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É verdade, já estamos aqui nas histórias desconhecidas de Cristiano Ronaldo. Ao longo da última semana, lembrámos uma a cada dia e hoje temos um episódio especial, porque é o último, e temos aqui dois jornalistas muito responsáveis. Esta parte não era para dizer. Muito boa tarde, André Maia e também João Filipe Cruz. Como estão? Boa tarde. Estamos bem. Isto hoje é a receita para correr mal. Sim, eu até tenho um bocadinho de medo. Primeiro, estão os dois juntos, o que costuma dar problema. Mas que história é que revelam hoje de Cristiano Ronaldo, que ainda não saibamos? Mas não é preciso teres medo, Nelson. Se usares cinto de segurança, não é preciso teres medo. E usem todos, meus amigos. É a recomendação, porque vamos acelerar e a probabilidade de haver acidente é bastante alta neste momento. E vamos recuar até 2004. Não vamos até ao Euro, vamos até ao período em que começa a chover e a estrada começa a escorregar. Vamos até novembro de 2004. Nessa altura, Cristiano Ronaldo estava só há um aninho e pouco em Manchester e do jornal The Sun chegava uma bomba.

Não me digas que ele tinha dado uma entrevista a criticar o treinador. Ainda não estava nessa fase.

Não, porque nessa fase, felizmente para o Ronaldo ou não, o treinador era o Sir Alex Ferguson e com ele ninguém fazia farinha, como se costuma dizer.

Tinha aquela tática do secador, não é?

Exatamente. E era uma bomba relacionada mesmo com bombas, porque o jornal The Sun anunciava alto e bom som que Ronaldo era uma máquina destruidora de carros. Não sei se vocês se lembram disto. Isto não teve muito eco por cá em 2004. Já me recordo de ele ser notícia com alguns acidentes. Sim, alguns acidentes, mas aqui é uma coisa especial, porque isto passou mais ou menos despercebido, mas o jornal Record apanhou esta reportagem da 18 anos do The Sun e fez um título brilhante. Aliás, é por causa deste título que eu e o João estamos aqui hoje com esta história, porque achámos o título delicioso. Dizia o Record: "Ás no campo, azelha na estrada." E por isso, pegando nesta história, nós vamos tentar comprovar se Cristiano Ronaldo é mesmo ou não um azelha na estrada. E vamos jogar aqui a um jogo. Ao longo da carreira, quantos carros acham que o Cristiano Ronaldo terá espatifado? E aqui o artigo diz mesmo, espatifado.

Ora, se calhar começamos então por essa história de 2004. Até porque Ronaldo foi para o Manchester em 2003 e, portanto, num ano não devem ter sido tantos, não é?

Vamos às contas?

Vamos.

Em novembro de 2004, o The Sun dizia que Ronaldo não espatifou um, não espatifou dois, não espatifou sequer três, mas sim quatro espatifados. Quatro Audis, não é? Uhum. Mas espera lá, qual é a fonte de informação do The Sun? Eles tinham contactos com o mecânico do Ronaldo, não? Não, era melhor do que isso, Nelson. É o próprio Ronaldo. O Ronaldo foi a fonte. O The Sun contactou na altura o Ronaldo, perguntou-lhe se era verdade, se ele já tinha espatifado quatro carros no ano, e o Ronaldo não foi de modas e respondeu, e passo a citar: "Quando temos um carro alugado, não nos preocupamos com buracos na estrada ou coisas assim. Isto porque sabemos se o carro se estragar, não somos nós que pagamos." Quem nunca, não é? Quem é que também não fez isto?

Quem nunca, nunca. Mas isto é um nível de sinceridade demasiado, não? Eu não sei se atualmente o Ronaldo responderia assim tão desta forma.

Pois, e a resposta do Cristiano foi tão surpreendente que surpreendeu até o próprio agente, porque no dia seguinte a esta reportagem do The Sun, Jorge Mendes, ele próprio, lançou um comunicado que dizia que o Cristiano Ronaldo nunca alugou carros, nunca os espatifou. Aqui está outra vez esta bonita palavra. E pior, nunca prestou declarações sobre este assunto.

Oh, diabo, então com que Cristiano Ronaldo é que o The Sun terá falado?

Exatamente, fica a dúvida. Quem é que não disse a verdade? Se Jorge Mendes ou o The Sun. Acho que o historial que se seguiu depois desta reportagem do The Sun pode deixar algumas pistas em relação ao Ronaldo e aos carros.

O Ferrari de Cristiano Ronaldo ficou com a frente completamente destruída e uma das rodas dianteiras encontrava-se a cerca de 200 metros do local do acidente. Apesar do desastre, Cristiano Ronaldo treinou algumas horas depois, sem qualquer limitação.

Obrigado, Nelson. Cinco. Cá está, vamos em cinco e este foi o pior de todos. Ainda em Manchester, em 2009, Ronaldo derrapou no gelo de um túnel, destruiu a frente de um Ferrari, mas, como ouvimos, o homem é tão bom que partiu o carro todo, mas saiu a pé e foi treinar. O Ferrari é que já não ficou de pé. Mesmo assim, como era do Cristiano Ronaldo, os restos foram vendidos por um sucateiro de Estrasburgo ao eBay por 20 mil € em 2013. Já não sobrava muito o carro, mas mesmo assim. Sucateiros de Estrasburgo. Esse era outro tema que podia dar para outro episódio, que é: como é que ele teve um acidente em Manchester e o carro foi parar a um sucateiro de Estrasburgo? É porque o mercado dos salvados, que é assim que se chamam estes carros que são acidentados, funciona na internet a nível europeu, em rede. Tu vais à internet, normalmente os carros espatifados e bons estão na Alemanha. Este, por acaso, estava em Estrasburgo. Mas há mais dias maus de Ronaldo com carros? Sim, há dois, mas não são propriamente dias maus, são meios dias maus. O antigo colega do Ronaldo no Sporting, Kutuzov, disse este ano em entrevista que em 2002 o Cristiano tinha um Mercedes que nem sabia conduzir. Não sabemos se deu azo a espatifarias. E os azares com carros são tantos que até é sintomático, porque este verão um Bugatti do Cristiano Ronaldo, que valia 2 milhões de euros, foi contra o muro de uma casa, mas era um funcionário que estava a conduzir.

Então o problema, se calhar, é dos carros.

Exato, é capaz de ser mais dos carros. Isto foi em Palma de Mallorca, creio eu. São dois meios maus dias para Ronaldo. Ora meio mais meio dá um, portanto, vamos ao sexto mau dia de Ronaldo em carros.

Portanto, CR7, tivemos aqui durante uma semana e dois dias, sete histórias desconhecidas de Ronaldo. Quase que tínhamos também sete vezes Ronaldo a espatifar um carro.

E como gostamos tanto de ti, Judite, não te vamos fazer essa desfeita. Há uma última história de CR7 a espatifar carros E que está muito subtil naquele filme documentário dele de 2015. Há uma cena em que Ronaldo pergunta ao Cristianinho, o filho, que carro faltava na garagem e a justificação é esta.

Olha, qual é o carro que falta? Vê bem.

O Lamborghini.

Não sabias.

E ele onde está?

Foi mudar as rodas. Rebentou uma roda.

Cá está, rebentou uma roda. Rebentou uma roda por quê? O carro estava na garagem e rebentou uma roda sozinha? Não, cá está, mais um carro espatifado. Portanto, Nelson, força. Cá está, pronto. Sete vezes que o Ronaldo terá espatifado o carro. Pronto, agora já parece mais plausível essa reportagem do "The Sun" em 2004. É o CR7. Sim, é o CR7. Exato. O C provavelmente é de carros, o R será de qualquer coisa relacionada a rebenta. Carros rebentados. Carros rebentados sete. Mas nós também fazemos justiça a Ronaldo. Também encontrámos momentos de preocupação do Ronaldo com os carros, como neste momento em que Cristiano e o carro foram literalmente engolidos por uma multidão na altura dos tempos do Real Madrid, à porta do centro de treinos do Real.

Cuidado com o coche.

Aquilo é a voz deles: "Cuidado com o coche." "Cuidado com o coche." Acho que seja preciso um reboque e a reboque queremos ir todos nós com o Cristiano para a final do mundial.

Estavam a falar desse acidente do Ferrari. Não, do Ferrari. O acidente do Ferrari envolve um outro jogador do Manchester United.

O Van der Sar.

O Van der Sar.

Mas que travou a tempo.

Sim.

Estava atrás.

Num Bentley. Era o carro do Van der Sar, o do guarda-redes na altura. Claramente, eles iam só em fila indiana. Devagarinho para o interior.

O Van der Sar também é guarda-redes, está mais habituado a usar as mãos.

Claro, é o chamado kit dunhas, que o Ronaldo parece não ter muito atualizado. Muito bem, está feita mais uma história de Cristiano Ronaldo, a última ou nos últimos dias a encontramos aqui na tarde em direto. Agora continuava: isto durante o mundial, vocês são ótimos.

Não digas isso.

Vocês são ótimos a descobrir histórias de Cristiano Ronaldo. Deviam continuar a fazê-lo até ao final do mundial. Fica aqui o meu apelo.

Já fomos.

Muito obrigado.

Até o final das vidas.

Podia ser pior. Um abraço, João Filipe Cruz e André Maia.