Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
E vamos lá conhecer as notas aos protagonistas da atualidade. Hoje são dadas pelo Vítor Matos e pela Mafalda Pratas Fernandes. A moderação está a cargo do Diogo Teixeira Pereira.
Bom dia, Vítor. Bom dia, Mafalda. Proponho começar pelo Vítor, que está aqui conosco no estúdio, e vamos começar pela Jornada Mundial da Juventude. Uma semana depois, mais coisa menos coisa, do fim do evento, o vencedor é Carlos Moedas?
Bom dia. Também é. Acho que é um dos vencedores, mas não é só ele. Em primeiro lugar, acho que é preciso, depois de tanto tempo aqui e tanta discussão sobre o dinheiro que se gastou, sobre as polémicas que decorreram entretanto, sobre a laicidade ou não do Estado dever apoiar ou não um evento desta natureza, dizer só pra statement inicial, porque as pessoas às vezes confundem as opiniões com as crenças das pessoas. Eu não sou crente, sou aquilo que se poderia chamar um católico secular . Eu tenho educação católica, mas não crente. Na verdade, sou ateu, mas não sou jacobino, nem nada que se pareça. E acho que seria impossível organizar um evento desta magnitude sem o apoio do Estado pra que as coisas funcionem bem em todos os níveis. Desde a segurança até à parte de toda a logística e depois a parte urbanística, que em Portugal aqui foi de alguma maneira, vamos ver no que aquilo depois vai dar, mas parece-me que a cidade ou as cidades, Lisboa, Loures, ganharam com o evento e agora isso também está na mão dos próprios políticos. Agora, do ponto de vista político, isto é muito interessante analisar. Pra além da parte puramente religiosa e a mensagem positiva de solidariedade, tolerância, etc, que o Papa deixou, mas isso está do lado da liberdade de expressão de uma igreja e de um líder religioso, que é um chefe de Estado e é um líder político também. Agora, do ponto de vista político em Portugal, isto é muito interessante, porque nós vimos Carlos Moedas surfar a onda de uma maneira às vezes até excessiva, com algum colo do presidente da República, que tem várias razões pra estar ali. É só chefe de Estado, mas também é um crente, um católico militante e além do mais, o Papa Francisco representa a ala dele da Igreja desde sempre, desde o Concílio Vaticano II. Agora, a competição entre Moedas e governo aqui é muito interessante. E Carlos Moedas ganha aqui um grande capital político. A questão é: para que é que lhe serve este capital político neste momento? Não serve, de certeza, ao curto prazo. Ele mantém um tabu, que é um bocadinho polichinelo, de uma recandidatura à Câmara ou não, mas eu acho que ele só mantém esse tabu por uma questão muito simples: é que ele tem que manter os outros caminhos abertos. Ele não pode estar absolutamente comprometido com a Câmara, sabendo que se houver um evento qualquer que faça com que Luís Montenegro saia do PSD e Passos não avance e haja uma circunstância em que ele é o homem da frente, ele tem que estar livre pra tomar decisões, quer a este nível, quer a outras posições políticas. Depois o governo, como é evidente, teve um grande papel nisso tudo também, que sem o governo isso não se realizava. E acho que tanto Carlos Moedas como o governo que se andaram, entre aspas, a cotovelar nas cerimônias pra ver quem é que aparecia mais junto ao Papa e quem tinha ali... O governo também acaba por ter aqui António Costa, por um lado, que foi muito pragmático, inteligente a gerir isto, e Ana Catarina Mendes, que deu a cara. No fundo, fazem uma coisa aqui que é interessante, que é: depois dos anos da geringonça, em que o PS estava aliado ao Bloco de Esquerda e ao Partido Comunista, e atenção ao Partido Comunista aqui, que teve uma postura muito institucional, ao contrário do Bloco, que fez a oposição jacobina, que também representa o seu eleitorado, acho que é compreensível. António Costa e o PS aqui fazem uma certa paz com um certo centro. O PS tem uma ala jacobina também, ou seja, o partido que esteve aliado à extrema-esquerda agora eles também dão aqui a volta, porque estão do lado também dos católicos e abraçando também esta coisa toda dos valores do Papa Francisco. Portanto, eu acho que no fim do dia, apesar de tudo que se passou, no fim do dia acho que tiveram todos bem e têm todos nota positiva.
Mafalda Pratas, quem é que ganhou esta guerra? Moedas ou governo?
Bem, eu acho que do ponto de vista da cobertura midiática, talvez Moedas tenha saído um bocadinho por cima, simplesmente porque esteve sempre presente em quase todos os eventos. É certo que Ana Catarina Mendes também esteve em muitos eventos, mas Ana Catarina Mendes não é António Costa, não é a principal figura do governo. E por outro lado, há aqui também que dizer uma coisa que é: nos momentos mais difíceis antes da Jornada Mundial da Juventude, há cerca de um ano, um ano e meio, quando ninguém quis dar a cara pela Jornada Mundial da Juventude, é verdade que Carlos Moedas deu a cara pela Jornada e digamos quase que declarou que era uma responsabilidade sua. E portanto, eu penso que grande parte das pessoas acabou por associar o evento, caso ele corresse mal, seria a Carlos Moedas, caso ele corresse bem, também. No entanto, eu quero aqui também dizer uma série de coisas sobre todas estas polémicas e sobre a guerra eventualmente entre Moedas e o governo e quem é que ficou com os louros das jornadas. Em primeiro lugar, eu acho que em relação aos gastos, eu tenho uma opinião muito objetiva, que é: por um lado Acho que deve haver uma prestação de contas sobre em que o dinheiro foi gasto, como, o que houve em injustos diretos, o que houve em concursos públicos e eventualmente prestar essas contas ao eleitorado, quer o municipal de Lisboa, quer o eleitorado do país todo, para que todos fiquem a saber. Por outro lado, eu também acho que há uma grande dose de demagogia, de populismo em querer dizer, e ouviu-se isso muitas vezes, que este evento representa uma grande despesa do Estado. O dinheiro que este evento envolve é muito pouco comparado com a despesa global do Estado. Simplesmente eu acho que tal como todas as despesas do Estado, sejam elas esta ou outra qualquer, deve haver essa prestação de contas. Também não devemos achar que o Estado gastou aqui uma quantia completamente absurda de dinheiro, porque, por exemplo, eu fui ver os dados, o ano passado, na despesa global do Estado, a alínea de apoio a eventos religiosos, desportivos e culturais, que é onde este evento se engloba, ficou em 2080 mil milhões de euros. Considerando que o Estado gastou 100 milhões neste evento, e dado o número de participantes no evento, não me choca de todo que este evento aconteça. Tal como o Vítor Matos, eu não sou católica praticante. Acho que o Estado, é verdade, tem uma responsabilidade em não se aproximar demasiado da Igreja, visto que, ou pelo menos em relação às outras igrejas e outros cultos existentes em Portugal, inclusive um culto que não é um culto, mas que é o culto de quem não tem culto, essas pessoas também têm que ser representadas e respeitadas. No entanto, também é verdade que quando o Estado apoia, através das câmaras municipais locais, uma romaria ou uma feira medieval, quando o Estado apoia um mundial de uma modalidade qualquer no qual eu não estou minimamente interessada, isso não me choca. A população portuguesa é uma população diversa, tem diversos interesses culturais, religiosos, desportivos e, portanto, das duas, uma: ou dizemos que todas estas despesas são supérfluas e o Estado deveria concentrar esse dinheiro todo, esses 2000 milhões de euros em coisas mais centrais, educação, saúde, o que seja, e nenhuma dessa despesa vai ser utilizada, ou então também não vamos fingir todos aqui como virgens ofendidas com os 100 milhões que foram gastos nas Jornadas Mundiais da Juventude, que como disse, não é uma quantia muito elevada, especialmente dado o número de participantes. A outra coisa que eu queria referir é, de facto, esta guerra entre Carlos Moedas e o governo, que é muito interessante. Na verdade, acho até um pouco infantil. Eu penso que o governo, porventura, se sentiu um pouco ameaçado porque viu finalmente uma figura da oposição. Luís Montenegro não tem sido um líder da oposição, não é minimamente ameaçador e o governo sentiu que talvez viu uma figura a ter uma boa estratégia de comunicação, a ter uma boa cobertura na imprensa e sentiu-se ligeiramente ameaçado e quis então fazer face a isso, já para prevenir qualquer entrada de Moedas na liderança eventual do PSD.
Mafalda, posso só fazer uma nota ao que estás a dizer?
Sim.
A informação que eu tenho, até escrevi isto esta semana nos Pretos, é que realmente António Costa faz a leitura de que o líder mais ameaçador para o PS no futuro, não se calhar na vigência ainda de António Costa, é realmente Carlos Moedas e essa é a avaliação que o PS faz internamente. Tens de te dar razão, acho eu.
Pois, porque só assim se consegue ler também aquele famoso almoço que houve no dia seguinte às jornadas.
Sem os autarcas.
Exatamente, sem os autarcas, mas que teve Ana Catarina Mendes e as estruturas da Igreja. Se o governo quisesse fazer uma coisa mais institucional, eu tenho a certeza que se fosse um autarca como Fernando Medina na Câmara de Lisboa, ele teria comparecido a esse almoço. E na verdade, o que eu digo é que isto é tudo um pouco infantil, porque é evidente que um evento desta magnitude tem que ter a colaboração quer do governo central, quer das autarquias. Isto é tudo, no fundo, é mais uma guerra proxy para uma batalha futura governativa que vai ou não acontecer a nível nacional e não sobre as jornadas concretas, que foram um evento, que creio que correu bem. Foi um evento no verão, que também aumentou a sua cobertura mediática porque não há muitos outros assuntos e portanto acho que o evento correu bem. Acho que Moedas, é verdade, saiu-se bem, mas também tem que ter muito cuidado, não basta fazer isto. Para ser realmente carismático a nível nacional, é preciso apresentar propostas políticas que convençam, ter um discurso que convença.
Merece, por isso, uma nota alta?
Exatamente. Sim, acho que merece. Eu vou dar uma nota positiva, que pra mim já é alta, eu normalmente dou notas negativas, portanto, vou dar um 14 a Carlos Moedas, porque acho que o evento correu bem, mas dou um 14 porque acho que ainda assim ele tem que se esforçar bastante mais se quer eventualmente substituir um líder do Partido Socialista como primeiro-ministro.
Tinhas notas positivas há pouco, Vítor.
Não, mas eu tenho notas ainda melhores. Isto o verão faz bem às pessoas. Eu vou dar 16 a Carlos Moedas, vou ser salomónico, salomónico não, mas magnânimo. 16 a Carlos Moedas e 16 ao governo António Costa e Ana Catarina Mendes, descontando aqui alguns pontos sobre o excesso de propaganda e excesso de aproveitamento político a certa altura, que todos os lados pecaram por excesso. Só para tentar aqui que o Papa no fim da missa do Parque Tejo chamou a Carlos Moedas e Ana Catarina Mendes em separado Para lhes agradecer a organização.
Fica essa nota também. Vamos falar de Luís Montenegro, ainda a casa de Luís Montenegro, Vitor.
Sim, isto é uma pedra no sapato, é um caso que é uma casinha e que não é bem uma casinha, porque tem 900 m², mas tem muitas-
Tem muitas assoalháveis.
Luís Montenegro tem o direito de ter a casa que entende e que pode ter. Não se confunda poder ter uma grande casa com o facto de ter que explicar como é que tem aquela grande casa. A Sábado fez um follow-up desta história esta semana, aprofundou a investigação e concluiu que Luís Montenegro terá poupado cerca de € 100 mil para beneficiar de um desconto de IVA com base numa coisa que não é verdade, que é ele disse que ia reabilitar o imóvel que lá estava e não reabilitou, demoliu completamente e construiu novo. E beneficiou, segundo esta investigação da Sábado, que está bastante bem documentada, de um desconto fiscal que poderá chegar aos € 100 mil se a avaliação feita pela revista, que me parece bastante conservadora, for que a casa valeu €750 mil, não sei se não terá valido, se a construção não terá sido mais. Mas o problema aqui, mais do que isso, é que Luís Montenegro não gosta deste escrutínio. Já não é a primeira vez, é a segunda vez que ele responde assim à Sócrates e respondeu que aquilo eram perguntas da revista, que a revista fez questão de publicar as perguntas que fez, é um interrogatório requentado e capcioso, e diz que o processo foi todo legal e que não há lá nenhum e está tudo bem. As coisas não é assim, aquilo está cheio de dúvidas, aquilo não cheira bem. Se ele quer ser primeiro-ministro, ele vai ter que explicar isto muito bem, porque senão isto nunca o vai largar. Temos o direito de saber como é que o líder do maior partido da oposição tem meios para ter aquela casa. Tudo bem, porque ele não justificou até agora. E em segundo lugar, o processo todo ainda precisa de bastante esclarecimentos. Este é bastante grave, este caso deste desconto fiscal, que isto não é qualquer coisa. E acho que nós merecemos esse tipo de esclarecimento.
E por isso merece uma nota baixa Luís Montenegro.
Sim, eu vou lhe dar um cinco, porque acho que tem que dar respostas.
Uma nota baixa para Luís Montenegro e que nota Mafalda Pratas Fernandes para a primeira-ministra italiana que tirou da cartola um imposto sobre a banca?
Bem, eu também vou dar uma nota baixa a Giorgia Meloni. Ela anunciou no início da semana um imposto político extraordinário sobre a margem dos bancos ou as margens que os bancos cobravam entre os depósitos e os juros do crédito de 40%, que é um valor bastante elevado. E a primeira coisa que eu quero notar aqui é como acho que fica demonstrado que o populismo não é uma característica de partidos deste ou daquele espectro, é uma característica que todos os partidos têm e alguns mais do que outros, nomeadamente alguns dos partidos mais do extremo político e mais recentes tendem a ter mais populismo. Outra questão também é que eu não sou a favor de medidas ad hoc. Isto parece-me uma medida um pouco tirada do nada, em vez de ser uma medida refletida numa estrutura fiscal, etc., numa alteração de uma estrutura fiscal ou numa regulação diferente da banca, etc. E eu concordo que deve haver uma muito maior regulação da banca em todos os países da Europa e obviamente, muito concretamente em Portugal, onde creio que há muitas falhas de mercado, ou seja, a concorrência não está a funcionar em muitas situações. No entanto, aliás, como a própria Meloni já veio no fundo reconhecer, na medida em que ela voltou atrás. Portanto, disse: "Eu vou fazer este imposto, mas o imposto tem um teto limite de, creio que 0,1, não sei por acaso agora não me lembro, acho que é zero ponto qualquer coisa do valor total dos ativos dos bancos", porque os bancos tiveram uma enorme queda em bolsa. E isso mostra, de facto, como estas medidas em cima do joelho normalmente não têm grande sentido e não têm grande sucesso também.
E, portanto, uma nota baixa para Meloni.
E acho que isto deixa já um recado para o governo português que se quiser fazer alguma coisa em relação à banca portuguesa, especialmente na rentrée ou eventualmente no próximo ano, deve pensar ou em alterar a estrutura do IRC ou em fazer alguma coisa muito mais séria quanto à concorrência da banca. Agora, acho que este tipo de medidas são completamente populistas e é eventualmente, obviamente, para amilhar apoio fácil entre a população. Portanto, dou aqui uma nota muito baixa também, dou aqui um seis. Dou um seis porque apesar de tudo é preciso alguma coragem para enfrentar a banca em qualquer país, mas de facto, como disse, acho que é uma medida tão evidentemente populista, sem qualquer pensamento por trás, que de facto merece uma nota baixa.
Fica essa nota baixa. Vitor, ainda temos aqui dois minutos para falar sobre a carreira diplomática, porque podem estar aí a chegar greves inéditas, ou pelo menos muito raras.
Sim, em Portugal nunca houve uma greve dos diplomatas e o Expresso publicou uma sondagem, um inquérito que a Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses fez a 31% dos diplomatas portugueses e os resultados são impressionantes, porque há uma grande percentagem, nalguns casos uma maioria, de diplomatas que defendem ações mais musculadas, como participação em greves e protestos Que em Portugal nunca houve e mesmo nas outras diplomacias são casos muito raros. O que significa que esta carreira, que devia ser de alto prestígio, que tem pessoas altamente diferenciadas e que devia atrair o percentil mais elevado da população, ao nível intelectual, cultural e tudo isso, é uma carreira que já não é muito atrativa, porque as pessoas no início ganham 1500 €. Isto há 20 anos que ainda tinha algum valor, hoje já não tem. Começam com 1500 € líquidos e acabam com 3000 € líquidos, o embaixador no posto mais elevado, quando está em Portugal. E como muitas destas pessoas, às vezes, o cônjuge não trabalha para poder acompanhar ou trabalha intermitentemente ou não tem qualquer tipo de estabilidade laboral, faz com que muitas vezes seja um salário com dois ou três filhos, com as escolas no estrangeiro, que neste momento vão ser comparticipadas, mas agora não são, têm que estudar em escolas estrangeiras. Com as habitações, quem tem filhos tem que ter casas maiores, quem não tem filhos é prejudicado daqueles que têm mais filhos. E as pessoas quando voltam a Portugal, voltam para o salário base e não têm meios de subsistência. É incrível.
Fica difícil pagar uma casa, inclusivamente.
Sim, 64% dos diplomatas dizem que não conseguem suportar as despesas com habitação quando regressam a Lisboa e 91% consideram que o salário não é adequado quando estão em Portugal. E uma percentagem muito elevada diz que também quando está no estrangeiro, as condições, porque isto depois depende dos postos em que estão, também não tem grandes condições de ter uma vida um bocadinho melhor. Depois há outros postos em que têm, depois depende, isso varia.
Claro.
E até das condições familiares de cada um. Agora, isto quer dizer o quê? Quer dizer que médicos, professores, militares, diplomatas, quer dizer, se olharmos para todas as carreiras do Estado, há uma degradação incrível. Até nas carreiras que deviam ser mais prestigiadas. Livram-se disto os magistrados, que tiveram realmente, sobretudo os juízes em algumas categorias, aumentos e têm uma carreira que ainda aparentemente parece, comparada com as outras pelo menos, que vale a pena. Portanto, eles são 400 e poucos e mereciam esta atenção, porque Portugal, apesar de tudo, tem uma diplomacia que no mundo é bastante considerada e com resultados bastante interessantes, portanto convinha manter isso pelo menos.
E aqui a nota vai para quem? Para o governo?
Para os ministros, e a culpa não é só deste governo, não é só deste ministro. Vou dar aqui um oito para recuperar agora, estão a rever o estatuto, para depois subir a nota quando houver resultados.
Vítor Matos, Mafalda Pratas, obrigado. Amanhã temos nova edição de "O Vencedor É".