemanha, qualquer que seja o último jogo da Alemanha, é também o último jogo da carreira de Toni Kroos. E eu acho que nenhum de nós quer que seja uma despedida triste, por muito que queiramos que Portugal seja campeã da Europa, agora tem sempre esse condão. Quando a Alemanha for eliminada, no momento do apito final, a carreira de Toni Kroos também tem o apito final.
Augusto Inácio, vai ser difícil não estar colado à televisão a partir das 17h até às 23h. É tudo para ver. Este Espanha e Alemanha, de facto, também é um grande jogo em perspetiva.
Sim, é verdade. É um grande jogo. Claramente que a Espanha tem sido a melhor equipe neste Europeu, mas por palpite, e não me perguntes por quê, eu acho que a Alemanha vai ganhar de 2x1. É uma questão de palpite só, não porque seja melhor que a Espanha. Não é, mas é uma questão só daquelas coisas que nos dá na cabeça e que dá aqueles palpites. Mas claramente vai ser um jogo de estar agarrado à televisão, como é evidente. Eu acho que são as duas principais candidatas ao título. Há uma Portugal, há uma França, também pensam em ganhar este Campeonato da Europa, mas claramente eu acho que estamos aqui na presença de uma final antecipada entre Alemanha e Espanha.
Sim. Pedro Henriques, neste Europeu, Portugal para já continua, esperemos que continue em frente. Artur Soares Dias já saiu do Europeu, já regressa a Portugal. Queria perceber contigo um balanço do que foi esta arbitragem portuguesa nesta competição. Já não vai estar nos quartos de final.
Exato. Em primeiro lugar, dizer que eu, ao contrário dos meus colegas, não vou estar agarrado à televisão, vou estar agarrado ao rádio, que acho muito mais importante estar agarrado à rádio observador do que estar à televisão. Pronto, era só assim um aparte. Ó Inácio, a gente tem que fechar para ver se o director está a ouvir.
Ouve lá, parecias um brasileiro a falar, mas está bem.
Exato. Às vezes o nosso diretor não está a ouvir, a gente tem que ir puxando assim umas coisinhas. Agora falando sério.
Tá certo.
Exato. O Artur Soares Dias, eu por acaso tinha dito que depois da excelente prestação dos três jogos e do último, inclusivamente do Artur Soares Dias, que havia uma hipótese de pelo menos mais um jogo. Ele merecia isso, os quartos de final. Até porque mesmo com a seleção portuguesa nos quartos de final, isso não quer dizer nada. Dei o exemplo do Pedro Proença, que na final e na meia final teve aguardar Portugal passar ou perder a Espanha, e foi a Espanha na altura que passou à final com a Itália e o Pedro Proença avançou para a final. Só que o Artur Soares Dias ainda não tem o estatuto internacional que tinha o Pedro Proença na altura, que se recorde, tinha feito a Liga dos Campeões. O Artur fez a Liga Conferência, final, fez as fases finais, e portanto isso também havia aqui uma boa perspectiva, mas não foi esse o entendimento da UEFA. O que importa neste momento é que fizeram todos uma atuação boa, acima da média, bastante boa, três jogos sem casos, sem problemas. O Tiago Martins fez cinco jogos como videoárbitro e isso também é importante, porque o futebol quando se joga no plano internacional, joga-se em todas as frentes, desde os empresários ao treinador, à seleção, aos clubes, às arbitragens também, obviamente. E por isso foi uma prestação positiva e o Artur Soares Dias tem que estar orgulhoso daquilo que fez e destes três jogos representou com muita dignidade aquilo que foi efetivamente a prestação portuguesa em termos de arbitragem. Para terminar, espero que o Artur, que ainda tem limite de idade para frente, não está nos 45 anos, embora os juízes até possam ir mais à frente, não aproveite este momento. Podia acontecer, já tivemos no passado casos a fazer isso. O caso do Pedro Proença foi um exemplo. Não aproveite este momento para terminar, porque ele ainda tem pelo menos mais um ano ao mais alto nível e um ano ao mais alto nível no novo modelo da Liga dos Campeões, com muitos jogos por fazer. Eu acho que isso era importante, porque senão vamos cavar outra vez um fosso entre aquilo que é alguém que está no top class, como é o caso do Artur, e os árbitros de nível um que nós temos portugueses na UEFA e que precisam de mais um ou dois anos de alguém ainda no top class para eles depois poderem lá chegar. Se não, vai acontecer aquilo que aconteceu entre o Proença e o Artur Soares Dias. O Pedro saiu antes do tempo e cavou-se um fosso e fomos ao Europeu, depois não fomos ao mundial.
João Castro, extra europeu, ou seja, fora da grande competição, temos Xeno Debast já confirmadíssimo no Sporting. É o central que os Leões precisavam, é a confirmação de um negócio que já todos dávamos como certo. E o que esperas deste homem?
Olha, deixa-me só dizer uma coisa. Vou resumir tudo o que o Pedro disse numa frase. O Artur Soares Dias sentiu exatamente o mesmo que o Pote sentiu. Fez um grande campeonato, mas ficou de fora da fase final. Em relação ao Debast, realmente, eu acho que é um excelente central. Aliás, é um central da seleção belga, esteve no Europeu do Anderlecht, é um central que é capaz de transportar a bola. É muito forte no transporte de bola, até porque ele nas camadas jovens jogou mais à frente do que central e tem muita técnica. É um jogador que também tem um excelente passe longo e um bom passe curto. Acho que tem que ser um pouquinho mais agressivo. Este ano melhorou nessa agressividade nos duelos defensivos. É muito alto, mas tem que melhorar realmente no jogo aéreo. Não é um jogador que ganhe muitas bolas aéreas, apesar da sua estatura, mas acho que é um excelente reforço do Sporting. Aliás, se formos ver os últimos reforços do Sporting, são sempre valores já consideráveis, mas é verdade, todos com grande sucesso. Gyokeres, Uhlmann, Santos João também, apesar das lesões. Há aqui realmente transferências do Pedro Gonçalves. Há aqui transferências desde a direção do Frederico Varandas, muitas acima dos 10 milhões e a verdade é que todas funcionaram, tirando o caso do Rúben Vinagre, todas essas transferências trouxeram qualidade à equipe do Sporting. Portanto, normalmente é preciso investir mais para trazer mais qualidade. O Sporting tem feito isso. Eu acho que o central vem porque irá sair um dos centrais, Diomande ou Inácio poderá estar na calha para sair. E, portanto, o Sporting atempadamente conseguiu aqui um excelente reforço belga para o centro da defesa.
Muito bem, vamos às nossas notas de campeão. Mariana Fernandes, começo desse lado, campeão do dia.
Olha, já falei disso esta semana, mas entretanto tornou-se oficial. Um 18 para a Kika Nazaré. Ou seja, aquilo que aconteceu, vou repetir o que disse ao longo da semana, aquilo que aconteceu é importantíssimo para o futebol feminino português. É a terceira transferência mais valiosa de sempre no mundo inteiro. 500 mil euros é um valor muito substancial naquilo que é o universo do futebol português, ainda para mais para um país como nós, que tem um campeonato do mundo, duas presenças em campeonatos da Europa e que, como sabemos, ainda estamos a dar os nossos primeiros passinhos para chegar a algum lado. Portanto, é um ótimo trabalho do Benfica, porque é um produto da formação, portanto, total lucro. É um ótimo trabalho da Kika Nazaré, que vai para a melhor equipe do mundo, bicampeã europeia, vai procurar o seu espaço e vai procurar também afirmar a jogadora portuguesa, digamos assim, tal como o jogador português já está afirmado há várias décadas. Menção honrosa para o Messi, que para o Cristiano Ronaldo não ficar triste, falhou um pênalti nos quartos de final da Copa América.
Também salvo pelo guarda-redes. Sim, um pênalti e a pânica. João Castro, campeão do dia.
Nota 18 para Estêvão, o jovem jogador do Palmeiras, que era da base do Cruzeiro e depois foi para o Palmeiras. É realmente um craque. Ontem fez com que o Palmeiras recuperasse de um 2 x 0 perante o Grêmio para um 2 x 2. O último gol é um golão. Eu acho que é um craque ainda maior do que o Endrick, que muita gente considera ser o Endrick. Mas atenção a este Estêvão, que para o ano vem para a Europa, ou este ano, acho que em dezembro. É um jogador a seguir, é realmente um talento de futebol.
Pedro Henriques?
Estava a ligar o microfone. Hoje espero que seja dia 13 de Portugal, dia da seleção, dia de orgulho, mas se alguma coisa não correr bem, pelo menos façam o favor de fazer como a Armênia e limpem o balneário e deixem tudo arrumadinho e mandem a mensagem, porque nas vitórias e nas derrotas também há que ter estas atitudes de grandeza e sobretudo fair play. Que seja um grande dia para Portugal, mas sobretudo que fiquemos orgulhosos, passemos ou não passemos, na atitude, na postura, no comportamento. Agora pareço o Roberto Martínez a responder às questões das conferências de imprensa. Ou seja, estou a dizer tudo e não estou a dizer nada. Está bem, Roberto.
Augusto Inácio, para fechar.
Para fechar, é nota 20 de força, de motivação, de crença. Nós estamos aqui, podemos criticar, podemos elogiar, fazemos as nossas análises, mas depois chega a hora da verdade, a hora do jogo. Estamos todos unidos e queremos é que Portugal ganhe, que seja uma grande alegria ao país. Por isso, força seleção, nota 20.
Termina assim esta edição de "E o Campeão É". Não esquecer, temos relato em direto. Começa às 19h15 a emissão especial para acompanhar este Portugal-França. Tudo para acompanhar aqui na Rádio Observador.