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Dia de Portugal, dia de oitavos de final. Portugal-Eslovénia 20h. Chegou a fase do mata-mata para a seleção portuguesa, uma fase que tem tido provas de que não há jogos fáceis. A Espanha, que o diga, que começou a perder, acabou por facilitar o jogo. Inglaterra, muitas dificuldades frente à Eslováquia. A Itália já caiu. Hoje Portugal tem pela frente a Eslovénia, um adversário que promete também dificultar o trabalho da seleção portuguesa. Augusto Inácio, olhando para o jogo de hoje e para este desafio entre Portugal e Eslovénia, o que esperas que a Eslovénia consiga fazer à nossa seleção e se estes jogos que tivemos recentemente deixaram os jogadores avisados das dificuldades que podem ter nesta fase da competição?

Bom dia a todos. Vamos ver o que Portugal vai fazer hoje. A Eslovénia já se sabe o que vai fazer. Já temos o exemplo do jogo particular, conta o que conta, que ganhou a Portugal no jogo de preparação. Sabemos que é uma equipa muito bem organizada, defensivamente também, rápida e eficaz na frente de ataque. É uma equipa que combate muito, tem um espírito muito bom, mas falta saber o que Portugal vai fazer. Eu espero que Portugal jogue no 4-3-3, isso é para o Pedro Henriques, mas espero que a equipa seja a mesma que jogou contra a Turquia, mas acima de tudo com outra intensidade, com outra dinâmica, com outra desenvoltura. Um Portugal que seja totalmente diferente daquilo que foram os três jogos, à exceção talvez da Turquia, que deu uns bons apontamentos, mas em relação àquilo que foi esta fase de grupos. Portugal realmente deu nota de que aquilo que se dizia, que Portugal podia ser um dos favoritos ao título, não correspondeu em campo. É verdade que passou, é o mais importante, mas não nos podemos esquecer que o nível exibições não dá confiança, pelo menos para quem está a ver, quem está a torcer por Portugal, de que as coisas possam correr bem. Eu sou uma pessoa otimista, tenho fé, acredito que Portugal vai entrar nesta fase agora que é o tudo ou nada. Quem perder sai fora, quem ganhar continua. Espero que Portugal faça um bom jogo e que ganhe. Toda a gente diz que é melhor ganhar do que fazer uma boa exibição, mas eu acredito que através de um bom jogo, estamos mais perto da vitória. É isso que eu espero que aconteça hoje.

Gabriel Alves, Portugal tem de suar para passar esta Eslovénia, que de facto tem alguns jogadores em destaque. Um bem conhecido de todos nós, Jan Oblak, mas também Benjamin Šeško, o avançado desta seleção da Eslovénia.

Tem o Bičakčić.

Claro.

Bičakčić, que é o seu jogador a meio-campo. Atenção, fortíssimo naquilo que é o primeiro passe, e o nosso treinador Augusto Inácio sabe disso. O primeiro passe é muito importante naquilo que é o desenvolvimento do jogo.

Além da organização desta equipa toda.

Exatamente. Desarma com eficácia e no ar é especialista em duelos aéreos. E depois tem o Serney e o Elznik, que são os corações bate-paco da equipa, são eles que movimentam tudo. Temos forma de os anular? É que isso vai ser importante, fazer a anulação destes futebolistas. E daquilo que conseguirmos, talvez o nosso fôlego para poder vencer. E não esquecer que eles são box to box e foram eles que marcaram os gols que nos fizeram a primeira derrota na Era Martínez.

Em jogo amigável.

Sim, a primeira derrota na Era Martínez.

A primeira derrota oficial foi agora com a Geórgia, a primeira derrota jogável.

Sim, obviamente, mas na Era Martínez são jogos. Para mim, tal e qual, naturalmente, talvez eu seja um bocadinho mais exigente, Portugal tem que ter agressividade competitiva e acima de tudo mentalidade competitiva. Jogo com e sem bola, com modelo de rotinas, automatismos sólidos, não experimentais, porque vai ser duro. Talento, sim, que pode ser decisivo, mas atenção, o talento só não vai chegar. É preciso muito mais, porque esta equipa da Eslovénia é uma equipa que está talhada, não inventa, é um modelo, são aqueles os jogadores. E chamo ainda a atenção para um outro aspecto. Os dois avançados, o Šeško e o Sporar, são jogadores que durante os 90 minutos, depois podem perder fôlego, é evidente que aquilo não se aguenta, não se está sempre, mas grande parte do jogo são jogadores que jogam sem bola, estão sempre a correr, estão sempre em movimento, estão sempre a fazer rupturas, estão sempre a ganhar espaços para que a bola lhes possa chegar. Portanto, Portugal vai ter uma equipa que é muito coesa, com um treinador que sabe com o que tem, não tem mais, é com aquilo que de facto vai funcionar.

Pedro Henriques, e quem são os 11 guerreiros que vão estar em campo, os 11 portugueses que vão estar em campo neste encontro frente à Eslovénia? Quais é que são as tuas apostas? O Augusto Inácio aqui já lançou, deveria ser igual ao da Turquia, ao que jogou com a Turquia. É a tua aposta também?

Sim, muito bom dia. Acho que hoje não há que inventar. Desta fase de grupos, juntando com as experiências dos jogos de preparação, amigáveis barra, tínhamos falado nisso no pós-jogo com a Geórgia, que havia coisas que não podiam acontecer. E duas delas, acho que estamos todos de acordo, que é jogadores fora das posições ou a jogar em posições adaptadas, pelo menos no 11 inicial, não quer dizer que depois com o decorrer do jogo isso não venha a pedir, são coisas diferentes. E a terceira, que é não podemos ir para estes jogos com aquela questão dos três centrais. E eu acho que hoje é muito fácil adivinhar. Eu tenho apenas uma dúvida, mas é muito fácil adivinhar. Diogo Costa, os centrais, os melhores que neste momento estão a produzir futebol, que realmente é o Rúben e o Pepe. Nas alas, o Cancelo à direita e o Nuno Mendes à esquerda. O trio do meio-campo com Palhinha, Vitinha e Bruno Fernandes. Bernardo Silva e Cristiano Ronaldo. E eu vou apostar no Rafael Leão, portanto aqui pode haver a minha única dúvida, a minha única nuance Que eu queria não ser o Rafael Leão, e ser o Diogo Jota, mas eu aposto em Rafael Leão. Portanto, não vai muito fugir disso, com os jogadores a jogarem, pelo menos as pessoas que jogam, no modelo normal de 4-3-3. Na minha perspectiva, e tendo em mente a jogada de dificuldade que a Chuva vai apresentar, porque vai, temos visto pelas outras seleções, temos visto pelo que está a acontecer aqui no Euro, não há ninguém que não saiba jogar a bola, não há ninguém que não tenha médicos, massagistas, fisioterapeutas, treinadores, que não tenha todas as metodologias de treino, todos os cuidados e, portanto, cada vez mais o detalhe é importante e para mim o detalhe muitas vezes é feito de uma forma simples, toda a gente diz: "Não, os pormenores". Para mim o grande pormenor, na minha visão, quem também tem experiência de terreno, anda lá dentro, é aquilo que o Gabriel Alves disse: Atitude. É aqui que as equipas ditas menos apetrechadas, não é fisicamente, sobretudo tecnicamente, conseguem encurtar distâncias para as Espanhas, para as Alemanhas, para as Franças, para Portugal. E Portugal mostrou na Geórgia, mesmo que a vontade lá tivesse, foi na atitude, na vontade e no querer que a Geórgia nos ganhou, praticamente, e depois nos erros que cometemos.

Falar em atitude, vontade e querer, Gabriel Alves, e esta Espanha? Começa a perder, consegue dar a volta, goleia, está nos quartos final, vai ter pela frente a Alemanha, claro, mas notas do jogo de ontem.

Não sei se é uma fiesta, se é uma zarzuela, se é um top do Julio Iglesias. Não sei. É música, é fantástico. Sabes de uma coisa? Ver esta equipa da Espanha faz-nos voltar àquilo que eu chamo o romantismo do futebol. Porque evidentemente que é uma equipa que joga bom futebol, futebol bonito, que tem uma estratégia bem montada e que utiliza as unidades de que dispõe da forma mais correta. Um grande treinador, o Sr. Lafuente, tenho que dizer, está a mostrá-lo. Conhece grande parte destes jogadores porque ele foi treinador das camadas jovens da Real Federação Espanhola. Muitos deles, ele já os treinou, desde o Unai Simón, que é o guarda-redes, ao Pedri.

Mas estará aí uma das chaves do sucesso desta seleção?

Está de ele conhecer como é que os jogadores se formam e crescem, que é fundamental e é importantíssimo. Depois, estes dois meninos, o Nico para a esquerda e o Yamal para a direita, são os grandes nomes deste Euro 2024. E estão lá muitos e bons jogadores na Alemanha, atenção, noutras equipas, jogadores de grande nível. Mas estes dois encantam. Estes dois põem tudo em polvorosa, mas em polvorosa de festa, porque nunca se sabe o que eles vão fazer. O Nico Williams é um jogador que é irrepetível, porque nunca se sabe o que ele vai fazer. É de uma profundidade, de uma velocidade, de uma força de um para um, que é difícil de marcar, quer por fora, quer por dentro. E o Yamal é diferente, tem a mesma velocidade, mas controla melhor, tem aquelas jogadas de qualidade, eu diria, da força da técnica, mas complementam-se tão bem. E é evidente que o Sr. Lafuente sabe tirar partido disso e depois tem isto. Tem um Pedri que é um armador. Fantástico esse jovem. Mas depois tem lá um no banco, que eu não sei porque não está num grande clube, chamado Olmo. Coisa fabulosa. Fabulosa como esse Olmo entra e substitui o Pedri. E depois esse senhor veterano, que parece que não é muito compreendido lá em Espanha, é assim como aqui e como noutros países, há sempre aqueles que são incompreendidos. Um senhor chamado Morata, que encaixa nisto tudo de forma fantástica. E depois tem um tal Rodri. E aquele outro senhor que está ao lado dele, que parece que o treinador do PSG, Luís Enrique, andou um bocadinho destrindo, até porque ele no PSG nem é titular. Vejam bem como é que aquela dupla de pivôs funciona. Há um ponto que eu acho que é a parte mais frágil, é a minha opinião. São os dois centrais. Laporte, um pouco lento, na minha perspectiva, embora com um primeiro passe muito bom, e Le Normand, também algo fragilizado. Porque em relação aos laterais, da maturidade do Carvajal, à alegria de jogar, ao empenho, não como arroubo, como estádio, do Cucurella. Meus amigos, temos ali uma seleção que vai dar que falar e estou encantado para ver esse manjar fabuloso que vai ser o Espanha-Alemanha.

Augusto Inácio, e na Inglaterra, será que esta seleção vai continuar a provocar este tipo de problemas de coração aos adeptos? Um golo já nos descontos para garantir um prolongamento e depois mais um golo no prolongamento a resolver o jogo, mas foi até à última que Inglaterra teve para tentar resolver este jogo.

Não vamos estar aqui com palinhos quentes. A Inglaterra não joga nada. E a Itália também não joga nada, foi por isso que se foi embora. Inglaterra salvou-se pelas individualidades, não foi pela equipa que tem. Tem bons jogadores para fazer uma grande equipa, mas não consegue expressar dentro de campo aquilo que é o valor dos jogadores individualmente. Ao contrário da Espanha, aquilo que mais me admira na Espanha é, sinceramente, tem jogadores de vários clubes e jogam como uma equipa. Esta é a grande diferença entre as grandes seleções e aquelas que têm grandes jogadores. Por isso a Inglaterra passou, salvou-se no último gongo do combate. Salvou-se, é verdade, mas sinceramente, não dou nada para esta Inglaterra. Já sei que vão dizer que o próximo jogo vai ser totalmente diferente ou pode ser totalmente diferente. Não, a Inglaterra, desde o primeiro jogo Que fez um jogo mais ou menos razoável, todos os outros jogos foram medíocres. Sinceramente, acho que foi um jackpot, o euro melhor que saiu à Inglaterra naquele último minuto, praticamente, que empatou com o grande gol do Bellingham, só o Bellingham que foi fazer aquele gol e que deu à Inglaterra a vitória depois no prolongamento. Sinceramente, não auguro nada bom para a Inglaterra e penso que a Inglaterra até inclusive merecia ter perdido esse jogo e teve a sorte dos deuses.

Pedro Henriques, depois destes jogos de ontem, hoje antes do jogo Portugal, é óbvio que temos as atenções todas centradas na seleção portuguesa, mas há também um grande jogo em perspectiva: França e Bélgica. A França tem desiludido um pouco face às expectativas que tinha para este Euro como a grande seleção candidata à conquista. A Bélgica tem desiludido face àquilo que se esperava desta seleção, não talvez uma candidata favorita à conquista, mas a poder chegar longe nesta prova. São duas seleções que vão ter que provar em campo que são melhores do que aquilo que a crítica tem dito durante este Europeu?

Sim, de alguma maneira, nós tínhamos feito aqui uma radiografia daquelas seleções, tipo Espanha e Alemanha, que estavam realmente com um futebol extremamente atrativo e positivo e que se augurava irem longe. E curiosamente, quer o destino, que elas se vão encontrar num grande match que vai acontecer nos quartos de final, sendo que quem sair daí corre sérios riscos de estar na final, porque realmente, em termos de futebol, são as melhores. Depois temos este lado do braço mais embaixo, onde Portugal supostamente hoje é favorito e esperemos que consiga confirmar isso, porque vai ter muitas dificuldades, perante uma França que também supostamente é favorita perante uma Bélgica. Exatamente com isso que tu disseste, é que tanto a Bélgica como a França. A Bélgica, para mim, é uma grande desilusão. Já passou-se toda aquela geração que eram sempre candidatos. Olha, temos Roberto Martínez e depois até temos qualquer coisa, porque eu acho que sempre lhes faltou balneário, no sentido de união, etc. Parece uma seleção sempre muito desligada nesse aspecto, pelo menos para quem vê de fora. A França é sempre desconfiado, porque jogando menos bem, quando se sentem apertados, o gol surge, a vitória surge, e ficamos sempre à espera da melhor França a ir ao encontro das expectativas. Agora, há uma coisa que nós sabemos, é que se do outro lado do braço todo, a Inglaterra mesmo não jogando bem, corre o sério risco de aparecer numa final. Vamos ver o que a Suíça e a própria Áustria, que dão sinais muito positivos, conseguem fazer. Mas digamos que, entre aspas, parece aquele braço de Portugal em 2016 que voa à final e depois aí tudo pode acontecer. Deste lado, as coisas, se calhar, são todas muito mais interessantes. Pensar que há uma Espanha e Alemanha, de certeza, e que há uma forte probabilidade. Atenção às surpresas de Portugal se encontrar com a França. De repente temos uma Espanha-Alemanha e um Portugal-França. É realmente ficar agarrado à televisão e ao futebol, que são essas as probabilidades. Mas atenção, está tudo em aberto, nomeadamente para a França e para a Bélgica. Eu sou daqueles que acha que a coisa hoje não se vai resolver nos 90 minutos.

Muito bem. Hoje, no futebol, também temos o arranque da pré-época de Futebol Clube do Porto e de Sporting. Antes de irmos às notas de campeão, muito rapidamente. Augusto Inácio, o Sporting começa uma nova temporada, um arranque, algumas caras novas, guarda-redes já também novo nesta equipa do Sporting. Grande objetivo revalidar o título para esta época?

Claramente que sim. Parte do Sporting, parte do Porto, parte do Benfica, com esse objetivo em mente. Agora, claramente que o Sporting ainda não fechou o seu plantel. Creio que com a saída do Paulinho e Yonited não veio, acho que o Sporting vai à procura de um ponta de lança que possa estar também ali no plantel, porque acho que está ali uma lacuna. Depois o resto é o Alex sabe. Mas diria que o Sporting parte com uma certa segurança, no sentido de estar as coisas muito equilibradas, atempadamente bem preparadas. Penso que o Sporting em relação ao Benfica e Porto está mais calmo nesse sentido, mas há sempre coisas a acertar. Provavelmente ainda não sabemos se há jogadores que ainda podem sair. Neste caso, fala-se muito do Gonçalo Inácio que pode sair, vamos ver. Mas claramente, para já, a lacuna que eu estou a ver é que o Sporting vai à procura e está à procura de um ponta de lança é que faz falta. E depois vamos ver, à medida que forem saindo jogadores, se o Sporting tem no seu plano imediatamente uma possível aquisição no caso de sair este ou aquele jogador. Por isso, parto confiante que o Sporting tem capacidade para lutar pelo bicampeonato.

Sim. Gabriel Alves, o Futebol Clube do Porto é, neste momento, entre os três grandes, quatro, se juntarmos aqui o Braga, vai dar ao mesmo. O que está em situação mais atribulada e o que tem ao mesmo tempo mais a provar nesta temporada?

Eu acho que o Futebol Clube do Porto está, neste momento, naquilo que se diz, a estaca zero. Portanto, vai começar todo um novo ciclo. E obviamente, por isso mesmo, e porque é um candidato ao título e é um grande clube, tem atenções centradas nele. Eu diria, todos os grandes e todos os candidatos têm essas atenções centradas, embora o Futebol Clube do Porto, nesta altura e pela circunstância de estar na estaca zero, começar tudo de novo, em tudo que é estrutural, técnico, inclusivamente até jogadores, obviamente que tem um redobrar de atenções. Portanto, é um grande clube, está dirigido por uma direção altamente qualificada pelos sócios e obviamente que vamos todos aguardar aquilo que é a evolução na temporada, na época, porque é importante para o futebol português que se mantenha no topo.

Muito bem. Vamos às nossas notas de campeão. Pedro Henriques, começo por ti.

Sendo jogo, sendo dia da seleção, eu normalmente tento apostar sempre as fichas em termos da nota de campeão também para a seleção. Já ditamos aqui várias coisas, eu queria então só reforçar e acrescentar com uma nota 15 para dizer o seguinte Portugal passe das bonitas palavras que têm tido todos os seus jogadores, todos os seus elementos, naquilo que são as conferências de imprensa, de muito boas em termos de comunicação, mas que agora passem e que concretizem, para depois não estarmos a dizer sempre mais do mesmo no pós, que realmente falta sempre qualquer coisa. Passar das palavras aos atos. Não é na parte técnico-tática, não é nesse aspeto, é sobretudo na postura e na atitude, que é se alguma coisa não correr bem, pelo menos ficamos com aquela sensação que se deu tudo e que se fez tudo para se conseguir ganhar o jogo. São essas as sensações que, de alguma maneira, na fase de grupos, na minha perspectiva, ficaram por provar. Ou seja, o que falhou, podem ter sido jogadores fora de posição, o tal sistema tático, mas fica sempre aquela ideia que houve algo que não correu bem em termos de meter mais o pé, de correr mais um bocadinho. Esperemos que hoje isso seja uma realidade diferente. Viva Portugal, que Portugal consiga ultrapassar e que siga para as quartas-de-final.

Gabriel Alves.

A primeira nota que Portugal hoje, e na sequência do que o Pedro acabou de dizer, faça mudar de opinião Joaquín Caparrós, um grande nome do futebol espanhol. Portugal tem mais nome do que potência. Portanto, espero que Portugal faça mudar de opinião Joaquín Caparrós. Depois, a minha nota de 18 é para aqueles que dão o espetáculo e que, de facto, empolgam e fazem a utopia do futebol vibrar e estender-se. Nico Williams, Yamal, Bellingham. Para já para eles, três 18.

Augusto Inácio, para fechar.

A nota 20 para o Sporting, que faz hoje 118 anos. Acho que é uma data bonita. Tanta história que o Sporting tem, teve altos e baixos, mas é um clube marcante no panorama do futebol português e também no futebol internacional e estou muito feliz por pertencer a esta família do Sporting. Por isso, nota 20 para o Sporting e nota 18 para um grandíssimo guarda-redes que o Gabriel Alves está farto de elogiar, e eu concordo com ele, Mamardashvili. Grande guarda-redes, a Georgia sofreu quatro gols ontem, mas provou que é um grandíssimo guarda-redes. E sinceramente, olho para aquilo e digo assim: "Eu gostaria de o ver no Sporting", mas não está. Nota 18 para o Mamardashvili.

Está feita a edição de hoje de "O Campeão É". Apenas referir que a emissão especial para acompanhar o Portugal-Eslovénia arranca mais logo, às 19h15.