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2,6%. O Instituto Nacional de Estatística confirma a subida da inflação no mês de julho. Os preços estão a subir há quatro meses consecutivos. A contribuir para esta subida está, por exemplo, o aumento do preço da fruta em comparação com o mesmo mês do ano passado, é um aumento de 10%. Por quê? É a pergunta que serve de ponto de partida para uma conversa com o presidente da Associação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas, Domingos dos Santos. Uma entrevista conduzida pela Judite França e pelo Miguel Vieira.
Bem-vindo, Domingos dos Santos, e obrigado por ter aceitado o nosso convite. E a pergunta é essa: por quê? Por que a fruta está tão mais cara?
Boa tarde, eu já agradeço também o convite para podermos falar em representação das nossas organizações de produtores de frutas e hortícolas. É assim, não há uma razão única para que a fruta tenha subido de preço. E há aqui uma dúvida que me assiste, que é difícil de termos essa percepção, é que esses índices são ao consumidor, se é fruta nacional ou se é fruta importada. Como é que foi feita a recolha dos valores, em que segmento é que foi? Em relação à fruta nacional, posso dizer que nós estamos, neste momento, nalgumas produções em ano de contrasafra, portanto, normalmente é o ano de mais produção, o outro ano de menos produção, e este ano, nalgumas culturas, é menos produção. Por outro lado, também, não nos podemos esquecer que tivemos um inverno que não foi demasiado chuvoso, a quantidade de chuva não foi muito elevada, no entanto, concentrou-se na primavera, o que prejudicou também algumas culturas, nomeadamente o caso dos morangos ou outras culturas, atrasou ou mesmo inibiu a sua produção e houve menos oferta no mercado, logo o preço também subiu. O caso, por exemplo, da intempérie Martinho, que destruiu uma grande parte da produção de estruturas e de produção de morangos em Portugal. Estou a falar do caso do morango. Em relação à pera-rocha, por exemplo, nós temos tido uma quebra de produção muito significativa, em virtude de uma doença vegetal, não é uma doença das pessoas, não tem nada a ver com pessoas, nem a saúde humana, mas é vegetal, mas que tem destruído o efetivo.
Nota-se a falta de pera-rocha nos escaparates.
Exatamente. E, portanto, aí também o preço, por quilo, sobe. E logo, ao haver também esta falta de produção nacional, os produtos importados são sempre mais caros. Portanto, isso aí é uma tendência que pode acontecer, mas quem poderá justificar melhor nos produtos importados, como é evidente, são os clientes, não são as cadeias da distribuição.
Não há custos de produção que tenham encarecido.
Não, era isso que eu também ia dizer. Nós também, em termos de produção, quando em 2022 tivemos o grande aumento da inflação, a produção absorveu grande parte dessa inflação, ou seja, não foram refletidos nos consumidores o grande aumento dos custos de produção, nomeadamente as matérias-primas, energia, combustíveis, tudo isso. A pouco e pouco, os produtores tiveram que ir refletindo, porque chega a um ponto, quando entraram na linha vermelha da exploração, ou pararam, ou tiveram que aumentar os preços. Mas, neste momento, a causa desses 10% não é uma causa que tenha a ver com o aumento dos custos de produção brutais. É um conjunto de pequenas situações que têm vindo a agravar. Eu dou outro exemplo: o aumento dos custos da mão de obra. E atenção, não estou a fazer juízo de valor contra o aumento do salário mínimo, quero que isso fique bem claro. Agora, é um facto, é que há culturas em que exige muita mão de obra indiferenciada, portanto, nas colheitas, o que é normal, e é evidente que este aumento que tem havido, que tem sido acima da inflação, vai se refletir também nos custos de produção.
Há pouco falava do morango, por exemplo, ou da pera-rocha. Nos legumes, também há algum legume que se destaque?
Nos legumes, por exemplo, os hortoindustriais atrasaram as suas plantações, nomeadamente o tomate para indústria, ou as ervilhas, os brócolos. Ou seja, só conseguiram as culturas serem instaladas já bastante tarde, mais tarde do que o que era expectável. Esperamos que agora o outono, se começar a chover muito cedo, porque como elas vão prolongar todo o seu ciclo, se começar a termos o inverno cedo, é um risco de não se poder fazer as colheitas. Noutras culturas também houve alguns atrasos, nomeadamente a plantação de couves, isso e assim, mas eu penso que nesta altura as coisas estão normalizadas, não há assim uma grande evidência. É mais nas frutas, porque são culturas anuais. Enquanto as couves são culturas temporárias, as frutas, na maioria dos casos, exceto os morangos ou isso assim, são culturas permanentes. Nós temos a árvore plantada e ela todos os anos dá fruta, mas é permanente. A cultura anual é aquela que é plantada no ano, dá o fruto, é arrancada e volta a ser plantada. Por exemplo, em relação ao caso do limão, já agora também é outra cultura que é importante, que este ano o preço está significativamente mais alto.
Está acima. Sim, eu por acaso estranhei ontem, fui comprar quatro limões, paguei €1,65 e estranhei, pagava tão pouco pelos limões, por que estão a custar tanto? Aí vai a explicação.
O que acontece? Nós estamos no hemisfério norte, produzimos limão nos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho E em junho acaba a produção nacional, porque tem a ver com o nosso clima, com as nossas condições. Então temos que importar limões de outras regiões do globo. No caso, importa-se mais da África do Sul ou do hemisfério sul, do continente sul-americano, da Argentina, do Uruguai, do Chile. Mas mesmo assim, como o ano passado foi um ano de grande produção e houve dificuldades com o aumento e os preços estiveram muito abaixo dos custos de produção, há muitos produtores também que deixaram de produzir, quer dizer, abandonaram as culturas, porque quando se perde dinheiro a pessoa não consegue. Agora, como a produção nacional este ano é praticamente nula, não quer dizer que todos abandonaram os pomares, mas que houve uma desaceleração no investimento. As empresas estão a importar limão e o limão que está no supermercado é todo limão importado.
É mais caro para isso.
Claro, é mais caro.
E no caso das frutas, esta é uma tendência de subida de preços para manter ou, tendo em conta os factos circunstanciais que aqui nos foi dando conta, podemos esperar que não?
Eu penso, por exemplo, nas nossas produções, nós estamos agora em plena campanha de melão. Também é uma cultura anual. O melão, o preço está estabilizado, melão e melancia. Entretanto, agora vai entrar a campanha das uvas nacionais, já estão disponíveis para os consumidores. Entretanto, começam depois as peras e maçã. Daqui a mais 15 dias, três semanas, se calhar nem tanto, já iremos ter a produção de peras e maçãs nacionais. Eu penso que o preço é para estabilizar. Agora, volto a dizer, estamos a falar da produção nacional. O que é importado, nós não conseguimos, porque isso depois tem a ver com a lei de oferta e procura a nível global. Se tivermos uma falta de produção em determinada região e haja um país que vá importar mais, eu dou o exemplo do caso que estávamos a falar do limão, grande parte do limão do Uruguai este ano, ou a esmagadora maioria da produção do Uruguai foi para os Estados Unidos, porque havia falta de produção nos Estados Unidos. Portanto, estes movimentos que se dão a nível global, nós não os controlamos. Por isso é que eu digo, na fruta produzida dentro de Portugal, eu penso que os preços é para estabilizar, não tenho muitas dúvidas que os preços é para estabilizar. Agora, no que é importado, nós aí não temos o mínimo de controle nessa situação.
Mas é de esperar que a evolução de preços que se registe em Portugal seja transversal a outros países?
No caso das frutas, sim.
E, portanto, é normal que depois também chegue mais caro cá.
Claro que sim. Repare, o que se passa hoje de intempéries noutras regiões produtivas do globo, ou secas, ou alterações climatéricas que possam acontecer noutras regiões produtivas, vão ter influência, sem dúvida nenhuma, porque nós estamos no mercado global. E como somos e como, infelizmente, não temos tido a preocupação de produzir mais em Portugal, não temos tido a preocupação de ganhar mais resiliência, não temos tido a preocupação de sermos mais eficientes enquanto produtores, ao estarmos muito dependentes do que se importa, se nós hoje chegarmos à prateleira de supermercado, infelizmente, temos em várias épocas do ano, grande parte dos produtos são importados, porque não se estimulou a produção nacional, não se dão condições aos produtores.
Qual é a porcentagem de produção nacional face aos produtos importados?
Olha, eu não consigo dizer a porcentagem. Nós temos a sazonalidade. Eu vou dar o exemplo da pera rocha. Nós temos um superávit de produção de pera rocha, ou seja, somos excedentários. Nós exportamos mais pera rocha do que consumimos. A nossa produção é superior ao que consumimos em Portugal, portanto, dá para o consumo interno e exportamos. Mas, por exemplo, o caso das maçãs, nós em determinada altura do ano somos exportadores e noutras somos importadores. O que interessa é conseguirmos o equilíbrio da balança de transações correntes. Porque vamos lá ver, nós não produzimos os frutos tropicais, que os consumidores hoje não passam sem a manga, sem o abacaxi, sem a papaia. A banana é um caso flagrante, que a banana tem um peso muito grande. Basta a banana subir ligeiramente o preço, ela representa cerca de 30% do consumo de frutas e portanto, só a banana tem logo um impacto muito grande. E quando eu disse no princípio desta conversa, que depende muito dos frutos importados, basta uma oscilação no preço da banana para fazer logo uma grande diferença no índice de preço ao consumidor. Agora, uma coisa que eu volto e sublinho com bastante relevância, é que a estabilidade dos preços é muito mais elevada nos produtos produzidos em Portugal do que nos produtos importados.
Então, deixa-me perguntar-lhe, por exemplo, no caso da maçã, por que não há mais agricultores em Portugal a produzir maçã?
É muito simples, porque não têm condições para o fazer. Repare, nós para produzirmos maçãs, temos que ter água disponível. Se nós deitamos a água ao mar quando chove, como é que podemos ter depois água para regar as maçãs? Isto é só um exemplo que eu dou. A água é fator preponderante. Para termos mais frutas e hortícolas, temos que ter mais água disponível. E enquanto o país não pensar que é fundamental aproveitarmos mais a água que chove durante o inverno, porque temos água suficiente.
Há desperdício.
É o desperdício da água que vai para o mar, não é aproveitada enquanto é água doce. Portanto, esse é um desígnio nacional. A água é fundamental. Eu como agricultor, e sei do que estou dizer, e pode-se mostrar, pode fazer reportagens, fazer o que quiser aqui na exploração, se não houver água, não há produção de frutas nem de hortícolas. E portanto, não é só com a água da chuva, porque a água da chuva é concentrada e num curto espaço de tempo E as plantas precisam, como disse, uma planta anual, uma pereira, uma macieira, um limoeiro, uma laranjeira, o que for, tem que levar água forçada durante o verão.
Faltam soluções tecnológicas?
Que permitam esse armazenamento de água?
Claro, falta haver mais pequenas e médias barragens. Não falo em grandes barragens, não é preciso mais alto. Portugal não tem dimensão para fazer mais Alquevas, mas tem dimensão e tem muitas condições para fazer pequenos, micro e pequenos e médios aproveitamentos hidrográficos. Eu não estou a falar só em barragens, estou a falar em charcas, um complexo de charcas. Charcas são pequenos reservatórios que nós fazemos dentro das propriedades para armazenar água. É preciso haver incentivos, muitas vezes não é financeiro, são incentivos legais, não haver entraves, não haver burocracia, para estimular as pessoas a terem água. Porque volto a dizer, sem água, não há produção hortofrutícola em Portugal.
E face a este aumento-
Há aqui uma equação.
Diga.
Há aqui uma equação: ou se quer apostar, de facto, na produção nacional, porque tem qualidade, é eficiente em termos de preços e tem muito menos pegada ambiental do que uma importação. Repare, um limão que vem da África do Sul ou produzido em Portugal, qual é a pegada que ele tem ambiental ao vir da África do Sul, ao ser produzido aqui na região de Mafra ou do Algarve, ou do norte e chegar a um consumidor aqui a 30, 40 ou 100 km de distância, ou um que vem de 10 mil km? As pessoas é que têm de decidir o que querem para o futuro do país.
Face a este aumento de custos, tem havido diminuição de encomendas?
Não.
Não.
Não. As vendas têm estado a acontecer normalmente.
Portanto, não sentem retração de consumo por parte do consumidor final?
Não. Claro que o consumidor final, quando tem, há aqui uma reação normal dos consumidores. Por exemplo, se eu tiver as peras caras, ou muito caras, ou mais caras, e tiver as maçãs mais baratas, quem vai fazer as compras, quem vai alimentar a fruta à família, vai bascular o consumo das peras para as maçãs, ou vice-versa, ou para as bananas, como vai fazer estes movimentos cíclicos em relação ao que está mais caro do que o que está mais barato. Mas não abdica, depois, de continuar a comprar as uvas que são muito mais caras ou comprar os outros frutos que a pessoa gosta e gosta de ter em casa.
Eventualmente em menor quantidade, mas continua a comprar.
Continua a comprar. Até porque não são produtos, por exemplo, não são commodities. Peras, maçãs, laranjas, bananas são commodities e os outros são produtos de conveniência, são funcionais e as pessoas não abdicam de comprar. Não sentimos essa retração de custos. Mas nós, em termos de encomendas, pelo menos dos nossos associados, não houve nenhum sinal de alerta. Agora, lógico, que nós também, depois, em relação ao preço, eu estou a falar no que se passa na produção. Entre a produção e o consumo, 70% tem de peso nas vendas da distribuição, as cadeias da moderna distribuição. E nós aí não controlamos quais as margens, não controlamos os valores ao consumo, mas isso aí já é outra conversa.
Certo, mas o aumento dos custos está a ser repercutido na íntegra, no valor final?
Nos produtores?
Sim.
Eu atrevo-me a dizer que sim. Ou seja, tem que estar mesmo forçosamente, porque é assim, se o aumento dos custos não for repercutido no preço de venda, o que vai acontecer é que a produção vai desaparecer.
Uhum.
Se a exploração não for rentável, vamos lá ver. Uma coisa que aconteceu, por exemplo, em 2022, houve um aumento de cerca de 34% dos fatores de produção aos agricultores, isto são dados estatísticos, e os produtores só refletiram 11%, tiveram uma capacidade de absorção de 23%. Agora, claro que isto teve que ser diluído no tempo e teve que acabar, porque é assim, volto a dizer, um agricultor, se não tem a rentabilidade na sua atividade, ele vai parar. Ele tem as despesas, tem as coisas para pagar, então tem que ser rentável. Aliás, muito do que estamos a acontecer hoje em algumas culturas, é exatamente pela perca de rentabilidade, em que as pessoas estão a reduzir ou a abandonar.
E há um equilíbrio na cadeia de produção, distribuição, na cadeia de produção destes alimentos, ou seja, há uma distribuição equitativa, justa dos lucros decorrentes da produção e distribuição de produtos frutícolas e hortícolas?
Olhe, eu, como produtor e como responsável de uma organização de produtores, eu digo que não. Se falar com as pessoas da APED, dizem que sim. Portanto, isto acaba por ser aqui um bate-boca, desculpe o termo, mas é mesmo assim, em que nunca se chega a conclusão nenhuma.
Mas não é possível fazer essa conta?
É o que eu estou a dizer. Está bem, mas vamos lá ver, eles têm um conjunto de custos, as pessoas é que sabem quais são os custos dentro da atividade deles.
Sim.
Quando me dizem que têm uma margem de 1% ou 2%, claro, pode ter uma margem líquida de 1% ou 2%, porque a margem bruta é muito mais elevada. Agora, eles também têm custos e eu, dentro dessa área, tal como eles não têm o nosso centro de custos, a nossa estrutura de custos, eu não conheço a estrutura de custos deles. Agora, há ferramentas e deveria haver ferramentas, há ferramentas que deveriam ser aplicadas, que era ser mais transparente toda essa redistribuição do valor ao longo da cadeia Mas isso terá que ser o legislador a fazer, não os operadores, porque cada um de nós só vê o nosso lado, o que é normal e legítimo. Agora, é preciso é o legislador utilizar as ferramentas que existem e dizer: "Olha, os valores são estes, porque é preciso fixar isto". Eu não me sinto no direito de estar a dizer: "Não, são os malandros que ficam com a margem toda", como também não posso estar a dizer: "Não, as margens estão corretas". Não, é preciso ser claro. Eu sei quais são as minhas margens, sei quais são os meus custos, os seus custos. Os nossos são estes e sai daqui este valor. Agora, cada um não tenha receio de demonstrar as suas contas. Nós, produtores, não temos o mínimo de receio de apresentar a nossa conta de exploração.
Estamos quase a terminar o nosso tempo. Há pouco falávamos das dificuldades sentidas pelos produtores e eventuais entraves que as pessoas se dedicam a este setor de atividade. Continua a haver gente interessada, particularmente as gerações mais novas, interessadas a dedicarem-se à produção de produtos frutícolas e hortícolas?
É assim, gente interessada há. Não têm é condições para se dedicar a essa atividade. Então eu vou explicar o que é que acontece. Se tivermos um jovem que tem alguém na família que já tem terreno, já tem uma exploração, e ele pega em parte ou no todo, moderniza, evolui e continua a atividade, ele tem grandes probabilidades de ter resultados, tem quase 100% de certeza que vai ter sucesso na sua atividade. Se estivermos a falar de um jovem que não tem nada a ver com agricultura e que, de repente, por vontade, e conheço muitos casos desses, quiseram ser agricultores, infelizmente, a esmagadora maioria dos casos é um insucesso. Por quê? Porque são investimentos muito elevados, que são resultados que só têm a médio e longo prazo, e nós, agricultores, temos que ter uma capacidade de sofrimento, em que as variáveis são muitas. O que eu quero dizer com isto? Além das variáveis econômicas, como qualquer negócio tem, nós estamos a falar que trabalhamos com seres vivos, com tudo o que é inerente a um ser vivo, pragas, doenças, e depois com o clima. Ou seja, não entrando aqui na equação também o que têm sido as políticas contra, algumas delas mesmo agressivas, em relação à produção agrícola. Ou seja, há um discurso político que é favorável, mas, na prática, as ferramentas que têm dado ou que estão disponíveis são redutoras no aumento da produção, no aumento da capacidade, no aumento da dimensão da parcela, que é fundamental, é sermos eficientes, é sermos competitivos, e as políticas têm sido, por vezes, redutoras dessa evolução.
Sim, é matéria seguramente para uma outra conversa. Agradeço-lhe, Domingos dos Santos, a sua presença neste Explicador da tarde política da Rádio Observador. Havemos seguramente de voltar a conversar, uma conversa motivada pelos dados da inflação, hoje confirmados pelo INEA, apontam para uma subida de 2,6% em julho, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Obrigado, Domingos dos Santos. Até breve.
Obrigado, boa tarde.