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Actualizar a informação. Notícias das duas, com edição do Miguel Videira. E Miguel, o governo não abdica de tentar aprovar a nova lei das rendas, apesar dos protestos da última semana.

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, já havia dito na semana passada que o governo não ia ceder aos gritos que vêm da rua e há instantes, o deputado e vice-presidente do PSD, Alexandre Poço, confirmou que o governo não abdica de tentar aprovar as alterações à lei das rendas. Foi numa conferência de imprensa acompanhada pelo jornalista Vasco Maldonado Correia, conferência de imprensa que terminou há instantes. Vasco, com destaque para essa informação, o governo não cede.

Não cede e vai voltar a tentar esse acordo com o Chega ou, no fundo, vai manter-se exatamente onde estava, diz Alexandre Poço, vice-presidente do PSD, que o PSD é uma pessoa de palavra e que espera que os partidos, as forças políticas com quem faz acordos, mantenham também o acordo ou a palavra que deixaram para trás. Ou seja, que quando a lei das rendas for, de facto, ao Parlamento e descer à especialidade, é esse o acordo que há com o Chega, que André Ventura mantenha a palavra. Alexandre Poço, que marcou esta declaração, esta conferência de imprensa aqui na sede do PSD, para abordar o tema da habitação, é o tema que está na ordem do dia, e aproveitou também para atirar culpas para os governos do Partido Socialista sobre todos os problemas que estão a ser sentidos um pouco por todo o país e que motivam todas as manifestações nas ruas, especialmente nas principais praças de Lisboa e do Porto. Diz que as leis que o governo do PSD, o governo da AD, tem promovido para combater os problemas na habitação ainda não tiveram tempo para nutrir efeito no mercado da habitação e, por exemplo, a nova lei das rendas ainda nem sequer foi aprovada e que, por isso, quem tem de ser julgado pelo que está a acontecer no mercado da habitação é o Partido Socialista. Não quer isto dizer, diz Alexandre Poço, que o PS seja responsável pelas manifestações nas ruas, mas deixa esse apelo aos eleitores, aos cidadãos portugueses, que façam uma reflexão sobre que leis é que estão, de facto, em vigor, quem é que as pôs em prática e quem foram os governos ao longo da última década.

Alexandre Poço, vice-presidente do PSD, com essa declaração de que o governo quer mesmo aprovar as alterações à lei das rendas, proposta que foi aprovada na generalidade para ser agora discutida na especialidade, com a promessa de voto favorável do Chega, sendo que André Ventura, o presidente do partido, disse nos últimos dias que ia exigir alterações a esse diploma.

O governo recusa, assim, ceder ao pedido feito pelo secretário-geral do PS para deixar cair o diploma.

Sim, um pedido reiterado esta manhã por José Luís Carneiro.

E é muito importante que até ao fim desta semana possamos ouvir uma palavra do primeiro-ministro sobre a sua disponibilidade para deixar cair a lei das rendas, que é desumana e que lança na precariedade e no desalojamento muitas das famílias portuguesas.

A declaração do secretário-geral do PS em Lagos, à margem da visita às obras de construção de um edifício residencial financiado pelo PRR. Oportunidade para José Luís Carneiro voltar a criticar a política de habitação do governo, em particular os apoios ao arrendamento, que têm por base o valor definido pelo executivo para uma renda moderada de €2.300.

O rendimento mediano no país anda na ordem dos €1.040, o que significa que um casal levará pra casa €2.100 por mês. O que significa que aquilo que leva um casal de rendimento mediano não dá pra pagar uma renda considerada moderada de €2.300. Vemos bem o deslocamento da realidade daqueles que estão no governo.

Execução feita pelo secretário-geral do PS, entre críticas ao Chega e à Iniciativa Liberal pelo apoio à proposta do governo de alteração à lei das rendas. José Luís Carneiro, como aqui ouvimos, espera que o primeiro-ministro deixe cair o diploma.

A presidente da Iniciativa Liberal anuncia que vai convidar os líderes de todos os partidos com assento parlamentar numa tentativa de chegar a um consenso em torno da política da habitação.

Mariana Leitão detalha quais as matérias que pretende abordar com os restantes partidos.

São, no fundo, três pilares: a questão da habitação pública, a questão da simplificação, da desburocratização, e a questão da baixa de impostos. Uma discussão que vá, obviamente, além da lei do arrendamento, uma discussão que olhe para o mercado de habitação, que veja onde é que podemos encontrar as soluções para resolver os problemas, quer do lado do arrendamento, quer do lado da construção. Isto é muito importante. E nestes três pilares que me parecem ser onde é possível obter algum tipo de consenso.

É pelo menos essa a convicção da presidente da Iniciativa Liberal, manifestada depois de um encontro com o presidente da Confederação Empresarial de Portugal, Mariana Leitão, que teceu críticas ao Chega pela alegada vontade do partido liderado por André Ventura de dar um passo atrás na aprovação da nova lei das rendas proposta pelo governo.

Estamos sempre na dúvida relativamente aos sentidos de voto do partido Chega. Eu vou esperar para perceber o que efetivamente vai acontecer, até porque sabemos que num dia é uma coisa, noutro dia é outra, amanhã já pode ser outra completamente diferente. Como lhe disse, mais do que estar a fazer projeções sobre sentidos de votos de terceiros, acho que neste momento impõe-se sentarmo-nos à mesa e tentarmos resolver o problema, tentarmos ter propostas que possam ter esse tipo de consenso e garantir

Que temos uma resposta a dar às pessoas.

Mariana Leitão, a presidente da Iniciativa Liberal, como disse, depois de um encontro com o presidente da Confederação Empresarial de Portugal. Armindo Monteiro teceu críticas à forma como têm decorrido as manifestações a favor do direito do acesso à habitação.

Naturalmente, nós temos que ter respeito por quem ousou, quem teve a coragem de dormir na rua em protesto contra uma situação. O que estamos a dizer é: temos respeito por essa atitude, mas não é a forma de resolver. A forma de resolver não é pelo confronto, mas sim pela cooperação.

É o entendimento de Armindo Monteiro, presidente da Confederação Empresarial de Portugal.

E vão ser libertados ainda hoje os manifestantes detidos na Praça do Rossio, em Lisboa, que foram encaminhados para a esquadra de Campolide.

Vinte e sete de um total de 55 foram detidos pelo crime de desobediência. Depois de três avisos com pedidos para os manifestantes recolherem as tendas e abandonarem o local, os agentes da PSP avançaram na direção de quem ali se encontrava. Há registro de dois feridos ligeiros. O porta-voz da PSP, Sérgio Soares, rejeita qualquer uso excessivo de força.

Foi uma intervenção calma, adequada, proporcional e sem necessidade. Ao contrário do que já ouvi, não houve qualquer carga policial, não houve uso de bastão policial.

O porta-voz da Polícia de Segurança Pública foi também confrontado com as diferentes formas de atuação dos agentes em Lisboa e no Porto. Na cidade Invicta, não houve necessidade de recorrer à força e a explicação é simples.

Nós estivemos estes dias todos a efetuar a-

Não era este o som que queríamos ouvir, mas este em que Sérgio Soares, porta-voz da PSP, explica porque motivo, na cidade do Porto, não houve necessidade de recorrer à força para retirar os manifestantes da Praça Dom João I.

No Porto, os manifestantes acataram as nossas indicações, pediram-nos mais algum tempo para recolher os seus pertences e, portanto, a Polícia de Segurança Pública, nesse sentido, deu o tempo necessário para que fossem recolhidos os seus pertences. E assim aconteceu, sem qualquer incidente, e portanto, essa saída voluntária ocorreu, e bem, e não houve necessidade de uma intervenção coerciva da parte da PSP. Já em Lisboa, essa indicação não foi acatada, o que nos obrigou a uma intervenção policial devidamente adequada, proporcional, sem qualquer tipo de excesso, como vocês, e bem, puderam acompanhar.

A explicação de Sérgio Soares, porta-voz da PSP, para as diferentes atuações da polícia em Lisboa e na cidade do Porto.

O procurador-geral da República recusa responder se o Ministério Público vai abrir um inquérito à atuação da PSP esta manhã em Lisboa e no Porto.

Mateu Guerra foi confrontado com essa hipótese, respondeu assim:

Como sabem, nós fazemos investigações e inquéritos sempre que necessário.

E mais não disse o procurador-geral da República, que marcou presença esta manhã na cerimônia de aniversário da Polícia Judiciária.

Para fechar, Miguel, vamos a outros temas em destaque.

Em Espanha foi encontrado o corpo de um agricultor após as inundações na cidade de Valência. As autoridades estão a investigar se esta morte está relacionada com a tempestade Adam, que atingiu o país nos últimos dias. Há cinco vítimas mortais confirmadas. Valência foi uma das cidades mais afetadas. A chuva intensa provocou a destruição de cerca de 8 mil hectares. Uma adesão de 100% durante o período da manhã. Este o balanço feito pelo Sindicato dos Maquinistas da participação na greve dos trabalhadores da Metro Sul do Tejo. Segundo o sindicato, entre as 7h e as 9h, só foram cumpridos serviços mínimos. Os trabalhadores exigem uma atualização de salários que compense a perda de poder compra dos últimos anos. A administração da empresa considera a greve desproporcional. Dar conta de uma saída de Carlos Vinicius, do comando técnico do Sporting de Braga. O técnico espanhol rescindiu hoje contrato com o clube liderado por António Salvador, horas depois da derrota em casa frente ao Gil Vicente por 2 x 1. Carlos Vinicius chegou ao comando técnico dos bracarenses no início da época passada. Terminou o campeonato no quarto lugar. Esta época, em oito jogos, somou três vitórias. Ontem perdeu com o Gil Vicente. Já não é técnico do Braga.