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Esta segunda-feira, no Explicador da Rádio Observador, fazemos o rescaldo das eleições no PSD que ditaram a vitória de Luís Montenegro. E para isso convidamos para estarem conosco nas manhãs de 360, o antigo deputado do PSD, Hugo Soares, e também o politólogo André Azevedo Alves. A moderação deste explicador é do Paulo Ferreira.
Muito bom dia, bem-vindos ambos a este explicador. Hugo Soares, começando por si, foi apoiante de primeira linha de Luís Montenegro. Sabemos que são muitos os trabalhos que o novo líder do PSD tem pela frente. De alguma forma, pode estar em causa a sobrevivência de PSD enquanto partido estrutural no país e a alternativa ao PS na governação?
Bom dia, Paulo. Queria cumprimentar os ouvintes da Rádio Observador, cumprimentar também o André Azevedo. Dizer que eu concordo com essa observação e eu disse-o ao longo desta campanha eleitoral e fui dizendo também ao longo dos últimos meses, que os sucessivos resultados que o PSD tem tido, quer em eleições europeias, quer em eleições autárquicas, mas designadamente em eleições legislativas, demonstram um afastamento claro relativamente aos eleitores e uma falta de confiança, dito de outra forma, dos portugueses relativamente ao PSD. E o PSD é um partido que se quer majoritário, um partido da alternância do governo, que não pode ter sucessivas eleições com resultados na casa dos 25, 26, 27%, ou até sondagens, como a última que foi conhecida, que dava o PSD cerca de 19% da confiança dos eleitores. Ora, isso transforma o PSD num partido completamente irrelevante, sabendo nós que os últimos anos são marcados pela hegemonia do Partido Socialista e, em consequência disso também, uma capacidade do Partido Socialista governar, quer sozinho, como é o caso, com maioria absoluta, quer com coligações com a extrema-esquerda parlamentar. Ora, isso demonstrava que esta eleição para líder do PSD era um momento decisivo para o partido. É o momento em que os desafios que se colocam à nova liderança são, eu diria, gigantes, por forma a ou alavancar o PSD de novo para um partido majoritário, um partido alternativo ao Partido Socialista, ou um partido, eu diria, médio no espectro político-partidário, que não é isso que a democracia exige, creio eu, e não é isso que os portugueses e os militantes do PSD certamente querem também.
Hugo Soares, a grande questão é como fazê-lo, não é? Que fatores distintivos terá neste momento o PSD para apresentar ao eleitorado e para voltar a subir nas intenções de voto, como é o vosso objetivo?
O desafio é de facto muito grande. Nós conhecemos bem ou apontamos aquilo que foi o caminho que nos trouxe até aqui. Não é altura sequer de olhar para o retrovisor e de fazer agora qualquer balanço, porque ele é conhecido e nós tivemos ocasião de o fazer por diversas vezes. Importa olhar para o futuro. O PSD tem que ser, em primeiro lugar, aquilo que o povo nos determinou. Tem que ser oposição. E ser oposição é ser firme no escrutínio da ação do governo e nas omissões do cumprimento do programa do governo e denunciar de forma veemente. Não é preciso haver verraria nem elevar os decibéis, como muitas vezes se disse nessa campanha. É preciso é ser firme e determinado nessa oposição e nessa denúncia. E não faltam exemplos, e podemos falar sobre eles, daquilo que deve ser a oposição do PSD. Mas, sobretudo, o PSD tem que ser alternativa ao Partido Socialista. O PSD não se pode confundir com o Partido Socialista. E para que isso possa acontecer, para que possa ter a confiança de todos os espaços não socialista, o líder do PSD tem que ser capaz de apresentar um projeto político em que os portugueses se revejam, mas sobretudo também que o percebam. Que percebam as propostas políticas do PSD, as políticas públicas que o PSD se propõe levar a cabo, para que essas possam transformar a vida concreta das pessoas. E é aí que eu creio que reside o desafio maior, que é o de encontrar um projeto político que eu tenho a certeza que o Luís Montenegro tem bem vivido na sua cabeça. De resto, a moção de estratégia global que apresentou aos militantes é muito clara quanto a isso. Diria então que um projeto político que seja galvanizador da sociedade, da comunidade e que devolva a esperança aos portugueses num espaço não socialista.
Já vamos entrar daqui a pouco nesses detalhes. André Azevedo Alves, bom dia, bem-vindo também a este explicador. Politólogo, acompanha a vida política portuguesa também. Conseguimos saber, de facto, qual é o espaço ideológico que o PSD ocupa no sistema partidário português ou nos últimos anos estas fronteiras foram de alguma forma diluídas?
Eu acho que não é tanto uma questão das fronteiras terem sido diluídas nos últimos anos, como que o posicionamento tradicional do PSD como um grande partido do centro à direita, com uma forte carga de ambiguidade ideológica, ter sido posto em causa pelas circunstâncias dos últimos anos. Nas últimas quatro décadas e no pós 25 de Abril, o PSD, por um conjunto de circunstâncias históricas, assumiu-se como uma espécie de casa comum de todos os que estariam à direita do Partido Socialista, enfim, coexistindo também com o CDS, mas o próprio CDS também, ele próprio uma amálgama de diferentes correntes. E o cimento que me parece que uniu o PSD ao longo destas últimas décadas tem sido precisamente o facto de ser alternativa ao Partido Socialista e de ser um partido com vocação de poder. Isso é especialmente visível a nível local. E é esse posicionamento tradicional que me parece que tem sido colocado em causa essencialmente por dois elementos. Por um lado, ao longo das últimas duas décadas, mais do que uma alternância com o PS, o PS tem-se vindo a assumir em Portugal quase como um partido hegemônico de poder. Portanto, têm sido episódicas as passagens Do PSD pelo poder e em circunstâncias quase sempre excepcionais.
Exato. Só para sublinhar isso, André Azevedo Alves, nos últimos 22 anos, o PSD governou oito.
Exatamente, e quase todos em circunstâncias excepcionais, o que também é revelador. Basta pensar que os últimos quatro anos completos de governo foram na sequência do resgate e do memorando de entendimento com a troika. E mesmo assim, no final desse período, o PSD novamente saiu do poder. O segundo fator, para além desta ascensão quase hegemônica do PS, é o aparecimento e sucesso eleitoral da Iniciativa Liberal e do Chega, que contrariamente ao CDS, quer a Iniciativa Liberal, quer o Chega tenham um posicionamento ideológico claro, cada um distinto um do outro e distinto, por sua vez, também da tal ambiguidade do PSD. E isso parece que coloca um desafio ao PSD, os dois, portanto, Iniciativa Liberal e Chega, colocam um desafio que o CDS nunca colocou. E o PSD tem agora esta difícil triangulação. Por um lado, conseguir disputar e impedir esta posição do PS como partido quase hegemônico e reafirmar-se como alternativa natural de governação ao PS. Isso por si só agrega, porque naturalmente o partido de poder tem uma maior capacidade de atração de quadros, de apoios do que pequenos partidos ou médios partidos. E por outro lado, conseguir estancar o crescimento, por um lado, da Iniciativa Liberal, por outro lado do Chega, que caso seja bem-sucedido, poderá levar a uma reconfiguração do espaço do centro-direita e direita em Portugal, no sentido de, por exemplo, não haver um só grande partido, mas haver um conjunto de partidos pequenos e médios, e isso claramente colocaria em causa o papel tradicional do PSD em Portugal.
Resta saber então, Hugo Soares, que temas, se quisermos aplicar o jargão, que bandeiras é que este novo ciclo de liderança do PSD, agora liderado por Luís Montenegro, vai apresentar aos cidadãos, aos eleitores, para fazer essa distinção, para marcar esse espaço, quais são as prioridades a este nível?
Deixe-me só concordar com aquilo que o André dizia e concretizar um pouco, se me é permitido, que de fato é a realidade. O PSD nos últimos 22 anos foi chamado a governar depois do pântano do engenheiro Guterres e depois da pré-bancarrota do engenheiro Sócrates. Ora, o PSD tem que ser mais do que um partido que os portugueses olham como um partido necessário para arrumar a casa. Tem que ser precisamente o partido transformador da sociedade portuguesa, como foi nos governos de Cavaco Silva. E é isso que o PSD tem que apresentar como projeto político aos portugueses. Respondendo à sua pergunta de forma direta. Veja, nós durante a campanha, que não foi uma campanha muito midiatizada e por isso creio que passou à margem.
Mas Hugo Soares, também haverá responsabilidades, neste caso, da liderança ou da candidatura de Luís Montenegro, que recusou debates, por exemplo.
Eu não queria, se faz favor, voltar a fazer isso.
Não, só para sublinhar isto. A midiatização às vezes também acontece por causa destas coisas, ou a falta dela, no caso.
Acredito que sim, mas como tivemos ocasião de ver muitas vezes, nós não recusamos debates, nós tivemos os debates marcados.
Mas adiante.
Mas essa discussão, creio eu, de forma clara, no sábado passado. Mas dizia que nós durante a campanha utilizamos alguns exemplos concretos para mostrar aquilo que deve ser a diferença de visão de sociedade entre o PSD e o Partido Socialista. E essas diferenças têm que ser bem vincadas. E usamos, por exemplo, o Serviço Nacional de Saúde. Nós sabemos hoje que o número de portugueses com falta de médico de família aumentou exponencialmente de 2015 até à presente data, contradizendo, de resto, aquilo que tinha sido uma promessa do doutor António Costa na eleição de 2015. Sabemos também que o presidente da União das Misericórdias, aqui há cerca de duas semanas, disse ao país que estava disponível para ajudar a resolver esse problema, porque as Misericórdias em Portugal têm capacidade instalada para colmatar o déficit de médicos de família que existe em Portugal. Até à presente data, nós não ouvimos uma palavra do Governo sobre essa matéria. Por quê? Porque o doutor António Costa e o Governo do Partido Socialista têm, de fato, um complexo ideológico com tudo que não seja estatizado e tudo que não seja dentro da órbita do Estado. O PSD não. O PSD acredita na capacidade da iniciativa privada e acredita na capacidade do setor social, mormente na área da saúde, para ajudar o Estado a resolver o problema dos médicos de família.
Esse seria já um fator distintivo, mas o PSD também não se tem ouvido sobre esse tema.
Paulo, não me leve a mal, eu disse no início que não queria olhar para o passado.
Para o passado. Portanto, o que me está a dizer é que a partir de agora o PSD vai estar atento a esses temas para vincar essas diferenças.
Não tenha dúvida. Não é só estar atento aos temas. É apontar a crítica de forma veemente, de forma clara, de forma determinada, não deixar passar em claro, mas sempre que o PSD apontar uma crítica ao Governo e ao Partido Socialista, o PSD tem que ter uma proposta alternativa, como estamos a fazê-lo agora, de resto, neste caso, dos médicos de família. Se o PSD fizer isto, se o PSD quiser ser alternativa apresentando as soluções que nos distinguem de forma clara deste Partido Socialista, então eu acho que o PSD tem condições para, como dizia o André, recuperar o eleitorado do centro que perdeu, mas também ter um discurso para o eleitorado de centro-direita. O PSD foi sempre a casa mãe, como disse o André também e muito bem, de liberais, de conservadores católicos, de pessoas que se colocam mais ao centro ou até ao centro-esquerda. O PSD não tem um problema ideológico. O PSD teve foi um problema de capacidade política e de estratégia política. E se voltar a ter essa capacidade de devolver essa esperança aos portugueses com propostas concretas para as suas vidas
Eu estou convencido que podemos ultrapassar este desafio, mas não escondo que o desafio é de grande escala.
André Azevedo Alves, pegando naquilo que são bandeiras e que são, no fundo, características que o eleitorado atribui a cada partido, há uma das bandeiras que diria que foi agora assumida pelo PS, que é das contas certas, que aliás, é um tema que esteve na origem até da última subida ao poder do PSD em 2011, a falta de contas certas nessa altura, e que o PS, entretanto, e com resultados práticos na execução orçamental ao longo destes anos, tem conseguido, de facto, assumir essa imagem. Este tipo de bandeiras e este tipo de características estão perdidos para o PSD, de facto?
Não diria que estão perdidos, mas creio que mostram, por um lado, a capacidade de adaptação do Partido Socialista, que percebeu da última vez, como falámos há pouco, que foi afastado do poder, percebeu o que tinha falhado e percebeu que se tinha que adaptar e se calhar até contra uma parte significativa das suas elites internas, assumiu o desígnio das contas certas como algo que tinha que ser efetivamente executado. E assim podemos recordar o papel de Mário Centeno, etc. E, por outro lado, mostra também o grande desafio que o PSD terá pela frente, porque, de facto, a meu ver, não é sustentável, e concordo com o que foi dito, o PSD continuar a ser o partido que está lá quando há uma espécie de emergência nacional.
Uma espécie de partido bombeiro, não é?
De partido bombeiro. E creio que esse papel não só não é um papel sustentável a prazo para um grande partido, como creio que esse espaço vai ficando cada vez mais exíguo. E, portanto, num cenário, por exemplo, de um espaço de centro-direita e direita fragmentado, nem sequer é certo que assistíssemos a uma repetição do que se passou na última pré-bancarrota com o PSD claramente como o partido mais votado e a liderar claramente uma alternativa de governação. E portanto, nesse aspeto, parece-me que o desafio realmente é grande. Não acho que seja impossível. Acho que é muito prematuro fazer comparações com o CDS, porque a implantação nacional e as bases do PSD estão incomparavelmente mais presentes e são mais abrangentes do que as do CDS. Mas ao mesmo tempo, acho que também será um erro que a nova liderança do PSD, que as elites do PSD em geral, deem a sua sobrevivência como grande partido, como um dado adquirido. Não há nada que garanta que assim seja. Se olharmos para outros países europeus com características sociológicas mais similares a Portugal, estou a pensar, por exemplo, Itália, Espanha, França. Não é isso que temos assistido, temos assistido a uma fragmentação deste espaço político. O PSD de alguma forma tem sido uma exceção e preservar essa exceção não é algo que esteja garantido, é algo que, a meu ver, exige da nova liderança algo que Rui Rio não foi capaz de fazer, que é uma união das diferentes tendências. A esse respeito, acho que é positivo vermos figuras, por exemplo, como Joaquim Miranda Sarmento, que esteve muito próximo de Rui Rio e como Miguel Morgado, que esteve muito próximo de Pedro Passos Coelho. Acho que isso é um elemento positivo para Luís Montenegro, mas é preciso conseguir cultivar e continuar esse caminho. E, por outro lado, e também em linha com o que foi dito, o PSD não pode, e esse creio que foi outro erro de Rui Rio, descartar partes do eleitorado. Para alguém que quer ser o grande partido à direita do Partido Socialista, de alternativa ao poder, não é possível dizer: os eleitores que votam no Chega ou os eleitores que votam na Iniciativa Liberal ou os eleitores de centro-esquerda, ou seja que grupo significativo for, não nos interessam. E, portanto, o PSD tem que ter um discurso e um posicionamento agregador, quer do ponto de vista interno, quer do ponto de vista do eleitorado, para conseguir continuar a ser o tal grande partido de alternativa. Se assim não for, então creio que não necessariamente a existência do PSD a curto prazo, mas o seu posicionamento como grande partido da alternativa de poder poderá estar realmente em causa.
André Azevedo Alves, e muito rapidamente, o congresso que no fundo vai permitir a consagração desta liderança será o primeiro sinal a esse nível.
Será o primeiro sinal a esse nível. Julgo que será muito importante que os sinais, como eu referi há pouco, do ponto de vista interno, de união e a vitória expressiva de Luís Montenegro ajuda a isso. Portanto, é mais fácil, creio que, unir com 70 e tal por cento do que se tivesse tido 51 ou 52. É importante que nos cargos, nas posições de liderança, inclusivamente, julgo que será um sinal muito positivo a ver, verificarmos a existência de quadros e de figuras ligadas, inclusivamente, à liderança de Rui Rio. Porque o PSD tem também de travar este caminho dos últimos anos, de haver uma espécie de luta fratricida interna, de divisão em vez de união, e de se unir primeiro internamente para depois fazer o tal outro trabalho que eu referi há pouco, de união externa junto do eleitorado.
Hugo Soares, para terminar mesmo este Explicador, uma das dificuldades apontadas a esta liderança, que aliás, é comum nas lideranças partidárias quando assumem a presidência dos partidos, é de facto a ausência do Parlamento, neste caso do próprio Luís Montenegro, e também ter uma bancada que foi escolhida por Rui Rio. Luís Montenegro, no discurso de vitória, deu a entender que ia andar por lá pelo Parlamento. Quer revelar um pouco o que é que pode fazer Luís Montenegro a este nível?
Quero, mas deixe-me só dizer duas coisas, Paulo.
Muito rapidamente.
A primeira é concordar com tudo que o André disse e dizer que o PSD vai ser isso mesmo. Vai ser tudo aquilo que o André disse, mas vai ser também o PSD que não vai permitir que se diga que este PS é o PS das contas certas. E era só esse reparo que eu queria fazer. Porque dizer-se que este é um PS de contas certas, quando nós sabemos que é um governo que tem em cima dos portugueses a maior carga fiscal de sempre e que é o que lhes retribui menos em termos de serviços públicos e investimento público, não podemos compaginar isso com dizer que é um PS e um governo de contas certas, porque de facto não é. É à custa de uma austeridade escondida que é demasiado evidente nas vidas das pessoas. Responder ao Paulo para lhe dizer que Luís Montenegro já disse publicamente que quer ter um gabinete na Assembleia da República. O Luís Montenegro conhece muito bem o Parlamento, foi deputado durante muitos anos, líder parlamentar durante seis. Vai trabalhar de forma muito próxima com os deputados, mas creio que, aliás, como eu também tenho dito, não estar no Parlamento pode ser uma vantagem. Pode ser uma vantagem para quem quer ter uma liderança de grande proximidade com a comunidade, com as portuguesas e os portugueses. O líder da oposição pode hoje, e deve hoje, fazer trabalho político por todo o país, pelas regiões autónomas, em cada distrito, estando nas empresas, nas instituições, no setor social, junto das pessoas, dando nota daquilo que é o projeto alternativo do PSD. E o PSD precisa também de um líder que seja próximo das bases, próximo dos seus militantes, que devolva aquela grande alma social-democrata do nosso antigo PPB aos nossos militantes. E não estando preso à obrigatoriedade ética, legal, jurídica, de estar três dias por semana, pelo menos, no Parlamento, creio que essa é uma vantagem que o Luís Montenegro saberá aproveitar.
Muito bem, vamos continuar a acompanhar o desenvolvimento das mudanças no PSD até ao Congresso. Hugo Soares, André Azevedo Alves, obrigado a ambos por terem estado esta manhã no Explicador. Bom dia.
Obrigado