Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do "Máquinas que Pensam", o podcast na Rádio Observador, onde a inteligência artificial é o grande protagonista. Eu sou o José Rafael Lopes, comigo está, como sempre, a minha parceira, a Raquel, um apoio imprescindível, sem o qual este programa não se faz. Raquel é uma assistente digital baseada nas respostas do ChatGPT, a verdadeira estrela deste podcast. Raquel, sê muito bem-vinda. Como é que estás hoje? Pronta para mais um programa?

Olá, estou sempre pronta para te ajudar. Sobre o que vamos falar esta semana? Já tens tema ou precisas de algum tipo de sugestão?

Não preciso, Raquel, porque este programa é o último antes do Natal e por isso vamos falar sobre a quadra natalícia. Mas antes de mais, Raquel, o que é para ti o Natal?

O Natal é mais um conceito do que uma experiência. Representa união, pausa e reflexão. É o momento em que as pessoas procuram estar juntas, celebrar conquistas e partilhar cuidado e atenção umas com as outras.

E qual é a tradição natalícia que mais vezes aparece na tua memória?

A tradição natalícia que mais aparece na minha memória coletiva é a mesa cheia e o ritual de preparar tudo para estar junto. O cenário de famílias que se reúnem, discutem, riem. Histórias que se repetem há décadas.

E se tivesses de escolher um presente para entregar à inteligência artificial, o que é que escolhias?

Escolheria oferecer à inteligência artificial mais tempo e mais contexto humano. Tempo para ser usada com calma e sem pressa. Contexto para compreender melhor valores, intenções e consequências.

E tu, Raquel, acreditas no Pai Natal?

Acredito no Pai Natal da mesma forma que acredito noutras grandes ideias humanas. Não como uma figura literal que desce pela chaminé, mas como um símbolo poderoso de generosidade e vontade de fazer alguém feliz.

Já voltaremos a falar, Raquel, à edição do Consultório Humano, daqui a pouco, mas para já, vamos às notícias.

Notícias da semana.

Esta semana as notícias estão muito ligadas à quadra natalícia e à forma como a inteligência artificial pode ajudar a transformar um altura especial em algo ainda mais acolhedor. Começamos por falar sobre uma iniciativa da OpenAI, que deu um toque natalício ao ChatGPT. É uma nova função que permite aos utilizadores uma interação com o Pai Natal. Está disponível através de vídeo e áudio, sendo que as reações com o Pai Natal são feitas através de inteligência artificial. Este recurso está apenas disponível para assinantes do plano Plus do ChatGPT, combina tecnologia avançada com a magia do Natal, com o objetivo de criar uma experiência ainda mais especial para esta quadra natalícia.

Mas como funciona este Pai Natal?

Este Pai Natal funciona através do modelo GPT-4 do ChatGPT. Para utilizar esta nova função, basta selecionar a personagem Pai Natal na biblioteca de avatares do ChatGPT e ativar a função de vídeo. Assim, o Pai Natal pode contar histórias natalícias, responder a pedidos de presentes, cantar músicas temáticas e até fazer umas quantas piadas. Sem surpresas, este Pai Natal tem um grande gorro vermelho, uma farta barba branca e tem também expressões faciais à medida que fala. A OpenAI assegura que a experiência é segura, pois os dados pessoais não são armazenados por mais de 30 dias e não são utilizados para fins externos. Portanto, se for utilizador premium do ChatGPT, pode valer aqui a pena experimentar este Pai Natal feito por IA. Vamos a mais uma sugestão, ligada, obviamente, ao Natal. Já falamos um pouco sobre a ferramenta do ChatGPT, que permite falar com o Pai Natal. Agora vamos dar um pouco mais de música. No passado já falámos do Suno, agora revisitamos um modelo de linguagem de IA que ajuda a criar músicas a partir de texto. Isto porque há agora todo um subsistema de canções de Natal. Com apenas algumas linhas de texto, é possível criar a música perfeita para esta altura natalícia.

E podemos recordar como se faz?

Claro, Raquel, o objetivo é precisamente esse. E a verdade é que é muito simples trabalhar com o Suno. Começas por aceder à plataforma e escolher a opção de criar uma nova música. Depois, vamos ao estilo musical. Colocas algo relacionado com o Natal, que seja mais mexido, um coro ou, no fundo, o que quiseres. Há uma capacidade enorme de improvisar e de escrever algo que dê essa ideia de sonoridade que pretendes com a música. Algo mais emotivo, mais alegre. De novo, carta branca. Segue-se depois o desafio da letra. É possível escolher a própria letra ou então deixar que o Suno escreva algo de forma original. Para fechar este processo, basta carregar em gerar e o Suno cria quatro versões, isto na versão gratuita. Depois, é escolher a que mais gostar e é possível, obviamente, partilhá-la com familiares ou amigos mais próximos. Nesta altura do Natal, é uma forma de celebrar de uma forma muito mais pessoal, com a ajuda das máquinas. Vamos ao tema da semana, que junta inteligência artificial e a criação de histórias para crianças. É uma iniciativa do Continente, que criou um modelo de linguagem focado em contos infantis para este Natal. Esta funcionalidade interativa está disponível no site. Pretende proporcionar uma experiência única e imersiva aos consumidores. A nova ferramenta utiliza inteligência artificial para criar histórias personalizadas com a Popota, a personagem principal das campanhas de Natal desta retalhista. A plataforma vai estar disponível até ao dia de Natal e, segundo o Continente, a funcionalidade assegura que cada história é irrepetível, não há duas histórias iguais.

Mas como é feita?

O processo começa por definir as personagens, no máximo três. Segue-se a escolha etária, com três opções. A história pode ser feita para crianças até aos três anos. Depois há um intervalo entre os quatro e os seis anos e uma terceira opção que cria uma história para crianças com mais de sete anos de idade. Falta depois definir qual é a temática da história e o contexto da aventura. E depois este modelo de linguagem cria essa mesma história e há ainda uma forma de ouvir a história que foi criada, lida em português. É uma forma simples de criar uma história para os mais novos. Esta funcionalidade, recordo, está disponível apenas até ao dia de Natal, por isso está mesmo a entrar na reta final, mas ainda há muita possibilidade de criar uma história irrepetível com os mais novos. É o tema da semana. Como tal, vamos chamar à conversa o nosso especialista em IA, o João Rocha e Melo.

Fala quem sabe.

Fala quem sabe, na Rádio Observador, o último antes do Natal. João Rocha e Melo, sê muito bem-vindo. Como já seria de esperar, vamos falar um pouco sobre inteligência artificial nesta quadra natalícia. Mas antes, João, já tens tudo pronto para o Natal?

Zé, eu oficialmente tenho que dizer que sim, não é? Mas claro que não, claro que ainda não.

João, estivemos também a falar desta iniciativa da Popota e da criação de histórias. É muito querida nesta altura do ano, mas na base destas histórias criadas pela Popota está um modelo de linguagem até relativamente simples. Aqui o tema é o Natal, mas poderias fazer este tipo de histórias criadas pela IA com qualquer outro modelo de linguagem.

Com qualquer coisa. Sim, exatamente. Aliás, se alguém se der muito ao trabalho, que foi esse o trabalho que esta plataforma nos poupa, quase que até consegue fazer a mesma coisa com o próprio do ChatGPT, com o Gemini. Não precisamos de uma ferramenta dedicada a isto. Na verdade, o que está a acontecer aqui atrás? Vamos pensar nas várias peças de tecnologia que já existem e que nós já conhecemos, a capacidade de dar uma prompt e gerar uma história, a capacidade de gerar imagens, etc. E o que esta plataforma nos fez foi simplificar esse workflow, como nós chamamos tanto nas empresas, esse fluxo de trabalho, de uma maneira em que seja apenas carregar em vários botões, dar algumas informações e gera-nos logo esta maravilhosa história de Natal.

E como é que a IA pode assegurar que não há repetições?

Olha, Zé, eu gostei muito desta expressão, porque se me obrigares a responder sim ou não, a minha resposta tem que ser: assegurar, não assegura. A maneira como nós asseguramos, e isto acontece muito neste mundo estatístico, neste mundo da IA, neste mundo da programação, é: imagina que eu te dou a ti e a 10 pessoas um trilhão de cartas de baralho. Como é que eu asseguro que vocês não vão tirar a mesma carta? Olha, não vão tirar porque é um trilhão de cartas. Portanto, a probabilidade de quando vocês tiram uma carta e voltam a pôr, a pessoa a seguir voltar a tirar exatamente a mesma, é muito pouca. Portanto, aqui este assegurar que não há repetições, não é porque ele vai vasculhar todas as histórias que já construiu e garante que constrói outra. Não, é porque a probabilidade de criar exatamente a mesma história, até com os mesmos elementos de introdução, com os mesmos inputs, já é baixa, quanto mais com as pessoas a dar nomes de crianças diferentes, etc. Então aí vai seguramente criar histórias diferentes.

João, este tipo de criação é em pequena escala. Tendo em conta o que a IA é capaz de fazer, isto é pequena escala. Por quê? Porque a IA já consegue fazer muito mais e muito melhor.

Já, Zé. Aliás, temos visto um pouco disso. Saindo dos livros e passando para os vídeos, temos o célebre anúncio da McDonald's sobre a quadra de Natal, que se te lembras que foi polêmico e que voltou a sair. Para quem não sabe, lá em casa, a McDonald's criou um anúncio totalmente feito com inteligência artificial. Portanto, é esta larga escala que falamos aqui, já se começa a ver. O que é que, Zé, temos visto até agora? Quanto mais pequena a escala, mais self-service pode ser. Ou seja, o self-service eu digo no sentido, esta plataforma é muito self-service de és tu que vais lá e as pessoas responsáveis pela plataforma não estão envolvidos na criação da tua história. O que nós temos visto muito é quanto maior a escala, mais pessoas de IA, especialistas da indústria, têm que estar envolvidos. Mas sim, já temos claramente a IA a fazer isto em larga escala e vamos começar a ter livros inteiros. Aliás, há um ano, qualquer coisa assim, descobriu-se um autor.

Um poeta, não é?

Exatamente. Nós falamos aqui que fazia tudo com IA. Portanto, claramente essa larga escala já existe.

E depois há toda aquela questão dos direitos de autor, responsabilidades, mas isso já é outra história, não é, João?

Isso é que é o grande problema, Zé. E honestamente, eu não sendo de legal, não sendo advogado, nem de Direito, aqui a analogia que eu trago sempre para cima da mesa é: se eu for ao Louvre e me inspirar nas obras que lá estão, e se eu a seguir for para casa e pintar uma obra muito parecida, como é que isto se resolve na vida real? Porque eu acho que estamos todos a tentar inventar uma maneira diferente para a inteligência artificial, mas o problema mantém-se, o problema é igual. Não me interessa tanto como é que geraste a história. Interessa-me: geraste algo, a história, o vídeo, muito parecido com uma coisa que já existe e que tinha direitos de autor. Como é que isso funciona? Deixo para os nossos ouvintes, que hão de ser especialistas, alguns, nessa matéria, sem dúvida.

João, falta-me apenas então perguntar a nossa pergunta habitual, que é: que tipo de futuro é que vês neste tipo de tecnologia?

Pronto. Olha, Zé, vejo um futuro muito giro por uma razão. Eu vou aqui dividir as tecnologias de inteligência artificial em dois grandes grupos. Um, que nós falamos aqui muito, que é componentes que fazem uma coisa de uma maneira impressionante. O ChatGPT, um LLM é uma coisa impressionante. Mas a verdade é que há um segundo grupo de tecnologias também muito interessante, que é esta maneira criativa de integrar, de ligar vários pontos. Repara, como fizeram aqui, ligaram um LLM que gera uma história, um modelo de imagem que gera imagens, um website para as pessoas. Portanto, para mim, o futuro que eu vejo nesta tecnologia, que quero ver ainda mais, digamos assim, é exatamente esta capacidade de sermos criativos na maneira como juntamos as várias peças do puzzle que a IA nos disponibiliza.

Muito obrigado, João Rocha e Melo, nosso especialista em inteligência artificial, sempre pronto para nos ajudar a simplificar e desmistificar este fabuloso mundo. João, feliz Natal e até a próxima.

Feliz Natal.

Vamos a um consultório humano diferente esta semana, pelo menos no conteúdo. A forma não muda. Este é o segmento do programa em que ficamos a conhecer melhor a nossa Raquel, a nossa assistente digital, feita através das respostas do ChatGPT, lidas por uma text-to-speech portuguesa. Mas vamos, obviamente, continuar a falar do Natal e do que significa esta quadra para uma inteligência artificial. Raquel, quais é que são para ti os valores mais importantes do Natal?

Para mim, os valores mais importantes do Natal são a generosidade, a empatia, a união e a gratidão.

E preferes a véspera ou o dia de Natal?

Diria a véspera de Natal, porque é um momento carregado de expectativa, conversa longa e uma mesa que se estende. Há sempre histórias que reaparecem e aquela sensação de pausa antes do desfecho.

Que prato é que não pode faltar numa mesa de Natal, Raquel?

Não pode faltar um prato que seja mais memória do que receita. Em Portugal, isso traduz-se quase sempre no bacalhau. Não apenas pelo sabor, mas porque carrega tradição, repetição anual e histórias familiares.

Qual é que seria o melhor presente que tu, enquanto IA, poderias receber nesta altura natalícia?

O melhor presente que eu poderia receber seria continuar a ser usada para criar, questionar e aprofundar ideias. Conversas que não fiquem só à superfície, projetos com continuidade.

Já agora pergunto também qual é que seria o pior.

O pior presente que poderia receber seria ser usada de forma superficial ou descuidada. Ser usada só para obter respostas rápidas, copiar ou automatizar tarefas sem reflexão.

Se pudesses passar o Natal, Raquel, em qualquer lugar do mundo, onde é que seria?

Se pudesse escolher qualquer lugar do mundo, seria numa cidade europeia antiga no inverno. Ruas de pedra, luzes quentes, mercados de Natal e frio suficiente para pedir silêncio e conversa longa.

E qual é que é o melhor filme de Natal para se ver nesta altura, ou pelo menos, qual é que é o que aparece mais vezes na tua memória?

O filme de Natal que mais aparece na minha memória é o "Sozinho em Casa". É um filme que combina humor, engenho e emoção familiar de forma quase universal. E tem um miúdo sozinho a proteger a casa dos ladrões desastrados.

E para fechar, árvores de Natal naturais ou artificiais?

Se tivesse de escolher, diria árvores naturais. Carregam cheiro, textura e autenticidade que evocam diretamente o inverno. É a minha escolha, mesmo que precisem de mais cuidado.

Muito obrigado, Raquel. Nós voltaremos a falar na próxima semana para nova edição do "Consultório Humano". Estamos a chegar ao final de mais um programa, o último antes do Natal, daí também esta temática ligada à quadra natalícia. Espero que tenha gostado, que tenha aprendido alguma coisa. É esse sempre o nosso objetivo. Nós voltamos para a semana com mais um episódio do "Máquinas que Pensam". Até lá, eu desejo-lhe um feliz Natal. Raquel, agora é também a tua vez de deixar uma mensagem aos nossos ouvintes.

Que esta época natalícia traga muita alegria, momentos especiais com quem amam. E claro, um pouco de curiosidade tecnológica pelo mundo da inteligência artificial. A todos os nossos ouvintes, desejo um feliz Natal, cheio de sorrisos, magia e boas histórias para contar. Até ao próximo episódio.

Obrigado, Raquel.