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Olá.
Não se fala de outra coisa.
Não se fala de outra coisa.
É que não se fala de outra coisa.
É que não se fala, e uma pessoa até fica preocupada.
Até fica banhada.
Não se fala de outra coisa nos cinemas do fracasso de "Digger", do Tom Cruise. Ninguém estava à espera deste.
Pois não. Eu até tenho na minha lista pra ver.
Eu lembro de ver o primeiro trailer aqui há uns meses, que era muito enigmático.
Pois era.
E que pelos nomes envolvidos, o Tom Cruise e o Alejandro Iñárritu, o realizador, prometia ser um dos grandes sucessos deste ano.
É aquele em que ele está muito investido.
Exatamente. Só que o primeiro fim de semana veio contrariar essas expectativas.
Também fiquei surpresa com isso.
Em todo o mundo, não foi só nos Estados Unidos, foi mesmo em todo o mundo. Nos Estados Unidos, o filme estreou-se em mais de 3000 salas e arrecadou apenas oito milhões de dólares. E no resto do mundo, as coisas não correram.
Mas não foram famosas.
Não. Juntou apenas, dos restantes mercados onde estreou, mais 12 milhões de dólares. Portanto, 20 milhões de dólares no primeiro fim de semana, a nível global, para um filme que diz-se que o orçamento poderá ter chegado aos 180 milhões de dólares só na produção, fora marketing. O investimento em marketing estima-se à volta de 100 milhões de dólares, porque, por exemplo, Tom Cruise não viaja de avião como as outras pessoas, ou viaja de avião como algumas outras pessoas.
Exato, como a outra.
Só em aviões privados, só em voos privados. Não anda nos aeroportos à espera.
À epéhada.
Não. Pois. E agora, a questão que se põe: afinal de contas, por que o filme fracassou quando tinha tudo, à partida?
Para ser um êxito. Annus horribilis.
Eles não conseguem perceber. O estúdio, a Warner, que agora fez a fusão com a Paramount, já teve outros fracassos este ano, como "Supergirl" e "The Bride", que foram fracassos rotundos para o estúdio. E nenhum dos filmes da Warner Brothers em 2026 ultrapassou os 100 milhões de receita. Portanto, é um annus horribilis para a Warner Brothers, mesmo para esquecer. E havia a expectativa que conseguisse-
Salvar a época
...salvar e seguir o caminho de outros filmes como o "Sinners" ou o "Weapons" também, ou uma batalha após a outra.
Atrás de batalha.
Batalha atrás de batalha, em português. One battle after another.
Nem sabes o título. Ou after another.
Não, it's an others. Porque apesar de também não ter sido um grande sucesso de bilheteira, pelo menos conseguiu o reconhecimento nos Oscars e ajudou depois também a equilibrar um pouco as contas. Isso não significa que o filme com o Tom Cruise não possa chegar agora aos Oscar. Agora? No ano que vem.
E não esteja muito bom, não quer dizer que não esteja muito bom.
Ora, aí está, porque depois há estas coisas. E a própria produtora e o realizador têm aproveitado as críticas que têm sido também negativas na sua maioria, para fazer mais publicidade ao filme, dizendo que a ideia é mesmo essa. É um filme que divide opiniões, um filme polarizador e que se ama ou que se odeia. Tem havido algumas campanhas publicitárias a aproveitar mesmo estes extremos na opinião, a dizer que uns dizem que é uma obra-prima, outros dizem que é um completo fracasso, um filme completamente falhado, e têm tentado aproveitar para gerar esse interesse renovado no filme, mas as coisas não estão a surtir efeito.
Vão falar disso no pop-up desta semana, ou numa próxima, talvez.
Talvez, em breve. Hoje no pop-up vamos falar dos anos 90.
Semana após semana e logo vês, Marisa.
É já o teaser.
Não, hoje vamos falar dos anos 90. Os anos 90 também são anos de Tom Cruise.
Do livro do Pedro Pochment.
À boleia do livro do-
Eu tenho o dos anos 80.
Ainda não tens o dos anos 90? Vai, corre já comprar o teu exemplar antes que esgote.
Eu tenho que ler o dos 80 que não acaba mais.
Este também é verdade. E agora, há aqui uma série de reflexões feitas sobre a capacidade de atração de Tom Cruise nas bilheteiras. Vimos que o último capítulo da "Missão Impossível" já não teve o mesmo sucesso dos outros. Mas, por exemplo, a sequela do "Top Gun", o "Maverick", teve um enorme sucesso em todo o mundo. Portanto, ainda será Tom Cruise, só por si, capaz de levar pessoas ao cinema, ou só já naqueles filmes em que ele volta a ser o eterno herói da ação? Até por isso diz que já foi anunciado agora que o próximo projeto dele será o "Dias de Tempestade", a sequela.
Era com a Nicole Kidman, não?
Com a Nicole Kidman. 1990, 91, e ele vai voltar a esse papel, talvez aqui também para tentar recuperar depois deste abalo, ainda que haja quem defenda que ele fez muito bem em ir agora para um papel-
Completamente diferente do que estamos a discutir
...completamente diferente, estranho, um filme arriscado, e que isso também vale a pena.
E que deve valorizar.
Exatamente. E até para talvez tentar aquilo que ainda não conseguiu, que é ganhar um Oscar. O facto é que nas bilheteiras, "Digger" cavou um enorme buraco para o estúdio e talvez não consiga sair dele, mesmo que venha a ganhar prêmios na temporada de prêmios do ano seguinte. Vai ser muito difícil recuperar ou atingir sequer o break-even, porque esta primeira semana de receitas tem sido desastrosa.
Muito bem. Vêm aí mais robôs. Temos de começar a habituar-nos a ver por aí robôs.
Não basta a airfryer.
Não basta a airfryer.
Ainda ontem me cruzei com um no Continente.
Um robô?
Sim, andava lá a limpar aquilo.
Claro, aquelas maquininhas. Isso tem o aspeto de um carrinho.
Mas é engraçado como já não estranhas.
Já não estranhas se andar sozinho. Sempre a apitar. Pi, pi, pi, para as pessoas perceberem que ele está ali.
Ele próprio se desvia, deve ter ali aqueles sensores para não ir contra tudo.
Nós já sabemos também, por exemplo, alguns restaurantes têm. Mas isso é mais uma brincadeira do que outra coisa.
Sim, mas só bons restaurantes.
Só ótimos restaurantes. Para fazer a entrega de pratos às mesas. Que trocam, pois nós tivemos uma experiência que não foi assim muito.
Foi o estufa com o teu prato.
Foi com o meu prato.
"Não foi bem isto que eu pedi".
Claro, não foi isto.
Alguém te traz a comida tua escolha e só teve sorte com isso.
Sem dúvida. E ficou a pensar: "Este robô fez uma ótima escolha para a minha refeição". Mas eles vão ser cada vez mais comuns. A indústria já utiliza muita maquinaria chamada de robôs também. Aqueles braços mecânicos de linha de montagem que funcionam muito rápido, soldadura e por aí fora, também se chamam robôs, mas neste caso estamos a falar de robôs, os chamados robôs humanoides, que vão ser cada vez mais frequentes. Há uma empresa do Minho, de Vila Nova de Famalicão, que acaba de fazer um acordo com uma gigante chinesa desta área, a Gibot, e que prevê que no espaço de um ano, 60 a 100 robôs avançados estejam a trabalhar diariamente, pressupõe-se também que feriados, fins de semana e por aí fora, nas empresas portuguesas, porque vão começar a chegar, de facto, através desta parceria. Uma das novidades é precisamente a chegada destes chamados robôs humanoides. O que é isso? São robôs que são concebidos para imitar logo à partida a anatomia humana, têm cabeça, tronco, braços articulados e pernas. E esta estrutura não é apenas uma questão estética, isto é, eles não são feitos assim só para parecerem pessoas, de alguma forma, mas é por pura utilidade prática. Ao ter o mesmo formato de uma pessoa, os robôs conseguem movimentar-se sem qualquer dificuldade em espaços que foram desenhados para seres humanos, para as pessoas, como corredores de fábricas, armazéns de logística, laboratórios. Além disso, conseguem também operar ferramentas, conseguem pegar em objetos, manusear equipamentos comuns sem exigir que as fábricas gastem dinheiro, no fundo, a alterar as suas instalações e a adaptar-se a outro tipo de robôs. Esta oferta especializada inclui uma gama variada de robôs adaptados a diferentes necessidades e setores da economia. Estes modelos humanoides completos vão operar com autonomia em ambiente fabril ou de serviços. Há máquinas focadas em trabalho de linha de montagem, e depois há os tais modelos bípedes mais ágeis. Há os robôs também quadrúpedes, isto é, com quatro patas, muito semelhantes a cães mecânicos. Estes últimos são desenhados para andar em terrenos mais acidentados, podem subir escadas, realizar tarefas complexas de segurança.
Não fazem barulho, não ladram, nem miam.
Não ladram, não pedem comida, não mordem. Várias vantagens. Mas não deixa de ser estranho. Exato, não deixa de ser estranho.
Não são fofinhos.
Não são fofinhos. Podem fazer inspeções em locais de acesso difícil, estão preparados para fazer carregamento e descarregamento de materiais pesados, para organizar paletes. Vão ser paletes. Fazer a triagem e seleção de produtos em armazéns de logística, executar limpezas industriais, uma coisinha mais avançada do que o robô doméstico, o aspirador robô lá de casa. E portanto, vão começar a ser mais frequentes, de facto, estas maquinetas em empresas ou em espaço de comércio que nós bem conhecemos.