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Hora de mais um Não Se Fala de Outra Coisa, onde destacamos histórias que têm suscitado curiosidade nas redes sociais, que se anda a falar por aí.

E não se pense que é só em Albufeira que há um dress code para entrar nos restaurantes durante o verão.

E andar na rua.

E andar na rua também. Lentamente ou pouco a pouco, há várias localidades mais invadidas pelo turismo onde isso acontece. Em Espanha há vários casos, mas agora há também uma pequena cidade turística francesa, Les Sables-d'Olonne, na costa atlântica, onde as multas podem ir até aos €150. Há multas mais pesadas noutras cidades, sobretudo em Espanha, mas aqui temos um autarca muito oral no Facebook, muito crítico sobre a forma como, sobretudo os turistas, andam vestidos nesta pequena localidade.

Despidos, não é?

Despidos, em topless mesmo. Ele admite que há homens de topless que não podem e que só têm um lugar para estar nessas figuras, desses preparos.

Que é a praia.

Que é a praia, exatamente. Ele no Facebook escreve que andar seminu na rua é um comportamento indecente, é uma questão de respeito pelos habitantes locais, que não querem pessoas a vaguear pela cidade seminuas. E diz mesmo que isto é uma regra de higiene básica para os nossos mercados, para as lojas ou para as ruas, apelando à polícia local para garantir que a regra e as coimas devam ser aplicadas. Escreveu no Facebook: "Se quiser exibir os seus peitorais e os seus melhores calções de banho, há 11 km de praia à sua disposição". Isto pode parecer um pouco estranho.

Por acaso não gosto nada quando os homens sentam-se à mesa de tronco. A maior parte dos restaurantes, e nem foi preciso impor regras nenhumas autárquicas, nas zonas balneares, não permite que as pessoas entrem.

Pois, não permitam. Há um bom senso que começou a imperar.

Nunca vi alguém-

A chamar a atenção

...a chamar a atenção. Nos de praia, muito menos.

Os que são mesmo à praia.

Os que estão quase em cima da areia. Aí não, mas, por exemplo, em zonas, vilas ou localidades balneares, muitas vezes têm essa indicação de que não é permitido que a pessoa entre sem uma t-shirt.

Ou há muitas vezes uma indicação não escrita e que começou a ser muito desrespeitada por estas hordas de turistas um pouco mais inebriados com o calor ou alguma coisa a mais.

Agora é mais difícil controlar, por exemplo, em Albufeira, deve ser mais difícil lá.

Com certeza, é por isso mesmo. E no caso deste autarca, estas indicações no Facebook foram muito bem recebidas. Os comentários foram todos muito positivos, com alguém a dizer, por exemplo: "Obrigado, senhor presidente da Câmara, acho isto completamente intolerável". E há muitos exemplos. Se calhar habituamo-nos a ser mais complacentes com tudo isto e depois começa a ficar demasiado desengonçado.

Completamente.

Estranho. E há muitas vilas, sobretudo vilas, pequenas localidades turísticas no sul da Europa a terem que ser um pouco mais proativos nas regras do bom senso.

Quem anda na praia e que poderia andar sem t-shirt, porque o calor é muito, mas tem de andar para se proteger do sol, são os vendedores de bolas de Berlim, e não só, também alguns de bebidas, de refrigerantes.

Nunca mais vi venderem gelados na praia.

É muito raro. Língua da sogra. Língua da sogra, tens visto?

Não. Só mesmo as bolas de Berlim.

E bolacha americana.

As batatas fritas Titi. Ai, as batatas fritas Titi.

Mas as de bolas de Berlim continuam.

Mas os gelados nunca mais vi.

Os gelados agora há menos.

A procura também é maior pelas bolas.

As bolas.

E os recheios.

Ninguém resiste às bolas.

Os recheios disto e daquilo.

Em Espanha, há um senhor que por acaso só vende bebidas. Lá não há bolas de Berlim e é uma das figuras daquela praia. É conhecidíssimo e nós encontramos e divertimo-nos muito porque ele tem uns pregões. E é tão divertido que já é uma estrela do TikTok. Os miúdos, os adolescentes filmam.

Já fazem vídeos com ele.

É verdade. Neste caso, e eu peguei aqui numa notícia do Expresso, não há pregões, há apenas uma campainha. É nas praias da Costa de Caparica. O Expresso falou com um vendedor de bolas de Berlim, um brasileiro de nome Caio Santos. É o primeiro ano que ele está a fazer este trabalho e diz que é o melhor trabalho que já teve aqui na Europa. É um trabalho difícil. Ele diz que todos os dias sai de casa às 6:00 para cerca de 1h30 depois se encontrar com os fornecedores das bolas de Berlim e depois fica até às 18h00, 19h00 na praia. Diz que consegue vender à volta de 200 bolas de Berlim por dia. Também vende coxinhas de frango e vende aí umas 50. E é o dia todo nisto.

Coxinhas de frango não puxa para mim.

Não puxa?

Na praia, não.

Uma cervejinha.

Não.

Com uma Mina. Não? Não é? Pronto, está bem.

Não é de praia.

Não é?

É de piquenique, é de campo, não é de praia.

Claro, também acho. Não sejam assim, estão a estragar o negócio ao rapaz.

Não, compramos as bolas de Berlim.

Compram mais uma, comprem duas bolas de Berlim.

Com creme, mas sem invenções.

Isto é uma série de reportagens que o Expresso está a fazer sobre empregos de verão, e este é o emprego do verão e que muito jeito nos dá nesta altura do ano, que é estar na praia.

É um trabalho muito duro. Eu tenho muita compaixão.

É duríssimo. Não é mesmo nada fácil. Ainda no outro dia, também, numa outra praia, estava uma senhora a percorrer o areal e não é fácil. Ia e vinha, e nós estivemos lá umas horas e enquanto nós estivemos lá, a senhora fez aquele percurso umas 10 vezes para trás e para a frente.

Andar na areia e com o calor.

É daqueles trabalhos que nos sabe muito bem a nós, que estamos de férias e estamos a aproveitar um dia de praia, mas não deve ser nada fácil para quem está a trabalhar.