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Este é o Som do Ioven Sorê, das manhãs 360, que também pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais ou pelo site do Observador. Carla, esta quarta-feira estão conosco Helena Matos e o Miguel Santos Carrapatoso.

E com muitos temas em cima da mesa esta manhã. Vamos começar com a questão que envolve o Chega e o movimento Reconquista. Paulo, queres ir por aí? Não é clara a relação entre os dois.

Eu acho que é clara a relação entre os dois, de alguma maneira, embora o Chega se sinta desconfortável por ter ficado tão clara. Este fim de semana decorreu no Porto, ou na zona do Porto, o terceiro congresso do Reconquista. O Reconquista é um movimento de extrema-direita, não é um partido político, é liderado por Afonso Gonçalves. Não sei se o termo, enfim, os especialistas em Ciência Política dirão se o termo fascista aqui se aplica com toda a propriedade, mas é nacionalista, misógino, defende a remigração, portanto tem todas aquelas características. Coloca também grande ênfase em termos de fé católica no seu discurso, portanto, Deus, pátria e família está lá tudo, de alguma maneira. A admiração pelo Chega e por André Ventura é óbvia. Andam sempre a ver que palavras é que André Ventura utiliza e que termos é que defende para dizer: "Olha, ele também defende isso nas redes sociais, é óbvio." E, portanto, realizaram o seu congresso este fim de semana. Enfim, uma das medidas do congresso era que as pessoas não podiam ser fotografadas ou filmadas de frente, digamos. A tomada de imagens era do fundo da sala, apenas as pessoas que estavam em palco e que davam a cara é que foram identificadas, o que também diz muito da forma como eles olham para estas coisas. E Pedro Frazão, uma das figuras cimeiras do Chega, vice da bancada parlamentar do Chega, deputado, enviou um vídeo de cerca de dois minutos, uma mensagem ao Congresso do Reconquista.

A título pessoal.

Não, o ponto é esse. Perante a polêmica, André Ventura, esperto que nem um alho, veio logo dizer que Pedro Frazão o tinha feito a título pessoal. Convém agora saber que palavras é que o próprio Pedro Frazão utilizou naqueles dois minutos. Um discurso também com muito Deus, pátria e família, como é evidente. Pedro Frazão saúda. Enfim, a mensagem em si seria uma daquelas mensagens normais nestas coisas. Os partidos saúdam-se uns aos outros, sobretudo os partidos próximos, quando realizam congressos ou reuniões. Então Pedro Frazão, nesses dois minutos, diz o seguinte, e cito: "O partido Chega, com aliados como vós, está aqui para lembrar a todos que a defesa de Portugal passa também pela defesa da nossa cultura", blá blá blá. Portanto, o partido Chega, com aliados como vós, está aqui para... Isso não é uma mensagem pessoal, isso é uma mensagem de alguém que está mandatado pelo Chega para representar o Chega e enviar uma mensagem em nome do Chega. André Ventura ou Pedro Frazão podem vir agora dizer que aquilo foi um vídeo de um amigo para outro amigo. Não, não é verdade. Aquilo foi uma mensagem de um representante do partido a representar o partido e a dizê-lo na mensagem para um movimento amigo, e a palavra amizade ou derivados aparecem por ali fora. Eu percebo que André Ventura e o Chega acham que é demasiado esta colagem em termos públicos, obviamente, em termos eleitorais, esta colagem ao Reconquista, mas a colagem é feita por eles. É uma colagem feita a um movimento que além de todas as marcas racistas, tem um líder que diz o seguinte: "Mulher que não chega ao casamento virgem, não tem valor como esposa." Eu estou a citar. Ou qualquer coisa como defender que as mulheres que abortem devam ser submetidas à pena de morte, ou ainda, que os homens são mais inteligentes do que as mulheres e por isso as mulheres não deviam ter redes sociais nem votar. Estamos em 2025. O Chega lá saberá que companhias quer andar. Agora, não venham dizer que aquela participação ali foi uma participação pessoal. Não, aquilo foi uma mensagem assinada pelo Chega, como o próprio Pedro Frazão fez.

E mesmo se fosse só a título pessoal, seria grave.

Já era complicado.

Seria grave, porque Pedro Frazão tem responsabilidades no Chega. Portanto, essa separação eu percebo que seja conveniente.

É questão de chapéus. Do ministro que até à mesa de café é ministro.

O próprio André Ventura, a propósito de outras situações, que têm envolvido elementos do Chega, deputados ou deputados municipais ou outros elementos do Chega, vem logo dizer que ele age e sobre, ao contrário dos outros, age sobre esses elementos que prevaricaram de alguma forma. Portanto, aqui essa divisão, eu percebo que seja conveniente, mas não funciona, porque não há um Pedro Frazão, que é vice-presidente, creio, do Chega, e depois um Pedro Frazão que manifesta apoio a um movimento desta natureza.

Ficou claro, então. A nota vai pro Chega, Paulo?

Vai pro Chega, sobretudo por essa tentativa de malabarismo, de depois andar a dar o dito por não dito. Um quatro a estas relações

No fundo, às verdades alternativas do Chega e do André Ventura.

Um quatro para o Chega. E Bruno, por que queres dar nota a Marques Mendes?

Porque eu vi ontem a entrevista na RTP de Marques Mendes, candidato presidencial. Um primeiro ponto: Marques Mendes, não sei se será assim em todas as entrevistas, mas a sua postura na entrevista é um pouco como estava no seu programa de comentário. Eu percebo, foram muitos anos. Havia aquela familiaridade, aquele à vontade, aquele tom de pseudo entrevista, mas em que o jornalista serve mais de ponto do que propriamente de entrevistador, ou seja, não há questões difíceis.

Não há um confronto.

Não há um confronto. É um modelo que pode-se discutir, o papel do jornalista, mas a verdade é esta: não há um confronto, não é uma entrevista. E Marques Mendes, não se consegue, até agora, pelo menos das entrevistas que vi, ontem vi com atenção esta, não se consegue libertar daquele tom familiar, convivial com o jornalista e cria uma sensação um pouco estranha. Depois, em relação ao conteúdo e à forma como Marques Mendes se apresenta e as vantagens que ele diz ter enquanto candidato, a grande vantagem, e ontem viu-se que ele tentou sublinhar isso, é de ser o candidato mais parecido com os anteriores presidentes da República em vários aspectos. Porque também eles, à exceção de Ramalho Eanes, de Mário Soares pra frente, vieram dos partidos, têm experiência política e, no caso de Marcelo, há este ponto em comum de terem sido ambos comentadores dominicais. Portanto, com Marques Mendes, ou MM, é mais do mesmo. Só que, na minha opinião, é em pior. Em pior porque a experiência política não é comparável à de Mário Soares ou de Cavaco Silva. É verdade que Marques Mendes tem experiência política, mas nunca foi primeiro-ministro e mesmo como líder do PSD, esteve lá pouco tempo. Portanto, foi uma má experiência. E como comentador, que é esse o ponto que o une a Marcelo, também nunca teve o brilho e o carisma de Marcelo Rebelo de Sousa. Portanto, há aqui também uma sensação de degradação. Ou seja, que Marques Mendes vem, de fato, numa linha de continuidade com os anteriores presidentes da República, mas não tem o mesmo currículo, não tem a mesma experiência, nem tem o mesmo brilho que os seus antecessores ou possíveis antecessores, se ele vier a ocupar o cargo. Depois, quando ele fala de imparcialidade ou de independência, porque no comentário, enquanto comentador, criticou muitas vezes o PSD. Mas também se pode dizer que essas críticas, em vez de resultarem de intenções elevadas, revelavam mais uma certa intriga política, jogos de bastidores, acertos de contas com outras pessoas, outros elementos do partido, e também não percebi aquela ideia de ele se apresentar como um construtor de consensos. Eu posso estar enganado, mas eu lembro-me de Marques Mendes é nos governos de maioria absoluta de Cavaco Silva, onde é que ele construiu consensos. Como comentador, só se ele, ao falar dessa construção de consensos, quer se referir à informação que tinha, por vezes, vinda dos governos de António Costa e que dava em primeira mão no seu programa de comentário. Portanto, só se é essa facilidade de acesso, porque enquanto político, não me lembro de Marques Mendes ser um construtor de consensos. Por último, só a referência que ele faz ao Chega, que é uma maneira também de apaziguar ali, se calhar, ou de acalmar, ou de piscar o olho a um eleitorado de centro-esquerda, que é de dizer que se for presidente da República e o Chega ganhar as eleições, dá posse ao Chega, mas se no programa eleitoral houver medidas inconstitucionais, que vai obrigar o partido a assinar um documento em que se compromete a não aplicar essas medidas. E dá os exemplos concretos da pena de morte e da prisão perpétua, que eu acho que nem estava, pelo menos a pena de morte.

A pena de morte já tinha saído do programa.

Mas isto seria válido pra qualquer outro partido e noutras medidas não tão espetaculares como esta, porque nós temos visto no Tribunal Constitucional muitas medidas serem chumbadas e que não têm nada a ver com estes temas. Têm a ver, às vezes, com questões até das leis laborais. Vai fazer o mesmo se houver nos programas de outros partidos, ou dos partidos que podem ganhar eleições, promete fazer o mesmo se houver nesses programas medidas aparentemente que podem ir contra a Constituição e que não são estas medidas como a prisão perpétua. Portanto, aqui acho que foi mais uma coisa performativa para piscar o olho a um certo eleitorado que anda ali no centro-esquerda, do que propriamente uma coisa pra se levar a sério.

A tua nota para Marques Mendes.

Vou dar um oito a Marques Mendes.

Mais do mesmo.

Mais do mesmo. Tem essa vantagem de ser mais do mesmo, mas em pior.

Miguel, também queres pontuar Marques Mendes e André Ventura?

Sim, quero pontuar o Marques Mendes, mas com argumentos diferentes dos do Bruno. Por isso é que isto é tão interessante. Eu achei a entrevista bem conseguida por parte de Marques Mendes Sobre construtor de pontes, só um pequeno acrescento. De fato, Luís Marques Mendes não é muito lembrado por esse período, mas foi líder do PSD, líder da oposição, e fez acordos com José Sócrates. Nessa altura, foi um construtor de pontes. Podemos depois discutir se fez ou não bons acordos na Justiça, por exemplo, mas de fato conseguiu fazer alguns entendimentos com o partido que estava no poder.

Tem currículo nessa matéria.

Tem currículo nessa matéria. Podemos discutir o que foi conseguido nesses acordos, mas de fato fê-los. E depois, eu acho que foi uma entrevista ainda assim bem conseguida por parte de Luís Marques Mendes. Conseguiu fazer críticas ao governo e à sua base eleitoral, naturalmente, porque é o PSD que o apoia, sem romper em demasia, mas quando critica o tom usado por António Leitão Amaro, por exemplo, em relação à imigração, mesmo dizendo que concorda com a necessidade de regular a imigração, quando criticou o governo pelas expectativas criadas em relação ao Serviço Nacional de Saúde e ao mesmo tempo reconhece que não é possível fazer tudo num único dia. Portanto, conseguiu um equilíbrio harmonioso entre fazer uma crítica ao partido que o apoia sem romper com a base de apoio. Nesse aspecto, foi, a meu ver, uma entrevista de um político experimentado e ser um político experimentado não é necessariamente mau, antes pelo contrário, é bom que os políticos tenham experiência, sobretudo aqueles que se candidatam a um cargo tão importante como presidente da República. Sobre o Chega, também achei interessante a forma como o Luís Marques Mendes tentou, aqui até me refiro mais aos cartazes e não necessariamente às declarações sobre dar ou não posse a um governo do Chega. Enfim, se o Chega algum dia tiver em condições de formar governo, não há nada na Constituição que o impeça. Aqueles candidatos que andam a sugerir que impedirão o Chega de tomar posse.

Não há nada que o permita impedir.

Exato. Mas há candidatos a presidente da República que talvez façam interpretações criativas da Constituição da República e acham que o presidente da República pode escolher quem é que pode ou não formar governo. Não é isso que diz a Constituição, mas enfim, há quem faça essa leitura criativa da Constituição. Não é o caso de Luís Marques Mendes, que de uma forma também criativa sugeriu que algumas medidas não poderiam constar de um programa de governo. Não me parece que seja uma má saída. Mas aqui até me referia mais à questão dos cartazes e acho que Luís Marques Mendes aí também mostrou alguma clarividência quando diz que aqueles que estão a tentar combater o Chega na Justiça só fazem um favor a André Ventura. Estamos há três semanas, creio, a falar dos cartazes de André Ventura e Luís Marques Mendes diz, e bem, que isto é um favor que se faz ao Chega e ao candidato presidencial. O Chega combate-se politicamente e não na Justiça. E também aí Luís Marques Mendes mostrou uma grande clarividência. Fossem todos um bocadinho como ele neste aspecto e talvez já não estivéssemos a falar dos cartazes do Chega e a pô-lo no centro do debate político e mediático. Eu acho que foi um dia bem conseguido para Luís Marques Mendes. Terá outros momentos piores, mas este em particular foi um momento bem conseguido por parte do candidato apoiado pelo PSD.

Eu como sou muito influenciável, deixa-me só dizer que há um aspecto mais positivo, creio que foram as críticas a Gouveia e Melo. Pode-se dizer que um candidato provavelmente não deveria aproveitar estes momentos de entrevista para estar concentrado nos seus adversários, mas acho que foram golpes bem assestados e que atingiram Gouveia e Melo. Acho que esse foi até o melhor momento de Marques Mendes.

E por isso parece-me que o oito do Bruno está a crescer aqui na perspectiva do Miguel. Quanto é que vais dar a Marques Mendes?

Vou dar um 15 só pra equilibrar a coisa.

Isso.

Devias dar o dobro, devias dar o 16. Vai até o 16, Miguel.

É por isso que este programa é tão interessante. E a Helena gosta de trazer aqui, é um fetichezinho, não é? O terminal de Sete Rios. Eu ia dizer para os lisboetas, mas não é verdade, é para muitos utilizadores dos transportes públicos.

Mas não só. Se nós virmos ontem o discurso de tomada de posse de Carlos Moedas. E é curioso, porque tenho a dizer-vos que esteve lá tudo. E desta vez teve Passos Coelho, esteve Cavaco Silva, esteve o governador do Banco de Portugal, esteve Sebastião Bugalho.

Paulo Portas também.

Paulo Portas, estiveram os presidentes do Benfica e do Sporting.

Epa!

Sim.

Isso foi importante.

Isso é importante.

Importantíssimo.

Helena, se me permites só uma nota. Era interessante saber se Pedro Passos Coelho ocupou o lugar que lhe estava destinado ou não.

Eu vi imagens da televisão com ele cá atrás, no fundo da sala, junto à porta. Aquelas pessoas que chegam tarde e têm que ficar ali.

Não me parece que tenha sido uma questão de horas.

Por que eu também vejo nessas situações, quem está na sala do protocolo a puxar essas pessoas pra frente.

Mas aí é difícil puxar Passos, como sabe. No verdadeiro sentido, em todos os sentidos que a palavra possa ter. O discurso teve tudo, teve as citações literárias, teve Bernard Soares, o heterônimo da pessoa, teve Gabriel García Márquez, teve tudo aquilo que deve ser, teve muitas referências, Almada Negreiros.

As armas e os beirões todos assinalados.

Tudo assinalado. E Moedas foi pra ali fora, anunciou Lisboa capital mundial da justiça social, capital mundial da inovação, capital mundial da cultura. Foi tudo. Fala de segurança, fala de habitação, fala de higiene urbana, que objetivamente foi um flanco fraco do seu anterior mandato. Eu, desde já, discordo de uma das medidas que foi anunciada, que vamos passar a ter recolha diária de lixo comum. É um aumento da despesa e o que havia era que disciplinar a forma como a recolha estava a ser feita, penalizar quem não estava a depositar os lixos como devia ser. Agora, aquilo que se faz é deitar mais dinheiro pra cima de uma coisa, que é então, pronto, isto não estava a funcionar. Eu vivo numa zona de Lisboa que tem recolha seletiva, não faz qualquer sentido. Espero que não chegue lá esta recolha diária de lixo comum. Acho que temos aqui de perceber, mas pronto, é aquele tipo de coisas que se diga que vai fazer mais, é como o SNS. Mas vamos aqui. O que não vi, embora tenha sido anunciada uma questão de Metrobús pra ligar Lisboa a outras cidades aqui da área metropolitana, tudo muito bem, mas nada daquela coisinha Do povinho, das camionetes. É uma gente que está mais na cidade, não faz sentido algum. O povinho da camionete, que horror! Nós só vamos ser todos justiça climática. Isto é tudo ótimo. E portanto, aquilo que nós temos aqui é, como sabe, há neste momento um processo em tribunal que se prende com a questão da FlixBus, aquela empresa que não consegue ter acesso ao terminal rodoviário de Sete Rios.

Porque a Rede Expressos, já agora, que é concorrente dela e que é também concessionária do terminal, não deixa. Logo, aí há alguma falha do Estado. O Estado nunca devia conceder a exploração de um terminal a um dos concorrentes operadores.

Isso faz lembrar as comunicações, aqui há uns anos, em que a PT era dona da rede.

E note-se que desde maio deste ano que já há uma determinação da Autoridade de Mobilidade de Transportes, porque a FlixBus tinha interposto um recurso e ganhou. Mas para lá desta questão, que tem dado até origem aqui a várias notícias, há um problema que é o acesso dos passageiros.

E aquilo, com ou sem FlixBus, é horrível.

Aquilo é horrível. É que o problema não é apenas o acesso dos autocarros, é o acesso das pessoas. Eu acho que é dos sítios onde as pessoas são pior tratadas. As pessoas vão em cima de um passadeorzinho.

É um barracão, antes de mais. O acesso dos automóveis é canhado, tem três ou quatro paragens de autocarro ali à porta.

Já se vai em terceira fila. Aquilo congestiona completamente Sete Rios e, portanto, não se acredita que aquilo funcione daquele modo. Digamos que já se evoluiu em relação ao terminal da Casal Ribeiro.

Mas aí também era outro estilo.

Eu ia lá uma vez e apanhava cancer de pulmão.

Sim, porque era uma cave com os autocarros todos a funcionar ali.

Aquilo era uma coisa tenebrosa. Agora, aquilo que temos ali em Sete Rios é absolutamente vergonhoso. Não se percebe, está completamente ausente do discurso político. O terminal chegou ali em 2004. A EML passa a vida a fazer uns inquéritos para ver de onde é que as pessoas vêm, para onde é que as pessoas vão, as pessoas que vão ao terminal, fazem estes inquéritos e depois têm uns programas com uns nomes lindíssimos, que dão café, as pessoas falam com as pessoas, mas as pessoas só querem conseguir entrar no terminal e apanhar a camionete. E deixar lá os seus familiares e ir buscar. Portanto, há este lado que é de facto absolutamente incompreensível.

E a tua nota vai para a ausência deste tema.

Vai para a ausência e para uma outra coisa, que me vais só dar um minuto, que é prestar atenção à vitória que Carlos Moedas não conseguiu ficar com a presidência da Assembleia Municipal de Lisboa, que foi para o Partido Socialista. O que quer dizer que, feitas as contas, porque votam os eleitos mais os presidentes das Juntas de Freguesia, que também foram eleitos, claro, houve alguém da direita que teve de votar em Moscaletas.

Alguém mesmo da coligação.

Sim.

Vamos imaginar que o Chega já está de fora. Houve pelo menos um voto da coligação PSD que não votou.

Exatamente.

Para acompanhar, portanto.

Para acompanhar, portanto. Eu proponho que Carlos Moedas vá fazer estas continhas muito bem feitas ali para o terminal de Sete Rios.

Faz a tua conta rapidamente. Que nota dás a Carlos Moedas, calculo?

A Carlos Moedas, pela qualidade literária do discurso, dou um 3, porque aquilo também é um bocadinho meloso demais. Por causa de dizer atenção ao terminal de Sete Rios, eu acho que toda aquela gente está a precisar de andar de camionete. Estão mesmo a precisar de apanhar os autocarros no terminal de Sete Rios, eles todos, e levar os seus carrinhos de serviço, às vezes passam no acesso. Portanto, vão levar um zero.

Um zero. Está aqui muito variável. Vamos ver como corre mais logo à tarde no "Venceré" da tarde política.

Que começa às 18h10, numa versão alargada, moderada pelo Ricardo Conceição. Esta quarta-feira, as notas vão ser dadas pela Judite França, a Helena Garrido e o Pedro Benevides.