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Homens de uma certa idade. Homens de uma certa idade. O Borges, o Horácio e o Raminhos estão na Rádio Observador porque já são homens de uma certa idade.
Bem-vindos. Quem é que fez esta música?
O Sebastião Antunes. Grande artista.
Do grupo Quadrilha, não é?
Sim.
É que esta música é impressionante, fica mesmo na ouvido. Já estou farta de ouvir.
O Sebastião é, para mim, o melhor artista a fazer refrões orilhudos. Orilhudos, esta palavra também é de homem de uma certa idade.
É do nosso tempo. Posso dizer uma coisa em relação ao fato também de ser um homem de uma certa idade?
Pode ser mentira. Hoje pode ser mentira.
Exatamente. É relacionado com isso. É que hoje é dia 1 de abril e eu antes acho que era muito mais perspicaz em encontrar as mentiras. Eu estou tão cansado, eu não estou a gozar, que hoje de manhã já vi três em que eu apanhei, tipo: "Como assim o Haalands vai para o Barcelona? Como assim a mulher está grávida de gêmeos se ele ainda agora foi pai?" E depois começa: "Ah, não, é 1 de abril". Mas acho que tem a ver com o tempo que nós vivemos também.
Das fake news, não é?
Se há um ano me tivessem dito: "Os Estados Unidos vão tomar posse da Gronelândia", eu pensava: "Ok, 1 de abril". Não, e hoje é possível.
Também é verdade.
O presidente dos Estados Unidos quer que o Canadá seja o novo Estado. Estão a gozar. Não, agora já é possível.
Mas o que querias dizer do Sebastião?
Que ele é um excelente músico e é muito bom fazer refrões que ficam sempre nas orelhas.
Nas orelhas. Refrões orilhudos.
É orilhudo. Desculpa, estava a preencher meu IRS. Eu sou daquelas pessoas que faz tudo isso.
És cumpridor.
É, que eu vou receber mais cedo.
Mas menos, provavelmente.
Menos?
Se calhar vais pagar.
Se calhar então não preencho. Não vou preencher, é isso. Vou deixar para a última.
Deixa-o a casa.
Este estúdio é tão bonito, esta mesa. Temos câmaras, certo?
Temos.
Porque dava para fazer um riozinho. E pôr umas capas. Umas capazinhas aqui. Têm tido feedback?
Temos tido feedback. Temos sido insultados, temos sido elogiados, de tudo. Temos calhado de tudo.
Vou tirar a primeira pergunta.
"Vocês homens são todos iguais."
Dizem todos o mesmo, mas vocês têm opiniões diferentes, pelo menos têm tido. Já tirei aqui a primeira pergunta, completamente aleatória. Vão ser duas, se tivermos tempo para isso.
Claro.
Por que os homens se comprometem mais facilmente com a sua equipa de futebol do que com uma mulher?
É fácil, é muito fácil.
Vocês gostam todos de futebol?
Eles dois são fanáticos por Benfica. Eu sou um adepto normal do Sporting.
É como todos os outros.
A equipa da sepera.
Todos do Sporting.
Eu já arranjei problemas. Por acaso é fácil de responder a isso, e obviamente estamos a falar de universos diferentes, mas o amor por um clube é o primeiro amor da tua vida. Porque, em princípio, no meu caso, por exemplo, eu tornei-me do Benfica na primeira classe. Eu não ligava nada a futebol, via o meu pai a ver os jogos na televisão a preto e branco e lembro-me perfeitamente que sentia asco. Talvez porque naqueles momentos o meu pai não estava nem aí para mim.
Não te ligava nenhuma, pois.
Exato. E um dia, na primeira classe, chegou a inevitável conversa, eu não sabia que era inevitável, mas claro que era: "Qual é o teu clube?" E eu não sabia nada e deixei-me ficar para trás e só ouvia os miúdos a dizerem três coisas. Benfica, ouvia muito Benfica, ouvia bastante Sporting, a ilha Terceira é uma ilha muito sportinguista, é preciso dizer, e ouvi um ou dois que disseram Porto. E o meu raciocínio infantil foi: Sporting parecia-me esquisito. Esquisito. Realmente não é uma boa palavra, a palavra não é da nossa língua. Sporting é esquisito. Porto, eu penso: "Porto?"
Porto dos barcos.
Porto dos barcos, mas que estranho. E Benfica, a minha cabecinha de sete anos só partiu aquilo: Benfica, fica bem, ok. Espero eu ver. "Qual é o teu clube?" "Sou do Benfica". Mas em pânico com as possíveis follow-up questions, que eu não sabia nada, jogadores, cores, nada. Não houve, felizmente. Cheguei a casa, perguntei ao meu pai: "Pai, o que é o Benfica?" E eu lembro-me do meu pai, que não é uma pessoa muito emotiva, os olhos brilharem e o Estádio da Luz é o maior estádio da Europa.
Estava a ver que nunca mais fazias essa pergunta.
Duas Taças dos Campeões, o Eusébio. E aquilo foi automático. Eu de um dia para o outro tornei-me, durante bastante tempo, até um fanático. Hoje já não sou fanático, mas sou ferranho. Ou seja, o que eu quero dizer? É o teu primeiro amor. E tu apaixonas-te por um clube de futebol quando não estás nem aí, ainda estás longe das operações hormonais.
Então e a Isaurinha da primeira classe, onde é que ficou?
Ficou na primeira classe.
A Isaurinha, que por acaso se chamava Catarina e tinha olhos azuis, ficou nas minhas memórias como os passeios de mão dada, ficou sempre.
Realmente, se tu fores ver, o clube de futebol é o teu amor mais adiante.
E não é só isso.
E é aquele que não muda nunca.
Mesmo que te desiluda, tu voltas lá sempre, porque dás sempre uma nova oportunidade.
Sempre.
Sendo que a minha mulher não podia escrever essa pergunta.
Porque é uma grande benfiquista também.
Não, e porque eu estou casado com ela há mais de 20 anos, portanto, eu estou mais do que comprometido com a minha mulher. Agora, como é óbvio, quando há filhos e tudo, eu perco imensos jogos. Perco com bastante angústia, mas perco, porque há coisas que se tornam prioritárias.
Mas também porque um clube de futebol não exige nada em troca, não é?
Exige muito tempo. Às vezes exige quotas. Exige uma paciência que eu sinceramente já não tenho, porque há todo um universo político, que desconsolo, sobretudo em Portugal. E depois tu queres te convencer, vens de criança a achar: "Não, isto é uma luta do bem contra o mal e o meu clube é do bem". E depois começas a descobrir que estás carregado de corruptos também. E isso destrói-te essa ilusão. Falei demais, peço desculpa.
Não, não falaste nada demais.
Ridículo, tudo isto é tão ridículo.
O Marco apontou imenso.
Isto é tão ridículo. Apaixonado por um clube de futebol
Isto para mim é sinal que a pessoa precisa de ajuda.
Mas Marco Horácio, tens de reparar que eles não têm uma mulher 20 anos mais nova.
Também passa por aí. Se calhar um dos segredos é esse. Agora, apaixonado por uns jogadores que estão ali no campo.
Não são os jogadores, é o manto.
Claro, eu dou-te o manto.
É o manto sagrado.
Eu pergunto assim: a nossa mulher recebe-nos de vez em quando de lingerie em casa, e isso é bom. Uma pessoa não vai ao Estádio da Luz ver o Oshana de lingerie chegar à boca. "Estou tão apaixonado por isto."
Se não gostavas de ter os Djokeres de saltos altos à tua espera.
Não, não gostava. Não trocava.
Se isso garantisse o campeonato.
Repara que ele diz Djokeres.
Não sabem dizer.
É a pronúncia sueca correta.
Eu acho que a única razão porque eles dizem que estão tão apaixonados pelo clube é que podem ofender o clube à vontade, os jogadores todos, que não se divorciam. Porque o clube não diz: "Olha, vamos nos divorciar. É a última vez que falas assim para mim."
"É a última vez que chegas atrasado."
Exatamente. Eles em casa não podem fazer isso, não podem estar: "Filho disso, filho daquilo, não sei o quê."
Por muito que queiram.
Ter essa paixão é ter a permissão para uma ou duas vezes por semana voltares a ser criança. E isso é muito bonito.
Eu quando era criança não ofendia o árbitro nesse dia.
Durante o jogo não ofendes o árbitro.
Vocês devem ser muito ecléticos a ver o jogo de futebol.
Claro, tu não ofendes o árbitro porque és do Sporting, tens penáltis garantidos em todos os jogos.
Já está. Nós já pensamos antecipadamente, nós somos um clube calmo, tranquilo, vemos o jogo como jogo.
Eu tive essa vantagem, que eu arranjei uma mulher que é do mesmo clube que eu. E a Catarina-
Mas era requisito?
Não. Aconteceu. Mas a Catarina é a única mulher que eu conheço que ouve relatos na rádio. Quando não consegue ver os jogos, ouve os relatos e vai no carro.
Tu vais ficar excitado só de a ouvires.
Não. Ela diz que o Ramiro faz isso.
E é aquela pessoa que, quando eu vou ao futebol, ela também vem ao futebol, vamos os dois ao futebol.
Verdade, confirmo. Que coisa tão romântica.
Mas também é muito bom.
"Bola do lado direito, vai subir a bola, vai subir a bola, vai agora, vai surgir o Paulo Bento."
Agora, o Horácio não pode ir ao futebol. O Horácio tem que ver tudo o que é filmes de animação por causa da filha e da mulher.
Não, eu vou ao futebol, mas para ficar na zona VIP, a comer croquetes, terra e soja.
Cuidado com os croquetes.
Lá está, se for muito, tem que ter cuidado. Mas nem sequer olho para o jogo. "Foi gol do Sporting", e eu ali com dois croquetes. "Ainda bem, penálti contra o Sporting. Não faz mal, é isto."
Às vezes também é muito bom ter uma relação com pessoas de outro clube. Até pode ser interessante.
É? Para apimentar a relação.
Veste aí a camisola do Leça.
Já sabe que pode votar na sua resposta favorita, é só ir ao Spotify depois do programa ser publicado em podcast. Pode votar no seu homem de uma certa idade preferido. Acho que vou esperar aqui um bocadinho.
Acho que vou ganhar esta.
Eu também acho.
Acho que vou ganhar esta.
Vamos lá ver se esta método funciona.
Primeira vez que temos duas.
Sim.
Duas de seguida na nossa idade. E em 15 minutos.
Esta é muito boa: "Por que nos deixam a falar sozinhas? Viram costas e quando voltam parece que não aconteceu nada."
Isso é muito fácil de explicar, porque a minha mulher, e eu acredito grande parte das mulheres, fica a falar sozinha, porque na realidade vocês não querem conversar.
Queremos desabafar.
Só querem estar a falar. E, portanto, nós estarmos lá ou não é só termos lá tipo um Marco. Estamos a ver? Nós somos o Marco, não o Horácio, mas estamos lá. Mas é estarmos lá, corpo presente. Para terem um alvo.
E anuir sempre. Anuir é o segredo. Não falar muito e anuir.
Sim, basicamente é isso.
Eu acho que é como as novelas, quando há essas discussões. Uma pessoa vê o primeiro episódio da novela e depois pode estar três meses sem ver. Quando volta a ver a novela, percebe tudo, não perdeu nada. Portanto, nós vamos embora, podemos voltar daqui uma hora ou duas e apanhamos o fio à meia.
Isso é muito engraçado tu dizeres. Eu só escrevi novela uma vez, mas é exatamente isso. E eu lembro o criador da novela dizer: "Não, a novela é tanto para ser vista como para ser ouvida, isso é a primeira coisa, porque há muitas pessoas que estão a jantar, por exemplo. E como a novela tem a duração que tem, nós temos que estar constantemente a lembrar às pessoas em que ponto é que estamos." E um dos núcleos de personagens que eu tinha para escrever era um casal homossexual que a certa altura atravessou uma crise. E essa crise durou 30 episódios.
É a média para os casais homossexuais.
Eu já não sabia o que eu vou pôr estes dois gajos a discutirem.
E depois, volta e meia, tu tinhas lá para relembrar, tinhas que dizer: "Eu bem me lembro que tu disseste que não sei o quê."
O que eu achei mais interessante nesta pergunta foi a parte final.
É, viram costas e quando voltam parece que não aconteceu nada.
Quando voltamos parece que não aconteceu nada.
Isto tem a ver com o pragmatismo ou o mecanismo de defesa.
Eu acho que padece disso. Tipo, eu ouvi.
Se calhar para não nos irritarmos. Pode ser também.
Então, mas e quando vos fazem depois a pergunta: "Ouviste aquela parte em que eu disse..."
Anuir sempre. Maria João, anuir sempre.
E depois pergunta: "Então e o que é que eu disse?"
Isso acontece muito, isso é horrível.
"Claro, então o que é que eu disse? Repete lá o que eu disse."
E depois tu tens que dizer: "Mas em que parte?"
Ok, tu és cinturão negro disto. É que eu tento, de facto, resumir o que eu ouvi, mas basta trocar uma conjunção e já fui.
Eu vou explicar uma coisa que eu aprendi.
Tens algum truque?
Não, eu aprendi uma coisa com a minha mulher muito simples. E isto não é um mal, ia dizer uma artimanha, mas também não é uma artimanha, é uma maneira de estar, que eu acho da maior parte dos homens, porque envolve o pragmatismo para resolver situações e ser prático, que é: muitas vezes a minha mulher estava a falar comigo e eu estava a dar soluções
Do género: "Se calhar, se tu pensares isto ou se fizeres desta maneira."
Não querem saber.
Não. Uma vez, eu lembro-me, mudou a minha vida, e estou a falar sério, porque a minha mulher estava a falar de uns problemas e eu: "Se fizeres isto." E ela às tantas diz: "Chega! Eu não quero que tu me dês soluções. Eu só quero que tu oiças o que eu tenho para dizer."
Ela já tem a solução.
E a partir daí, tu nunca mais foste o mesmo.
E eu fiquei: "Então é isso." E a partir daí, basicamente, quando ela vem com as suas questões, como eu tenho as minhas, eu digo: "Sim, senhora, é verdade. Tens toda a razão."
Isso, fala.
Anuir, é isso?
Não, não é isso. Falando a sério, é validar, porque às vezes aquilo que nós queremos não são respostas, são validações.
A verdade é desabafar, só querem desabafar. Ter a atenção.
É validar, é compreender que aquilo que tu estás a passar é real. Portanto, muitas vezes a minha mulher está a dizer uma coisa e eu: "É verdade, tens razão para estar assim. Isso foi uma grande porcaria, para não dizer outra coisa. Tens toda a razão para estar assim. Não é o momento de estar a encontrar respostas para isso, nem encontrar soluções. É o momento para estar a viver essas emoções e depois logo conversamos." E por isso é que eu estou há 20 e tal anos nisto. Mas só para pegar no conselho. Eu acho que às vezes anuir não basta. Já me aconteceu várias vezes.
Pois não.
Eu concordo, tu tens razão. Mas concordas por quê? É isso mesmo.
Sim, e virar costas, não.
Mas eu quero saber o que tu pensas.
E quer que uma pessoa responda na instantânea.
Eu penso como tu, eu concordo. Não, eu quero ouvir nas tuas palavras. "Não, está bem." Mas se as tuas palavras estão boas, para que eu vou dizer as minhas? Devíamos mandar vir.
Tu disseste: "Meu amor."
Mas a tua mulher não é a Catarina do Raminhos, que não quer saber do Raminhos, só quer ser ouvida.
Infelizmente.
E a tua experiência com uma mulher 20 anos mais nova é diferente?
Olha, é diferente, porque se eu vir costas, a coisa começa a ficar apimentada. Aquela: "O quê? Estás-me a desprezar? É isso? É isso que tu queres? Então espera lá." Depois começa a tirar a roupa e tal, não sei o quê, depois a gente faz as pazes e não discutimos. Aí está.
Nunca vi um casal com um bebé que pinasse tanto entre si. É mentira. É tudo mentira. Eu acho que vou chamar os serviços sociais.
Isto é muito "Romântica Idade."
Eu temo pela segurança desta criança.
Não, eu acho que para já, nunca viro costas, mas também tenho o meu mau feitio. Às vezes eu também explodo rapidamente.
O que é que te faz explodir? Conte-se agora.
Não, os homens são mais pragmáticos, mais simples. Às vezes a resolução do problema é, se não podes fazer nada, se não tens hipótese de fazer nada, é deixar ir, é deixar passar e não vale a pena estares a chatear por causa disso.
Mas também acho o contrário.
A idade, sim.
Mas é ouvir. É ouvires aquilo que outra pessoa está a dizer, dás a tua opinião, que às vezes não vale nada, porque a pessoa já está tão focada na solução, ou melhor, já está tão focada que não te ouve.
Eu só dou opinião a partir de agora, quando quero. Quando me diz: "Quero ouvir a tua opinião."
É pôr para o outro lado. "O que tu achas que é melhor fazer?" E ela diz: "Olha, eu gostava de fazer isto." E assim: "Olha, pode ser. Se estivesse no teu lugar, eu fazia isto." E dar ali uma escolha 50/50, como se faz com os miúdos pequeninos. "Olha, queres ir tomar banho? Queres ir ao colo ou queres ir a pé?"
Os meus advogados advertiram para partilhar convosco que eu não me revejo nas palavras. Eu tinha um problema com a minha irmã. A minha irmã é sete anos mais velha do que eu, e já era uma jovem adulta. Eu devia ter os meus 15, 16. E às vezes discutia com a minha irmã e ela dizia-me qualquer coisa e eu dizia: "Sim, tens razão. Está tudo ok, desculpa." E ela ficava danada.
Isto às vezes pode ser tão irritante.
Ficava danada. Mas por que é irritante?
Porque é mesmo, parece que não estás a ouvir nada e que é só para despachar o assunto. Mas ele está com a razão. É isso.
Mas lá estamos. Eu estou a ser sincero, eu estou a dizer: "Olha, tens razão, desculpa." E ela começava: "Mas por que não discutes comigo?" Eu sempre: "Eu não quero discutir, porque eu acho que tens razão."
Será que nós nunca estamos satisfeitas?
Eu acho que é mais isso. Qual é a necessidade de querer discutir, então? Há sempre aquela velha máxima do Groucho Marx, que nós podemos adotar. Desculpa, só dizer uma coisa. Para quem não está a ver, a Maria João ficou só incomodada. Eu não estou a discutir com ela, nem faz parte. E só de eu dizer: "Tens razão," ela ficou incomodada.
Eu, porque me recordo de várias situações, em que me parece que é só para despachar o assunto. "Sim, sim, tens razão."
Desculpa, sim, para seguirmos em frente.
Parece que até ouvimos desta maneira.
Mas vocês os dois, no final, terão sempre o Benfica. Portanto, qualquer discussão que há, vocês os dois, no final...
A perspetiva masculina em relação a este complexo assunto deveria ser aquela máxima do Groucho Marx: "Querida, estes são os meus princípios. E se não gostares, tenho outros." Exato.
Adaptam-se. Mulheres deste país, o que é que gostavam de perguntar aos homens de uma certa idade? Sem medo, eles têm resposta para tudo, como se ouviu aqui. Envie a sua pergunta para ouvinte@observador.pt ou então por WhatsApp para o 910 024 185. Regressamos de hoje a oito, até lá já sabe que à sexta há novo episódio. O que é que vão falar esta semana?
Primeiro com sponsor.
É o primeiro com sponsor.
Tem sponsor? Qual é o sponsor?
Vivrolândia.
Tudo a vibrar.
Tudo a vibrar sempre. Vida vibrada. Só faz sentido a vibrar.
A Vivrolândia olhou para estes três pedaços de carne e pensou: "Sim, é com eles que nós vamos vender erotismo."
Com estes sedutores. E o tema desta sexta-feira é: o que farias se fosses mulher por um dia?
Olha, tudo a ver.
Sim.
É na sexta. "Elas Exigem Saber," regressa na terça. Até lá.
Até lá.
Homens de uma certa idade. Homens de uma certa idade. O Borges, o Horácio e o Raminhos estão na Rádio Observador, porque já são homens de uma certa idade.