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O mesmo não posso dizer para Lisboa. Lisboa vai chegar aos 29, Faro aos 26. A esta hora, Lisboa está com 20 graus, o Porto 17, Faro está com 22 graus. É hora de moeda de troca no Observador.
4.700 milhões. 43 milhões de euros.
Peço desculpa, mas são muitos números.
E hoje falamos de criptomoedas.
E do primeiro país a legalizar o pagamento de salários em criptomoedas. É a Nova Zelândia e é uma decisão que se tornará efetiva e, portanto, que entrará em vigor a partir do dia 1 de setembro. Tem um período experimental de três anos. A legislação estipula que este pagamento represente de forma regular uma parte fixa do salário, estando contemplados os casos de funcionários a tempo inteiro ou a tempo parcial, mas não os trabalhadores independentes. A moeda digital terá de estar vinculada a pelo menos uma moeda padrão ou fiduciária. Os valores pagos ficam sujeitos à cobrança de impostos. A decisão da Nova Zelândia chega quase dois meses depois de o Facebook ter anunciado a sua própria criptomoeda, batizada de Libra. Até aqui, a lei do país apenas permitia que os salários fossem pagos nessa moeda padrão ou fiduciária, que é o dólar neozelandês, que continua a existir. O governo da China também está prestes a lançar a sua própria moeda digital oficial. O Banco do Povo Chinês deve anunciar em breve o projeto. Esteve cinco anos a desenvolver esta moeda virtual. Para quê? Para reduzir o custo com a impressão das notas tradicionais e também permitir um maior controle do sistema financeiro no banco central. Na China, o produto não será baseado na mesma tecnologia que está por detrás das bitcoins. Na China, não é reconhecido este sistema, que é o sistema blockchain. Um dia, se calhar, temos de falar sobre isto com mais profundidade. O projeto arrancou em 2014, em total silêncio, e agora, cinco anos depois, surgem estas notícias, exatamente depois do lançamento da Libra, não a tal moeda inglesa, mas a criptomoeda do Facebook. Já agora e muito brevemente, para quem não sabe o que são criptomoedas, é um meio de troca e, portanto, é a moeda de troca, é a criptomoeda de troca. Um dia destes estamos a mudar o nome da rubrica. Criada, armazenada eletronicamente na tal blockchain, que utiliza técnicas de criptografia para controlar a criação de unidades monetárias. Elas não têm forma física, obviamente, existem apenas no ciberespaço, não têm um valor intrínseco, não podem ser trocadas por mercadorias seguras, de refúgio, por exemplo, como o euro. A sua emissão não é determinada por nenhum banco central, com exceção do que vai acontecer agora na China. De dizer ainda que a maioria dos reguladores centrais, estamos a falar do Banco Central Europeu, o nosso, o Banco de Portugal, considera que esta moeda não é uma moeda legal, mas não é uma moeda reconhecida no Banco de Portugal como moeda. Mas é, por exemplo, um investimento ou pelo menos um investimento especulativo, há trading de moedas, como há trading de moedas verdadeiras. Isso vai ter que ficar para uma próxima criptomoeda de troca.
Judite França, sexta-feira a nova moeda de troca aqui nas manhãs 360.
4.700 milhões. 43 milhões de euros.
Peço desculpa, mas são muitos números.
E hoje a sequência dos quatro números.
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