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E o Vencedor é na Rádio Observador, mais um dia em emissão especial, em direto a partir do Congresso do Partido Socialista, na FIL, em Lisboa. Vamos dar notas à atualidade, mas com especial destaque, claro, para aquilo que tem saído da reunião magna do PS. No painel de hoje estão conosco Luís Rosa, redator principal do Observador, e também Raquel Abecasis, colunista do Observador. A moderar este E o Vencedor é, como sempre, mas hoje a partir da FIL, é o jornalista André Maia.
Exatamente, estamos aqui na FIL, no Congresso do Partido Socialista, e estamos desde já também a transmitir nas nossas plataformas das redes sociais, tanto no YouTube como também no Facebook. Portanto, já pode ver-nos também a partir de agora, para além de nos ouvir na Rádio Observador, pode agora também ver-nos com imagem, até porque estamos frequentemente a passar também imagens daquilo que vai acontecendo ali no púlpito, com alguns dos discursos a arrancar durante esta manhã. Já tivemos, por exemplo, Ana Catarina Mendes a falar para uma plateia que ainda não está cheia, mas está agora cada vez mais bem composta e já está mais de meio gás nesta altura. Espera-se que encha para o discurso final de Pedro Nuno Santos. Ora, junto a mim, como disse a Filipa, tenho a Raquel Abecasis, tenho também o Luís Rosa. Raquel, vou começar por ti. Bem-vinda, bem-vinda também a este congresso. Estivemos a assistir neste congresso a dois, diria eu, principais alvos. Talvez no primeiro dia, mais com a Justiça no foco, ontem mais com Marcelo Rebelo de Sousa com a fotografia no alvo, mas queria falar sobre a Justiça e o papel que a Justiça pode ter na campanha eleitoral. Achas que vamos assistir aqui a uma arma de arremesso, digamos, aos lados, com a Justiça a ser essa arma?
Já estamos a assistir. Eu, antes de mais nada, queria dar os parabéns aqui ao meu colega de painel por ter dado a notícia da semana, justamente no dia em que começaram aqui os trabalhos deste congresso.
O que foi uma coincidência.
Imagino que sim, que tenha sido uma coincidência, mas coincide também com na véspera ou no próprio dia, o presidente da República ter promulgado aquele diploma, o chamado diploma malandro.
E essa é uma questão muito importante para aferir precisamente o timing da publicação da notícia.
Claro. Mas isto é para dizer que, de facto, a Justiça já está a intervir na campanha eleitoral. Aliás, como temos visto ao longo de todo este congresso, que deveria ser um congresso de aclamação e caloroso em torno do novo líder, com uma nova energia para enfrentar eleições. E por mais que eu ache que Pedro Nuno até se tenha esforçado ao longo de todo o dia e mesmo do seu discurso para deixar estes temas de lado, a verdade é que ao longo de todo o dia ontem, o que mais ouvimos foram as críticas à Justiça, quer ali no palco, quer nas entrevistas aos diversos órgãos de comunicação social por parte das maiores figuras do Partido Socialista, como já hoje de manhã, quando eu entrei agora aqui na FIL para vir aqui para o programa, estava Vieira da Silva do alto ali do púlpito a bater na Justiça, como se costuma dizer.
E achas que isso vai ser só uma arma de arremesso por parte do PS, mas também dos tantos partidos, PSD também, o Chega, obviamente, com esse discurso habitualmente inflamado. Achas que podemos esperar também que essa arma não seja exclusiva aqui do Partido Socialista? Obviamente, o mais prejudicado, vamos dizer assim.
Estamos a falar da atualidade, mas há uma semana estávamos todos a falar do caso da casa de Luís Montenegro, que surgiu também com a informação de que havia um inquérito no Ministério Público com base em denúncias anônimas para investigar esse caso. E portanto, claro que a Justiça tem que seguir o seu caminho e tem os seus timings próprios, e podemos tender e querer tender a compreender tudo isso. Agora, o que eu acho que de um lado e do outro é muito importante que se evite, porque uma campanha eleitoral não justifica tudo, é que se crie nas pessoas a convicção, que eu aliás até vou aqui citar a Ana Gomes, que falou na sexta-feira à noite na SIC, na sua coluna habitual, no fundo, a dizer assim: "Só um tonto é que não percebe que há aqui uma estratégia da Justiça para atacar o Pedro Nuno Santos." Ora, se alguém com responsabilidade já se sente à vontade para dizer que só um tonto é que não percebe que a Justiça tem aqui uma estratégia, eu acho que a Justiça se devia preocupar com isso, no sentido de trabalhar melhor a comunicação, gerir não os timings das investigações, mas é a forma como faz chegar cá fora aquilo.
Proteger-se mais, no fundo.
Não é por instinto de autoproteção, eu acho que é pra proteção do país, porque não podemos começar a achar das duas uma: ou que nenhum caso é caso, ou que qualquer caso é capaz de derrubar um governo. Quer dizer, não podemos entrar aqui nesta normalidade, nem para o lado negativo, nem para o lado positivo, porque eu acho que isso vai acabar por nos destruir a todos.
E tendo em conta isso, que nota é que te merece este uso da Justiça como arma de arremesso na campanha?
Olha, eu acho que a Justiça, pela sua independência, ou pela mostra que tem dado da sua independência, merece um 14, porque eu não sou de dar notas gigantes, merece um 14, e pela sua ainda bastante incompetência para comunicar e para saber gerir a sua própria atuação, merece um oito, pra ver se numa prova oral consegue ter positiva.
Consegue ter uma melhoria.
E eu acho que era muito importante que a Justiça passasse esta prova difícil, até porque isto já não é novo. Nós estamos agora a entrar, e o Luís há de saber falar melhor disso do que eu, mas estamos agora a entrar no ano, e nos meses e nos dias fatais para percebermos se Sócrates vai ou não a julgamento. Foi um caso que abalou o país. Toda a gente naquela altura dizia que o país nunca mais seria o mesmo se Sócrates não fosse julgado E estamos ainda na dúvida de perceber se ele vai ou não vai ser julgado, ou se vai ou não vai prescrever. Um caso com aquelas consequências, que à luz daqueles dias foi quase tão pesado como este que vivemos agora. A justiça não se pode habilitar, mais uma vez, a surgir como alguém que interveio num momento político determinante e que depois não teve consequências.
Luís Rosa, tinhas também nos temas escolhidos para hoje, e para mantermos essa coerência, vamos falar também do ataque do Partido Socialista à Justiça. Tivemos principalmente no primeiro dia, com António Costa também a deixar alguns recados e dizer lá fora que não falava com a justiça através da comunicação social. Podemos estar à espera de uma mexicanização da campanha eleitoral, do regime? O que é que achas?
Eu acho que há aqui uma frase de António Costa, outra que eu depois já falo sobre ela, que é outro tema que eu gostava de falar, muito mais político, mas esta frase do: "Podem ter-me derrubado, mas não me derrotaram", ou "podem ter derrubado o governo, mas não derrotaram o PS, que está aqui forte e vivo". É um discurso de profunda inspiração socrática. É a minha ideia desde o princípio. António Costa está a fazer em 2023 e 2024 aquilo que não deixou que José Sócrates fizesse em 2014, e isso fez com que José Sócrates saísse do Partido Socialista. Porque José Sócrates queria utilizar o escudo do PS para se proteger da justiça e Costa não deixou. E Sócrates saiu. António Costa, num ato de cinismo político total, está a fazer exatamente a mesma coisa. Está a utilizar o escudo do Partido Socialista para se proteger da justiça. E esta frase é uma abertura de via verde autêntica para que todos os delegados deste congresso ataquem a justiça. É uma clara, na minha opinião, essa é a prova.
É uma autorização?
É uma autorização, mas isso é desde o primeiro dia, porque desde aquela célebre conferência de imprensa em São Bento, em que mostra que António Costa se arrepende de se ter demitido. E, portanto, segue a tática, e eu disse isso na rádio, observador, a comentar precisamente esse discurso logo a seguir, ele está a atacar a justiça desde esse dia. E este é um discurso de inspiração socrática, mas mais do que isso, ele está, ao fim e ao cabo, a autorizar com o seu silêncio, ou está a abrir essa tal via verde para que o PS tenha uma estratégia de ataque à Justiça. Aliás, neste congresso nós vimos dois adversários. É o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e é o Ministério Público. E isso, a parte do Presidente da República é uma crítica política legítima, é um combate político legítimo. O Partido Socialista, o partido do governo, atacar a Justiça como está a fazer, não é um bom serviço à democracia.
E que nota é que dás?
Dou uma nota de três.
Uma nota três.
Deixa-me só acrescentar aqui uma coisa. Isto demonstra também, num congresso que devia ser o seu congresso, a fragilidade de Pedro Nuno Santos, porque ele não quer ir por esse caminho e claramente não conseguiu ao longo destes dias não fosse por esse caminho. E hoje vai estar aqui António Costa a assistir. Claro que o que ele quer que se diga é que veio aqui apoiar Pedro Nuno Santos, mas ele vem aqui dizer: "Vim cá no primeiro dia, vim cá no último e vou continuar cá a estar."
Pedro Nuno Santos tem dito uma coisa muito importante que no mesmo plano ele defende a presunção de inocência e defende a independência do poder judicial, tem dito isso desde o princípio. Tem sido correto, uma postura correta.
Mas assim como Costa conseguiu fazer quando foi com Sócrates, Pedro não conseguiu.
Não conseguiu e não está a conseguir dominar o partido nessa perspetiva.
Raquel, queres falar também das provas de aferição? Portanto, eu sugeria que continuássemos aqui com o Luís Rosa para fecharmos, no fundo, o Congresso do PS e depois vamos a este tema mais fora da culpa aqui da fila. Luís, queres falar também sobre Pedro Nuno Santos?
Não, sobre António Costa.
Sobre António Costa ainda.
Só outra frase.
Só outra frase, qual é?
Já tem a ver com a ideia da mexicanização do regime, quando eu tenho mais uma coisa para dizer sobre.
Então vamos a isso.
É aquela história do diabo. O diabo é a direita, ao fim e ao cabo. E eu vou te dizer, o diabo não vem porque o diabo é a direita. Eu confesso que eu não tenho nenhum problema em classificar esta frase como populista, perigosa e profundamente antidemocrática. É verdade que isto é um congresso partidário, é verdade que nos congressos partidários testam-se sempre os limites da retórica. Mas António Costa, como ele gosta de dizer, derrubou o muro da tolerância e do respeito por outros democratas que não pensam como ele e que não são socialistas e que não são de esquerda. O diabo e a direita é a diabolização de todo um espectro político, todo. Do PSD...
Dos mais moderados aos mais extremistas.
Os socialistas não são os únicos moderados na democracia portuguesa, lamento.
Não, é também o PCP e o Bloco de Esquerda, de acordo com António Costa.
Precisamente. Portanto, é a estratégia populista. Esta frase é uma estratégia populista de partidos como o Chega. Nós somos dos puros e todos os outros são malvados e impuros. É dizer que só o PS e a extrema-esquerda, que é uma coisa como a Raquel acabou de dizer, extraordinária, só o PS e a extrema-esquerda é que estão imbuídos da boa vontade e das únicas ideias certas para governar.
São os anjos da política portuguesa.
Exatamente. E esse é aquele princípio da mexicanização do regime democrático português, que é isto. A ideia que António Costa está a transmitir é: só o PS pode governar, porque só o PS é que sabe o que é correto para o país.
Aliás, António Costa disse que, creio que foi António Costa, que só o PS é que conseguirá fazer melhor do que o PS.
Admito essa frase. Tudo bem, isso é uma frase normal. Quer dizer, só o PS é que é melhor que o PSD para governar. Isso é uma frase certa. Agora, a direita é o diabo. É ser contra a alternância, o que é algo normal e profundamente democrático. A democracia é o sistema em que a oposição pode derrubar com paz e nas eleições, o governo. Os portugueses podem mudar de governo, os eleitores podem mudar de governo em paz, não é com armas, como se fazia antigamente. Isso é que é a vantagem da democracia, a alternância. Eu esperava ouvir para terminar. É ser contra a alternância e é ser profundamente democrata. Esperava isso de um líder do PCP e do Bloco, não esperava de um líder do PS. O que também prova, para terminar, como Costa radicalizou o Partido Socialista. E a prova disso é que o secretário-geral do Partido Socialista chama-se Pedro Nuno Santos e não José Luís Carneiro.
E por isso posso esperar uma nota negativa da tua parte.
Igualmente três.
Igualmente três, sim senhor. E queres ainda ir do lado mais político daquilo que temos ouvido? Pedro Nuno Santos parece que quer cortar com as contas certas, também com o passado de António Costa, se bem que hoje vamos ter aqui António Costa, daquilo que já soubemos. Afinal, foi convidado e vai estar aqui.
Eu espero que daqui a uns tempos se saiba como é que António Costa regresou ao Congresso. Não sei se será numa biografia, mas essa história ainda tem muito a se contar. Porque Pedro Nuno Santos, manifestamente, ficou muito incomodado com aquela cena. Costa acabou de discursar, vai buscá-lo pela mão, como se fossem o pai e o filho, "aqui está o meu sucessor". Pedro Nuno Santos ficou claramente incomodado com isso.
Não fazem o simbólico.
O Pedro Nuno Santos no discurso fez questão de dizer que a página de Costa terminou.
Que agora acabou esta. Sim. Mas não terminou.
Mas não terminou. E é um até já. Partia que era uma despedida de Costa, mas foi só um até já. Obviamente que Pedro Nuno Santos não pode cortar com o legado de António Costa. António Costa, do ponto de vista puramente político e eleitoral, até agora é um ativo do Partido Socialista e Pedro Nuno Santos contribuiu para o seu governo. Portanto, ele não pode cortar, mas ele é o líder. E agora um dos pontos de interrogaçãoção que temos que ter nos próximos dias é se, de facto, António Costa vai se remeter ao silêncio, ao recato, ou se vai continuar a falar todos os dias, como tem falado até agora. Porque isso vai criar um problema para Pedro Nuno Santos, porque vai criar uma perspetiva no eleitorado que há aqui uma liderança bicéfala. Temos o secretário-geral do Partido Socialista, temos o primeiro-ministro em gestão, que vai estar em gestão provavelmente até ao 23 de abril, se não tivermos governo. Provavelmente vamos ter nos cinquenta dias de 23 de abril ainda António Costa como primeiro-ministro, vamos ver como é que decorrerá o apuramento do eleitorado de imigração, por exemplo, que deu problemas nas últimas eleições. Portanto, Costa está a falar todos os dias por sua sobrevivência política. Mas Pedro Nuno Santos é que é o líder do PS, não é António Costa.
É tal sobre.
Portanto, vamos ver o que isso pode fazer. Eu queria dar uma nota, apesar de tudo, positiva. Pedro Nuno Santos é o líder do PS, foi eleito, é o professor primeiro Congresso, e temos que estar no benefício da dúvida, e num espírito de moderação gostava de dar uma nota positiva, que é um 10.
Um 10, sim senhor.
Portanto, vamos ver, é um benefício da dúvida.
É a positiva mais baixa, mas é uma nota positiva.
É uma nota positiva.
Exato. E que pode, quem sabe, aumentar com melhoria.
Só não é claramente positiva porque ele corta com as contas certas, que é um corte. Ele diz claramente que não vai seguir a mesma estratégia das contas certas.
Vamos ver também como é que Fernando Medina vai sobreviver a essa gestão.
Vamos ver como é que o excedente orçamental vai sobreviver.
Exatamente.
Eu sou mais boazinha e dou um 12 a Pedro Nuno Santos, apesar de tudo. Pelo esforço de mudar aqui alguma coisa, dou-lhe um 12.
Um 12. Muito bem. Raquel, vamos fechar contigo. Temos dois minutos, três minutos. Acha que é suficiente pra falares das provas de aferição?
Sim.
Vamos ter aqui um bocadinho do Congresso.
Não, mas não vamos.
Mas não vamos.
O tema é esse, é que não vamos. É que nós, além das críticas à Justiça e ao presidente da República, o que fomos ouvindo foi a descrição de um partido socialista que tornou este país maravilhoso na educação, na saúde. Pronto, eu já não vou falar da saúde, porque acho que nem vale a pena. É tão ridículo.
As manchetes do jornal amanhã, por exemplo.
É tão ridículo que nem vale a pena. Agora, na educação, como é que um partido que nos últimos anos, porque é claro, em todos os indicadores e agora nos resultados das provas de aferição, que de 2015, altura em que o PS entrou no governo, começou a governar, até agora, os resultados são desastrosos. Os resultados das provas de aferição, que passaram ao lado porque andamos a discutir a justiça, os resultados são uma vergonha. Há disciplinas em que não há positivas. E o que o ministro da Educação vem dizer é que os alunos não levam as provas de aferição a sério. Então por que impuseram as provas de aferição e retiraram os exames?
Há uma reportagem da TSF que diz que os alunos, e é uma citação: "Os alunos sabem que as provas não servem pra nada".
Pronto, mas nós ouvimos o Partido Socialista durante anos a dizer que os exames eram uma coisa antiga e retrógrada e que o que era interessante era perceber o que eles aprendiam com as provas de aferição, que não eram traumáticas.
Para reprovar um aluno.
E agora é o mesmo ministro, que aliás, não foi ministro durante oito anos, mas é como se tivesse sido, porque era o ministro sombra durante o tempo do Tiago Brandão Rodrigues, a dizer que isto se justifica porque os alunos não levam as provas de aferição a sério. Estamos a falar da educação, estamos a falar da preparação das futuras gerações, e eu acho que isto vai pra lá de tudo o que é razoável e que possa ser admissível. Eu acho que os portugueses e os pais que têm os filhos nas escolas, não entendo se não reagem a isto, porque isto é brincar com as pessoas.
E que nota que dás?
Ao ministro João Costa-
Uma nota tão negativa como as provas de aferição.
É que dou-lhe mesmo um zero, porque eu acho que ele é o grande responsável pelo descalabro da educação nos últimos oito anos. Acho que é uma pessoa que devia ficar interdita de exercer cargos políticos e sobretudo no Ministério da Educação, para o resto da vida dele.
Eu estava aqui a ver se conseguia ver João Costa. Tem passado muito discreto. Eu, sinceramente, e já que estou há dois dias-
Já não o vi referir.
Exatamente, ainda não o vi por aqui. Deverá haver ali Eurico Brilhante Dias.
Por acaso também não vi.
Ainda não vi João Costa. Vemos agora Miguel Costa Matos também a discursar no púlpito. Meus caros Raquel Lecassiss, Luís Rosa, muito obrigado.
Adeus.
E o Restauré está de regresso. Amanhã, hora habitual.