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Histórias que povoam os algoritmos das redes e da internet, Carla. É. Volta não volta. Há gente a ver coisas, não há? Volta não volta, há gente a ver coisas, teorias da conspiração sobre OVNIs e extraterrestres, e são alimentadas por pessoas que têm muita influência. Nos Estados Unidos, agora foi o vice-presidente J.D. Vance, num podcast, que disse que é obcecado pelo tema e prometeu investigar a fundo os relatórios dos arquivos do governo norte-americano sobre OVNIs. Mas J.D. Vance elabora algumas teorias sobre o que são os ETs, os extraterrestres. Diz que são demônios. Diz: "Não acho que sejam alienígenas, acho que são demônios. Há seres celestiais que voam por aí, que fazem coisas estranhas às pessoas, e há um desejo de descrever tudo o que é celestial, tudo que é de outro mundo como ETs, mas não, todas as religiões têm explicações para uma realidade que é difícil explicar", diz ele. "Acho que um dos grandes truques do Diabo é convencer as pessoas de que ele nunca existiu."

E não existe, claro, toda gente sabe isso.

E depois, claro, tudo isto tem a ver até com a famosa, mítica, só pra ti, a mítica Área 51.

Eu diria mesmo icônica.

A icônica Área 51, uma base militar secreta dos Estados Unidos, que é muito associada a estas teorias da conspiração sobre extraterrestres. J.D. Vance diz que pretende visitar essa área. Já Donald Trump, em 2022, tinha prometido divulgar a informação secreta do governo norte-americano relativamente a estas matérias, mas não se pense que isto é uma coisa agora desta atual administração norte-americana.

Já é uma tradição.

É uma tradição. Barack Obama também, numa outra entrevista, num outro podcast, falou recentemente sobre esta questão. Disse que acreditava que os extraterrestres fossem reais. Isto deu um brado, ficou muito viral e essas declarações foram muito citadas nas redes sociais, de tal forma que Barack Obama teve que ir esclarecer e dizer: "Atenção, eu não tenho, durante os tempos em que fui presidente dos Estados Unidos, não tive qualquer evidência de que os extraterrestres existissem, de fato." E estamos aqui numa mistura entre realidade, crenças, ficção científica, investigação científica.

E obsessões.

E obsessões. E talvez também muito tempo livre, não? Achas? Talvez, sei lá. Não sei. É fascinante pensar. E logo hoje que a NASA tem mais uma missão. Acho que é fascinante pensar.

Mais uma, como se alguma vez o homem tivesse ido à Lua.

Tens razão, Bruno. Foi? Tens razão, Bruno.

Claro que não foi, aquilo foi filmado em Hollywood.

Se esta é a tua opinião, temos que a respeitar.

Foi o Kubrick.

Mas tu não acreditas.

Não é uma questão de crença, é uma questão de fato. O homem nunca foi à Lua.

Não sei se é isso.

Lá estás tu. Vai agora mais uma vez.

Ó Bruno, acredita, sobretudo no dia de hoje.

No dia de hoje eu acredito praticamente em tudo. Olha, parece mentira, mas é verdade e fala-se muito deste assunto, e este é um assunto sério. A lei aprovada no Parlamento de Israel, que permite a execução de palestinianos condenados por acusações de terrorismo que tenham provocado mortes, mas que não se aplica a judeus acusados de crimes semelhantes. De acordo com as declarações de um dos responsáveis dos direitos humanos da ONU, isto constituiria um crime de guerra, se a lei avançar mesmo. Volker Türk, que é o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, diz que esta lei é manifestamente inconsistente com as obrigações de Israel no âmbito do direito internacional, inclusive em relação ao direito à vida. Acrescentou também que levanta sérias preocupações sobre violações do direito e que é uma lei profundamente discriminatória e que deveria ser prontamente revogada. Mas esta lei não mereceu críticas apenas da ONU. Já sabemos que a ONU tem uma posição normalmente mais veemente em relação a Israel, mas mereceu mesmo críticas, por exemplo, da União Europeia. O porta-voz da União Europeia, Anouar Ellaloui, diz que é um claro retrocesso, não só da introdução da pena de morte, mas também em relação à natureza discriminatória da lei. Pedro Sanchez também é crítico de Israel, criticou esta nova lei, diz que é uma medida assimétrica que não se aplicaria a israelitas que cometessem os mesmos crimes. Portanto, se temos o mesmo crime e punições diferentes, diz Pedro Sanchez, que isso não é justiça, é um passo mais perto do apartheid. As críticas também vieram de tradicionais aliados, ou pelo menos países que no plano internacional normalmente estão do lado de Israel, como a Alemanha, que tradicionalmente é, de fato, um dos aliados mais próximos de Israel na Europa, e disse que não poderia apoiar esta lei. O porta-voz do governo alemão disse que o governo alemão vê a lei aprovada na segunda-feira com bastante preocupação, não só pela questão da rejeição da pena de morte, mas porque a lei se aplicaria quase com toda a certeza apenas aos palestinianos nos territórios ocupados da Cisjordânia. A legislação aprovada torna a pena de morte A punição padrão para os palestinianos na Cisjordânia, culpados de atos de terrorismo que tenham resultado em vítimas mortais. De acordo com este projeto de lei, os condenados à morte seriam mantidos em instalações separadas, sem direito a visitas, exceto visitas de pessoal autorizado, e o apoio jurídico ou acompanhamento jurídico seria feito apenas por videoconferência e as execuções seriam realizadas no período de 90 dias. Tudo muito rápido.

E em isolamento.

Israel raramente recorreu à pena de morte. Foi aplicada historicamente apenas em casos excepcionais. A última pessoa a ser executada foi Adolf Eichmann, um criminoso nazi, em 1962. Portanto, de então pra cá, não houve sentenças, condenações à pena de morte executadas em Israel. Depois, também vimos as imagens de alguns dos deputados do Parlamento israelita comemorarem esta aprovação abrindo garrafas de champanhe, o que também não deixa de ser um pouco chocante, tendo em conta a natureza da lei. E aqui é preciso realçar, de fato, isto, e também já houve críticas, por exemplo, até do governo português, em relação a esta medida, é que não são apenas os inimigos ou aqueles que têm sido mais críticos de Israel a criticar esta lei, têm também sido os aliados internacionais, aqueles que muitas vezes optam por refrear as críticas ou tentar enquadrar as críticas ao comportamento de Israel, que vieram criticar esta lei, sobretudo não só pela questão da pena de morte, mas pela natureza discriminatória. A partir do momento em que o mesmo crime cometido por pessoas diferentes tem punições diferentes, não se pode falar propriamente de justiça. E tem-se falado muito deste tema.

E é um mundo novo, não é? Porque até agora a lei era universal.

Sim, esse é o princípio de um Estado de direito, em que a lei aplica-se a todos os cidadãos por igual, independentemente de quem tenha cometido um crime, a punição é idêntica. Vamos ver agora como é que isto avança, se a lei irá mesmo para a frente, se haverá algum tipo de recuo para já. Não se fala de outra coisa.