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Jornal das cinco, com Laura Figueiredo. Em destaque, Laura, o Chega prepara-se para reunir os diferentes órgãos do partido para tomar uma decisão sobre a moção de censura a apresentar ao governo, se o caso Luís Neves não ficar resolvido.
André Ventura falou há pouco na sede do partido, em Lisboa, numa conferência de imprensa marcada para falar sobre educação, mas André Ventura foi questionado pelos jornalistas sobre a moção de censura com que o partido ameaça apresentar ao governo. O repórter do Observador, Ricardo Lopes, está na sede do Chega, esteve a acompanhar estas declarações. Agora, em direto. Ricardo, boa tarde. O partido vai, afinal, reunir para tomar uma decisão final.
Boa tarde, Laura. Exatamente. Estamos numa espécie de contagem decrescente para o fim do prazo imposto pelo Chega para a saída de Luís Neves do governo. Mas aqui na sede do partido, André Ventura diz agora que durante o dia de hoje, bem como amanhã, vai reunir primeiro os órgãos do partido para tomar uma decisão sobre a moção de censura. Ainda assim, o líder do Chega diz que, apesar de tudo, está feliz, porque tem visto alguns sinais positivos relativamente aos pedidos de escrutínio, nomeadamente por parte de António José Seguro.
André Ventura a reagir. Luís Neves, entretanto, hoje já disse que amanhã falará. Diz que regista como positivo, que António José Seguro tenha também dado um prazo ao governo e revelou que vai pedir para reunir com o Presidente da República para falar sobre o tema. Já sobre outra temática, a que nos trouxe aqui à sede do partido, o líder do Chega reagiu ao discurso do Primeiro-Ministro na Universidade de Verão do PSD. Luís Montenegro falou sobre os exames nacionais, admitiu algumas falhas no processo de correção, mas garantiu que ia manter nas próximas épocas de exame. Ora, André Ventura diz que o Primeiro-Ministro ignorou a realidade política que vive o país, acusa o governo de viver, portanto, numa realidade paralela. Diz ser constrangedor ver um primeiro-ministro a anunciar medidas como novas que já tinham sido todas anunciadas. É o que diz o líder do Chega, como é o exemplo da Universidade de Bragança. Diz que estas medidas tiveram como objetivo ignorar a realidade na educação e que o governo é incapaz de fazer uma autocrítica relativamente aos exames nacionais.
Ricardo Lopes na sede do Chega, onde André Ventura falou esta tarde sobre a moção de censura e também sobre as medidas do governo para a educação.
Em Lisboa, vai passar a existir um novo ascensor da Glória no ano de 2029.
É o que adianta o presidente da Carris, Rui Lopo, que indica que a infraestrutura vai ser totalmente nova e que é uma solução para o futuro. A apresentação deste novo ascensor acontece quase um ano depois do acidente que provocou 16 mortes e cerca de 20 feridos. O presidente da Carris afirma que o acidente marcou profundamente a empresa e os trabalhadores e assegurou também que o processo para o novo ascensor teve uma ampla reflexão. Rui Lopo reitera que a nova instalação tem que ser absolutamente segura e que a Calçada da Glória vai continuar a ser um local histórico. O concurso internacional para o projeto deve ser lançado no primeiro trimestre do próximo ano. O objetivo é que seja inaugurado em 2029. Uma vontade manifestada esta tarde pelo presidente da Comissão Técnica Independente da Carris, Luís Gonçalves, que alerta para contrariedades que podem vir a atrasar o calendário.
Estes planos para o ascensor da Glória vão estar em destaque também, já daqui a pouco, numa entrevista com Alexandra Leitão, vereadora do Partido Socialista na Câmara Municipal de Lisboa. Destaque também, Laura, para as cerimônias fúnebres de Naranjo Coissoró, presidente do CDS, recorda o antigo deputado centrista como uma figura importante para a consolidação da democracia em Portugal.
O antigo dirigente do CDS-PP morreu este sábado, aos 94 anos. Foi deputado em oito legislaturas, líder parlamentar centrista durante 13 anos e ainda vice-presidente da Assembleia da República. Nuno Melo fala numa figura de referência para a democracia.
Uma mensagem de saudade, naturalmente. O professor Naranjo Coissoró foi uma referência da democracia e no CDS marcou todas as áreas por onde passou. Foi assim na advocacia, no ensino universitário, na política, naturalmente, através do CDS e na forma como ajudou a consolidar o regime democrático. Não é por acaso que hoje o CDS está aqui representado em toda a sua dimensão. Aqui está a direção do partido, os deputados, antigos presidentes, todos.
Nuno Melo, ministro da Defesa e presidente do CDS, à saída da Basílica da Estrela, onde decorreram esta tarde as cerimônias fúnebres de Naranjo Coissoró.
Na atualidade internacional, depois de estar reunido com Xi Jinping, Vladimir Putin diz que quer aprofundar a relação com a China.
Os dois chefes de Estado estão no Quirguistão para participar na Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, que começa amanhã. O presidente russo diz que a relação entre a China e a Rússia é um modelo de relações entre Estados, baseado na soberania e igualdade.
Hoje, num contexto geopolítico complexo, a cooperação estratégica entre a Rússia e a China constitui um modelo de relações entre Estados, assente numa sólida tradição de amizade, respeito pela soberania, igualdade e benefício mútuo.
A cimeira conta ainda com a presença do presidente do Irão e também do primeiro-ministro da Índia. Estes dois líderes estiveram reunidos, sendo o chefe de Estado iraniano garantindo querer uma solução diplomática para o conflito com os Estados Unidos. A guerra no Medio Oriente e na Ucrânia são dois dos pontos principais que vão ser discutidos nesta cimeira. Um dos outros objetivos prende-se com a tentativa de descongelamento das relações diplomáticas entre a China e a Índia, depois de vários anos marcados por tensões fronteiriças.
Seguimos com o desporto e com o fim de uma era no futebol mundial. Lionel Messi anuncia a retirada do futebol internacional.
O jogador do Inter Miami não vai voltar a jogar pela Argentina e despede-se da seleção albiceleste pouco mais de um mês depois da final do Mundial 2026, perdida para a Espanha no prolongamento. A decisão de Lionel Messi foi anunciada nas redes sociais, onde o capitão da Argentina publicou uma longa carta, Vasco Maldonado Correia.
São três páginas escritas à mão e com muita emoção à mistura. "Quero comunicar-vos que me retiro da seleção." É assim que Lionel Messi anuncia o fim de uma era no futebol argentino e mundial. A carta foi escrita dois dias depois da final do Mundial de 2026, perdida frente à Espanha. Messi garante que a decisão ganhou ainda mais força depois da morte do pai no início do mês. O astro argentino, oito vezes considerado o melhor jogador de futebol do mundo, garante que a saída dói na alma, mas entende que este é o momento certo para dar o passo. Messi jura que sempre deu tudo pela Argentina, não só nos últimos anos de maior sucesso para a seleção, também nos piores, nas finais perdidas, tanto no Mundial como na Copa América. Leo explica que entrava em campo para fazer com que todos os compatriotas se sentissem orgulhosos de ser argentinos através do futebol. Esta, admite o próprio, é uma das últimas etapas da carreira. Repetindo que a decisão é dolorosa, Messi admite que não tem mais para dar à seleção e é a altura de dar lugar a jovens de muito talento, que também merecem um lugar na Albiceleste. Motivo também para sair tranquilo e orgulhoso de ter oferecido ao país momentos de grande alegria. No final, fica o agradecimento aos adeptos pelo carinho ao longo de mais de duas décadas. Agradecimentos também para a família, para os treinadores, companheiros e dirigentes, e para Deus, a quem Messi termina com um obrigado por ter nascido argentino.
Vasco Maldonado Correia, com a carta de despedida de Lionel Messi, que não vai voltar a vestir a camisola da Argentina. Messi abandona o futebol internacional como o melhor marcador de sempre da Albiceleste e o jogador com mais jogos na história da seleção. Venceu quatro títulos como capitão da Argentina, entre eles o Mundial de 2022 e duas Copas América.
Rádio Observador, passam nove minutos das 17h. Laura Figueiredo, que outras notícias estão a marcar a atualidade?
O excedente do Estado caiu até julho para 282 milhões de euros, valor que evidencia uma descida de mais de 2000 milhões face ao mesmo período do ano passado. Os dados foram hoje revelados na síntese de execução orçamental. De acordo com a entidade orçamental, o saldo das administrações públicas diminuiu, devido sobretudo à redução do saldo da administração central. A presidente da Comissão Europeia elogia a resposta dada pelo Mecanismo Europeu de Proteção Civil este verão. Considera que provou que os Estados-membros podem contar com a Europa numa altura de eventos extremos cada vez mais frequentes. No discurso em Bruxelas, Ursula von der Leyen frisou que este ano a época de incêndios na Europa começou mais cedo do que o habitual e pôs as reservas nacionais sob uma pressão significativa. Morreu o antigo presidente da Associação Empresarial de Portugal, Rogério Marques, tinha 88 anos. A notícia foi divulgada através de uma nota de pesar divulgada pela AEP, à qual presidiu durante 23 anos. Rogério Marques foi também o presidente da Associação dos Industriais Metalúrgicos e Metalomecânicos do Norte e também fundador e presidente da Associação Portuguesa dos Industriais de Ferragens.
A Laura Figueiredo regressa às 17h30 com mais notícias. Já daqui a pouco temos Explicador. Hoje com Alexandre Leitão.