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Estamos a dois dias do grande evento do Observador dedicado às doenças cerebrocardiovasculares. Acontece já na segunda-feira, 17 de novembro, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, a partir das 14h30. Henrique Lopes, diretor do Nova Center for Global Health, é um dos oradores deste evento e esteve à conversa com a jornalista Cláudia Pinto sobre os fatores de risco que mais influenciam o aparecimento da arteriosclerose, que é responsável por eventos como os enfartes, os AVC e outras doenças graves, que constituem a principal causa de morte e de incapacidade temporária em Portugal. Nesta conversa, explica em que consiste e o que avalia o projeto Cardio Policy Optimizer da Universidade Nova de Lisboa. Os ouvintes podem participar neste evento. A entrada é livre, mas sujeita à inscrição prévia e é possível fazê-lo em observador.pt. Pode acompanhar a emissão online no nosso site e também nas plataformas digitais. Fique então agora com a entrevista.

O projeto Cardio Policy Optimizer, que lançámos há um ano e nove meses, visa a modulação dos processos ateroscleróticos desde cedo, porque nós começamos processos ateroscleróticos no momento em que nascemos, mas depois eles vão se prolongar ao longo de toda a vida e conforme o estilo de vida que nós sigamos, assim vai ser mais rápida a evolução ou menos rápida, e desse grau de rapidez resulta chegarmos ou não a situações clínicas, eventualmente até situações de morte. 80% das mortes provocadas no conjunto dos processos ateroscleróticos, e há vários, desde o enfarte do miocárdio, a chamada trombose, os AVCs, outras situações similares vasculares, são preveníveis. E essa prevenção decorre do estilo de vida que nós vamos seguindo desde cedo. Procedemos a um levantamento exaustivo das 197 políticas públicas que identificámos que podem impactar na prevenção da aterosclerose. Nós agarrámos naquelas que são coisas, muitas delas, do domínio comum, como por exemplo, o sedentarismo, que causa todo o conjunto que se possa imaginar de danos na saúde vascular. E este exemplo leva-nos a um segundo caso, que é o do tabagismo. Mas há outras coisas. O tipo de vida alimentar que nós seguimos, a capacidade de aceder aos cuidados clínicos atempadamente e em qualidade, a importância do diagnóstico atempado, porque a lógica é sempre agir o mais cedo possível e em força. E o último polo que aqui integramos é o das doenças que estão ao mesmo tempo nessa pessoa. E há algumas que têm um peso muito elevado no desenvolvimento dos processos ateroscleróticos. E este conjunto de doenças de hipertensão, da obesidade, que também está por nós contemplada, da diabetes, das doenças do fígado e rins, que se gera a modulação que vai chegar às consequências humanas, ou seja, quantas pessoas estão doentes, quantas consultas são necessárias, quantas hospitalizações, quantas mortes daí vão gerar. Um modelo deste gênero serve para quantificar, mas dá também uma projeção dos custos inerentes à produção de saúde que é necessária fazer e às mortes que se podem sofrer ao longo deste período.

Rádio Observador. Estivemos a ouvir a entrevista a Henrique Lopes, diretor do Nova Center for Global Health. É um dos oradores do evento que se irá realizar daqui a dois dias. A entrada é livre, mas sujeita à inscrição prévia. É possível fazê-lo em observador.pt. Pode, relembro, acompanhar a emissão online no nosso site e também nas plataformas digitais.