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Estou aqui com João Diogo Mantegas, ele que esteve nestas eleições do Sport Lisboa e Benfica, na primeira volta realizada há duas semanas e que esteve presente nesta tomada de posse dos novos órgãos sociais. Pergunto-lhe muito rapidamente uma reação a estes resultados.
Os resultados revelam aquilo que os sócios do Benfica quiseram e são soberanos e, portanto, é aquilo que interessa. Os sócios do Benfica votaram em consciência e, portanto, Rui Costa e a sua direção são, neste momento, a equipa que vai tentar levar o Benfica às vitórias.
O que disse ao Rui Costa?
Desejei-lhe sorte, trabalho, que mudasse aquilo que não foi capaz de fazer durante quatro anos e foi muita coisa, a nível desportivo, institucional, até de política interna. Obviamente que eu sou um mero sócio que não lhe dá conselhos, ele melhor saberá, mas sou um mero sócio preocupado, que quer que o Benfica, tal como ele, ganhe urgentemente, porque o Benfica, neste momento, está numa situação desportiva preocupante.
E já falou também com o Noronha Lopes?
Não. A única vez que eu falei com o João Noronha Lopes foi no dia em que me ligou, na segunda-feira após a primeira volta, a agradecer-me por ter dito o que disse. Eu disse que não tinha que agradecer absolutamente nada, porque é a minha visão, porque também fui crítico daquilo que foi o seu projeto.
Muito rapidamente, até porque os resultados revelam essa vitória por mais de 64% dos votos do Rui Costa contra Noronha Lopes, cerca de 33, 34%. Pergunto-lhe se estes resultados dão união ao Benfica.
Dão união. Repare, nós não estamos aqui à procura de unanimidade, 100%.
Dão segurança nos próximos quatro anos?
Dão a segurança formalmente e legalmente exigida para que um presidente e uma direção sejam eleitos para assegurar o próximo mandato. Repare uma coisa, o facto de haver sócios a votarem, independentemente da sua margem ou não, neste momento, há uma direção que acabou de tomar posse, um novo presidente, que acaba por ser o mesmo anterior, mas é um novo presidente para um novo mandato e que é o nosso presidente a partir de agora. E as pessoas não deixam de ser críticas, mas também não deixam de apoiar. A partir de agora é o nosso presidente e é aquele que nós temos que defender e é aquele que nós temos que também, não digo criticar, mas temos que ser vigilantes para controlarmos o seu trabalho e exigirmos que esteja à altura dos interesses do Sport Lisboa e Benfica.
E dentro dessa crítica e dentro dessa vigilância, há ideias e, consequentemente, há propostas. Pergunto-lhe dentro de um caderno eleitoral que apresentou há mais de um ano e dois meses, com mais de 100 páginas, pergunto-lhe se olhar agora para o caderno eleitoral que propôs e para aquilo que Rui Costa tem a fazer, pergunto-lhe em duas ideias, o que é que neste momento sugeria a Rui Costa?
Sem dúvida, absolutamente alguma, as medidas para o associativismo. Um dos grandes problemas que o último mandato teve foi exatamente a falta de ligação e a desaproximação que houve aos sócios do Benfica. E segundo, a nível institucional, sem dúvida, absolutamente alguma. Relações com a Federação e com a Liga, por causa da centralização dos direitos audiovisuais, com a necessária reformação dos quadros competitivos, que eu acho, segundo me recordo das últimas conversas que tive com Rui Costa há uns anos, ele e outros congéneres dele entendem que não são a favor da reformação dos quadros competitivos, de acordo com a minha visão.
E falando daqui a quatro anos, sabemos que é um período ainda longo e muita coisa passa, mas se se via novamente a candidatar às eleições do Benfica.
Não faço a mínima ideia, nem estou preocupado com isso. É dar estabilidade agora ao presidente que foi empossado, à sua direção. Já disse, é o nosso presidente. Não interessa se nós nos candidatamos contra ele e ele contra nós, se houve seis, sete, oito ou nove candidatos, é o presidente dos sócios do Benfica e eu estou lá incluído. E vou defendê-lo até à morte, como sempre fiz com todos. E também tenho que, obviamente, quando entendo que ele se desvia daquilo que são os interesses do Benfica, devo chamá-lo à razão para esse efeito.
E por último, mensagem deixa aos sócios eleitores.
Estabilidade agora, união. Nós precisamos muito que urgentemente nos pavilhões e nos estádios se sinta novamente o peso dos sócios do Benfica, tal como se sentiu agora nestas eleições. O apelo massivo às eleições para virem votar tem que ser revelado também desta forma e tem que vir para o estádio e para os pavilhões apoiar o Benfica, que é aquilo que mais querem, neste momento, as eleições já acabaram. E o que se exige é que todos se entendam naquilo que é o apoio ao Benfica. Só mesmo isso.
João Diogo Mantegas, mais uma vez, em entrevista à Rádio Observador. Muito obrigado.