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Jornal das três, com José Rafael Lopes. José, o primeiro-ministro pede mais competitividade para que Portugal consiga desenvolver sem ficar dependente de fundos europeus. Já vamos escutar essas palavras do primeiro-ministro, mas antes dar conta de que a autoestrada A25 está nesta altura cortada ao trânsito no sentido norte-sul, na zona de Albergaria Velha.
O corte deve-se a um acidente entre duas viaturas ligeiras para permitir a aterragem de um helicóptero do INEM, segundo fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da região de Aveiro. O alerta para o acidente foi dado pouco antes de 13h15. Fonte da Proteção Civil diz à Rádio Observador que este helicóptero do INEM já aterrou e que o ferido mais ligeiro já foi transportado para o hospital. A mesma fonte revela ainda que a vítima ferida com maior gravidade ainda se encontra a receber assistência no local.
Agora sim, vamos escutar Luís Montenegro, que não quer que Portugal fique preso aos fundos europeus.
Luís Montenegro sublinha que Portugal tem a obrigação de não desperdiçar oportunidades, mas ressalva que não pode ficar à espera apenas de fundos europeus. Esse não é um cenário que esteja em cima da mesa. Num discurso no Porto, no âmbito da criação da Universidade Técnica do Porto, o primeiro-ministro explica que está a ser negociado o orçamento de longo prazo da União Europeia, embora Portugal tenha de estar focado num desenvolvimento independente.
Nós estamos a discutir neste momento na União Europeia as diretrizes do próximo quadro financeiro plurianual, para sintetizar do próximo ciclo de fundos. Nós, Portugal, temos cada vez mais a obrigação de, não desperdiçando e descurando as políticas de coesão, nos colocarmos acima da necessidade de estarmos permanentemente à espera de fundos para podermos desenvolver-nos e para podermos financiar o nosso investimento, mas devemos estar muito focados naquelas que são as transformações e os grandes movimentos que estão a operar-se à nossa volta.
Palavras de Luís Montenegro na cerimónia que marca a criação da Universidade Técnica do Porto. O primeiro-ministro apenas discursou no evento, não falou aos jornalistas.
A dívida pública portuguesa voltou a subir em abril.
É a quarta vez seguida, está agora acima dos 287 mil milhões de euros. É um aumento de quase quatro mil milhões face ao mês anterior. Segundo o Banco de Portugal, os dados refletem a crescente procura por certificados de aforro e o aumento dos títulos de dívida, que registaram uma subida de 3,5 mil milhões de euros. Isto numa altura em que o crédito à habitação também disparou e ao ritmo mais rápido em 20 anos, teve o maior crescimento anual desde fevereiro de 2023. Os dados são também do Banco de Portugal, dão conta de uma subida que em abril ultrapassou os 10% face ao mês de março. O aumento é de cerca de mil milhões de euros, o que eleva o volume total do crédito à habitação para mais de 114 mil milhões.
A Carris admite que está a fazer de tudo para sair por cima do processo relacionado com o acidente do elevador da Glória.
O acidente do elevador aconteceu em setembro do ano passado. Um descarrilamento matou 16 pessoas, incluindo o guarda-freio, e deixou duas dezenas de feridos. O elevador deixou de circular e obrigou a uma atenção redobrada a outros equipamentos semelhantes. O presidente do Conselho de Administração da Transportadora foi confrontado com as buscas que a PJ realizou à sede da empresa no final da semana passada. Rui Lopo avisa que não quer comentar nada sobre a investigação, visto que está em segredo de justiça, mas adianta que a Carris está a fazer de tudo para sair por cima de um processo que mancha o nome da empresa.
Ainda bem que se está a trabalhar para apurar a realidade daquilo que possa ter acontecido. E só depois, na posse da informação técnica e tudo aquilo que se possa apurar, é que nós comentaremos. Estamos a trabalhar muito para situações complexas na dinâmica de uma empresa com a complexidade da Carris, possam ser verificadas por toda a gente. E é esse o nosso esforço, é trabalhar muito para que a Carris saia por cima de um processo que machuca muito uma marca com a identidade como a Carris tem na cidade de Lisboa.
A garantia do presidente do Conselho de Administração da Carris, à margem de uma cerimónia de apresentação de 15 novos autocarros elétricos. Aqui um registo da Agência Lusa. Nas buscas da semana passada, a CNN Portugal adiantou que estão a ser investigados crimes de homicídio por negligência e violação das regras de segurança e que os visados são responsáveis da Carris e da empresa mãe, que estava subcontratada para fazer a manutenção do elevador.
O Metro do Porto garante o funcionamento parcial da linha amarela entre Santo Ovídio e o Hospital de São João no dia da greve geral.
Em comunicado, a transportadora informa ainda que o tronco comum entre as estações da Senhora da Hora e o Estádio do Dragão vão estar em funcionamento, mas em frequência reduzida. O Metro do Porto avisa que os efeitos da greve já se vão fazer sentir no final do dia de terça-feira, com as últimas partidas em todas as linhas da rede a terem lugar entre as 22h e as 23h. Nas linhas que vão estar a operar na quarta-feira, o dia da greve geral, a frequência de passagem vai ser de 15 minutos entre as 07h e as 20h. Já em Lisboa, o metro vai estar totalmente parado a partir das 23h de terça-feira, o dia antes da greve. Não está previsto nenhum tipo de serviços no Metropolitano de Lisboa.
O Irão suspendeu as negociações de paz com os Estados Unidos devido à ofensiva israelita no Líbano.
De acordo com a Agência de Notícias Iraniana Tasnim, as autoridades de Teerão avisam que apenas regressam à mesa das negociações quando as exigências do fim das operações militares de Israel no Líbano e em Gaza forem satisfeitas.O exército do Irão exige ainda a retirada das forças israelitas do Líbano. Nas últimas horas, o exército de Tel Aviv tem tomado o controle de cada vez mais território libanês ao longo da fronteira entre os dois países, com o objetivo de tentar criar uma zona tampão que proteja as comunidades israelitas no norte do país. Israel admite já a possibilidade de atacar os subúrbios de Beirute, algo que já se tinha comprometido a não fazer durante o cessar-fogo entre Estados Unidos e o Irão.
Na análise, o historiador Bruno Cardoso Reis avisa que os ataques sucessivos entre Estados Unidos e Irão colocam o cessar-fogo cada vez mais frágil.
Ainda assim, o historiador diz que, neste caso, ainda se pode falar de um cessar-fogo. Já o mesmo não se pode dizer no conflito entre o Hezbollah e Israel. No gabinete de guerra, Bruno Cardoso Reis diz compreender a preocupação dos países do Golfo devido à escalada do conflito no Médio Oriente e questiona a eficácia do acordo de cessar-fogo em vigor.
Parece-me compreensível que os países do Golfo estejam preocupados. De facto, eu acho que há aqui cada vez mais um cessar-fogo frágil, cada vez mais um cessar-fogo muito limitado. O risco sempre é que acabemos por ver, em relação à zona do Golfo, aquilo que já estamos a ver em relação ao Líbano, que no fundo é um colapso do cessar-fogo. As exceções são tantas que, no fundo, já não faz sentido realmente falar de um cessar-fogo.
Na análise de Bruno Cardoso Reis, o historiador acredita que cabe aos Estados Unidos pressionar Israel para terminar os ataques no sul do Líbano.
O gabinete de guerra com o Bruno Cardoso Reis vai para o ar depois do jornal das 16h, mas já está disponível em podcast. José, que outras notícias estão a marcar a atualidade?
Em Setúbal, a Urgência Regional de Obstetrícia e Ginecologia da Península de Setúbal está com mais atendimentos por dia do que as três urgências da especialidade da região no ano passado. Segundo os dados do portal de monitorização do SNS, analisados pelo Correio da Manhã, a urgência regista uma média diária de cerca de 70 episódios por dia, um aumento de quase 20% face aos que registavam os hospitais da região no ano passado. Em Sintra, estão abertas até ao dia 9 de junho as candidaturas para o concurso de arrendamento jovem de renda reduzida. É uma iniciativa que visa facilitar o acesso à habitação por parte da população jovem do Conselho. Este programa destina-se a jovens residentes na zona de Sintra, com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos. Nesta edição, estão disponíveis 15 fogos de habitação municipal distribuídos por vários pontos do Conselho. Em Santarém, as associações do setor do transporte e da distribuição estão contra a decisão da Autarquia do Cartaxo de proibir a circulação de pesados na circular urbana da cidade. As associações denunciam que as medidas foram tomadas sem a realização de estudos de impacto econômico e a apresentação de alternativas viáveis. Em Aveiro, a circulação na A29 esteve interrompida em Estarreja, no sentido norte-sul, devido a um incêndio num caminhão. Segundo a Proteção Civil, não há registro de feridos. O caminhão incendiou-se por volta das 04h, no quilômetro 15 da autoestrada, na zona de Avanca. Na Póvoa de Varzim, terminam amanhã as candidaturas para a atribuição de habitações sociais no âmbito do programa Primeiro Direito. A autarquia tem mais de 100 casas para distribuir em regime de arrendamento apoiado a pessoas e famílias carenciadas. Os apartamentos vão desde T0 até T4 e situam-se em três empreendimentos ainda em fase de conclusão. Em Leiria, o Ministério da Administração Interna deu seguimento ao processo da compra do antigo Colégio de São Mamede. O ministério vai adquirir o imóvel por quase 12 milhões de euros. Segundo o jornal de Leiria, o espaço deverá receber várias valências de formação e controle operacional da GNR, dedicadas sobretudo ao ambiente e à gestão de fogos rurais.
E é com as notícias de âmbito local que fechamos este jornal das 15h.