Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Sr. Primeiro-Ministro, Sr.as e Srs. Deputados. Queria deixar ficar, em primeiro lugar, uma palavra de solidariedade com os milhares de jovens deste país, as suas famílias, os professores e as escolas, a quem é devida uma palavra de responsabilidade que, infelizmente, não foi dada por quem tinha o dever de a dar, o Primeiro-Ministro deste país. Sr. Primeiro-Ministro, chegamos ao debate do Estado da Nação pior do que estava a nação há dois anos. Chegamos ao debate do Estado da Nação com a nação a ter o sentimento de que, por vezes, não encontra o Estado, o Estado não encontra o Governo e as oposições não encontram um Primeiro-Ministro para liderar, coordenar e comandar politicamente o Governo. O Sr. Primeiro-Ministro falhou nos momentos críticos fundamentais do país. Falhou às crises, falhou à habitação, falhou à saúde, falhou à economia e falha agora gravemente à educação. Falhou às crises em 2023, em que a insensibilidade não foi capaz de fazer com que cancelasse uma festa da AD para servir o país quando ardia, vivia e corria riscos. A insensibilidade e a incompetência para responder às tempestades. Podia haver dúvidas, mas o relatório da Presidência da República e a confissão da ex-ministra da Administração Interna disse tudo: não estávamos preparados, não tínhamos competência nem meios para responder às tempestades. Sr. Primeiro-Ministro, pior e mais grave: quando há dias o ministro da Administração Interna determinou a situação de alerta, que se determina quando a população está em risco, recordo que o primeiro-ministro António Costa, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, cancelaram uma visita oficial a Moçambique. Em 2022, o Sr. Primeiro-Ministro sai do país para ir ao mundial. Sr. Primeiro-Ministro, Sr.as e Srs. Deputados, quando regressa do mundial, esperávamos uma palavra de responsabilidade, um pedido de desculpa às famílias e aos jovens deste país. E aquilo a que assistimos foi uma palavra de quem havia andado num festival de música, que não foi capaz de reconhecer os graves erros na avaliação e na classificação dos nossos alunos. Sr. Primeiro-Ministro, faltou também a habitação. Prometeu respostas na habitação. Portugal é o segundo país da União Europeia onde os custos com a habitação mais cresceram. Em dois anos, cresceram 30% os custos com a habitação. Mais, Sr. Primeiro-Ministro, prometeu resolver os problemas com a saúde. E o que é certo, como aqui já foi dito, hoje temos mais de 1.600.000 pessoas à espera de médico de família. Temos mais listas de espera para cirurgias e oncologias. E qual é a resposta do Governo? Vamos tirar as cirurgias da lista de espera. Podem retirar as pessoas da lista de espera, mas não resolvem os problemas da saúde às pessoas, Sr. Primeiro-Ministro. Sr. Primeiro-Ministro, dizem-me também que vai fazer um grande número em agosto para apresentar as tais 26 mil casas que foram planeadas, foram projetadas, cujo financiamento foi preparado pelos governos do PS. Sr. Primeiro-Ministro, espero que tenha a humildade democrática para que nesse dia não faça aquilo que fez quando anunciou o comboio que vai ser construído por Portugal. Tenha a coragem e humildade de dizer que essas casas que vão ser entregues foram planeadas, foram lançadas e foram financiadas pelos governos do PS. Sr. Primeiro-Ministro, e falhou naquilo que é mais grave, no momento essencial à vida dos jovens deste país. A pergunta que lhe faço é muito clara: está em condições de garantir a esta Assembleia da República que amanhã todas as classificações serão publicitadas? Está em condições de garantir que as classificações têm o rigor que devem ter e suscitam a confiança das famílias e dos alunos? E pergunto: se isso não vier a acontecer e se houver dúvidas sobre a confiabilidade das classificações, qual é o plano de contingência para garantir confiabilidade, confiança, no momento fundamental à vida das famílias?