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De mais um não se fala de outra coisa. Não se fala de outra coisa. Eu acho que se devia falar mais desta coisa, porque é uma história inacreditável de um jovem português com cerca de 23 anos, identificado pela imprensa como Miguel R., que é um ex-militar, com uma história pessoal algo complicada, incluindo algumas mentiras sobre o seu próprio passado. Ele, neste momento, está em prisão preventiva, encontra-se acusado de vários crimes, incluindo furto qualificado e tentativa de espionagem. E isso talvez seja a parte mais rocambolesca de toda a história. O que é que aconteceu? Em fevereiro do ano passado, 2025, este cidadão português estava- Com uma grande lata. Inacreditável. Eu estava a ler aquilo e isso é uma série da Netflix já pronta a produzir. Ele terá furtado um computador e um tablet da NATO, de um funcionário da NATO, que estava hospedado num hotel na Costa da Caparica. Este militar estrangeiro, sueco, este funcionário da NATO, apresentou a queixa, a PJ entrou em ação para tentar perceber aquilo que se tinha passado e descobriu logo quem era o suspeito, porque conseguiram detectar, através da utilização de uma chave mestra do hotel, que foi roubada a uma funcionária, conseguiram chegar ao suspeito, que estava também hospedado, com um nome falso, no mesmo piso. Eles já sabiam. Depois li esta história também no "Público", que o "Público" tinha um resumo de tudo aquilo que tinha acontecido. Ele sabia que os funcionários da NATO iriam estar neste hotel, hospedou-se com um nome falso no hotel, meteu conversa com os funcionários. Tinha identificação falsa, tinha tudo. Porque pra fazer o check-in precisa apresentar documentos. Exatamente. E tem uma história pessoal também um pouco difícil. Ele foi criado numa instituição, sem os pais, no Algarve. Há muitos pormenores que tornam esta história, se calhar suculenta não é a melhor expressão, mas é uma história com muitos pontos de interesse. E ele depois de roubar este computador com informações sensíveis, e daí a PJ e o SIS também terem entrado logo em ação para tentar perceber o que é que tinha acontecido aqui, depois conseguiram perceber que ele estaria a tentar vender aquele equipamento aos russos, à embaixada russa. Mas mesmo esta história, depois contada por este suspeito às autoridades, à Polícia Judiciária, é uma história um bocadinho difícil, complicada, porque não se sabe bem se ele tinha esses contactos junto da embaixada russa ou não. O que a PJ tentou fazer? Montou uma ação encoberta para tentar resgatar este material informático e chegar aos alegados cúmplices desta pessoa. O Miguel R. começou a colaborar com a PJ, usando o nome de código Volga. Todos os pormenores são incríveis. Ele contou que tinha sido abordado por uma pessoa que lhe propôs a recolha dos equipamentos que tinham sido roubados no hotel para os entregar a um outro indivíduo, num quiosque em Lisboa, a 150 metros da Embaixada de Rússia, mas também não identificou quem seriam esses homens, não disse quem é que eram esses homens às autoridades. As coisas foram planeadas pela PJ, o encontro combinado decorreu no dia 11 de fevereiro, com Miguel R. e um desconhecido a viajar juntos do Hotel da Costa da Caprica para Lisboa. Tinham ordens da PJ para agir naturalmente. O que é que aconteceu? Assim que saiu do carro, fugiu pro metro e desapareceu. E isto aconteceu uma segunda vez, porque entretanto foi encontrado, combinaram novamente uma ação encoberta em que ele estaria a colaborar com a PJ e novamente voltou a descambar.
Pensava conseguir bater a polícia de alguma maneira. No metro, em Lisboa.
A informação que ele estava a dar à Polícia Judiciária não seria fidedigna, porque ele disse que tinha os cúmplices, que ia vender aquilo à Rússia e tal, e que já conhecia alguém, que tinha o contacto com alguém da embaixada, mas a verdade é que depois entrou num carro com matrícula do corpo diplomático. Enfim, fugiu duas vezes da PJ. Isto parece aquele filme com o Leonardo DiCaprio. "Apanhem-me se puderem". Agora foi acusado, no dia 12 de fevereiro, de um crime de espionagem, na forma tentada, em concurso também com um crime de violação de segredo de Estado, também na forma tentada, e de outros crimes, como furtos, falsas declarações ou denúncia caluniosa. É um caso para acompanhar, porque é uma história muito recheada de pormenores, eu diria, hilariantes.
E se me é permitida a ironia, também há uma certa incompetência, porque aqui há uns anos, para entregar qualquer coisa à Embaixada da Rússia, bastava deixar na Câmara Municipal de Lisboa. Na Câmara Municipal de Lisboa e a coisa ia ter à Embaixada da Rússia.
Ia ter. Era muito mais fácil entregar aos serviços da Câmara.
Das vias oficiais.
As coisas já não são como eram.
Mas enfim, olhem, e vocês já pensaram onde é que os chefes de cozinha vão quando vão jantar fora? Vão comer muito às tascas, não é? Claro, é para isso. Há comida à séria. É para isso. Quais são os restaurantes, as tascas, os bares. Comida à séria parece mal que eu disse. Uma coisa assim, pôs comida simples. Sim, há de tudo. O que preferem os chefs de cozinha? É precisamente para responder a esta pergunta que eu acho que incomoda tantas pessoas todos os dias. Todos os dias. Onde é que os chefs vão comer? A pessoa acorda a pensar nisso. Que surgiu o projeto By Chefs, de um empreendedor russo, o Alexander Sysoev. Começou no Dubai, portanto focado nos restaurantes do Dubai, e agora já se alargou a Lisboa e ao Porto. O guia internacional foi divulgado agora sobre Lisboa e Porto e dá a conhecer os espaços favoritos dos chefs nacionais daquelas próprias cidades para pequeno-almoço, jantar, street food. Street food é a questão das tascas, basicamente aquilo que nós dizemos, petiscos, tascas e por aí fora, e bebidas. Você até tem umas dicas para esta noite, não é? Para a Leiria. Provável. Não, é só Lisboa e Porto. Ah, Lisboa e Porto. E eles estão obrigados, de facto, a avaliar os sítios das suas próprias cidades. E estão limitados também na classificação que dão aos seus próprios espaços. Muitos deles não têm esse...
É ética.
Claro. Só podem colocar aquilo no fundo do top 10 de cada cidade e portanto são consultados vários chefs, muitos de cada cidade, e depois há um ranking que sai daqui com as notas dadas por eles. Vocês querem saber? É claro que queremos.
Estou ansiosa.
Já tenho tempo que quero. Então vamos começar por Lisboa. Para jantar, o top cinco tem espaços como o Belcanto, o Prado, o Fifty Seconds, o Canalha e o Feitoria. São todos restaurantes de topo. Só conheço o Feitoria. Só fui ao Feitoria. No Porto, para jantar, o Escaldo na Studio, o Yeatman, a Casa de Chá da Boa Nova, o Pedro Lemos e a Cozinha das Flores. Paulo, nós queremos as tascas para o almoço. Eu quero as tascas. Querem as tascas? Só querem agora pequeno-almoço? Então pequeno-almoço em Lisboa. A lista começa pelo Do Beco, que eu não conheço. Depois a Versailles, o pequeno-almoço Hotel Ritz, a Confeitaria Nacional e o Isco. O Isco é aqui perto. O Isco é uma maravilha. No Porto, para pequeno-almoço, os chefs escolhem o Brites, o Bicho, a Petúlia, o Soma e o Época. Pronto, está aqui. Depois há outros sítios também de street food. Tasca. Tasca. Deixa cá ver street food em Lisboa. As bifanas do Afonso. São onde? Não faço ideia, mas podemos fazer depois o guia com moradas e tudo. A Lupita, o Izakaya, o Ground Burger e o Time Out Market. E no Porto, para street food estão o Gazela, o Curb, a Casa Expresso, o Conga e a Casa Redes, das famosas sandes. Então marcamos isto. Roteiros, vamos fazer um roteiro. Há muitos espaços. A lista tem quase 200 espaços para cada cidade. Chama-se By Chefs e é basicamente os tais sítios onde os chefs vão quando estão de folga. Não se fala de outra coisa.