Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Vamos prosseguir com conversa com o João Pinto, nosso comentador de desporto aqui na Rádio Observador, adepto do Sport Lisboa e Benfica. João Pinto, bem-vindo a esta emissão especial. O que é que tens a dizer? É certo que 86.700 sócios votantes ser um novo recorde não é um título para o museu do Sport Lisboa e Benfica, mas é um valor que deixa um sócio orgulhoso?

Sim, orgulhoso. Realmente é uma mostra da dimensão do Benfica e da sua massa associativa. E mais importante que isso é uma janela de oportunidade que se abre para João Noronha Lopes, que me parece que pode ser o único beneficiado com isto, porque dentro da base daqueles que votaram na primeira volta, seria difícil encontrar um cenário em que Noronha Lopes passava para a frente. Havendo muito mais votos e eleitores, parece-me que essa janela volta a se abrir, porque num cenário em que a grande maioria vota Noronha Lopes, esbate-se a diferença que há entre um e outro. E portanto, o que me parece que esta ida maciça às eleições pode trazer é esse ponto de interrogação até o final da noite.

Da forma como tudo isto tem decorrido, perguntar também sobre a experiência que terás tido ao longo do dia de hoje, de outros consócios que possas ter falado ao longo do dia, parece estar tudo mais organizado, João.

Sim, obviamente, quando tens uma procura daquelas que tiveste na primeira volta e montas a tua infraestrutura à volta dos números que conhecias das eleições anteriores, as coisas estão feitas por baixo. Depois ajustam-se os meios, percebe-se que vai haver muito mais gente, ainda por cima aponta-se a um recorde de 100 mil pessoas e tens que ajustar, tens que te preparar para receber as pessoas em casa. Parece que essa preparação foi feita, foi bem feita, gastou-se o dinheiro que tinha que se gastar para garantir que as pessoas estavam no sítio, que os meios estavam disponíveis. E eu fui votar ali à casa do Benfica de Almada, correu tudo lindamente, ao contrário da primeira volta em que lá estive uma hora e meia e atrasei o almoço da minha Sofia, e toda a gente sabe o que é que isso implica. Desta vez não, desta vez foram quatro ou cinco minutos, nem isso, para chegar, dar baixa do meu número de eleitor, votar, sair e ainda deu para estar a ver os nomes que estavam na parede. Portanto, foi tudo muito tranquilo e bem organizado.

Como é que vai ser a tua noite? Vai ser a ouvir a rádio, a ver as televisões ou vais dormir e depois logo de manhã logo se vê?

Tu sabes que eu faço stand-up comedy, portanto, obviamente, hoje à noite tenho espetáculo no Barreiro e vou estar preocupado com o stand-up, mas com um olhinho no telefone a saber os resultados e a saber o andamento das coisas. Quando as urnas fecharem às 10h, se for tudo igual, acho que a partir daí o Benfica vai começar a emitir os tais comunicados e a contagem vai ser muito mais rápida, porque só há dois candidatos e portanto as coisas fazem-se com celeridade.

Em dois minutos falar aqui do dia seguinte, a partir de amanhã, que Benfica é que esperas? Durante estas duas semanas falou-se muito do possível cenário de divisão dentro do clube, também entre os sócios e os adeptos. O que é que esperas que dê esta eleição a partir de amanhã? Achas que é possível haver um cenário de união em torno do vencedor?

Acho difícil. Pelo menos nos primeiros dias, nos primeiros tempos. Aquilo que me parece que não deve acontecer é que mesmo que não concordem, mesmo que não estejam 100% de acordo com a eleição do presidente que for eleito, aquilo que não se deve fazer é começar já a apontar para a primeira assembleia geral para tentar ou para votar contra os orçamentos, mandar a direção abaixo. Mas esse é o tal mundo da internet em que nós vivemos, o mundo das redes sociais. Felizmente, o Benfica vive muito fora das redes sociais e a primeira volta mostrou muito isso. Creio que esse bom senso vai imperar e espero que quem for eleito, seja eleito por um bom período de tempo.