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Não se fala de outra coisa e por falar em relações complicadas, ainda a história do CEO e da diretora de Recursos Humanos, que há cerca de duas semanas foram apanhados juntos pela kiss cam no concerto dos Coldplay. A novidade agora é que a atriz Gwyneth Paltrow, que foi casada durante 13 anos, precisamente com quem? Não foi com o CEO.
Não foi. Olha.
O vocalista dos Coldplay, Chris Martin. Foi agora a escolhida pela empresa Astronomer para desempenhar o papel de uma espécie de porta-voz temporária. No vídeo que está a circular por todo lado, Paltrow recorre ao humor para lidar com a polêmica. A atriz diz ter sido contratada de forma muito temporária e desvia a atenção das questões mais comuns que surgiram depois do incidente, sem responder, na realidade, a nenhuma delas e preferindo destacar algumas informações sobre a empresa e a sua missão.
É giro.
A gravação de apenas um minuto termina com a atriz a promover o próximo evento da marca e a reforçar que a Astronomer vai voltar ao que faz melhor, que é entregar resultados transformadores aos clientes e tentar assim desviar as atenções, sendo ela ex-mulher do Chris Martin. Mas daí o caricato aqui da história.
Tem graça por isso?
Tem graça e não terá sido por acaso.
Claro.
E também é preciso ter dinheiro para estas coisas.
Para pagar.
Para pagar.
Entretanto, importa dizer que os Coldplay e o comentário de Chris Martin no momento em que o casal foi filmado, ou são envergonhados ou estão a ter um caso, também tem suscitado muitas críticas e até questões legais sobre a captação de imagens do público nos concertos. O Observador tem um artigo sobre isso que vale a pena ler. É que não há só regras para quem assiste, há também para quem atua e para o promotor do evento.
Bem, isso agora é um caminho a criar um evento público.
Está bem. Mas o artigo do Observador é interessante. É muito interessante, sim, com várias opiniões.
Não li ainda.
Porque ali é destacado.
Sim, não é um público que está a ser filmado, é em destaque.
E na expectativa de haver uma ação.
Exatamente. Porque é um beijinho.
Estamos a falar em mudanças, não é? A forma como o mundo está a mudar, o sistema partidário no Reino Unido também, porque pode vir aí um novo partido. Não é só a direita que se está aqui toda a construir, a esquerda também.
No Reino Unido?
No Reino Unido, Jeremy Corbyn lançou na semana passada. Ele foi líder do Partido Trabalhista.
Não correu bem.
Não correu bem durante uma parte. Aliás, acabou por ser expulso por críticas à forma como ele não terá lidado com antissemitismo dentro do partido e agora está a lançar as bases para um partido. Foi comunicado nas redes sociais e está a apelar que participem na fundação do partido, que se poderá chamar Your Party, o teu partido, ou poderá ter outro nome qualquer. Mas a base é a de que o sistema está viciado e que querem vencer e desafiar os ricos e poderosos. E dá números, diz que 4,5 milhões de crianças no Reino Unido vivem na pobreza, num país que é o sexto mais rico do mundo e, portanto, diz ele que há aqui um problema de distribuição que é preciso combater. Que medidas é que propõe este novo partido em construção? A tributação dos mais ricos, a nacionalização ou a manutenção na esfera pública de serviços como a saúde, a água, a energia, os correios, a ferrovia, quer lançar um enorme programa de habitação social e criticam todos aqueles que pensam que os problemas da sociedade são causados por imigrantes ou por refugiados. É claro que a questão da Palestina também está aqui muito centrada, defende o fim de todas as vendas de armas a Israel e diz que o único caminho para a paz no Médio Oriente é uma Palestina livre e independente. Pergunta que possibilidades terá este partido de crescimento. Há uma sondagem que foi publicada há cerca de duas semanas, que diz que este partido poderá ter um apoio de cerca de 10% do eleitorado e que seria muito popular entre os eleitores da faixa etária, entre os 18 e os 24 anos. Se pensarmos que há também um outro partido da direita que está em crescimento, se calhar podemos mesmo estar a ver uma transformação enorme de um dos sistemas partidários que parecia dos mais sólidos da Europa e que pode estar a mudar.
Eu tenho uma sugestão para o nome, em vez do Your Party, pode ser It's My Party.
E até dá para imaginar o hino.
Olhem, estamos em plena corrida, enfim, ainda estamos a aquecer motores para a corrida presidencial. Fala-se muito de meia dúzia de candidatos, os que aparecem nas sondagens, Gouveia e Melo, Marques Mendes, Seguro, António Filipe, mas há um trabalho no Observador, e eu aqui até estou a seguir a publicação no Instagram que decorre desse trabalho, que nos revela há 11 outros candidatos.
11?
11.
Até te perdeste com o micro.
11 a somar àqueles que aparecem recorrentemente nas sondagens.
Ainda há mais 11. Mas já são oficiais?
São anúncios feitos pelos próprios.
Precisam de 7500 assinaturas.
Exatamente. Neste caso, não é fácil chegar às 7500 assinaturas.
A Carla que o diga. Eu também estou a tentar.
Estás a tentar, não é, Carla?
Por isso mesmo.
Tu já tens as tuas, Bruno?
Eu já tenho sete. Só me faltam 7500.
7493, não é? É quantas te faltam. Bom, mas vamos aqui, é quase uma galeria fotográfica também. Orlando Cruz, por exemplo, ele lançou a candidatura em janeiro num restaurante chinês no Norte. Pois, é um cidadão que quer ser presidente da República. Disse que ia ter o apoio de um partido, mas ainda não se sabe qual é. Anda a tentar, de facto, recolher as 7500 assinaturas. Depois temos um dos tubarões do Shark Tank. Vocês lembram-se do formato português do programa norte-americano, à procura de bons projetos de empreendedores. Timo Vieira é o nome do tubarão, entre aspas, ele próprio também empresário e empreendedor. Ele diz que quer mudar o mindset português.
O mindset. O mindset está a precisar.
Ele tem raízes na África do Sul, ele próprio. Portanto, é um inglês, talvez. Embora mindset seja quase uma palavra portuguesa já.
É, empresarialês ou empreendedores.
Tal e qual. Joana Amaral Dias.
A Joana já não está ainda.
Ainda não é oficialmente candidata. Ela quer uma torrente de transformação no país. Vamos ver se consegue, antes de mais, se consegue ser candidata. E depois há outra candidatura que podia satisfazer a ala mais à esquerda, de André Pestana. Nós raramente nos lembramos que André Pestana já anunciou a sua candidatura. Ele é o líder do STOP.
Stop in the name of love Temos de animar isto. São 11, Paulo.
Já lá vai o tempo em que isto era uma emissão séria.
Paulo, ainda temos um três toques para fazer, não te esqueças.
O André Pestana, o sindicalista.
Estás a adorar muito, Paulo.
Tino de Rans, dispensa apresentações, também está aí na corrida. Está quase a chegar ao fim. José Cardoso, que é liberal social, vem dali do Iniciativa Liberal, quer preencher um vazio. Pedro Tinoco de Feria.
Um vazio.
Um militar também. Também é militar.
Um militar! Outro. Quantos? Já são três ou quatro.
Depois, Angelina Maria é uma life coacher, se quiseres.
Pronto. Também com raízes na África do Sul, não?
Aristides Teixeira.
O grande Aristides Teixeira da emissão. Aí está.
O rosto do protesto.
E que fazia programas infantis há muitos anos na RTP.
Do protesto, exatamente, na Ponte 25 de Abril.
Grande Aristides.
Sim, eu voto no Aristides.
Manuela Magno, uma académica que quer afinar a orquestra, e Raul Pestelo, o empresário madeirense que fabricava metais preciosos na Austrália. Esta é uma galeria, está um trabalho extenso também no Observador correspondente. E basicamente por aquilo que vamos vendo, a lista ainda vai aumentar.
Vai, vai. E o Franz Kafka?
Até o ano que vem.
Não?
Está mesmo, vê-se bem que regressou agora.
Foi uma paragem no nosso ponto.
Está com a energia toda.