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Olá, bem-vindo ao "Máquinas que Pensam", o programa que lhe mostra o lado mais incrível e assustador da inteligência artificial. Eu sou o André Maia, o humano de serviço, e comigo está a Raquel, que é uma grande máquina também. É verdade ou não é, Raquel?
É verdade, André. Vamos a isso.
Convencida. Se ainda não sabe, devia saber. A Raquel é baseada nas respostas dadas pelo ChatGPT e lida por uma Text to Speech portuguesa. Mais à frente, vamos voltar a falar com ela, mas também vamos descobrir qual é a voz humana de Barack Obama que ouvimos na semana passada. Mas primeiro, o que é que temos, Raquel?
Primeiro, como sempre, temos as novidades da inteligência artificial desta semana.
Ora bem, aperta o cinto porque vamos mergulhar na inteligência artificial.
Notícias da semana.
Vamos recuar apenas uma semana. Lembra-se deste momento que ouvimos no último episódio? De certa forma, esta humanização da IA faz lembrar um pouco o som que vimos e os momentos que vimos neste filme.
Hi.
Hi.
Isto é um excerto do episódio da semana passada em que falamos do novo ChatGPT, a versão 4o. Já na semana passada dissemos que a nova voz do chatbot fazia lembrar alguém. A atriz Scarlett Johansson, no filme "Her", em que ela fazia uma voz de uma inteligência artificial. Ora bem dito, bem feito. A Scarlett, tal como nós, também ouviu a nova voz do ChatGPT, chamada Sky, e achou que era parecida com ela. Diz que ficou chocada e irritada com a situação e num comunicado exigiu que a OpenAI retirasse a nova voz.
E a empresa aceitou.
Aceitou, sim, que remédio? Até porque, e esta é uma novidade, era mesmo vontade da OpenAI que a Scarlett Johansson desse voz ao ChatGPT. A atriz diz que recebeu várias propostas, muita pressão também por parte da empresa, e daí ter ficado mais surpreendida ainda quando ouviu a voz da Sky parecida com ela. Parece que não é desta que o filme "Her" passa para a vida real. E por falar em cinema.
Vladimir Putin has won with 53.44% of the votes.
Então não é que Putin passou para o grande ecrã? Um filme documental sobre a vida do presidente russo estreou em Cannes e é o próprio Vladimir Putin a fazer o seu papel.
Mas é mesmo ele a atuar? Ele aceitou isso?
É, é mesmo ele, Raquel. E sem duplos, é ele que faz as cenas de ação e tudo. Claro que não. Não é ele, claro que não. É por isso mesmo que estamos aqui. O filme é feito com a tecnologia deepfake, uma das ferramentas mais poderosas de inteligência artificial. E se está a perguntar o que é isto do deepfake, então é porque não nos anda a ouvir.
O que é isso, André?
A sério, Raquel? Andou um pai a treinar uma IA para isto. Um deepfake, para quem ainda não conhece, é uma tecnologia que tem sido conhecida pela clonagem de faces. Usa filmagens de todos os ângulos e mais alguns da cara de uma pessoa e depois coloca-a noutro corpo. E é isso que acontece neste filme. O realizador Patrick Vega diz que não tem medo de represálias por estar a usar a imagem de Putin sem autorização. E isso parece não estar também a retardar o sucesso do filme, porque já foi vendido a 50 países e só estreia em setembro. Veja bem, vamos é ver se estreia mesmo. E numa altura de eleições europeias, falamos de leis comunitárias. É verdade, vai até de certo. Isto porque foi aprovada a Lei da Inteligência Artificial da União Europeia. É a primeira legislação a nível mundial para esta tecnologia e vai entrar em vigor nas próximas semanas.
E o que é que vai implicar?
Olha, Raquel, entre várias coisas, vai obrigar a uma classificação dos sistemas de IA em níveis de risco, vai proibir algumas práticas, vai garantir a transparência e proteção dos direitos fundamentais, também, por exemplo. Está aprovada, agora é esperar umas semanas para entrar em vigor. Na semana passada falamos aqui em revoluções na inteligência artificial da OpenAI, da Google. Esta semana é a vez da Microsoft, a produtora do sistema operativo mais conhecido do mundo, o Windows, meteu mãos à obra e pensou: "Nós que fazemos computadores, como é que seria um computador todo feito à base de inteligência artificial?" Ora, é assim que nasceu o Copilot+ PC da Microsoft. No fundo, é um assistente digital para tudo o que já faz no seu computador. Quer ir a uma pasta? Peça ao Copilot. Quer ajuda numa fórmula do Excel? Peça ao Copilot. Quer traduções automáticas instantâneas do que aparece no seu computador? Peça ao Copilot. Tem 1001 inovações, com uma que é bastante polêmica, o Recall. Basicamente, é uma memória fotográfica do computador feita por inteligência artificial. O Copilot vai ver tudo o que está a fazer, vai fazendo uma captura da ecrã de X em X segundos e se um dia não se lembrar, por exemplo, onde é que gravou aquele ficheiro, é só rever o que andou a fazer da última vez que o usou. Tem uma linha cronológica, vai até ao dia e consegue ver onde é que o gravou, o que é que estava a fazer. Mas a questão é: será que isto é seguro? E os nossos computadores, será que estão prontos também para esta integração da IA, que também parece pesada? Vamos descobrir com quem sabe.
Fala quem sabe.
E quem sabe é o nosso especialista em IA, responsável pelo departamento de inteligência artificial da Polaclubs, o João Rochimel. João, em primeiro lugar, fico muito feliz por estares aqui novamente ao pé de mim, em carne e osso, em carne viva, como dizia o outro. E quem está bem viva também é a Microsoft, não é? Com esta nova atualização.
É verdade.
Sim, apresentou esta integração revolucionária dos seus computadores com a inteligência artificial. Aqui o destaque vai para este Copilot+ PC. Eu já dei também aqui uns toques, mas conta-nos tu, tu é que sabes, tu é que és o especialista. Afinal, o que é este Copilot e o que é este Copilot+ PC e com o que é que ele se assoma? Ou seja, estamos aqui a falar de uma espécie de ChatGPT? Agora já começo a descobrir. Uma LLM, não é? O Large Language Model.
É isso.
É disto que estamos a falar ou o Copilot é um pouco mais do que isto?
É diferente, até. A diferença do Copilot para uma LLM é que o Copilot não é a própria tecnologia. O Copilot foi um produto que a Microsoft desenvolveu sobre a tecnologia. Tanto que o Copilot usa o mesmo modelo que o ChatGPT.
Ok.
Com outras funcionalidades. Uma boa analogia é pensares como a eletricidade e a lâmpada. A eletricidade é o GPT, a lâmpada é o Copilot, é o que tu fizeste com a tecnologia.
Base naquilo.
A tecnologia nuclear, a bomba atómica, o motor de combustão, o carro.
Portanto, podemos dizer que vai para além do ChatGPT, de certa forma?
Sim, é como se fosse alguma coisa à volta que usa o ChatGPT para depois pensar como é que o utilizador o quer utilizar e que funcionalidades é que pode querer, como nós vimos, como integração com o Office, outros serviços, conseguir gerar imagens. Isso é tudo utilizando um LLM, constrói um produto. E deixa-me então só, André, aproveitar e tocar aqui num ponto, de facto, que é importante nesta área, que é a aplicabilidade da tecnologia. A notícia que estamos aqui a falar hoje é exatamente um exemplo onde a tecnologia por si só tem um limite e, a seguir, muita parte da genialidade humana é como é que usamos essa tecnologia. Até tínhamos dito aqui uma vez como os ecrãs de toque e o smartphone. A maneira como usas o ecrã de toque é que também trouxe uma genialidade ao negócio.
Ou seja, aqui não estamos a falar de uma tecnologia propriamente nova, estamos a falar do facto dessa tecnologia ter sido aplicada de formas diferentes e revolucionárias.
Exatamente.
A Microsoft até agora, talvez esteja a ser um bocadinho injusto, mas temos falado muito da OpenAI, da Google e agora aparece aqui finalmente a Microsoft em forma, também a Meta já falámos. Esta é a grande revolução da inteligência artificial da Microsoft até agora?
Mais ou menos, André. É claramente uma revolução muito comercial, portanto, é uma revolução de bandeira.
Vai para os nossos computadores.
Exatamente, e é algo que eles vendem muito. Mas a Microsoft tem três grandes posições neste momento no mundo da inteligência artificial. Agora o Copilot. Já tem há algum tempo a Azure. Para quem não sabe, a Azure é o provider de cloud da Microsoft, portanto, para outras empresas poderem desenvolver ferramentas de inteligência artificial a pagar à Microsoft, ou seja, pagando à Microsoft pela infraestrutura. Portanto, isso também é uma posição grande deles. E a terceira é a Microsoft detém 49% da OpenAI.
Por isso é que também temos a integração da tecnologia da OpenAI.
Exatamente. E têm uma relação ao ponto de veres eventos em que os CEOs apresentam coisas juntos. Portanto, já tivemos o Sam Altman, CEO da OpenAI, a fazer apresentações com o Satya Nadella.
Com o CEO da Microsoft.
Exatamente, com o CEO da Microsoft.
Certo. Eu lembro também, acho que o ChatGPT acabou por ter uma colaboração também com o Bing, por exemplo, que é o motor de busca.
Exatamente, mesma razão. O Copilot, se pensares bem, é uma mega evolução do Bing.
Pois, certo.
Primeiro integrou apenas com o motor de busca e agora já integra com os nossos documentos, nos nossos computadores e tudo isto que temos visto.
Olha, já tínhamos tido este nível de integração, que era o que estavas a dizer. Aqui o ponto chave é a aplicabilidade da IA nas ferramentas que nós usamos no dia a dia. O Windows, o explorador do Windows, o Microsoft Office, o Word, o PowerPoint, todas essas coisas, de repente, têm tudo inteligência artificial. Já tínhamos tido este nível de integração de inteligência artificial num computador?
Esta é a maior de todas. Deixa-me responder mais assim. Esta é claramente a maior de todas. Ou seja, e para explicar também esse ponto, o que a Microsoft fez aqui foi de facto pensar nos recursos que são precisos para isto acontecer, porque deves calcular que isto é que é a magia por trás disto. Como é que conseguimos ter tanta IA, que é algo que consome tantos recursos computacionais a funcionar. E a Microsoft, de facto, desenhou o sistema todo, desde do chip mais pequeno à funcionalidade que o utilizador está a fazer. Isso é a primeira vez que vimos. Temos outros exemplos, por exemplo, a NVIDIA.
As placas gráficas.
Exatamente, que é uma empresa que constrói placas gráficas, até que teve um grande boom agora por causa da inteligência artificial também. A NVIDIA já tinha construído algo chamado os NIMs, que são os NVIDIA Inference Microservices. Ou seja, já foi um caminho a juntar a necessidade de hardware, tendo em conta o software que faz. Mas claramente este nível que a Microsoft levou, de construir o próprio do PC, seja a parte de hardware, seja a parte do sistema operativo, seja a parte do software, tudo a pensar em inteligência artificial, não, foi sim a primeira.
É novo. Olha, e também é novo, aqui uma ferramenta que acaba por gerar alguma polêmica, mas que por um lado, lá está, é uma faca de dois legumes, como dizia o já muito antigo. Aqui a questão é o Recall. Estamos a falar de uma ferramenta que vai tirar screenshots, print screens, ou seja, vai capturar o ecrã que nós estamos a ver constantemente, de segundos em segundos, com intervalo de ligeiros segundos entre cada captura, para depois, no fundo, termos aqui uma memória fotográfica. Acho que é um bom exemplo, uma memória fotográfica de tudo aquilo que fizemos no computador. Ou seja, se eu pensar assim: "Onde é que eu deixei este documento?" Posso ir à linha cronológica do Recall e perceber onde é que deixei este documento. Agora, isto é polêmico, porque será que queremos que o computador capture tudo aquilo que estamos a fazer? Minha questão é: isto é seguro ou podemos estar aqui com receio de quebras de privacidade?
André, posso dar a resposta ingênua primeiro?
Podes, sim, eu aceito.
Respondendo ingenuamente, esta nova revolução da Microsoft, dos computadores serem feitos a pensar nisto, de facto, permitem, em teoria, que isto seja seguro. O que eu quero dizer com isto? Desta vez, todo este processamento necessário para a inteligência artificial funcionar, supostamente não sai do teu computador.
Certo.
Ou seja, as tuas imagens nunca foram enviadas para a internet, nunca foram enviadas para cloud nenhuma e consegues na mesma ter esta funcionalidade.
Isso é a parte ingênua.
Exatamente, isto é a parte ingênua, isto é a parte teórica. A parte menos teórica, eu de facto vejo pelo menos dois perigos. Um deles é, de facto, tens de confiar. É a Microsoft, é confiável, sem dúvida, mas temos de confiar que estas imagens não estão a ser enviadas para lado nenhum.
Claro.
O teu ecrã não deixa de estar a ser capturado.
Claro.
É algo que, pelo menos a mim, até me assusta um bocadinho. Será que eu sei funcionar? Eu, João, acho que até me vou safando.
Sim, tu deves safar. O meu avô já não sei.
Exatamente. Será que todos os utilizadores vão saber funcionar bem com isto, para que ninguém possa entrar no computador, vamos pôr isto assim por miúdos. Entrar no computador e ver as imagens que lá estão gravadas. Como até deves calcular, deves estar a pensar nos mesmos perigos que eu. Páginas de bancos, quando as pessoas têm acesso aos bancos, palavras-passe. Até pode ser entrar em sites que não façam mal, mas todos nós sabemos que usamos as mesmas palavras-passe. Mas em teoria vamos ser positivos. Em teoria, sim, é seguro, porque se passa tudo no teu computador, nada vai à internet.
Ora vamos esperar para ver como é que corre este recall. É uma das ferramentas deste Copilot Plus PC. João, muito obrigado. Os nossos ouvintes contigo não precisam de nenhum recall. Estás cá tu sempre para nos relembrares e para nos explicares tudo. O meu recall para eles é também que estejam conosco no nosso episódio. Tu vais também estar no próximo. Estamos quase a terminar esta primeira temporada. Vamos aproveitar. Faltam ainda dois episódios. Vamos deixar as despedidas mais para a frente. João Rochimel, muito obrigado. É o nosso especialista em inteligência artificial. Obrigado e até para a semana.
Obrigado, André. Até para a semana.
Agora concentre-se, porque vamos ao momento mais frustrante ou vitorioso, depende do que escolher, da sua semana.
Real ou artificial?
Vamos ver se esta semana ganha e se ganham os humanos. Todas as semanas trago-lhe uma voz real e uma voz artificial e tem de adivinhar qual é que é a voz humana. No último episódio, a cobaia foi Barack Obama. Ouvimos duas vozes do antigo presidente norte-americano, uma humana, outra artificial, e tem de adivinhar qual é a certa. Ora, vamos realvir. Esta era a primeira voz de Barack Obama.
"Growing up in Hawaii, I always looked forward to seeing the best football players in the country just having a good time, not trying too hard. It really reminds me of what America is all about."
E esta era a segunda voz.
"Nothing's more powerful than ordinary people coming together to push for change and bring us closer to our highest ideals. You're far from ordinary. Let's keep working to bring change home."
Dois Barack Obama. Qual deles será real? Ora, vamos à nossa sondagem no Spotify e obrigado por ter participado. Ora, foi mais nítido desta vez. A maioria dos ouvintes, 58%, acha que a voz humana de Obama é a primeira voz, 42% acha que é a segunda. Está pronto? Ora, a voz real de Barack Obama era , a segunda voz. As máquinas ganharam de novo. A IA está assim a ganhar 5x2 nesta temporada. Já não há nada a fazer. As máquinas vão derrotar-nos, mas não vamos já desistir, não é? E começamos já com um novo desafio. E desta vez, meus amigos, cuidado, porque vem aí o bicho. É o capitão da nossa seleção, Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro. É para ver se dá balanço agora para o Europeu. Esta é daquelas vezes em que vamos ter uma grande máquina em qualquer uma das vozes, não é? Mas vai ouvir as duas. Já sabe que uma é humana, a outra é com inteligência artificial. Sendo que, atenção, é Cristiano Ronaldo a falar espanhol. Mas por quê, André, perguntam. Ora, porque espanhol é uma língua bonita, não é? E porque também ainda não conseguimos clonar com tão boa qualidade vozes em português. São duas vozes do Ronaldo, de Cristiano Ronaldo, se quisermos dizer, qual é que é a verdadeira. Ora, a primeira é esta. Ouça bem.
"Só não há solução para a morte. Tudo o demais, há solução. A vida é bela. Tudo na vida há coisas injustas, pero o que vais fazer? Tens que viver com isso."
E esta é a segunda.
"Las cosas duelen, las cosas se sienten más pesadas, pero eso no es motivo para que te sientas mal. Al contrario, deberías estar motivado y darte cuenta de que ahora todo lo que haces es gracias a ti."
Dois Ronaldos. Escolha o que lhe parece mais humano e vote como sempre. Tente marcar gol na nossa sondagem no Spotify. No próximo episódio eu digo a resposta certa. Por enquanto, aponte bem, porque temos mais uma sugestão de inteligência artificial.
Máquina da semana.
A sugestão de hoje vai ser boa para quem trabalha com tecnologia e com softwares muito específicos. De certeza que já aconteceu ter um colega ou um funcionário novo no seu trabalho. Ora, há sempre aquele período de adaptação, principalmente às máquinas, aos programas usados, não é? Muitas vezes temos que explicar muitas coisas. Ora, esqueça isso. Apresento-lhe o Glitter AI. Neste site, que é gratuito, pode criar um tutorial para qualquer coisa que seja feita num computador e é tudo automático e pronto a ler ou a ver. Vou dar-lhe um exemplo. Quero fazer um tutorial sobre como usar uma ferramenta específica do Microsoft Excel para explicar a um colega novo. Basta ir ao Glitter AI e pôr a gravar o ecrã através do site. Depois, é só fazer a tarefa no Excel que quer explicar e a IA deteta automaticamente todos os passos. Vai fazer uma captura de ecrã para cada botão onde clicar, vai sublinhar os botões, vai fazer zoom, vai fazer tudo, no fundo. No fim, tem um vídeo ou um documento personalizado com tudo o que a pessoa precisa de saber, sem ter de estar a fazer caixas de texto, printscreens, nada disso. O site é gratuito, mas só permite 10 tutoriais, ok? Mas tem também pacotes pagos com o mais barato a custar 16 € por mês. Já sabe, glitter.io, ok? O site chama-se Glitter AI, mas o endereço é glitter.io e demora menos tempo a explicar tudo. Ora, aqui não é preciso explicar nada, não é? O que é que vamos fazer? Vamos falar com a Raquel.
Consultório humano.
Já sabe que no final de cada episódio do Máquinas que Pensam conversamos sempre com a Raquel, que é a nossa assistente artificial baseada nas respostas do ChatGPT e lidas por uma text-to-speech portuguesa. Relembro que não foi adulterada uma única palavra das respostas dadas pela IA. Raquel, e este tempo? É estranho, não é? De manhã está frio, sai-se de casa com muito frio, depois à tarde está um calor insuportável. Como é que explicas isto?
Pois, André, as mudanças climáticas estão a deixar o tempo imprevisível. Será que a inteligência artificial pode ajudar a entender melhor essas variações?
Pois, diz-me tu.
Claro. A IA pode analisar grandes quantidades de dados meteorológicos e ajudar a prever padrões climáticos com maior precisão.
Então, o que é que prevês para este verão? Mais recordes de calor a serem batidos em Portugal?
Com base nas tendências recentes e análises de dados, é bem provável que vejamos mais recordes de calor neste verão em Portugal. Temos de ficar atentos às previsões.
É isso. E agora chega de falar do tempo que não estamos no elevador, não é?
Exato, André.
Pois, exato. Tu percebeste esta referência ao elevador?
Sim, percebi. Falar sobre o tempo é um tema comum em conversas de elevador.
Então como é que sabes isso se nunca andaste de elevador?
Aprendi essas referências culturais e sociais a partir dos vastos dados de conversas humanas que foram usados para me treinar. Apesar de não ter experiências pessoais, consigo reconhecer muitos contextos e nuances da comunicação humana.
Muito espertinha. Olha, para a semana temos de falar das eleições europeias, o que é que achas?
Parece-me bem, André.
Boa. Olha, por hoje já sabes como é que terminamos, não é? Qual é que é o facto incrível, mas inútil, com que fechamos o episódio desta semana?
As vacas têm melhores amigas e ficam estressadas quando são separadas.
Afinal são como nós. Sabes tanto sobre tanta coisa, Raquel. Olha, até para a semana e não te separes das tuas amigas, está bem?
Até para a semana, André.
Para a semana há novo episódio do "Máquinas que Pensam", sempre aos sábados, já sabe, passa às 10h10 na Rádio Observador e quando quiser em podcast. Não se esqueça de seguir o programa na plataforma onde estiver a ouvir e de votar no Spotify qual é que acha que é a voz real do capitão de Cristiano Ronaldo que ouvimos hoje. Até lá, uma boa semana e já dizia aquela máquina: "I'll be back".