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Não se fala de outra coisa. Sabem aquelas modas de exercício que aparecem nas redes sociais e depois toda a gente começa a experimentar, mas a maioria não dura uma semana?
Então, não sei. Uma semana? Uma semana é uma eternidade.
O Bruno faz dois dias e pronto.
Dois dias e chega.
Esta parece ser diferente. Não se fala de outra coisa senão da chamada Japanese Walking, a caminhada japonesa, anda a conquistar o TikTok. Já sabem o que é? Pelos vistos, não é só mais uma moda. A ideia é simples, mas tem um twist: em vez de caminhar sempre ao mesmo ritmo. O Bruno já está a virar os olhos, aquele emoji nos olhos.
Eu imagino sempre quando aparecem estas modas do exercício físico, é prometer coisas muito fáceis e que tornam muito mais fácil e prazeroso o exercício.
Esta ao ler parece fácil. Sete minutos por dia e ficas incrível ao fim de uma semana.
É isso.
Ficas toda fit. Não, esta é simples, mas tem um twist. Em vez de caminharmos sempre ao mesmo ritmo, faz-se por intervalos. Três minutos a andar depressa, até quase ficar sem fôlego, e depois três minutos a andar devagar. Não parece complicado.
Quase até adormecer.
Isto durante meia hora.
Sim.
Não parece complicado.
E por que é japonês?
Porque nasceu numa universidade do Japão. Mas ao que parece os resultados são mesmo surpreendentes, Carla, estás muito cética. Não, porque na corrida há um tipo estranho em que é correr alta intensidade e depois baixa-se um bocado. Tem um nome, agora não me lembro.
E quando começas, recomendam que seja assim: quando começas a corrida.
Mas aqui é três minutos a dar tudo e depois três minutos a slow motion.
Mas a dar tudo a andar.
Sim, mas a andar não é a dar tudo. A minha dúvida é essa. É para vocês só complicam. Isto até parece fácil. Os estudos mostram que quem faz isto quatro vezes por semana, durante uns meses, ganha mais força nas pernas.
Claro, ganha mais do que se tivesse sentado o dia todo.
Até consegue baixar a tensão arterial. Olha, Bruno. Só com caminhadas. Não há ginásio, não há mensalidades, não há equipamentos.
É uma maravilha.
Só um par de tênis. Mas há mais: esta caminhada japonesa também pode ajudar a queimar gordura abdominal, aumentar o bom colesterol e até melhorar a memória e o sono. Foi aqui que agarrou a minha atenção.
E a conta bancária. O sono, pois é.
O sono.
Mas se eu não tivesse falta de sono. Se tivesse falta de dormir.
Há especialistas que dizem que fazer esta rotina pode acrescentar até sete anos de vida. Sete anos, só a caminhar. E nós aqui a complicar.
Eu estou muito cético em relação a essa caminhada japonesa.
É o treino intervalado, mas isto a correr tem, de fato, é uma forma de treino.
É a melhor maneira de começar.
E é um desafio, é motivador, porque pensa: "Hoje vou fazer três, quatro minutos a andar depressa e depois andar mais devagar". Pode ser desafiante. Desafias-te a ti própria, não?
A andar? Só a andar. Não me parece suficientemente puxado.
Não.
O que quer dizer? Uma pessoa sofre tanto.
É melhor que estar no sofá.
Uma pessoa sofre tanto.
Eu acho que as pessoas muitas vezes não fazem exercício porque é muito exigente. Tem que ser, que ir ao ginásio, não sei o quê, máquinas.
Claro, é difícil.
E aí estás por tua conta.
Pois, está bem.
Tens é que ter força de vontade.
Podes dizer só, então: "Levantem-se e façam agachamentos."
Levanta-te, por exemplo.
Levanta-te e anda. "Urget e tambula." Isso já disse Jesus Cristo.
E pode fazer isto em qualquer lado, não é? Dá para fazer na rua, no jardim, num shopping como o Colombo, por exemplo, nas avenidas grandes.
É um bocado estranho.
Na tua casa, no teu casarão, com vista mar.
Com certeza, no meu jardim.
Olha, eu não experimentei, o Bruno também não, a Carla também não. Se já experimentou, depois diga-nos se funcionou.
Mas no centro comercial eu não recomendo.
Não? Tem muitas pessoas. É difícil de passar. Vais ter que parar.
Não, imagina o que é começares a andar, presse e devagar.
É 30 devagar e um presse.
Dás logo nas vistas.
Pensei que era 30% de desconto. Já paraste. Enfim, olhem, nasceu o bebê mais velho do mundo. Pois é. Isto não é a história do Benjamim Button. Lembras-te do Benjamim Button? Não é isto. Um bebê nasceu vindo do embrião que esteve congelado mais de 30 anos. Para ser preciso, esteve 11.148 dias congelado e acredita-se que isto é um recorde do tempo de armazenamento de um embrião antes do nascimento. Foi nos Estados Unidos e é a história de um casal que tentava engravidar, como muitos, mas que usou um embrião doado, um embrião de 1994, de uma mulher que estava no seu processo de fertilização in vitro, teve embriões excedentes que congelou. Tinha quatro, esperava usá-los todos, mas depois do nascimento da primeira filha deste processo, ela e o marido divorciaram-se e isso interrompeu o plano que tinha de ter mais filhos. Acabou por encontrar, passados todos estes anos, uma empresa que faz a ponte entre doadores e famílias que procuram embriões. Ofereceu esses três que sobraram. Um não sobreviveu ao descongelamento, dois foram implantados, mas apenas um teve sucesso. Isto porque há muitas pessoas que acreditam que o princípio da vida está precisamente na fertilização, daí estes embriões conseguirem estar muito tempo nestas clínicas nos Estados Unidos. Este não é um caso único. Estima-se que cerca de um milhão e meio de embriões congelados estejam atualmente armazenados em todo o país e muitos deles nesta espécie de limbo, enquanto os pais decidem o que fazer. É que estão há quanto tempo, não é? Neste caso, há 30 anos. Neste caso, isto é o que é mais extraordinário de tudo isto, mais de 30 anos congelado e nasceu este bebê agora.
E não terá nenhum efeito?
Não, supostamente não. Imagino que este bebê esteja muito acompanhado também por isto, com toda essa precocidade, mas completamente viável. A gravidez foi perfeitamente normal e aparentemente o bebê está são, o bebê mais velho.