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Vamos ter mais um Jet Lag nas manhãs 360 com Filomena Martins. Bom dia, Filomena.
Bom dia.
Onde começamos a viagem de hoje?
Hoje vamos começar no Lesotho. São mais duas horas e vamos começar com uma história muito séria, porque a primeira-dama do país, Maesaiah Thabane, foi considerada ontem suspeita da morte da ex-mulher do seu marido, Thomas Thabane, que é o primeiro-ministro de Lesotho. O assassino da Lipolelo, a ex-mulher, aconteceu em 2017. Ela foi morta a tiro de noite, quando voltava pra casa, alegadamente por desconhecidos. E isto aconteceu dois dias antes do primeiro-ministro tomar posse pela segunda vez na carreira. Na altura, os dois, que já estavam separados há uns anos, viviam ainda um processo de divórcio complicado. Olha, mas as suspeitas foram logo indicadas neste caso? Não, começaram só no final deste ano. Na altura, o Lesotho vinha de anos de instabilidade política e este primeiro-ministro conseguiu fazer um governo de coligação, que foi muito bem visto. Tudo correu bem, apesar do mistério da morte da sua ex-mulher. Só que agora o caso está a causar mais uma grave crise política nesta pequena monarquia constitucional africana. O Thomas Thabane está praticamente fora do cargo, porque o seu partido já admitiu a demissão, apesar dele ainda não ter renunciado oficialmente. Diz-se que ele tentou demitir o diretor da polícia por este estar a investigar a primeira-dama, e ele próprio, que já tem 80 anos, foi interrogado. Depois, foi emitido um mandado pra sua mulher, ela tem 42 anos. Ela tinha fugido pra vizinha África do Sul logo no início do mês. Mas há provas neste caso? Parece que sim. O diretor da polícia diz que houve chamadas do telefone do próprio primeiro-ministro feitas no local do homicídio. E a mulher deve ficar hoje a saber se fica detida, o que deve acontecer, porque há risco de fuga. Portanto, vai vir aqui uma história, digamos, com contornos bastante criminais.
E vamos ficar à espera dos desenvolvimentos, não é?
Vamos.
Filomena, e depois de Lesotho?
Pronto, vamos aqui pra Espanha, mais uma hora, e vamos mudar de assunto completamente e vou vos dizer que desta não têm escapatória, não vão conseguir negar. Eu tenho a certeza que todos já fizeram isto. Quem é que ainda nunca travou antes de saber onde está um radar e logo a seguir acelerou?
Todos os dias. Não estou a ver.
Várias vezes ao dia, basicamente.
Vocês não sabem o que estão a dizer.
A Carla não sabe o que é um radar. Radar, o que é isso? Mas a questão é: dá pra fazer de outra maneira? Não sei. Eu faço sempre assim, pensava que era assim. Pois olha, meus caros amigos, se passarem a fronteira, tenham cuidado. Em Espanha e no Soho está radares que detectam quem faz isto.
Olha, isso é que é pior.
Radases radares. O silêncio sepulcral que ficou nesse estúdio. O melhor nesses casos é sorrir pra fotografia. É melhor. A experiência já está a ser feita em várias cidades e vai ser alargada a todo o país e não deve demorar a chegar cá, digo eu. Por isso, uma das técnicas mais usadas pra fugir às multas de trânsito vai acabar. Os novos modelos chamam-se radares em cascata, não sei por quê, e quando o condutor acelera depois de um radar fixo, haverá um radar móvel que regista a velocidade.
Estão a tirar a piada toda isto.
É verdade.
É só o que eu digo. Há certas evoluções tecnológicas que eu não percebo por que são criadas. E isto vai mesmo funcionar? Deve haver aqui um truque qualquer pra dar a volta aos radares que é em cascata. Deve haver.
Nós vamos inventar isto. Olha, eu acho que vai funcionar pros próprios espanhóis pra começar. Não só por causa das multas, como porque estes radares móveis em cascata são mais baratos que os fixos e ainda por cima porque a tolerância pro limite de velocidade vai ser só de sete km/h.
Bem, mas aposto que são mais frágeis também, estragam-se mais rapidamente.
E só pra saberem, até agosto do ano passado, 43 mil portugueses tinham sido multados em Espanha. Poxa. E olhem que as infrações nos países europeus são punidas com perda entre 100 a 600 pontos na carta portuguesa. Aquilo depois é reduzido pra uns pontinhos mais pequenos, mas não sei como é que isso funciona. Pode ser que haja desconto de quantidade. Pode ser, mas aquele truquezinho da gente ir muito devagarinho ali ao pé do radar e depois a seguir acabou. Sempre a controlar o radar pelo retrovisor. Nem em cascata a coisa vai funcionar.
Oh, Filomena, que má notícia que tu nos trouxeste.
Não sei, eu comecei com uma história tão forte.
Esta também valou.
Esta valou.
Vamos a uma história melhor, e onde?
Esta é melhor. Acabamos no Iowa, nos Estados Unidos, são menos cinco horas, onde uma mulher conseguiu encontrar o cão que tinha perdido há dois anos graças a uma lata de cerveja. Isso não fez muito sentido.
Não estou a ver a ligação.
Não foi por causa dos anúncios do Super Bowl, vou já dizer. O Hazel, assim se chamava o bicho, desapareceu do quintal dela em maio de 2017 e há uns dias ela viu nas redes sociais umas latas de cerveja com fotos de cães e reconheceu um dos focinhos.
Bem.
Era uma campanha da internet de uma cervejaria na Flórida, a 1600 km de distância, e através das fotos nas latas de cerveja que colocavam nas redes sociais, eles procuravam que os cães de um abrigo local fossem adotados. E o Hazel, sabe-se lá como, tinha atravessado o país, estava entre esses animais. Já tinha era um nome diferente, passara a chamar-se Day Day. Quis mudar de vida, certamente. Seguramente. Não sabe dizer. É verdade, há quem queira.
Mas percebeu-se o que o Hazel quis fazer sozinho, essa viagem tão grande, percebe-se como é que ele lá foi parar?
Não, isso não. Sabe-se que ele desapareceu no Iowa E que a dona andou à procura dias e dias sem o encontrar de maneira nenhuma. Ao fim de uns tempos, ela mudou-se para o Minnesota e perdeu a esperança de ele voltar a casa, ainda que fosse ligando aos novos proprietários da casa de vez em quando, à espera que ele lá aparecesse. Quando ele foi levado para aquele canil na Flórida, eles ainda usaram os dados do microchip para ver se encontravam os donos dele. Mas só lá estava o telefone e o telefone já estava desatualizado. E é aqui que entra a cervejaria. E eu diria que não foi a cervejaria, foi a cervejaria e a Ela das Generas. Mas como é que isso entra aqui?
A história está a ficar mais confusa.
Porque os Cães Cerveja, vamos chamar-lhes assim, apareceram no famoso programa da apresentadora e o feed do Facebook tornou a medida viral, porque as cervejas com as fotos dos cães, terem entrado e terem sido divulgadas no programa dela, tornaram-se, obviamente, um grande acontecimento. Apareceram em todo lado, quanto era Facebook a dizer que a medida era extraordinária, e ela quando mal reconheceu o focinho do cão dela, escreveu logo que era aquele o cão dela, antes que alguém o adotasse, e com medo que alguém o adotasse. Depois responderam-lhe, ela teve de provar com fotos e registos que era mesmo o cão dela. Lá lhe disseram que sim e agora vai buscá-lo e fazer-lhe a festa dos sete anos, porque ele vai fazer sete anos.
Vem sempre a tempo.
Precisa de festas. E acaba uma bela história assim. E acaba uma bela história de festas das fotos de uma cervejaria. E depois bebem os dois uma boa cerveja.
Exato.
Eu espero que sim, é o que eu ia dizer. No final, com cerveja, espero eu, pelo menos para a dona.
Filomena, e a música para hoje?
Hoje vamos-nos divertir. Vamos cantar o "Let the Dogs Out", porque foi o que ela fez. E é do Baha Men. Olá, como é que o senhor se chama? E portanto vamos ver isto, está bem?
Vamos ouvir então. Jet Lag com Filomena Martins nas manhãs 360 e sempre em podcast. Até já, Filomena.
Divirtam-se até às notícias, está bem? Até já.