Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Começa agora o fact-check das manhãs 360 com o jornalista Mário Silva da Costa. Olá, Mário, bem-vindo.

Olá, bom dia.

Já não sabemos o que isto é, o fact-check há alguns dias.

Não.

A senhora aparece aqui à sexta.

É a nossa réplica semanal. E hoje falamos sobre J.K. Rowling e uma suposta mudança de casa da autora de "Harry Potter". Isto diz muito à Carla.

É a Carla?

É. Harry Potter.

Sim.

Eu nunca vi. Diz muito a toda a gente.

Eu agora que ouvi falar em J.K. Rowling e mudança, fiquei logo espantado.

Acho que vamos por aí, não é?

Pois, é capaz de ser.

Vamos por aí, sim. Diziam algumas publicações nas redes sociais que J.K. Rowling mudou de casa do Reino Unido para Moscovo. Dizem mesmo que a escritora vendeu a mansão no Reino Unido para rumar, em definitivo, à Rússia.

E há alguma razão que terá motivado a escritora a fazer essa mudança, Mário?

Já antecipamos um pouco. De acordo com os utilizadores das redes sociais, J.K. Rowling mudou de casa por ter sido intimidada, por se manifestar contra as pessoas trans e por se recusar a aceitar esta filosofia. É ainda possível ler uma suposta citação da autora, que teria dito o seguinte: "A Rússia é o último estado em que posso chamar uma pá de pá impunemente". Por fim, a escritora terá dito que considera muito estranho que seja preciso lutar pelo direito de ser uma senhora normal.

Mário, eu não sei até que ponto é que há alguma verdade nessa história, mas o facto é que J.K. Rowling tem sido várias vezes atacada por declarações sobre as pessoas transgénero. Isso é verdade.

Sim, a autora da saga de "Harry Potter" tem atacado aquilo a que chama o novo ativismo trans, entende que prejudica e que põe em perigo as mulheres que se identificam com o sexo com que nasceram e fala várias vezes no assunto. J.K. Rowling diz até que já recebeu ameaças de morte por causa disso.

Então terá sido isso ou esse o motivo para mudar de casa do Reino Unido para a Rússia?

Não. Através de pesquisas na internet, não encontramos quaisquer registros sobre esta suposta mudança. Para termos mesmo a certeza, o Observador contactou a assessoria de J.K. Rowling, que afirma que não há qualquer fundo de verdade nesta história. Asseguram que a escritora não vendeu uma casa no Reino Unido, nem comprou nenhuma propriedade em Moscovo. De resto, no site oficial de J.K. Rowling, aparece uma referência à morada da escritora que, de acordo com essa página, continua a viver em Edimburgo, na Escócia, com o marido e com os dois filhos.

Portanto, já percebemos que não houve mudanças, pelo menos essa mudança. Mas por que ser associada a Moscovo? Há alguma relação entre a escritora e a Rússia?

Sim, em 2022, J.K. Rowling chegou a ser mencionada por Vladimir Putin como o exemplo de uma vítima da cultura do cancelamento. Mas a autora não mostrou qualquer afinidade com o regime russo. Na altura, de forma irônica, J.K. Rowling escreveu no Twitter, agora no X, que é possivelmente melhor que as críticas à cultura de cancelamento no Ocidente não sejam feitas por quem está a assassinar civis pelo crime de resistência, ou quem está a prender e a envenenar os críticos.

Portanto, estão feitos os esclarecimentos, só falta mesmo a cor do carimbo.

Crime vermelho. Apesar de ter várias declarações polêmicas sobre pessoas transgênero, essas críticas não levaram J.K. Rowling a ir viver para a Rússia, para Moscovo. Mantém-se em Edimburgo, na Escócia.

Carimbo vermelho então no fact-check da Rádio Observador com o jornalista Mário Silva da Costa.

"A Guerra Traduzida". Como noticiam os jornais ucranianos a invasão do próprio país.

Este ataque russo é notícia que faz manchete em todos os jornais ucranianos esta manhã. Volodymyr Zelensky promete responder.

E que notícias divulga a imprensa estatal russa.

O potencial envio de tropas para a Ucrânia pode ser a gota de água entre a Rússia e os países do Ocidente.

Na Rádio Observador, traduzimos as notícias dos dois lados do conflito. "A Guerra Traduzida", de segunda a sexta, depois das 15h e sempre em podcast.

15h45. As notícias na Rádio Observador, Carla Jorge Carvalho.

E começamos com restrições de trânsito esta manhã na zona de Lisboa, junto ao Estádio da Luz, por causa do concerto de Taylor Swift. A circulação rodoviária e o estacionamento vão estar condicionados até domingo. Essas restrições estão praticamente a entrar em vigor, numa altura em que há centenas de fãs de Taylor Swift já no Estádio da Luz para o primeiro dos dois concertos da cantora. De ontem à noite, a ministra da Administração Interna propôs um aumento de €180 ao suplemento de missão para as forças de segurança, mas os sindicatos da polícia e as associações da GNR não aceitaram. É a terceira ronda negocial que termina mais uma vez sem acordo. À saída das reuniões, muitos sindicatos admitiram voltar aos protestos na rua. Álvaro Labrinho Lúcio, antigo ministro da Justiça, defende aqui na Rádio Observador a criação de um novo órgão para o setor, um Conselho Superior de Justiça, que possa juntar políticos e magistrados. É uma sugestão que vamos perceber melhor no jornal às 20h. Ainda atenções para uma notícia desta manhã. O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu vai discursar em breve no Congresso dos Estados Unidos. Vai ser recebido no Capitólio. O anúncio foi feito pelo líder republicano da Câmara dos Representantes, que diz que esta é uma oportunidade para o governo norte-americano demonstrar o apoio a Israel.