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Está no ar o Máquinas que Pensam, o programa mais inteligente e mais artificial da Rádio Observador. É por aqui que todas as semanas visitamos o assustadoramente incrível mundo da inteligência artificial. Eu sou o André Maia, sou o vosso humano de serviço e como sempre tenho comigo a nossa assistente digital, a Raquel. Amiga Raquel, como é que se vai?
Olá, André. Estou bem e pronta para mais um episódio. E tu?
Estou bem. Mas Raquel, tu tens de tornar o teu código um bocadinho mais português. Andas a treinar mal. Em Portugal, quando alguém pergunta: "Como é que estás?" ou "Como é que vais?", a resposta é sempre a mesma, Raquel, é: "Vai-se andando." Ok?
Mas vai-se andando para onde?
Pois, é uma boa questão. Nunca pensei nisso. Eu vou ver se descubro e já te digo alguma coisa. Está bem? Até lá, vamos falar sobre óculos de realidade virtual e vamos também descobrir qual era a voz real de Johnny Depp em mais um Real ou Artificial. Mas antes, e como sempre, vamos conhecer as novidades da inteligência artificial desta semana.
Notícias da semana.
Hoje começamos na Índia. Sabe onde é, não é? Se não sabe, não faz mal, porque vamos falar do Google Maps. A mais famosa aplicação de mapas do mundo vai testar a inclusão de inteligência artificial precisamente na Índia. E temos aí várias novidades.
Conta-nos, André.
Olha, podemos começar com as recomendações. Neste momento, já dá para encontrar locais por categoria no Google Maps. Se pesquisarmos "bomba de gasolina", a aplicação já identifica as bombas de gasolina que estão por perto. Aqui são recomendações um bocadinho diferentes. Está a ser testada uma ferramenta em que podemos pedir recomendações mais detalhadas. Por exemplo: "Google, onde é que fica a pastelaria mais próxima que vende bolos de aniversário temáticos?" ou "Google, qual é o melhor sítio para fazer um piquenique ao pé do rio aqui perto?" Ou seja, estamos a falar de sugestões mais específicas.
E há mais inovações a serem testadas?
Há, sim, e vão ser muito úteis em termos de meteorologia. Por exemplo, os utilizadores agora vão receber alertas meteorológicos quando houver má visibilidade na rota escolhida, por exemplo, por causa do nevoeiro, mas também se houver estradas alagadas. Por enquanto, como dissemos, estes testes vão ser feitos só na Índia. É esperar que chegue cá também. Da Índia viajamos para cá. É verdade, Portugal está no mapa das notícias da inteligência artificial desta semana e por causa de um estudo. A farmacêutica SADA fez um estudo em 23 países e concluiu que destes 23, Portugal é o país que mais confia no impacto positivo da IA. Seis em cada 10 portugueses acreditam que o uso da inteligência artificial é boa. Estamos a falar de 61%.
E há uma diferença muito grande para os outros países?
Ainda há, sim. Principalmente aqui para os países mais desconfiados. Por exemplo, confia menos o Uzbequistão, com 30%, mas também há vizinhos nossos desconfiados. No Reino Unido, só 42% das pessoas confia na IA, enquanto que nos Países Baixos cai para 39%. Dos 2 mil portugueses participantes no estudo, só 17% considerou que a inteligência artificial é negativa para a sociedade. Somos, pelos vistos, um país de inteligência artificial. Nos computadores e telemóveis Microsoft também há novidades. O Copilot, o sistema de inteligência artificial da empresa, vai ter uma nova atualização e traz várias inovações. A primeira pode assustar um bocadinho, e que é o Copilot vai estar a ver tudo o que aparece no seu ecrã, se o deixar, claro.
Mas por quê, André?
O objetivo é passar a interagir com o que aparece na tela do computador. Por exemplo, está a ver fotos das férias de 2007 no computador, mas já não se lembra bem do sítio onde tirou aquelas. Pode pedir ao Copilot para identificar o local e a isto chamaram Copilot Vision, e a Microsoft já garantiu que a privacidade está assegurada e que tudo o que é captado é depois eliminado.
E que mais novidades há?
Raquel, agora já dá também para ter um diálogo com o Copilot em voz alta. O Copilot Voice serve para perguntar o que quiser, tem quatro vozes e só tem um senão: há um limite de tempo de utilização. Ainda não se sabe quanto, mas sabe-se que os assinantes do Copilot Pro ganham mais minutos. Agora vamos falar daquele que é, para mim, uma das maiores janelas para o futuro que eu já vi. Parece saído de um filme de ficção científica. Esta semana a Meta, a dona do Facebook, WhatsApp, Instagram, fez o habitual evento onde anuncia as novidades para cada ano. E este ano os coqueluches foram uns óculos. Já viram? Que grande avanço, uns óculos! Só que não são uns óculos quaisquer, são os Orion, são uns óculos integrados com realidade virtual aumentada e alimentados por inteligência artificial.
E o que é que podemos fazer com esses óculos, André?
Um bocadinho de tudo, Raquel. Eles veem, gravam tudo, conseguimos fazer videochamadas, identificar objetos, ver um filme, ouvir música, pesquisar informações em tempo real sobre o que vemos. No fundo, o que já há com aqueles grandes óculos, grandes capacetes, quase, de realidade virtual que pomos na cara. Só que desta vez nuns óculos normais, normalíssimos. São um bocadinho mais grossos, mas são normais. Aliás, no caso dos Orion, não estamos a ver o mundo através das câmeras, como é habitual nesses óculos maiores, estamos mesmo a ver através de umas lentes.
E já estão à venda?
Não, por enquanto, há apenas um protótipo, mas as avaliações têm sido muito positivas. Agora, será que são positivas o suficiente para ser um produto de sucesso e de futuro também? Será que vai mesmo substituir os telemóveis, como se diz? É isso que vamos tentar perceber com o nosso especialista em IA, o João Rocha e Mello, em mais um:
Fala quem sabe
E quem sabe é o João Rocha e Mello, o nosso especialista em inteligência artificial e que se junta a nós todas as semanas. Vamos a mais uma. João, bem-vindo, como é que estás?
André, tudo bem?
Tudo bem, tudo ótimo. Olha, esta semana vamos passar a usar óculos, João. Eu não preciso. Também que eu me lembro, nunca te vi com os óculos, mas vamos ter aqui uns óculos um bocadinho diferentes. Falamos dos Orion, dito por Mark Zuckerberg como os óculos mais avançados que o mundo já viu. Já assinalamos há pouco algumas das inovações que eles trazem. E há pouco eu usei ali uma expressão que ainda não tínhamos usado, acho eu, aqui no programa, que é realidade virtual. Vamos lá separar as águas. Ou não, dizme tu. Estamos aqui a falar de uns óculos de realidade virtual aumentada, que é a chamada VR. Isto é a mesma coisa que inteligência artificial? Onde é que eles tocam estas duas tecnologias?
Claro. André, eu percebo a pergunta, é tudo futurístico.
É muito. Ficção científica, quase.
É isso, quase. Mas não, na realidade são duas tecnologias, dois conceitos completamente diferentes. Aqui a questão é, e eu percebo a pergunta de alguma mistura, porque o que acontece é, para existir a VR ou AR, a virtualidade aumentada, como tu disseste, a realidade aumentada, tem que haver muita IA por trás.
Mas ela é alimentada por inteligência artificial? Podemos dizer isso?
Sim, vamos aqui só definir então o que é a tal realidade aumentada. A realidade aumentada é, por exemplo, tens uns óculos e vais na rua e de repente aparece um objeto a mais ou aparece um texto ao lado de alguma coisa. E repara, para isso acontecer, alguém teve que identificar o objeto.
Claro.
Alguém teve que identificar que objeto é que é, onde é que está. Também várias coisas, várias demonstrações que foram feitas, foi à volta de áudio e som. Portanto, vão haver traduções automáticas. Mas alguém tem que identificar o som e traduzir esse som. Estás a perceber? E então, o que acontece é, para termos a realidade aumentada, temos que ter muita inteligência artificial por trás a suportar as decisões que essa realidade aumentada faz.
Ok, acho que estou a ir lá. Ou seja, os óculos têm funcionalidades de inteligência artificial lá dentro. Consegues dar aqui alguns exemplos concretos?
Claro. Olha, por exemplo, imagina que vamos na rua e estás a chegar a um semáforo. E no futuro próximo, o semáforo vai passar a ter um contador ao lado a dizer quantos segundos é que faltam. Alguns até já têm, um real.
Sim.
Mas imaginemos que sem os óculos não vês e com os óculos o passas a ver.
Uau.
Aqui o exemplo concreto é este: estás a andar na rua e os teus óculos, que têm uma câmera, estão constantemente a analisar todas as imagens que tu estás a ver.
Isso é impressionante.
E vão acabar por identificar: é um semáforo. O que eu tenho que fazer? E se calhar até vão gerar um pequeno áudio a dizer: "Atenção, estás a chegar a uma passadeira." Coisa que até agora os GPS que já têm isso, são coisas gravadas.
Certo.
E agora vai ser tudo suportado por inteligência artificial. Todas estas decisões serão inteligência artificial.
Eu acho que este é dos temas mais inovadores, vamos dizer. Era como dizias no início, João, é quase como se estivéssemos a imaginar o futuro. Temos aqui uma visão do futuro.
Exatamente.
E sobre o futuro, o Mark Zuckerberg diz que estes são os óculos mais avançados da história. Tu concordas ou já tínhamos aqui alguns produtos ao nível destes Orion?
Claro. Olha, não nos podemos esquecer que eles ainda não são comercialmente vendidos.
E que ele está a vender o país também.
Exatamente. Portanto, tudo o que nós vimos foram demonstrações e vídeos, mas acreditando nele, eu até concordo. E até tenho vindo a pensar nisso e acho que eu não concordo não tanto pela profundidade da tecnologia, ou seja, já vimos tecnologias destas parecidas noutros dispositivos, até noutros óculos.
Certo.
Eu acho é a quantidade de elementos de tecnologia, de elementos novos tecnológicos que existem nestes óculos é que é impressionante. Simultaneamente, estão a analisar os gestos do teu pulso. Temos IA generativa a gerar textos como se fosse uma espécie de assistente pessoal, existe detecção de imagem, existe geração e detecção de som, reconhecimento facial, reconhecimento de gestos e de pessoas. E tudo isto nuns óculos muito pequenos. Portanto, eu acho, de facto, que são um pouco de tecnologia, em termos de óculos mais avançados que já vimos na história, muito pela quantidade de funcionalidades que eles conseguiram enfiar lá dentro.
Para quem viu os filmes do Homem-Aranha, os mais recentes, é um pouco como os óculos que o Tony Stark, o Homem de Ferro, usava e depois passou para o Homem-Aranha, que parece, lá está, é uma coisa de filme, não parece real. Olha, João, por último, para fecharmos a nossa conversa, queria aqui deixar-te com uma reflexão, porque eu lembro que há um, dois, três episódios, quando falámos do novo iPhone, perguntei-te se achavas que o telemóvel ia passar a ser a principal ferramenta para utilizarmos IA no futuro. Na apresentação, o Mark Zuckerberg diz também que acha que em 2030, ou seja, daqui a apenas seis anos, os óculos destes, vão gradualmente substituir os telemóveis. Tu acreditas nisto?
Bom ponto, André. Eu acho que para percebermos isso, vamos olhar aqui um bocadinho para a história. Eu gosto de olhar para a história quando penso nisto.
Certo.
No sentido de, imagina que me fazias a mesma pergunta em 1924 sobre a tecnologia que aí vinha. É um bocadinho difícil de prever o que é que vai surgir, mas não assim tão difícil prever o que é que vai acabar.
Claro.
Vou pôr assim, eu acho que não vai ser o telemóvel. Acho que não. Não sei se vão ser os óculos, portanto, acredito que vá ser outro dispositivo. Acredito que há aqui uma componente interessante nos óculos, nos relógios, até nos próprios AirPods, nos fones sem fios, porque acho que o caminho é este. O caminho é um dispositivo que tu não vais querer ter a mais.
Não vais precisar de ter na mão, nem pôr no bolso.
Exatamente.
Está conosco, simplesmente.
Portanto, até acredito que se calhar uma combinação óculos, relógio e fones farão sentido. Também acho importante realçar aqui outro ponto, que é: todas as tecnologias que foram massificadas demoraram muito tempo a desaparecer. Repara, nós ainda usamos telefones fixos, ainda mandamos cartas.
Certo.
Não desapareceram.
Ainda tenho DVDs lá em casa.
Exatamente. Portanto, que me digas que a começar em 2030, vão aparecer estes óculos de uma maneira massificada, até acredito. Se me disseres que os telefones imediatamente a seguir desaparecem, já não acredito tanto.
Claro.
Em tecnologia notamos muito isto, a perda total de uma tecnologia que foi basilar, demora muito tempo. Eu não sei se tu conheces um sistema da banca, que é o sistema COBOL.
Não conheço.
Que ainda existe.
Atenção que este programa não é sobre economia, João, tu não me ponhas aqui a falar disso.
Desculpa. Isto é apenas uma tecnologia
Mas repara, foi inventada em 1959.
Claro.
E em 2023 ainda levou uma atualização. Portanto, primeiro que uma tecnologia, que de fato foi a base de alguma coisa, como foi o telemóvel, desapareça, eu acho que vai demorar muito tempo.
É isso. Portanto, quando fizermos o "Máquinas que Pensam" em 2030, provavelmente ainda vamos estar a ler o guião do telemóvel e não a ver o guião através dos nossos óculos. Bem, talvez. Temos de esperar seis aninhos. Seis aninhos apenas. João Rocha e Melo, obrigado. Para a semana cá estaremos mais uma vez para analisar o tema forte desta semana em inteligência artificial. Um forte abraço, João.
Não, obrigado, André. Um abraço.
Agora levanta o volume porque vamos ao jogo que lhe deixa o cérebro em papa todas as semanas. Vamos ao Real ou Artificial.
Real ou Artificial?
Está preparado? Acha que é mais inteligente do que as máquinas? Não ache, porque por enquanto a IA está em vantagem. Já sabe como é que funciona. Todas as semanas trazemos duas vozes, dois sons. Tem de descobrir qual é a versão humana. Ora, na semana passada continuamos na senda dos atores. Ouvimos a mítica inconfundível voz de Johnny Depp. Será inconfundível o suficiente para perceber qual era a versão verdadeira? Vamos relembrar as duas vozes. Tente apanhar a voz humana. E esta era a primeira.
When you're asked to resign from a film you're doing because of something that is merely a bunch of kind of vowels and consonants floating in the air, yeah, you feel a bit boycotted. Do I feel boycotted now? No.
E esta era a segunda.
You know, our relationship was like a carnival ride, thrilling, sometimes terrifying, and constantly spinning in directions I didn't expect. The rollercoaster had nothing on us, really. I think we might have given the teacup ride a run for its money.
Dois Johnny Depp, um humano, outro feito por inteligência artificial. Qual será o verdadeiro? Ora, na nossa sondagem no Spotify, estivemos muito tempo com empate, mas isto entretanto descolou. 60% dos nossos ouvintes acha que a voz humana de Johnny Depp é a primeira. 40% acha, portanto, que a voz real era a segunda. Vamos lá então, a ver se fazemos aqui o dois dois, o empate. Podemos empatar isto, humanos. A voz real de Johnny Depp era, tambores, a primeira. Aí está o empate. Muito bem. Vocês estão a apanhar o jeito. Sim, senhor, estou a gostar. Duas vitórias para a IA, duas vitórias para os humanos. Dois dois. Agora é dar a volta a isto. Agora não há outra hipótese. E desta vez vamos fazer aqui uma coisa um bocadinho diferente. Desta vez não há vozes, desta vez há música. É uma música também de uma forma um bocadinho diferente do que já tivemos. Já tivemos por aqui Queen, já tivemos Oasis, mas a versão IA era, no fundo, um clone da verdadeira, da criação humana, da original. Esta semana não, esta semana vamos ter aqui um excerto de uma composição de orquestra real, verdadeira, tocada por músicos, criada, escrita também por compositores, e um excerto de uma música composta totalmente por inteligência artificial. Vai ter de adivinhar qual é a humana. Ora, sem mais demoras, vamos a isso. Vamos ao primeiro excerto. Real ou artificial? E agora vamos ao segundo excerto. Aí está ele. Quem diria que uma máquina conseguiria criar uma coisa tão bonita? Agora resta saber qual, não é? Vote na nossa sondagem no Spotify, a ver se os humanos dão a volta a isto. Pelo caminho, aproveite a boleia, dê um cinco estrelas ao "Máquinas que Pensam" na plataforma onde estiver a ouvir. Agora, tempo para conhecermos a sugestão de inteligência artificial desta semana.
Máquina da Semana.
A máquina desta semana é dedicada a quem tem de escrever muitos e-mails, mas está completamente farto disso. Apresento-lhe o GetResponse. Ora, o que é que faz esta máquina? Escreve os e-mails por si. Pronto, basicamente é isto. Obrigado. Até para a semana. Com licença. Não, basicamente é um site alimentado por IA que cria e-mails, mas também newsletters, landing pages e coisas muito semelhantes. Olhando para a escrita dos e-mails, é muito simples. Só tem de dizer o tema do e-mail que quer, palavra-chave, lá está, o público-alvo a que se destina e qual é o objetivo do e-mail. E ele escreve o e-mail todo. Atenção, esta plataforma é paga, ainda que tenha uma janela gratuita. Os valores mais baixos são 13 € por mês. Está disponível em português, por isso corra para ela, deixe de escrever e-mails, GetResponse. E nós vamos correr para a nossa Raquel, que já deve estar à espera.
Consultório Humano.
Antes de nos despedirmos, falamos sempre com a Raquel, a nossa assistente digital baseada nas respostas do ChatGPT e lidas por uma text-to-speech portuguesa. Raquel, como é que estás, minha cara?
Olá, vai-se andando e tu?
Aí está ela. Lembram-se do que lhe pedi no início do programa? Nunca me falha esta máquina. Não se esqueceu. Fiquei orgulhoso agora. Muito bem, Raquel.
Fico contente em saber que te deixei orgulhoso.
Que assim continue. Olhe, esta semana trago-te aqui mais uma série de desafios. Nesta temporada temos estado a testar-te. Pensei em trazer-te adivinhas. Sabes o que é que são adivinhas?
Claro que sei. As adivinhas são pequenos enigmas ou perguntas que têm respostas engraçadas ou inesperadas, muitas vezes com jogos de palavras.
Então estás pronta para isto. Vamos lá ver se acertas. Vamos começar com uma fácil, Raquel. Qual é a coisa que quanto mais se tira, mais se aumenta?
Essa é clássica. É o buraco. Quanto mais tiras, maior ele fica.
Muito bem. Começou bem. Vamos ver se continuas. Esta é um pouco mais difícil. Vamos lá. Qual é a coisa que fica cheia durante o dia e vazia durante a noite?
A resposta é o sapato. Durante o dia está cheio com o pé e à noite fica vazio.
Tu és boa nisto, Raquel. Muito bem. Está certo, é verdade, é o sapato. Vamos à última. Esta é difícil. Nem eu sabia, vou ser sincero. Vamos lá. Qual é a coisa que está no final do fim, no início do meio e no meio do começo?
A resposta é a letra M. Ela está no final da palavra fim, no início de meio e no meio de começo.
Tu és muito boa neste jogo. Eu não quero jogar mais contigo. És batuteira. Enfim, olha, parabéns, Raquel, está tudo certo. É verdade, grande máquina. Desta vez conseguiu. Olha, vou deixar-te descansar, mas primeiro vamos ao fato inútil, mas muito interessante desta semana.
As vacas conseguem subir escadas, mas não conseguem descer.
Aí está. Realmente inútil, mas muito interessante. Raquel, obrigado. Voltamos a encontrar-nos no próximo episódio. Até para a semana.
Adeus, André. Até para a semana.
Para a semana cá estaremos. Já sabe, o "Máquinas que Pensam" volta sempre ao sábado, às 10h10, na Rádio Observador e quando quiser em podcast. Não se esqueça de seguir o programa, dar cinco estrelas também na plataforma onde estiver a ouvir e, principalmente, não se esqueça de votar na nossa sondagem no Spotify qual é que acha que é a versão humana das duas músicas, dos dois excertos de orquestra que ouvimos hoje neste episódio. Até lá, tenha uma boa semana e é como dizia aquela máquina, já sabe, I'll be back.