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Esta semana, no Isto Não Passa na Rádio, o tema é: Canções para peregrinações.

Por este rio acima. Deixando para trás a côncava funda da casa do fumo. Cheguei perto do sonho, flutuando nas águas do rio dos céus. Escorre o gengibre e o mel, sedas, porcelanas, pimenta e canela. Recebendo ofertas de músicas suaves em nossas orelhas. Leve como o ar, a terra a navegar. Meu bem, como eu vou. Por este rio acima. Por este rio acima. Os barcos vão pintados de muitas pinturas, descrevem varandas. Os cabelos de Inês desenham memórias ao longo da água. Bosques enfeitiçados, soltos laranjeiras, campinas de trios. Amores repartidos afagam as dores quando são sentidos. Monstros adormecidos na esfera do fogo. Como nasce a paz. Por este rio acima. Meu sonho quando eu te quero, eu nem sei, eu nem sei. Fica um bocadinho mais que eu também, que eu também, meu bem. Meu sonho quando eu te quero, eu nem sei, eu nem sei. Fica um bocadinho mais que eu também, que eu também, meu bem. Por este rio acima. Isto que é de uns também é de outros, não é mais nem menos. Nascidos foram todos do suor da femea, do calor do macho. Aquilo que uns tratam não hão de tratar outros de outra coisa. Pois o que vende o fresco não tem o salgado, nem também o seco. Na terra em harmonia perfeita, suave das margens do rio. Por este rio acima. Meu sonho quando eu te quero, eu nem sei, eu nem sei. Fica um bocadinho mais que eu também, que eu também, meu bem. Meu sonho quando eu te quero, eu nem sei, eu nem sei. Fica um bocadinho mais que eu também, que eu também, meu bem. Por este rio acima. Deixando para trás a côncava funda da casa do fumo. Cheguei perto do sonho, flutuando nas águas do rio dos céus. Escorre o gengibre e o mel, sedas, porcelanas, pimenta e canela. Recebendo ofertas de músicas suaves em nossas orelhas. Leve como o ar, a terra a navegar. Meu bem, como eu vou. Por este rio acima.

Fausto, na abertura do Isto Não Passa na Rádio, "Por este rio acima", escolha do Tiago Pereira num programa em que temos canções para peregrinações, por isso esta parece-me fazer todo sentido. Parabéns por esta escolha, Tiago.

Parabéns. Eu diria que é uma ótima escolha, porque a canção é ótima, mas é a escolha mais preguiçosa que podia haver. Todos dizem uma canção sobre peregrinações. E a pessoa vai e escolhe a canção que dá título ao álbum, que é inspirado pelo livro "Peregrinação".

"Peregrinação".

É preciso ser preguiçoso.

É verdade.

Tive sorte.

Espera aí que eu acho que vou bater esse nível de preguiça.

Sabes que esta é a canção que abre o segundo disco do álbum. E está em mar alto.

É um disco também que fala de uma epopeia.

Sim, mas ele aqui está claramente em altas, em vários sentidos. Eu acho isto extraordinário.

É um dos melhores discos da música portuguesa de todos os tempos.

Por que não dizê-lo? Agora já está.

Agora já está. Queres mais preguiçoso que isso?

Não consegues.

De alguma forma também escolhemos este tema pela passagem, mais uma peregrinação a Fátima, mais um 13 de maio que se assinalou esta semana.

Também é muito ilustrativo da nossa dinâmica de escolha de temas.

De temas. Claro. E por isso é que eu escolhi uma artista chamada Fátima Yamaha. Tu gostas do nome Fátima Yamaha?

Yamaha como...

Como os tecladosComo as motas?

Ou as motas.

Motas ou motos?

Como quiser.

Fátima Yamaha é, no entanto, um homem. Blasfémia! Chama-se Bas Bron e eu creio que é dos Países Baixos. Ele nasceu em Amesterdão, é um produtor de música eletrónica que colabora com muita gente, inclusive com um francês chamado Breakbot, e que eu gosto muito, que é de uma editora chamada Head Banger. Como é que se chama a editora francesa que lança tudo o que interessa saber da música francesa? Head Banger.

Então é Head Banger.

Head Banger. E gosto muito desta música. Há aqui também uma chanson de alguma penitência. Eu acho que as pessoas podem olhar para uma peregrinação também como uma espécie de penitência, uma espécie de pedido de perdão.

Pode ser.

E ele fala nisso aqui durante esta canção chamada "Too Good For Me": too good for a sinner like me. Pode fazer sentido numa peregrinação. A Fátima, neste caso.

Por exemplo.

"Too Good For Me", mistura de Fátima Yamaha para Breakbot. Uma canção que chega a este programa com este tema: canções para peregrinação. Em mais uma semana de peregrinação a Fátima, trouxemos um artista neerlandês que usa este nome de Fátima Yamaha.

Tu pensas em tudo.

Não podia ter sido mais preguiçoso. E agora, peregrinações a Jesus, espero que haja muitas. Principalmente, não sei se alguma feita por Kanye West, a tua próxima escolha, Tiago.

O Kanye West-

Anda à procura de redenção, não é?

Enfim, não está fácil. O Kanye West parece estar numa peregrinação interminável. Já desde há uns anos, numa série de polémicas, por causa das coisas que diz, umas menos inteligentes, outras pior ainda. Agora há sítios onde não consegue marcar concertos, porque as pessoas não estão para isso.

Mas vai tocar no Algarve, não é?

Pensa que sim, vamos ver. E eu lembrei-me que, para quem não se lembra, e para lá dessas coisas todas, o Kanye West fez música extraordinária ao longo da sua vida. Em 2004, lançou o álbum "The College Dropout", que é o primeiro álbum dele, e tinha esta canção, "Jesus Walks", que além de ser uma grande canção, era uma canção em que ele fazia coisas boas muito óbvias, condenava o racismo e

Não sei o quê e a bandidagem. E depois tinha umas tiradas que ficaram para sempre um pouco dúbias em relação ao seu relacionamento com a religião e com a figura de Jesus. Ele não fundou uma igreja? A determinada altura, naquele rancho isolado no meio da América. Se ele não quis. Em que faziam peregrinações até lá. Já houve várias ocasiões em que se assumiu. Já mudou o nome várias vezes. Já foi Yeezus. Pois é. Pronto, ele já se assumiu como uma espécie de profeta ou messias. Isto é tudo muito complexo, mas eu achei que era uma ótima oportunidade para recordar aquilo que, em bom português, se costuma chamar de um grande malhão. "Jesus Walks", Kanye West, escolha do Tiago Pereira neste programa com canções para uma peregrinação. E Tiago trouxe o George Harrison. Primeiro, porque é um homem que tem um lado espiritual muito latente, não é? Tinha, coitado. Tinha, verdade. Para mim ainda tem. Pronto. E nesta "My Sweet Lord", talvez um dos seus temas mais conhecidos de 1970, há aqui uma mistura entre aleluia e Hare Krishna. É uma canção muito ecumênica. E também tem esse lado de várias peregrinações que o próprio fez à Índia. Tem a particularidade esta canção de ter sido produzida por Phil Spector, no seu famoso Wall of Sound, e várias participações de luxo: Ringo Starr, Eric Clapton, Bobby Whitlock, Gary Brooker, alguns dos nomes que também entram nesta "My Sweet Lord", George Harrison. E já regressamos com mais canções para peregrinações. "Canções para peregrinações" é este o tema no Isto Não Passa na Rádio West desta semana.

É um título difícil.

É, mas nós somos profissionais.

Exato.

Claro. Tiago, tens Cass McCombs. Por que te lembraste de Cass McCombs durante uma peregrinação? Às vezes as peregrinações resultam de promessas. Fizeste uma promessa?

Sim, peregrinação. Eu associo várias coisas à palavra, há aquela mais óbvia: vamos todos em peregrinação até algum lado, portanto, uma viagem, um caminho.

Até ao café.

Exato. Muitas vezes, na maior parte das vezes, também a associação é religiosa. O peregrino é aquele que vai a caminho de algum lado com o objetivo de redimir os pecados, o objetivo da santificação.

Aqueles da América não eram? Que atravessavam a América.

Pois, há esses peregrinos.

Há esses peregrinos americanos.

Ao lado da descoberta.

Esses também iam evangelizar.

Sim, tinham esse lado, mas também há o lado do desconhecido. E no meio disto tudo, o Cass McCombs, no seu álbum de 2022, tem uma cantiga que se chama "Belong to Heaven", que é uma canção que ele escreveu dedicando a um amigo que tinha morrido há pouco tempo. E eu lembrei-me disso porque é uma canção sobre alguém que foi na sua derradeira peregrinação, se assim quiseres chamar. E além disso, já não trazíamos aqui o Cass McCombs há muito tempo, que é um tipo que eu aprecio muito e que não trabalha a canção da forma mais óbvia, apesar de depois aquilo fazer todo sentido ao ouvido. Eu acho que é uma arte muito difícil e que ele trabalha muito bem.

I remember you on the street at night. All glitter and chain mail but no time to fight. A grease fire burning bright, now you belong to heaven. Always stealing from the police. A rosary of doseckey speeds. Instant film from the grocery, now you belong to heaven. Music was all we needed. Yeah, you've got to give it away to keep it. You surrendered undefeated, now you belong to heaven. Ooh, now you belong to heaven. Ooh, now you belong to heaven. Ooh, now you belong to heaven. You were totally lunar. You had a gallows that set me off and you gallows humor. Wish I had met you sooner, now you belong to heaven. For all the questions I wanna ask. I hope that you find peace at last. While the world keeps turning fast, so far away from heaven. Ooh, so far away from heaven. Ooh, so far away from heaven. Ooh, so far away from heaven. So far away from all that now. I guess it doesn't matter anyhow. How now, brown cow? How is heaven? Through all your madness and magic and stuff. I wonder if heaven has finally called your bluff. Call me anytime for bail from the jail in heaven. Ooh, now you belong to heaven. Ooh, now you belong to heaven. Ooh, now you belong to heaven. Ooh, now you belong to heaven. Ooh, now you belong to heaven.

"Belong to Heaven", Cass McCombs, escolha do Tiago Pereira no Isto Não Passa na Rádio. Sim, tem aqui muitos temas religiosos, não é? O céu.

Sim, se calhar mais transcendentais até. Quer dizer, mas a ideia de heaven, de paraíso, é uma coisa muito católico-cristã.

É verdade. Muito bem. Tenho aqui uma outra sugestão que creio que até já passei neste programa a propósito de um outro tema. Falo de Isabel Silvestre e do tema "A Gente Não Lê". É um original de Rui Veloso e Carlos T. Em 1996, a Isabel Silvestre canta isto num disco e eu desde então que sou apaixonado pela Isabel Silvestre.

Pronto.

Primeiro porque acho que é uma senhora muito simpática. Professora do ensino primário. Não sabia disto e acho que faz todo o sentido. Imaginável. E se eu um dia fizer uma peregrinação, que eu não gosto muito de andar a pé, por razões físico, coisas. Preferia de bicicleta.

Sim, mas podes gostar.

Se a Isabel Silvestre fosse num grupo de jovens, não é? Santiago de Compostela. Pode ser a Lourdes, França. Se a Isabel Silvestre fosse à minha frente a cantar.

Ao Bom Jesus.

Ao Bom Jesus.

São Mamede.

São Mamede também, comer um bacalhau à Braga. É um tipo de peregrinação.

Bora!

Para essas tu já ias, não é, Tiago?

Tu não vou.

No entanto, esta canção tem esse lado muito rural de um Portugal mais profundo, da senhora da aldeia, do rezar o terço ao fim da tarde, do norte, do interior. Ela, que é também a voz de pronúncia do norte dos GNR, estava aqui a ler na página da Wikipedia dedicada à Isabel Silvestre, que ela participa em "Pangeia", o hino da Expo 98, composto por Nuno Rebelo. Olha, disto é que eu não sabia.

Pois é.

Muito bem. Isabel Silvestre com "A Gente Não Lê". Temos canções para peregrinações esta semana.

Ai, Senhor das Furnas, que escuro vai dentro de nós. Rezar o terço ao fim da tarde, só pra espantar a solidão. E rogar a Deus que nos guarde, confiar o destino na mão. Que adianta saber as marés, os frutos e as sementeiras? Tratar por tu

Falar o dialeto da terra. Conhecer-lhe o corpo pelos sinais. E do resto entender mal. Soletrar, assinar em cruz. Não ver os vultos furtivos. Que nos tamam por trás de luz. Ai, Senhor das Furnas. Que escuro vai dentro de nós. A gente morre logo ao nascer. Com olhos rasos de lesílias. De boca em boca passando o saber. Com os provérbios que ficam nas ílias. De que nos vale esta pureza. Se ler ficasse pedreira. Agita-se a solidão cá no fundo. Fica-se sentado à soleira. A ouvir os ruídos do mundo. E entendê-los à nossa maneira. Carregar a superstição. De ser pequeno, ser ninguém. Mas não quebrar a tradição. Que dos nossos avós já vem.

"A Gente Não Lê", Isabel Silvestre, em 1996, de Manhouce para a Rádio Observador e para o Isto Não Passa na Rádio esta semana. Uma peregrinação da região de São Pedro do Sul até ao bairro de Alvalade.

Estás a ver? A água aqui também é tão boa.

É verdade. Eu adoro esta canção. Gosto muito da letra desta canção. Acho que é um belíssimo retrato destas mulheres, destas senhoras do interior do país, destas avós de Portugal. E a Isabel Silvestre é a avó de Portugal. Gilberto Gil vem de um país de fé, aqui trazido pelo Tiago Pereira, precisamente com uma canção chamada "Andar com Fé".

Sim, eu acho que é em Manhouce que há uma espécie de queda de água, depois faz um sítio onde a malta dá mergulhos, que é o Poço Negro.

Ok.

E recomendo.

Ok. Já foste feliz lá, portanto.

Já.

Já mergulhaste.

Sim. Enfim.

Muito fria a água.

Ui!

Nesses sítios é gelo.

Como é que eu posso dizer isso sem usar palavras más? Mas vale a pena. Vale a pena o caminho até lá. Eu comecei com uma escolha óbvia e a minha última escolha também é óbvia, porque é uma das canções mais populares do Gilberto Gil, chama-se "Andar com Fé", 1982. Vamos lá ver se a gente se entende. "Andar com Fé".

Claro.

É basicamente uma das definições de peregrinação. Aqui nesta cantiga tem um bom balanço. O Gilberto Gil é um tipo que consegue misturar diferentes ritmos num só. É uma das suas várias e grandes virtudes. E aqui também há um lado que é a fé em questão. Pode ser uma que te seja muito particular, Nelson. Não tem que ser a mais óbvia ou a mais religiosa ou a mais dogmática, seja o que for. Podes escolher a tua e a tua vai estar certa, pelo menos para ti.

Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar. Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar. Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar. Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar. Que a fé está na mulher, a fé está na cobra coral. Oh, num pedaço de pão. A fé está na maré, está na lâmina de um punhal. Oh, na luz, na escuridão. Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falharA fé tá na manhã, a fé tá no anoitecer. No calor do verão. A fé tá viva e sã, a fé também tá pra morrer. Triste na solidão. Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar. Ô, menina. Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar. Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar. Ô, lala. Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar. Certo ou errado, a fé vai onde quer que eu vá. A pé ou de avião. Mesmo a quem não tem fé, a fé costuma acompanhar. Pelo sim, pelo não. Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar. Ô, menina. Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar. Ô, lala. Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar. Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar.

E da Bahia, para o Isto Não Passa na Rádio, Gilberto Gil, Andar com Fé é a definição de peregrinação, como disse o Tiago Pereira.

É uma das.

É uma das. Esteve em abril no Coliseu do Porto, Gilberto Gil. Acho que passa pelo Cool Jazz este julho. E há depois um concerto em outubro também já anunciado, que se chama precisamente Ópera Canção, com Gilberto Gil e Aldo Brizzi, com o Núcleo de Ópera da Bahia. É um concerto especial em Lisboa, Coliseu dos Recreios, a 10 de outubro.

É o Amor Azul.

É Amor Azul. E ele está assim com as mãos de quem está a rezar na fotografia. Por isso, pode ser também uma boa peregrinação a fazer.

Ide.

Ide. Vou fechar este programa esta semana com os Blur. E por quê? Porque os Blur têm a melhor canção de grupo de jovens de sempre. É Tender, do álbum 13.

Quando os Blur vieram ao Primavera Sound em 2013, foi a segunda edição do Primavera Sound na altura, se não estou enganado.

Foi um momento de comunhão, foi esta canção?

Não estás a perceber.

Imagino.

Se bem me lembro, a última foi o The Universal.

Boa. Gosto muito dessa.

Isso é insuperável. Mas para que esta conversa toda? Porque foi um regresso na altura, foi um regresso pra muita gente e foi uma oportunidade pra muita gente que nunca tinha visto os Blur e eu senti uma enorme peregrinação ao Parque da Cidade pra ver o concerto.

E esta canção tem esta particularidade do sing along, de dar para cantarlar com "come on, come on".

Ou podes só fazer lá-lá-lá.

Claro, mas é ótima e eu acho que pra uma caminhada rumo a um local de culto, parece-me bastante apropriado. Ide em paz.

E que a música vos acompanhe.

E que a música vos acompanhe. Pra semana estamos de regresso com mais um Isto Não Passa na Rádio. Um abraço, Tiago.

Até pra semana.

Tender is the night, lying by your side. Tender is the touch of someone that you love too much. Tender is the day, the demons go away. Lord, I need to find someone who can heal my mind. Come on, come on, come on, get through it. Come on, come on, come on, love's the greatest thing. Come on, come on, come on, get through it. Come on, come on, come on, love's the greatest thing that we have. I'm waiting for that feeling, waiting for that feeling, waiting for that feeling to come. Oh, my baby. Oh, my baby. Oh, why? Oh, my. Oh, my baby. Oh, my baby. Oh, why? Oh, my. Tender is the ghost, the ghost I love the most. Hiding from the sun, just waiting for the night to come. Tender is my heart, it's screwing up my life. Lord, I need to find someone who can give

Come on, come on, come on Love’s the greatest thing Come on, come on, come on Get through it Come on, come on, come on Love’s the greatest thing that we have I’m waiting for that feeling Waiting for that feeling Waiting for that feeling to come Oh, my baby Oh, my baby Oh, why? Oh, my Oh, my baby Oh, my baby Oh, why? Oh, my Come on, come on, come on Get through it Come on, come on, come on Love’s the greatest thing Come on, come on, come on Get through it Come on, come on, come on Love’s the greatest thing that we have I’m waiting for that feeling Waiting for that feeling Waiting for that feeling to come Oh, my baby Oh, my baby Oh, why Oh, my Oh, my baby Baby Oh, why Oh, my Oh, my baby Oh, my baby Oh, why Oh, my You and me Oh, my baby Oh, my baby Oh, why Oh, my , you and me Oh, my baby Oh, my baby Ooh Ooh Oh, my baby Oh, my baby Ooh Ooh