Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Isso claramente. Eu penso que é muito importante para o país participar nesse debate. A Iniciativa Liberal tem medidas. Eu creio que o ponto fundamental para esse combate à corrupção é diminuir a burocracia, é simplificar processos. A Iniciativa Liberal tem muitas bandeiras nessa área e pode dar um contributo importante. E depois, há outras medidas também muito importantes que apresentamos no nosso programa eleitoral, como a escolha de reguladores e mesmo de altos cargos da administração pública, por concurso internacional, para avançar apenas duas ideias que temos defendido e que estaremos inteiramente disponíveis para apresentar nesse objetivo, que me parece um objetivo desejável de combater a corrupção em Portugal.
Partilha da convicção do primeiro-ministro de que este governo vai cumprir a legislatura até o fim?
Mal seria se o primeiro-ministro não se apresentasse com essa intenção. Como sabemos, as condições são complicadas, temos uma fragmentação no Parlamento, mas aqui o fundamental, mais do que fazer previsões, é que todos assumam as suas responsabilidades, que o governo, obviamente, cumpra as promessas que fez e que as oposições saibam também respeitar aquilo que são os mandatos que receberam. Da parte da Iniciativa Liberal, nós comprometemos com duas coisas: com sermos uma voz permanente de trazer o país pra frente, de fazer avançar o país e de sermos muito exigentes com a governação. É isso que nos cabe, é essa a responsabilidade que temos.
Partilha da opinião de que...
Algumas propostas pela bancada do PSD.
Com esta composição da Assembleia da República, nós temos seguramente mais oportunidades para fazer valer as nossas propostas. Quando tínhamos uma situação de maioria absoluta, uma maioria absoluta do Partido Socialista, sabíamos que genericamente as nossas propostas estariam condenadas ao fracasso. Agora, as circunstâncias mudaram. Nós apresentamos já um conjunto de prioridades e de medidas. Temos já um pacote pra habitação que passa pela revogação do pacote Mais Habitação, ou de uma parte significativa desse pacote, e de medidas concretas para aumentar a oferta de habitação em Portugal, isso é absolutamente crucial. As questões do sistema eleitoral, nós acabamos uma eleição e mais uma vez centenas de milhares de votos não serviram pra eleger deputados. Portanto, nós já entramos também com uma proposta de círculo de compensação, que era um dos nossos compromissos eleitorais. A questão dos médicos de família, das prioridades, uma vez que me parece difícil que nos próximos tempos o SNS consiga assegurar médico de família a todos, pelo menos que as prioridades estejam bem definidas e que pessoas com mais de sessenta e cinco anos, crianças até nove anos e grávidas tenham garantia de médico de família, se o SNS não puder garantir que se façam entendimentos com privados que possam assegurar isso. Portanto, há um conjunto de medidas que nós tínhamos no nosso programa eleitoral, que vamos apresentar ou apresentamos já nos últimos dias e vamos lutar para que sejam aprovadas.
Acordo com o PSD, com alguma medida concreta, por exemplo, que saiba que vai ser aprovada?
Não, não há nenhum tipo de entendimento quanto a medidas com o PSD. Aquilo que nós manifestamos é nossa abertura pro diálogo, isso é importante que haja esse diálogo e esse debate democrático na Assembleia da República. Nós estamos disponíveis pra isso. Recebemos também garantias por parte do primeiro-ministro de que há essa disponibilidade por parte do PSD, mas não há nenhum tipo de entendimento. E, portanto, todas as partes têm que agir com sentido de responsabilidade. E volto a dizer, não só contribuindo com propostas para melhorar o país, para trazer mais prosperidade a Portugal e aos portugueses, mas sendo também exigentes com o governo. Aqui, inicia-se agora uma caminhada em que as palavras que são ditas vão ter que ter tradução na prática. E nós seremos, obviamente, muito exigentes junto do governo no cumprimento das promessas que foram feitas e dos compromissos assumidos com os portugueses.
O governo corre um sério risco de cair, digamos assim, logo no primeiro orçamento. E quem será o responsável?
Bom, eu creio que contribuímos todos mais para a democracia e pra tranquilidade das instituições se não fizermos esse tipo de prognósticos, mas sobretudo se dissermos que todos temos que ser responsáveis. O governo, em primeiro lugar, tem uma responsabilidade acrescida quando assume a governação. As oposições também, como sabem, na eleição do presidente da Assembleia da República, houve um mau prenúncio, porque houve partidos que não souberam assumir as suas responsabilidades e que não estiveram preocupados com os interesses dos portugueses, mas estiveram preocupados em fazer daquele momento uma chicana política pra uma agenda que não interessa nada aos portugueses e que acabou por levar a que um presidente da Assembleia da República socialista possa exercer funções na segunda parte da legislatura, foi essa a consequência. E, portanto, o que é fundamental é que todos assumam suas responsabilidades. Obviamente, as visões são distintas. Cada partido tem uma visão para Portugal, isso é perfeitamente legítimo, mas no respeito por aquilo que são os interesses dos portugueses. Ora, os portugueses precisam é de soluções pra habitação, pra saúde, pra educação, precisam de baixa de impostos. É isso que todos devemos contribuir nos próximos tempos.
Concorda com a visão do presidente da República de que, de facto, o tempo é curto?
Eu concordo que, de facto, o tempo é curto no sentido em que o país perdeu muito tempo com a governação socialista. Nós vimos os serviços públicos degradados.
É uma leitura de que, de facto, é curto porque este governo pode não durar a legislatura toda.
Isso é um dos aspectos, mas eu acho que é curto por outro motivo: é que os portugueses não podem esperar mais por soluções. Quanto tempo mais vamos estar a assistir aos jovens portugueses terem de emigrar porque não encontram soluções? Quanto tempo mais vamos ver portugueses em listas de espera para terem uma consulta, uma cirurgia? Quanto tempo mais vamos ver alunos portugueses sem professores? Eu creio que o tempo está esgotado do ponto de vista da degradação de muitos indicadores fundamentais em Portugal e, portanto, essa é a urgência que eu entendo que existe, é a urgência de trazer soluções para os portugueses. É sobre essa exigência que nós seremos particularmente exigentes com o governo.
Em relação ao programa anticorrupção que o Luís Montenegro deixou aqui, que posição é que pode contar também com a Iniciativa Liberal?
Nós temos propostas claras nessa matéria. Como eu disse e repito, a simplificação de processos, a desburocratização é absolutamente essencial. O negócio dos corruptos é a burocracia. Portanto, nós temos que desburocratizar o país, simplificar o país, isso é absolutamente fundamental. E depois, há outras medidas, como por exemplo, a seleção de altos cargos da administração pública e de reguladores por concurso internacional e o funcionamento da CRESAP ou de outra entidade desta natureza, que assegure que as nomeações feitas, nomeadamente pra administração pública, são feitas por mérito e não por cartão partidário. Quem é nomeado por favor, está mais disponível pra fazer favores. Quem é nomeado por mérito, tem sobre si uma especial responsabilidade de representar Portugal. E, portanto, esses são aspectos essenciais, são medidas que nós podemos propor, medidas que podemos discutir. Estaremos seguramente disponíveis para esse debate com o governo.