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Muito boa tarde, bem-vindo ao K4, é o 41º e o sexto desta segunda temporada da montra da cultura moderna e contemporânea da Rádio Observador. Eu sou o João Paulo Sacadura e, como é habitual, arranco o K4 na companhia de alguém ligado ao mundo da arte. No fim, sugiro-lhe três posições que incluem toda uma coletiva que cabe num só trabalho, um Nobel em cartoons e também livros molhados numa cisterna. A fechar, conto-lhe a história de uma pintura que foi vendida não com moldura, mas com a casa toda agarrada. Comigo está Pedro Carrasco, um designer que se tornou galerista e abriu duas galerias, uma em Lisboa e outra em Madrid. Olá, Pedro, e muito obrigado por estares em direto conosco, em direto de Madrid. Bem-vindo e obrigado por teres aceitado este convite do Observador. Pedro, tu és um designer de formação, tiraste o curso no IADE. Logo a seguir, foste convidado para dar aulas e durante uma série de anos foste professor do IADE. Tinhas uma carreira de quê? Vinte e tal anos como designer, certo?
Sim, efetivamente, antes de iniciar este projeto galerístico, sim, uns 20 e muitos, já há quase-
Quase três décadas
...25 anos. Sim, quase três décadas.
Até que de repente decidiste dedicar-te à tua paixão da arte. Tu tinhas já este bichinho da plataforma, de dar a conhecer artistas, de vender arte. O que te seduzia nesta área? Não é uma área fácil, é muito concorrencial, é complicado. O que te decidiu dar esse passo?
O processo, de facto, até foi um pouco mais lento. Eu só consegui aperceber-me disso, efetivamente, há algum tempo. Consegui identificar bem mais ou menos a época, iniciou-se cerca de nove anos antes. Digamos que nove anos antes eu comecei a perceber que gostaria de, projetando a minha vida profissional uns anos mais tarde, de fazer algo diferente do que estava a fazer em termos de design, e o que tinha feito entretanto já em todos aqueles anos para trás. Mas nunca sem saber exatamente o quê, à procura, sem estar numa procura ativa, mas digamos que atento. E demorei efetivamente algum tempo até perceber que seria alguma coisa muito natural e que esteve sempre ali ao meu lado, lateralmente, na minha vida.
Exatamente. É muito engraçado, porque tu estiveste a trabalhar em empresas, Elastic Concepts, e trabalhavas com marcas internacionais, marcas-chave, até na indústria farmacêutica, nos seguros.
Sim.
Tu eras designer de comunicação, portanto fazias mudanças de marca, lançamentos de marcas de sucesso. Tinhas e continuas a ter essa paixão pela criatividade, isso é muito importante, que isso é uma coisa que nunca te deixou. Até que, de repente, entregaste: "Vou ser galerista". Abriste esta galeria. E agora é muito curioso, tu chamas-te Pedro Carrasco e encontraste um espaço com uma grande coincidência. Conta-me lá.
Sim, isso foi efetivamente uma coincidência. No momento em que eu estava à procura de um espaço em Lisboa, estamos a falar de 2017 pra 2018, portanto, numa altura em que o preço imobiliário estava ou está, ou estava naquela altura, efetivamente, num pico.
Alto, exato.
E obviamente, tive que pontuar todas as circunstâncias em termos de espaço, de área, de segurança, localização, etc.
Tu já estavas a apontar para aquela zona de São Bento, ou não?
Mais ou menos.
Gostavas que fosse ali ou pro Bairro Alto, ou pro Independente, assim umas zonas mais...
Sim, isso tem a ver também um pouco com a frequência e a distribuição das galerias. Embora em Lisboa elas não estejam todas muito concentradas, nunca estão absolutamente concentradas, mas seria mais ou menos por ali. Efetivamente, eu estava em posições com outro espaço maior, com condições fantásticas, etc, também com custos superiores. Depois aquilo desenvolveu-se num processo um pouquinho mais complicado, quase um leilão, e eu de repente aborreci, porque achei que entrar em leilões seria um pouco absurdo. E quando, de repente, vejo um espaço que me pareceu interessante, mas não sabia onde era. E venho a descobrir que era o Beco do Carrasco.
Beco do Carrasco, que é extraordinário.
É o único espaço comercial que havia naquele espaço, com condições completamente diferentes, bastante mais pequenos, talvez numa área não tão prime, numa área não tão melhor como eu estaria a imaginar. Mas fiquei confrontado com uma situação que foi incidental.
Muito gira.
E escolhi por aí, porque pensei: "Mais tarde eu posso mudar. Se eu não começo por aqui, eu vou ficar sempre a pensar naquele cantinho pequenino".
Portanto, a Carrasco Arte funciona no Beco do Carrasco, número 12, em Lisboa. Foi inaugurado em 22 de junho de 2018. E a tua ideia era fazer o espaço, no fundo, uma plataforma. A tua ideia ao criar esta galeria, e depois a de Madrid, já lá vamos, é criar uma plataforma pra ligar as pessoas à arte contemporânea, uma divulgação de produções no setor das indústrias criativas. Mas, portanto, não é só da pintura. Também é do design, do mobiliário, da edição. Tens até uns bons contactos com uma empresa mobiliária do norte. Isto tudo é importante porque tu também fazes questão de mostrar outras áreas criativas, que não só a pintura ou a escultura.
Sim. Efetivamente, a Galeria Carrasco funciona como um projeto galerístico que tem na sua forma normal, habitual de trabalho, essencialmente, muitas coisas em comum com todas as galerias. Mas como todos os projetos galerísticos, são, naturalmente, ou na maior parte dos casos, projetos muito individuais, porque dependem muito da sua direção, das pessoas que estão à frente, e neste caso, a galeria não foge a essa regra inicial. No entanto, para além de estar a ser e querer ser, de um certo modo, transversal relativamente às propostas artísticas que pretendo apresentar, dar corpo e fazer desenvolver, há outras áreas que me interessa trazer para a galeria, porque ao trazer essas áreas, eu consigo fazer uma fusão e uma junção de diferentes públicos Muitas vezes com gostos e com interesses práticos, podem ser perfeitamente compradores de obras de arte. Já são colecionadores alguns. Outros poderão ser e não sabem, mas que os posso cadenciar e captar e, com isso, dar uma envolvência diferente a um projeto que é obviamente comercial, é um projeto com fins lucrativos também no final. Sendo que o lucro e os fins lucrativos começam no início e em todo o processo, sendo que o objetivo é obviamente que haja um benefício para o artista e para a sua carreira e para o seu desenvolvimento de carreira, e financeiro também para ambas as partes. Portanto, nesse aspecto é algo que é relativamente normal em relação ao panorama artístico ou galístico.
Muito bem. Contrariando o movimento tendencial dos últimos anos de abertura de galerias, foi o caso das brasileiras, espanholas, francesas, italianas que vieram abrir em Lisboa, tu decidiste internacionalizar e abriste uma em 2018 e pouco tempo depois, e já em pleno Covid, estamos a falar agora em 20 de fevereiro já deste ano.
Sim, efetivamente.
Deste um passo para abrir uma galeria, isso é um ato arriscadíssimo, mas quem não arrisca não petisca. Sabias o que estavas a fazer, foste abrir a primeira galeria de arte portuguesa em Madri. Estamos a falar na Plaza Alonso Martínez, número dois, em Madri, é um sítio muito central em Madri, e abriste então a Carrasco Art no país irmão. Isto foi um grande salto.
Foi um salto talvez provocado com uma dose de alguma loucura, de alguma ambição. Sim, e também alguma inquietação no sentido de saber o que quero e com alguma inquietação relativamente também aos resultados que estava a ter ou à forma como os estava a ter em Lisboa. E eu consegui aperceber-me disso rapidamente, as coisas que estavam a funcionar, as coisas que não estavam a funcionar tão bem. Nesse primeiro ano, rapidamente, e também fruto de uma série de consequências acidentais, fizeram-me reforçar a ideia de que era interessante fazer uma mudança, e essa mudança poderia passar perfeitamente por algo nunca feito antes, que era abrir uma galeria noutro país. E galeria noutro país, poderia ser noutro país diferente.
Exato.
Não foi uma sorte ou um acaso, como digo, houve várias circunstâncias que contribuíram para essa situação, e creio que todas elas felizes. Mas precisamente isso sucedeu numa perspectiva de evolução. E numa perspectiva de evolução, a melhor maneira ou a mais rápida de o fazer é mudando o contexto. E eu aqui decidi mudar o contexto e passar de Lisboa para Madri, que obviamente é um contexto diferente. É um mercado muito mais maduro, evoluído, maior, extremamente fechado também. Portanto, há aqui vantagens e oportunidades ao mesmo tempo, e dificuldades, como todos os mercados e nas várias épocas, mas decidi sim fazer aquilo que não tinha sido feito e de uma forma diferente. E penso que relativamente aos objetivos que eu me proponho, será mais interessante e será mais produtivo chegar aos resultados também através desta opção que tomei.
Muito bem. Inaugurou a 20 de fevereiro de 2020, coincidiu com a última edição da ARCO, exatamente, em Madri. Funciona, se não me engano, de terça a sábado, das 14 às 20h. Aliás, é onde estás agora, neste momento.
Exatamente.
Eu por acaso vi a inauguração, muito concorrida, com dois embaixadores, com adido cultural, com "who's who" no mundo da arte em Espanha. Gostei muito. E enquanto estava a ARCO a decorrer, que é importante, devo dizer que as redes sociais são realmente muito importantes na divulgação destes projetos e, Pedro, eu conheci-te através exatamente do Instagram. Foi ao deparar com essas imagens, porque tenho ido envolvendo alguns artistas. E tu apareceste nesta galeria, achei isto com muita piada. Até perguntei-te, convidei-te nessa altura, fiz contigo aquela confusão: "Mas pera lá, há aqui uma morada em Madri, aqui no artigo diz que é em Madri, mas é Lisboa, e afinal é duas com o mesmo nome?" Ok.
Sim, efetivamente, essa é uma questão com a qual começou a deparar, não é uma dificuldade, mas é uma questão prática do dia a dia. Por vezes isso causa alguma confusão. Nas redes sociais também é um pouco difícil de identificar exatamente e claramente o que é, porque a galeria, embora esteja a funcionar com uma oferta ligeiramente diferente nos artistas e número de artistas, e que vai evoluir também rapidamente agora nos próximos meses e no próximo ano, mas funciona com a mesma marca. Portanto, há aqui também alguns desafios de comunicação que estamos a afinar.
Muito bem.
Mas todos os dias são dias diferentes.
Tu, entretanto, claro, vais vivendo um período aí, como neste momento estás em Espanha, e depois passas outro período aqui em Lisboa com certeza, andas entre cá e lá.
Sim, agora mais em Espanha, mas sim, efetivamente, há esta facilidade de poder haver uma deslocação rápida de avião ou de carro.
Antes de termos três minutinhos para falar, neste momento, dos teus artistas representados, mas antes disso só, é para dizer que escolheste este espaço não habitual de uma galeria, é um edifício oitocentista, um apartamento grande, cujas paredes não são brancas sequer, tem uma cozinha, tem um terraço, é um espaço muito interessante para eventos. Já tiveste algumas posições interessantes, eu estou a pensar numa que foi em outubro e novembro do ano passado com Elvira Carrasco. Outra grande coincidência, e não é nada a ti, mas é esta artista plástica com este projeto Faces, ela própria filha de outro artista plástico também, Carrasco. Realmente, a família Carrasco está a matar a arte toda.
Não somos familiares.
Não, é incrível, é impressionante. As coincidências perseguem-te, o que é muito curioso. É para dizer, cumpre dizer também que reabriram dia 18 de junho, agora, há muito pouco tempo, portanto, há pouco mais de umas semanas, com todas as medidas de segurança, mas reabriram, quer em Madri, quer em Lisboa, só com visitas marcadas e que é muito fácil de fazer, é importante dizer isso, e tu fazes questão de dizer isso, é muito fácil de fazer isso no site. Portanto, a pessoa inscreve-se, quer visitar a exposição em Madri ou cá, e vai ver. E em breve também as duas galerias vão ser comunicadas, vais comunicá-las com fotos 360 graus, é um projeto que tens em mãos. E eu gostava muito que agora, muito brevemente, me falasses destas duas posições. Em Lisboa, tens o João Cardoso
Sim. Em Lisboa temos um artista que já expôs conosco no ano passado, há cerca de um ano, precisamente em julho, que é o João Cardoso, muito novo, de 24 anos, que tem uma estética muito característica, com humor, ironia.
Muito giro.
Temáticas, figurativa.
Parece um Fernando Léger e uns bonecos, uns robôs agarrados a telemóveis.
Sim, com alguns temas obviamente contemporâneos. Há uma crítica.
Ao excesso dos dispositivos móveis.
Dura, mas ao mesmo tempo leve em termos visuais e muito agradável. Normalmente as peças do João caracterizam-se por uma dimensão razoavelmente grande, médio para grande formato.
Inclui esculturas também.
E também.
Os mecos também são grandes.
Sim, as esculturas. Ele tem essa característica de poder e tem estado a fazer a transposição de essas figuras para um campo 3D, em que as próprias peças não são esculpidas, mas são produzidas a base sobre impressoras 3D. Para isso, ele trabalha com outro artista amigo, que é o Bernardo Narso, podem procurar também na net por este nome. Trabalham os dois em parceria, o Bernardo mais com a parte 3D, e todas as peças são feitas segundo o processo tecnológico atual.
É muito curioso, porque ele critica nesta "Why Standing Still", chama-se a exposição, critica um pouquinho este uso excessivo dos dispositivos móveis, a dependência das redes sociais, a inteligência artificial, a sua forma de uso. É muito curioso. E agora temos 15 segundos, Pedro, é mesmo assim, para me falares da exposição em Madrid, esta "Construindo um País" com dois fotógrafos moçambicanos.
Dois fotógrafos moçambicanos, um premiado, Félix Mullen, o prêmio Novo Banco 2016, e Filipe Branquinho, que esteve na Bienal de Veneza em 2019. Começámos por dois fotógrafos moçambicanos para aliviar um pouco a exposição de entrada e não ser um artista português ou um artista espanhol. São dois artistas africanos e com isso também quisemos marcar a diferença.
Sim, porque não é normal no mercado. Foi uma boa aposta.
Sim. São séries muito boas.
Muito interessante.
Não são do ano passado, mas são séries perfeitamente validadas, inclusive pelo tipo e pela premiação e exposição que tiveram. Precisamente quisemos começar por essa diferença.
Muito bem, foi uma boa aposta.
Dois artistas africanos, língua portuguesa, em Madrid. Começar por aquilo que seria um vulgar português espanhol.
Uma belíssima aposta. Infelizmente, Pedro, é mesmo assim, nós não temos tempo para mais. Bem-hajas pela tua disponibilidade. Renovo aqui o convite.
Obrigado, João Paulo, pelo convite.
Ora essa, renovo aqui o convite para também quem nos está a ouvir visitar nas Galerias Carrasco a exposição de pintura "Why Standing Still" de João Cardoso, em Lisboa. E se puder ir a Madrid, a exposição de fotografia "Construindo um País", Félix Mullen e Filipe Branquinho, todas visitáveis facilmente por marcação no site www.carrasco.art. E no "K4" deixo-lhe agora três sustões que incluem toda uma coletiva que cabe num só trabalho, um Nobel em cartoons e livros molhados numa cisterna. No ano em que celebra 35 anos, o Centro Português de Serigrafia decidiu oferecer uma serigrafia coletiva a hospitais e outras entidades de saúde, como forma de agradecimento pelo difícil e desafiante combate à Covid-19. Fizeram parte deste projeto nove artistas: Cristina Ataíde, Gracinda Candeias, José Guimarães, Leonel Moura, Marçal, Pedro Calapez, Riko Sekei, Silva Pameira e Sofia Ariel. O projeto será ainda objeto de uma campanha em prol do Banco Alimentar e da CERCIOEiras, duas instituições fundamentais no apoio aos mais desprotegidos, face às acrescidas dificuldades sentidas no atual contexto nacional e mundial. Uma boa ideia, saudada pelo Presidente da República no seu site. E desde há um ano, a Galeria Art Spot, no Alameda Shopping Spot, tem vindo a mostrar regularmente os melhores trabalhos da Porto Cartoon World Festival, resultado de uma parceria com o Museu Nacional da Imprensa. E agora há mais uma exposição para ver online: José Saramago na caricatura internacional. Abriu o setor de caricaturas sobre grandes figuras nacionais e estrangeiras, juntando-se assim a nomes como Amália Rodrigues, Cristiano Ronaldo, Manuel de Oliveira ou Charlie Chaplin. O curador e diretor do Museu Nacional de Imprensa refere que ao poder da literatura junta-se agora o poder do riso. No site do Alameda Shopping Spot, pode ver os trabalhos vencedores, as menções honrosas, os finalistas e algumas das melhores caricaturas selecionadas pelo júri internacional. É no mínimo uma exposição diferente, a água e o livro. Uma exposição de fotografia e instalação, livro objeto, da autoria de António Faria. As viagens do livro molhado a partir de seis livros, "Haja Luz: Uma História Química Através de Tudo", da autoria de Jorge Calado, irremediavelmente molhados, dão o mote a esta exposição, patente de 8 de julho até 28 de setembro, das 9:00 às 20:00, na Sala da Cisterna da Biblioteca Geral da Universidade de Évora, no Colégio do Espírito Santo, da mesma cidade. E em 2007, um casal de Bristol teve problemas para vender a sua casa devido a um grafite numa das paredes. Quando descobriram que o mural foi pintado por Banksy, decidiram vender a pintura com a casa agarrada de graça. Receberam o dobro do preço pedido. Para alguns é arte, para outros, vandalismo. Mas seja qual for a sua opinião, o mural pintado por Banksy numa casa em Bristol, a sua cidade natal, já vale mais do que a propriedade em que foi pintado. Quando a casa entrou no mercado, vários potenciais compradores insistiram para que o mural fosse removido. Os proprietários, que eram fãs do artista, decidiram então vender a pintura com a casa oferecida. A Red Propeller Gallery espera que o mural de 7,5 m por 2 m se venda por mais de €220 mil, o preço de mercado da casa. Diz-se que Angelina Jolie e Brad Pitt pagaram isso por uma tela de Banksy há 11 anos. O casal, que não quer ser identificado, comprou a casa como investimento e alugou-a a estudantes. Só descobriram que Banksy tinha usado a sua casa depois de a verem no livro "Wall and Piece", no final de 2005. Os estudantes que alugaram a propriedade não disseram aos donos quando o mural apareceu, pois deviam conhecer Banksy, que já era localmente famoso na época, e estavam preocupados com a reação deles. Os habitantes de Bristol e os artistas de rua dizem que vão lutar com unhas e dentes para manter a obra de arte. Há ali muito respeito pelo trabalho dele. No ano passado, os moradores de Bristol foram convocados pela Câmara para decidir se uma imagem de Banksy de um homem nu pendurado numa janela ao lado de um prédio deveria ou não permanecer. 97% disseram que sim. E pronto, é tudo por hoje. Bom fim de semana, boas exposições. Eu sou o João Paulo Sacador e conto consigo no próximo "K4".