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Está no ar a edição de domingo do programa "E o Vencedor É", com a avaliação e a pontuação aos protagonistas do dia. Hoje, com as notas de Dulce Neto e Raquel Abecasis. A moderação é do Diogo Teixeira Praia.
Bom dia, bem-vindas, Dulce Neto e Raquel Abecasis. Dulce, proponho começar por ti, porque Lisboa e Loures têm uma nova ponte pedonal, que foi rodoviária, pelo menos durante um dia, porque o Papamóvel passou por cima daquela ponte. Não sei se haverá outros veículos dessa dimensão a utilizá-la. Mas a verdade é que essa ponte pedonal, que foi usada durante a Jornada Mundial da Juventude e que está instalada no Parque Tejo, tem agora um novo nome: chama-se Ponte Cardeal Dom Manuel Clemente. O que te parece este nome?
É só um nome. Poderíamos dizer: o que vale um nome numa rua, numa praça ou numa ponte? Vale muito e vale muito pouco. Muito se nós pensarmos que ele ficará para todo o sempre, isto é, enquanto a ponte durar e ninguém a rebatizar. Muito se nós pensarmos que todas as vezes que nos quisermos referir à ponte, vamos dizer aquele nome numa espécie de lembrança permanente, de memória que não se apaga. E pouco, muito pouco, se o nome não for fácil de usar ou se nunca o usarmos, até porque ele é grande: Ponte Cardeal Dom Manuel Clemente. E apenas passarmos a dizer Ponte do Trincão. Mas isso aí já vai depender da vontade de cada um, não do que fica na placa, nos registos, na intenção de quem manda. Por isso eu prefiro pensar no muito e não no pouco. E quem manda, neste caso, a Câmara de Lisboa, decidiu mesmo que a ponte se chamará Ponte Cardeal Dom Manuel Clemente. Sabemos que muitos não gostaram. Está a correr uma petição que neste momento já tem mais de 3,1 mil assinaturas, fui ver mesmo há pouco, e não podemos dizer que neste caso é uma questão de gosto apenas. Sabemos que este cardeal não foi isento de controvérsia face ao seu papel nos abusos da Igreja Católica, já que não terá tido a ação que se exigiria em alguns casos quando deles tomou conhecimento. É verdade que na altura as regras da Igreja Católica eram outras, mas podemos sempre lembrar que a moral, a justiça, o respeito pelo outro e a prevenção de futuros abusos também não dependem de regras. Ou seja, pra muita gente, o nome de Manuel Clemente traz más memórias pelo que poderia ter feito e não fez. Há pouco, quando eu estava a pensar nisto, não me saía da cabeça aquela música do Jaf Mega, lembras-te? A ponte é uma passagem-
Pra outra margem
...pra outra margem. E eu a pensar: para os que foram vítimas, que passagem lhes lembrará tudo isto quando passarem por aquela ponte. Moedas diz que Dom Manuel Clemente fez muito por Lisboa. Eu não sei bem o quê. Podíamos dizer: "Trouxe a Jornada Mundial da Juventude a Lisboa". Nesse caso, então, não seria melhor dar o nome do Papa Francisco à ponte, já que a jornada sem o papa não teria sido o que foi? Mas depois há outras questões. Alguns que se têm oposto têm falado muito da laicidade do Estado. Eu penso que poderia ser uma questão, mas a verdade é que há muitas ruas e praças em Portugal que têm o nome de padres, que têm nome de figuras do clero, e isso não foi um problema. Só um pormenor: esses padres, em geral, fizeram muito por esses locais. Não tiveram uma ação meramente religiosa dentro da Igreja Católica. Eu estou a lembrar-me, por exemplo, do Padre Joaquim Aguiar, nos Olivais, que foi um pedagogo reconhecidíssimo, um papel importante no Pio XII, uma figura marcante e fascinante, como disse na altura a Catarina Vaz Pinto, a vereadora que lembrou o papel dele, da cultura. Aliás, Manuel Clemente estava lá quando foi descerrada a lápide. De Manuel Clemente não se conhecem ações semelhantes, pelo menos eu não conheço ações semelhantes. Por isso, eu creio que isto não tem tanto a ver, por um lado, com o Estado ser laico ou não, tem a ver muito com a relevância da vida de uma pessoa pra vida de uma cidade, de um local. Depois, há as regras e o bom senso. Eu fui consultar a postura municipal sobre toponímia e diz lá no artigo cinco, na alínea B, que a atribuição do topônimo apenas deve ocorrer decorridos cinco anos sobre a morte da personalidade. Pode ocorrer, a título muito excepcional e devidamente fundamentado, em alguns casos. Pode haver exceções. Ora bem, Dom Manuel está entre nós, graças a Deus, e não se percebe como é que ele poderia ser uma exceção a esta regra, mas mesmo que o seja, não foi devidamente fundamentada. Por outro lado, é de bom senso não perpetuar nomes de pessoas que ainda poderão vir a ter ações que a sociedade não reconhece como boas ou como válidas.
Ainda pode vir a ser preciso mudar o nome da ponte.
Exato. Não te lembras de há uns anos as hostes socialistas terem todas gritado muito com Augusto Santos Silva à cabeça, porque Cavaco Silva não tinha condecorado Sócrates? Bom, hoje nenhuma dessas vozes o defenderia. E podíamos lembrar que há várias ruas com o nome de Chimène Pél, não é? E hoje sabemos das acusações de pedofilia.
É, outra ponte bem conhecida em Lisboa que teve que mudar de nome também.
Estás a falar de?
A 25 de Abril.
A 25 de Abril, Salazar. Bom, não sabemos bem o que é que vai acontecer àquela praça em Passos de Ferreira que tem o nome Dr. Manuel Pinho. Já agora. Bom, tudo isto para dizer que esta medida devia ter sido mais ponderada, mais pensada, mais discutida, mais participada. Será que ela foi votada? Eu não sei. Até agora não houve qualquer informação sobre isto.
E aqui a tua nota vai para quem, Dulce?
Para o Carlos Moedas, que ele podia ter sido mais prudente, por isso eu dou-lhe um 10.
Quem talvez não tenha passado esta ponte, Raquel Abecasis, foi André Ventura.
Pois, André Ventura. Mas deixem-me antes, bom dia.
Sim, bom dia.
E antes de mais deixar aqui um aviso, porque se calhar daqui a bocado vão ouvir ou já ouviram tinidos por aí.
Já ouvimos, sim.
Eu hoje interrompi as minhas férias aqui em Tavira, porque sei que é dia de despedidas para participar no Vencedor É. Mas é só para os ouvintes mais distraídos não ficarem assustados se ouvirem barulhos esquisitos na minha emissão.
Há uma semana, Raquel, estávamos em plena missa de envio a esta hora, portanto mantemos aqui a estética.
Exatamente, mantemos a estética. Queria só fazer aqui um comentário também a este tema da Dulce, porque dou-lhe razão em parte, acho que há aqui uma precipitação de Carlos Moedas e claramente aquilo a que temos também assistido nos últimos dias, um tentar surfar ao máximo o sucesso da Jornada Mundial da Juventude e trazê-la para dentro do seu bolso. E eu acho que esta decisão, que eu concordo que é precipitada, de dar o nome desta ponte a Dom Manuel Clemente, faz parte de tirar o máximo proveito possível enquanto as coisas estão quentes e portanto diria também que é uma decisão precipitada e tanto quanto eu sei eu acho que é uma decisão que o presidente da Câmara não pode tomar sozinho, vai ter que ir a reunião de Câmara, portanto tenho dúvidas de que toda a oposição que é maioritária na Câmara de Lisboa deixe passar esta decisão de Carlos Moedas, mas vamos ver, o tempo dirá. Mas quero também dar uma nota de valorização ao Patriarca de Lisboa, porque acho que apesar de tudo, as pessoas nunca devem ser julgadas pelas coisas mais imediatas que nos lembramos. Eu acho que Dom Manuel Clemente teve de facto dificuldades em lidar sobretudo com a parte política de toda esta questão dos abusos. Agora, acho também que é justo dizer que não se provou, nem que se saiba até hoje é verdade, que Dom Manuel Clemente, nos casos que lhe surgiram, não tenha feito tudo para, dentro das regras que havia na altura, ostentar, remediar e tentar afastar essas pessoas de funções. Em todo o caso, acho que de facto é uma decisão precipitada. Acho que a ponte não se poderia chamar Papa Francisco, porque parece que esse vai ser o nome dado àquele, na altura Campo da Graça, hoje em dia Parque Tejo, tanto quanto me lembro, foi essa a decisão. Mas acho que Dom Manuel Clemente estará cá ainda por muitos e bons anos e parece-me também que é precipitado, embora fazia aqui um bocadinho questão também de dar esta nota.
E André Ventura.
Porque acho que ele teve aqui também algum papel, não só em Lisboa, mas no país, até como historiador, um papel importante na nossa sociedade. Em relação a André Ventura, também uma nota positiva e uma nota negativa. Uma nota positiva pela coerência de ter estado na Madeira durante a Jornada Mundial da Juventude e não se ter querido colar ao Papa Francisco, quando todos sabemos que ele é um crítico do Papa Francisco. Uma nota negativa que tem sobretudo que ver com uma reação. André Ventura não gosta nunca de deixar o palco vazio e esteve fora do palco durante uma semana, que foi, independentemente da maior ou menor proximidade com o evento, uma semana em que o país esteve completamente dominado por aquilo que até ao dia é um sucesso da Jornada Mundial da Juventude. E isso deve ter custado a engolir lá longe na Madeira, onde decidiu refugiar-se, apesar de alguns dos seus militantes terem tomado parte ativa nos acontecimentos. E portanto quis vir assumir o protagonismo logo no dia seguinte da Jornada Mundial da Juventude, com uma declaração que eu achei um pouco extemporânea, sobretudo vinda de quem veio, dizendo que vai pedir a fiscalização das contas. Outros partidos já o tinham dito e ele próprio já o tinha dito, portanto, não se percebe muito bem a necessidade daquela chegada à pressa logo na segunda-feira, para vir fazer mais uma vez essa declaração e depois tentando tirar partido daquilo que foi o trabalho dos polícias ao longo da Jornada Mundial da Juventude. Eu não vi as fotografias de que ele fala, mas vi muitos polícias e tu também viste, Diogo, e vimos todos agirem durante toda esta semana. E não ouvi até agora, e os sindicatos dos polícias são bastante ativos, grandes críticas nem em relação ao sítio onde estiveram alojados, nem à alimentação, nem às condições de trabalho. E portanto acho que é mais uma vez André Ventura a ser ele próprio e a tentar reganhar o protagonismo depois de alguém de quem ele é muito crítico e de um conjunto grande de pessoas que estiveram presentes na JMJ e que supostamente são o seu eleitorado terem ficado satisfeitas com aquilo que se passou na semana passada em Lisboa e ele não ter sido um desses protagonistas. E portanto, nesse aspecto, dou-lhe uma nota negativa, dou-lhe um oito. No lado da coerência, dou-lhe um 18.
Já vamos voltar a falar de política e mais especificamente em Marcelo Rebelo de Sousa, Raquel, mas para já a Dulce Neto quer dar também uma nota ao arranque do campeonato e pelo que consigo antever, Dulce, não há de ser uma nota positiva.
Não consigo que seja uma nota positiva, Diogo, não consigo mesmo. Porque o futebol volta e o espetáculo volta a mostrar que cada vez mais não é um espetáculo bonito ou não é só um espetáculo bonito. Continua a ser permitida a violência, a agressão, naquilo que é um mau exemplo para todos. Eu bem sei que a adrenalina está ao rubro, mas isso não pode justificar tudo. Nós vimos ainda na sexta-feira, no jogo entre o Sporting Braga e o Famalicão, houve cenas de pancadaria entre os adeptos do Sporting Braga, obrigaram a ação da Polícia de Intervenção, depois de a PSP não ter conseguido resolver o assunto. Houve mesmo um ferido, houve um adepto detido. Nada disto dignifica o futebol. Antes disso, já tinha havido quezílias no jogo, desentendimentos entre os jogadores das equipas, com uma grande confusão, meteu empurrões, houve o team manager do Sporting Braga a receber ordem de expulsão. Enfim, nada bonito. E antes, na quarta-feira, vimos também um comportamento absolutamente inaceitável de Sérgio Conceição. Sim, no jogo do Futebol Clube do Porto com o Benfica. Ele foi expulso, demorou mais de quatro minutos a sair, quando sai, bate com a mão no peito, já depois de ter insultado a equipa de árbitros. Nada bonito. Uma primeira semana de futebol e já temos estes exemplos muito pouco recomendáveis. E como eu dizia, a pressão não pode explicar tudo.
Vem de uma nota mais...
Baixa, porque há aqui uma promiscuidade entre a política e o futebol, que todos nós conhecemos, e parece que o futebol parece funcionar um bocado como um Estado dentro do outro Estado, e isto é muito lamentável, por isso eu não posso dar mais do que um cinco, neste caso.
Vai um cinco da Dulce Neto para este arranque de campeonato. Vamos voltar à política, se é que saímos dela, Raquel, para falar de Marcelo Rebelo de Sousa.
É, Marcelo Rebelo de Sousa, que está aqui também meu vizinho no Algarve.
Está de férias por aí também, não é?
De férias, mas não bem de férias. Está mais ou menos como eu, continua a promulgar diplomas e a fazer declarações aos jornalistas todos os dias e as selfies, essa já se sabe, são para toda a hora e todo momento. Mas isto tem que ver com o diploma dos professores, que é um dos dois, pelo menos dois, mais polêmicos diplomas que ele tem para promulgar. O outro é o do Mais Habitação, que também dará que falar. Se houvesse um vencedor para a próxima semana, se calhar era este também um dos temas. Mas eu para já detenho nos professores, porque foi um diploma que nos últimos dias andou para trás e para a frente, em que Marcelo Rebelo de Sousa, um pouco na tradição do que tem feito desde a célebre crise João Galamba, sempre que promulga diplomas ou faz apreciações muito críticas e promulgas ou não os promulga mesmo, que foi o caso deste diploma, tentando fazer ali uma série de exigências ao governo, que claramente não poderia fazer, porque são exigências de caráter, de decisão política do executivo que não estão no âmbito daquilo que é o tipo de recomendações que um presidente da República pode fazer a um governo, e acabou mais uma vez por perder o braço de ferro com António Costa, que desta vez habilmente e não numa tentativa de afronta, se entendeu com o presidente telefonicamente para colocar uma adenda ao preâmbulo deste diploma, que não altera profundamente nada e, portanto, o diploma acabará por ser promulgado por estes dias. Qual é que é aqui a questão? A questão é que o presidente da República, ao ter vetado naquela altura o diploma com os argumentos que utilizou, abriu uma porta de esperança aos professores que não poderia ter aberto e está à vista que não poderia ter aberto. E portanto não ganhou para o seu lado nem os professores, que agora ficarão desiludidos com esta promulgação, que no fundo não altera quase nada neste diploma, e também não ganhou do seu ponto de vista, do ponto de vista da sua argumentação. E a grande questão é que estamos a um mês, talvez, do início do novo ano letivo e por aquilo que têm sido as declarações dos professores e até algumas ações que eles têm feito mesmo durante o tempo de férias, não me parece que o próximo ano vá ser um ano menos agitado, um ano letivo menos agitado, e já lá vai. Se este ano for igual, será o quarto ano consecutivo com grande agitação letiva, o que é péssimo para toda uma geração, e já podemos falar de uma geração, porque quatro anos seguidos são os anos necessários de uma criança que entra na escola pela primeira vez e terminar o primeiro ciclo, e que alguém e que haja um conjunto de crianças que fizeram todo o primeiro ciclo num ambiente de agitação como aquele que temos vivido nos últimos anos, eu acho que isso vai deixar marcas para o futuro, que são eu acho até, para já, com consequências incalculáveis, mas muito más, seguramente.
E o presidente perdeu definitivamente a iniciativa?
Em relação a esta questão, parece-me que sim. Perdeu a iniciativa, perdeu a confiança dos professores que apesar de tudo confiavam e se apoiavam no presidente da República para exercer alguma pressão junto do governo. Ora, o presidente da República decidiu gastar as munições todas com esta iniciativa, que saiu furada manifestamente. Portanto, eu nesta matéria dou uma nota negativa, um oito também ao presidente da República e espero que isto não seja o prenúncio de mais um ano muito complicado nas escolas portuguesas.
Uma nota negativa para o presidente da República a fechar esta edição de "E o Vencedor É". Raquel Abecasis, Dulce Neto, obrigado. Amanhã há nova edição, um pouco mais cedo, às 08:00.
Obrigada, Diogo. Beijo, boa.
Obrigada, Diogo.
Diogo, acho que há aqui uma nota ainda por pedir, neste caso a Rui Pedro Antunes, o editor de política que está conosco esta manhã. Olá, Rui.
É verdade. É uma nota para o Diogo, que só pode ser negativa, como é óbvio, pois é o último dia dele e ele gostava de ter as pessoas que gostam dele, se calhar, eventualmente a falarem, mas olha, vou ter que ser eu. As outras estavam todas de férias.
O Diogo, de resto, colaborou contigo nos assuntos de política e até na Vixi Suave, com entradas regulares, não é?
É verdade.
Estava a ver se tinhas aí um episódio mais vergonhoso para nos contar. É isso que sempre queremos nestas alturas.
Eu estive aqui a fazer uma análise nos últimos três dias e selecionei 82 episódios e 81 não eram contáveis, portanto, é fácil. Sobrou só apenas um. Tentei selecionar um que as pessoas conseguissem de alguma maneira perceber, para não parecer que estávamos aqui numa tertúlia de amigos. Mas essa história é um dia em que o André Ventura deu uma entrevista ao Observador e sobre os €125 disse para as pessoas não gastarem em uísque. E então eu falei com o Diogo e ele foi a um dos supermercados na rua do Observador a dois, comprar ice tea, porque nós obviamente não podíamos estar a beber em direto. E então enchemos os copos com ice tea de manga e umas pedras de gelo e durante o programa, durante a Vixi Suave, fomos bebendo e abanando o copo para nos ouvirem. O mais curioso disto é que na segunda parte chegou o convidado e acho que até foi a Mariana Oca.
Era o deputado Bernardo Blanco, não era?
Bernardo Blanco, precisamente. E a Mariana Oca, que na altura estava na produção, foi e encheu um copo de água e a primeira coisa que o convidado disse foi: "Bom, a primeira coisa que tenho a dizer é um protesto, porque vocês estão a beber uísque e eu estou a beber água." E então tivemos que esclarecer finalmente que era ice tea.
Muito bom. Obrigado, Rui.
É isso. Só para não esticar mais, mesmo para acabar, eu sei que tu normalmente até costumas ter umas sapatilhas que têm um V qualquer, não precisa ser nada de marca. Hoje estás com umas sapatilhas da Adidas pretas ou assim. Eu sei, porque eu tenho um olhar especial daqui, mas pronto, era só para dizer que o V dessas Costumas Andar Frio que eu coloquei lá e é um V de volta. E mesmo para terminar, agora 10 segundos, deixa-me só dizer uma coisa: tu, Diogo, foste a primeira pessoa a contrair Covid no Observador.
Fui, é verdade.
E durante uns tempos, como eu fazia mais Diogo, seja aí na rádio, Diogo Casinha, etc, muitas pessoas referiam-se ao Diogo como o Diogo Covid. Portanto, se tivesse a deixar uma nota podia ser o 19, e é o Diogo Covid-19.
Obrigado, Rui. Essa altura foi curiosa, a altura em que tive Covid, porque só havia uma pessoa que me ligava mais que o médico do Serviço Nacional de Saúde, que era o Miguel Pinheiro, o nosso diretor, que me ligava todos os dias, porque aquilo, de facto, foi um momento crítico. Achávamos todos que podia ser o fim, mas não foi. Obrigado também por esse período.
Um abraço, Rui Pedro Antunes, o editor de política aqui numa participação especial de "E o Vencedor É".