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Estamos à espera.

Portuguesas e portugueses. Acabei de felicitar pessoalmente o Dr. António José Seguro e o Dr. André Ventura pela passagem à segunda volta.

A felicitação por parte de Henrique de Melo a António José Seguro.

Foi em consciência que me candidatei à Presidência da República, uma decisão profundamente ponderada e que tomei perante os desafios exigentes que o país enfrenta e, sobretudo, num contexto internacional de grande instabilidade. Entendi que, nestas circunstâncias, não podia ficar de fora quando sentia que podia dar um contributo útil ao serviço de Portugal e dos portugueses.

Melo novamente a utilizar o contexto internacional para justificar esta candidatura. Vamos continuar a ouvir esta declaração do almirante.

Candidatei-me também pela convicção de que a Presidência da República deve ser um espaço de união e não de divisão, um espaço acima de interesses partidários, independente e livre. Acreditei, e continuo a acreditar, na necessidade de despartidarizar a Presidência da República e devolver a esse cargo a sua natureza verdadeiramente suprapartidária.

Melo a reforçar a necessidade de despartidarização da Presidência da República.

O país beneficia quando o presidente é visto como um garante de equilíbrio, de estabilidade e de proximidade a todos os portugueses, sem exceções. Foi igualmente por isso que me propus a este desafio. Pela importância de trazer uma lufada de ar fresco à vida pública, demonstrar que é possível servir o país com independência, sentido de missão e espírito de compromisso, sem amarras partidárias. Os resultados destas eleições não corresponderam aos objetivos que tracei. Assumo com serenidade e com respeito absoluto pela vontade democrática dos portugueses.

Melo a assumir que os resultados ficaram aquém das expectativas, mas a expressar muito respeito pela decisão dos portugueses que votaram.

Ainda assim, esta foi uma experiência que muito me honrou. Honrou-me pela confiança recebida, pela forma como fui acolhido em todo o país e pela oportunidade de participar ativamente num momento tão relevante da nossa democracia. É com grande satisfação que concluo que este movimento conseguiu algo que considero essencial para o futuro coletivo. Conseguiu agregar pessoas muito diferentes, de espetros distintos, com histórias de vida, ideias e sensibilidades diversas. Demonstrámos que é possível unir a diferença quando existe uma causa maior que nos transcende a todos.

Esta mensagem de Melo relembra que a candidatura do almirante tinha apoio da esquerda à direita, essa união que o senhor refere, o almirante neste discurso, apesar dos resultados terem ficado aquém da expectativa, era a poesia.

Essa causa maior é o nosso país. Portugal pode e deve ser um espaço de convergência, mesmo quando há diversidade de opiniões. Quero agradecer, de forma muito sentida, a todas e a todos os que colaboraram comigo nesta jornada, em especial ao movimento jovem que me acompanhou pelo país inteiro, sempre efusivo e incansável. Obrigado.

Um agradecimento ao almirante, à grande maioria das pessoas que compõem esta sala, este movimento jovem que o acompanhou durante duas semanas, porque além destes grupos jovens, praticamente anónimos, que compõem esta sala, poucas figuras relevantes do movimento jovem estão aqui presentes.

A quem acreditou desde o primeiro momento, a quem se juntou à associação Hurrá Portugal, a quem trabalhou no terreno, muitas vezes de forma discreta e voluntária, e a todos os cidadãos que em mim confiaram o seu voto. Mas sobretudo, obrigado aos mais de 600 mil portugueses que me confiaram o seu voto e que acreditam num Portugal diferente.

Melo já aqui assumiu deste mau resultado e a agradecer, afirmando que as pessoas que depositaram essa confiança, o voto na sua candidatura.

Portugal! Portugal! Portugal! Levo comigo essa confiança como uma enorme responsabilidade e como motivo de profundo orgulho. Deixo também uma palavra de respeito e felicitações a todos os candidatos que concorreram a estas eleições e em especial àqueles que passaram à segunda volta. A democracia vive da pluralidade, do debate e do respeito mútuo. É assim que se fortalece e se renova. Depois de 45 anos a servir Portugal, posso afirmar com clareza que o país continuará a contar comigo Com a minha participação cívica, com a minha voz e com o meu empenho na defesa dos valores que sempre me orientaram.

Gouveia Melo a garantir que vai continuar a voz que construiu durante esta candidatura para ajudar na defesa dos portugueses.

Continuarei assim disponível para servir Portugal com lealdade, sentido do dever e profundo respeito pelos portugueses. Muito obrigado.

Coração de Henrique Gouveia Melo, nesta sala, o quartel-general do almirante.

Há perguntas, Nadine?

Há perguntas, estamos a fazer esse compasso de espera, aliás, para perceber se foi mesmo o final deste discurso ou não. Há três perguntas reservadas, divididas por formatos, isto é, rádio, estúdio e imprensa, os próprios jornalistas sortearam esses momentos. Vamos ver, parece que o almirante vai continuar a falar.

Indica que não está disponível para responder.

Exatamente. Vai começar essa fase de questões, primeiro pelas televisões. Vamos ouvir.

A quem vai indicar a declaração?

Pergunta-se se Gouveia Melo vai indicar alguma intenção de voto e o que é que vai fazer com o capital político que ganhou.

Este é um momento ainda muito precoce para manifestar qualquer opinião a esse respeito. Ainda agora acabámos de saber os resultados da primeira volta e eu vou reservar isso para outro momento, mais tarde.

Primeira resposta do almirante. Segue-se a pergunta do formato das rádios, vamos ouvir.

Agora até me assustei com esse grito.

Vamos tentar perceber a pergunta da rádio. Uma pergunta sobre se ganhar António José Seguro ou André Ventura, se será igual para o almirante Gouveia Melo.

Eu, ao longo desta campanha, notei que muitas vezes as minhas palavras eram distorcidas. Eu volto a dizer uma coisa muito simples: eu não disse que não ia tomar posição. Eu só disse é que era prematuro para tomar posição.

Resposta curta e direta de Gouveia Melo a essa petição, tendo em conta que, relembro, o almirante no final da campanha dramatizava o discurso contra André Ventura. Vamos continuar a ouvir.

670 mil votos, se não me engano, que eu tenho. Ninguém é dono de ninguém.

Gouveia Melo aqui a levantar os votos, levantar, entre aspas, os votos dos eleitores que votaram.

Agradeço a confiança desses portugueses em mim. Eu só sou dono de mim próprio e da minha consciência. E mais tarde falarei quando achar que for oportuno.

Gouveia Melo, a deixar a liberdade dos portugueses, os eleitores que votaram no almirante esta noite, para decidirem se vão votar em André Ventura ou António José Seguro. Vamos agora escutar a pergunta da imprensa.

Destacado em primeiro lugar das sondagens. Neste momento, os resultados apontam para o quarto lugar.

Resultados, o quarto lugar.

O que acha que aconteceu?

O que acha que aconteceu para ficar em quarto lugar, basicamente, o que falhou na candidatura de Henrique Gouveia Melo para este ser o resultado final? E também a possibilidade da criação de um partido. Relembro que Gouveia Melo tinha admitido essa possibilidade, vamos escutar.

Ainda é muito cedo para considerar com alguma profundidade o que aconteceu ou deixou de acontecer. Naturalmente, na minha muito modesta opinião, não estivemos verdadeiramente numas eleições presidenciais, estivemos mais numas eleições legislativas.

Mais uma vez, o Gouveia Melo a reforçar uma ideia que deixou em campanha, que o respetivo eleitoral foi mais legislativo do que presidencial.

E, consequentemente, por isso, um candidato independente ressentiu-se desse processo. Mas é muito cedo. Sobre as sondagens, há sempre uma dúvida que fica no ar a partir de agora: é causa ou consequência?

Resposta de Henrique Gouveia Melo à última pergunta do jornalista. Vamos ver se termina por aqui esta reação. Vamos ver.

É que no período que precede a decisão eleitoral, não deve haver um período de sondagens.

Mais uma vez, Henrique Gouveia Melo, que volta a desvalorizar as sondagens, algo que fez muitas vezes durante a campanha.

Mais alguma pergunta? Muito obrigado a todos, mais uma vez, muito obrigado.

E fica por aqui esta reação de Henrique Gouveia Melo, o único quartel-general aqui no Hotel Corinthian, almirante, que já felicitou António José Seguro e que diz que vai continuar a servir o país e a usar a sua voz daqui para a frente