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Está no ar o Momentos de Glória.

Está no ar o batatu. Pronto, está bem.

Podes continuar?

Não, não vamos por aí.

Estamos espreitadores.

Para palhaços já basto eu. Em época de Natal, não podíamos esquecer aquele político que foi uma das presenças mais regulares nos nossos Momentos de Glória.

O grande, o inigualável.

O único e inconfundível Isaltino Morais.

Eu aqui até vou comer já um. Eu vou começar pela sobremesa.

Que é como se deve começar.

Pelo menos no meu Natal.

Eu começo sempre pelas sobremesas.

E nunca te arrependes.

É como dizia o outro senhor no Algarve, que há uns anos da Polícia Marítima, que as massagens uma pessoa sabe como é que começa e não sabe como é que acaba. Eu sei como é que começo no Natal, é pela sobremesa, não sei onde é que vou acabar. E começámos pela sobremesa, ele começou muito bem e isso foi num convívio de Natal dos trabalhadores da Câmara de Oeiras, que também têm uma grande ligação com o presidente da Câmara, mas nem todos os autarcas viveram esta quadra imbuídos de espírito natalício.

E quando ele tomou essa atitude em 2005 de não me querer e depois deitou Carmona Rodrigues abaixo, ele abriu a porta a quem? A António Costa, que nunca mais largou o poder. Tem presidente do Conselho Europeu. António Costa entrou em 2007, Pedro. 2007, esteve na Câmara até 2014, 2015. Depois foi à briga com António José Seguro, por coincidência, ganhou a liderança a António José Seguro, saiu primeiro-ministro. Saiu da Câmara, primeiro-ministro e agora presidente do Conselho Europeu. Desde 2007, quem abriu a porta?

Quem abriu a porta foi Marques Mendes. Estamos a ouvir Santana Lopes, no seu comentário no "Now", a lembrar logo de início que Marques Mendes fez mal a muita gente. E com isso estava a referir-se a autarcas do PSD na altura em que foi presidente do partido. Fez mal a muita gente, mas não a toda, porque Santana Lopes explicou que houve alguém que tem uma dívida de gratidão enorme com Marques Mendes, que é António Costa. No fundo, Santana Lopes diz que Marques Mendes foi o inventor político, quase, de António Costa, que lhe abriu as portas. É isso que Marques Mendes tem sido acusado de fazer, de abrir portas a muita gente. Vamos ouvir o próximo som.

Eu ponho um exemplo bem, o Veio Melo. Se o primeiro-ministro fosse arguido, agora foi arquivado o processo não vivo. Então você deitava-o abaixo? Eu escrevi isso no Correio da Manhã. Quem deve pôr uma velinha a Nossa Senhora, com o devido respeito, como é evidente, é o doutor Marques Mendes. Escrevi no meu artigo semanal das sextas, porque se Montenegro, o processo não ter sido arquivado, o que é que fazia Marques Mendes?

Falou-se muito da prenda de Natal, da Procuradoria, de saber para quem é que era a prenda, se era uma prenda para a Procuradoria, se era para Luís Montenegro. Santana Lopes não tem dúvidas. A prenda foi para Marques Mendes, porque se Luís Montenegro tivesse tido um processo, o que é que Marques Mendes iria fazer? Santana Lopes está aqui em ajustes de contas, nada natalício. Já Cotrim de Figueiredo dedicou-se à semiótica da decoração de Natal, começando pelas coroas, que não são objeto muito republicano, mas estas são de Natal.

Olá, Sofia.

Olá, João.

Hoje temos aqui um tema natalício.

É verdade.

Umas coroas de Natal.

As coroas de Natal têm uma data de símbolos. Não têm nem princípio, nem fim.

Verdade.

Eu imagino muito que nós estamos aqui num ponto. Antes de nós vieram os nossos antepassados e aqui abaixo vêm os nossos descendentes.

Ser tão raro quem vem antes de nós e cuidar de quem vem seguido.

É verdade.

Boa mensagem.

Boa mensagem, sim.

Boa mensagem.

Tudo isto a partir de uma coroa de Natal.

De uma coroa de Natal.

Caramba, que belo exercício semiótico.

Cuidado com quem vem antes e a pensar em quem vem depois. E depois das coroas, tivemos os ramos.

Estes ramos também têm um significado.

É um verde esperança e no fundo relembra-nos que dos invernos que há, tanto os económicos como sociais, a natureza está sempre a regenerar-se.

Portanto, sempre a esperança, fazendo parte deste círculo sem princípio nem fim, que podemos sempre fazer a regeneração, neste caso do nosso país.

Exatamente.

Mas desde que façamos as coisas políticas certas. A todos, um feliz Natal.

Um feliz Natal.

Isto não soou nada forçado aqui esta leitura. Os ramos e tal, e verde e a regeneração do país. E podíamos continuar. No presépio, o menino representa o nascimento da esperança de uma nova era. Os Reis Magos são verdadeiros facilitadores de negócios e burros, há muitos.

Pessoal, olá a todos. Queria desejar um feliz Natal a todos, a vocês, às vossas famílias. Que seja uma época fantástica, em que nos juntemos todos com alegria, celebração. Não se esqueçam disto, não se esqueçam que estamos a falar do dia, da base da nossa cultura, da nossa civilização. Ela hoje está posta em causa por muita gente. Para nós, não. Nós assumimos o nosso cristianismo, os nossos valores e a nossa base. O menino está aqui, tenha os vossos presépios, metam-no no presépio. Continuemos a dizer a todos um santo Natal, sem medo, porque esta cultura é nossa, é aquilo que nos enche o coração e é aquilo que nos faz vibrar de esperança para o futuro.

Pronto, e aqui André Ventura a falar do menino e da importância de dizermos todos um santo Natal. Epa, e sem medos. Eu, por acaso, tremo de cada vez que me preparo para dizer santo Natal. O que é que me pode acontecer? Mas não há razões para termos medos. Outra coisa que o Natal nos lembra é, como todos nós sabemos, a ideologia de género nas escolas.

Ainda outra coisa, pessoal, que nós temos que tratar agora a partir de janeiro: a ideologia de género nas escolas. Estarem a ensinar as nossas crianças tudo o que é coisa de esquerda, tudo o que é conteúdos absolutamente pornográficos e indecentes às crianças, tudo o que é rever a história. Nós temos que acabar com isso, se queremos mesmo mudar o país. Por isso, partilhem esta imagem que eu vos vou pôr aqui. Têm aqui: a escola deve ensinar a pensar, não ensinar o que pensar. É outro desafio que devíamos ter neste Natal, para que não se esqueçam que nós estamos atentos ao que eles estão a fazer há muitos anos.

Pois é. Portanto, amigos.

Pessoal.

Vamos lá. Pessoal, não é amigos. Calma, pessoal.

E o menino estava vestido bem ou não vou por aí?

Vamos lá celebrar o nascimento do menino, mas em janeiro é para dar cabo daqueles que acreditam que não há meninos nem meninas.