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Jornal das cinco, edição do Miguel Cordeiro. André Ventura coloca pressão sobre Luís Montenegro e Luís Neves. O líder do Chega ameaça avançar com uma moção de censura se não existir resolução no caso do ministro da Administração Interna.
Ou o ministro sai ou há moção de censura. Ventura diz que não quer provocar nenhuma crise política, mas sublinha que o primeiro-ministro tem de resolver a situação até terça-feira.
Se nós não tivermos a resolução desta situação, nós juntar-nos-emos ao apelo que o Presidente da República fez e apresentaremos uma moção de censura na terça-feira, no dia um, no Parlamento. Repito, o Chega não quer provocar nenhuma crise política. O Chega quer que haja o mínimo de ética nas instituições e quer que esta situação de lodo, de lamaçal, de suspeitas de crime, de conluio, etc, sejam resolvidas. E neste momento, só há uma pessoa que o pode resolver.
André Ventura afirma que Luís Montenegro já deixou arrastar este caso demasiado tempo e volta a repetir que Luís Neves não tem autoridade para continuar no cargo.
Eu acho que é, sobretudo, o primeiro-ministro que já deixou arrastar isto intoleravelmente. Todos os dias nós estamos a ver novas notícias, novos escândalos. O ministro da Administração Interna já não tem nenhuma autoridade e isto é dito por pessoas de todos os espectros políticos. Nós, felizmente, graças a Deus, este ano não tivemos um problema tão severo com incêndios como tivemos noutros anos. Mas se tivéssemos tido ou se viermos a ter outra questão qualquer da administração interna, nós temos um ministro sem absoluta autoridade. E não tem autoridade, por quê? Porque ninguém liga nenhuma, ninguém o leva a sério. Isto não é uma questão de ser do Chega, do PSD ou do PS. Ninguém leva a sério. É um ministro que não pode continuar, mas isso é uma questão de competência.
As palavras de André Ventura. Esta tarde visitou o Centro Social São João, em Coimbra.
Na universidade de verão do PSD, Sebastião Bugalho diz que PS e Chega têm um discurso parecido.
Nessa universidade de verão, que decorre em Castelo de Vide, o vice-presidente do PSD e eurodeputado recordou a intervenção de Hugo Soares, que acusou os líderes do PS e do Chega de estarem cada vez mais parecidos. Para Sebastião Bugalho, PS e Chega têm diferentes valores e agendas programáticas também diferentes, mas acusa André Ventura e José Luís Carneiro de incluírem mentiras e distopias no discurso. O porta-voz do PSD considera que o governo está orgulhoso, mas não está deslumbrado com os números em áreas como o crescimento ou o desemprego. Refere também que a oposição está se a contradizer quando diz que o governo tem ajudado poucos portugueses a lidar com o aumento dos combustíveis.
Carlos Moedas também discursou esta tarde na Universidade de Verão e Miguel, o autarca de Lisboa, recusou a ideia de que está em guerra com o governo.
Mas admite mais uma vez que está alarmado com a situação da segurança em Lisboa. O presidente da Câmara Municipal da capital portuguesa falou depois de o gabinete do ministro da Administração Interna ter contrariado Carlos Moedas, ter afirmado que o reforço policial garantido já estava no terreno. Um dia depois de ter estado reunido com o ministro Luís Neves, o autarca de Lisboa dedicou parte do discurso na Universidade do Verão à Segurança e insistiu na necessidade de um reforço policial na capital portuguesa.
Eu não estou em guerra, nem com o governo, nem com nenhum ministro. Eu não estou em guerra. A minha guerra é só uma, é a segurança em Lisboa. É essa que é a minha guerra. Sabem por quê? Porque em 2010, Lisboa tinha oito mil polícias. Hoje tem menos de seis mil. Perdemos dois mil polícias e Lisboa é uma cidade segura. Mas há uma coisa que eu vos digo: se há dois anos eu estava preocupado, hoje começo a estar alarmado.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, na Universidade de Verão do PSD, participou num painel sobre habitação, acompanhado pelo eurodeputado Sebastião Bugalho.
O secretário-geral do PS aplaude a garantia do primeiro-ministro sobre a Segurança Social, mas também aponta um contrassenso.
Ontem, Luís Montenegro desejou que seja possível um entendimento nacional antes das próximas eleições, quanto a alterações estruturais na Segurança Social. Reforçou também o compromisso de não fazer qualquer alteração ao instituto público na atual legislatura. José Luís Carneiro reagiu hoje. Diz que ficou satisfeito com essas declarações, mas aponta esse contrassenso nas palavras do primeiro-ministro, em comparação com as palavras da comissária europeia Maria Luísa Albuquerque.
É preciso saber, afinal, qual é a posição do governo sobre esta matéria. Contudo, o facto de o primeiro-ministro ter dito que nesta legislatura não, corresponde a uma garantia que eu próprio tinha pedido, nomeadamente em relação ao modo como iríamos olhar para a proposta do Orçamento do Estado. Isso em si é positivo, mas chamo a atenção que foi o governo que encomendou o estudo e também é quem o governo português indicou para representar Portugal na Comissão Europeia, que tem uma proposta que abre as portas à privatização da Segurança Social.
Declarações de José Luís Carneiro. Aconteceu esta tarde esta reação ainda no âmbito da rota pelo interior e cooperação transfronteiriça, uma rota que o líder do PS tem estado a fazer pelo país.
Catarina Martins, eurodeputada do Bloco de Esquerda, considera que a União Europeia deve apoiar soluções para manter as repúblicas estudantis em Coimbra.
Diz isto precisamente em Coimbra, numa altura em que duas repúblicas estão em risco por ameaça de despejo da universidade. A eurodeputada do Bloco de Esquerda afirma que é possível pedir à União Europeia apoio financeiro para soluções que permitam manter as repúblicas em boas condições de segurança e de habitabilidade. No final de uma visita a uma destas repúblicas, a das Marias do Loureiro, Catarina Martins disse que a forma como a universidade tem lidado com a situação é muito perigosa. A eurodeputada considera que a instituição de ensino superior não está a ser apenas um péssimo segurinho, como está a ter uma atuação que tem como objetivo matar o patrimônio cultural e imaterial que são as repúblicas.
O governo espanhol vai aumentar para mais de 44 milhões de euros a ajuda de emergência destinada à resposta humanitária em Ceuta.
Anúncio da ministra da Inclusão, Segurança Social e Migrações em Espanha, que está a ser ouvida no Congresso dos Deputados sobre a gestão da crise migratória que atingiu Ceuta no final de julho, há cerca de um mês. Elma Sáenz reforça que Espanha está a atuar de acordo com as responsabilidades nacionais e internacionais do país. A ministra destaca também que não se pode descuidar a defesa dos direitos humanos Uma vez que não existe qualquer contradição entre garantir a segurança e também a humanidade.
Espanha está a agir de acordo com as suas obrigações nacionais e internacionais. A proteção das fronteiras e a gestão ordenada dos fluxos migratórios são responsabilidades inegáveis do Estado. Não existe contradição entre segurança e humanidade, não existe contradição entre proteger as fronteiras e socorrer quem precisa de ajuda. Não existe contradição entre a firmeza do Estado e a dignidade das pessoas. Essa é precisamente a posição que o governo de Espanha tem defendido desde o início, uma resposta baseada na legalidade e na humanidade.
Declarações de Elma Sáenz, a Ministra da Inclusão, Segurança Social e Migrações em Espanha, sobre os trabalhos realizados pelo governo espanhol desde o início desta crise migratória em Ceuta.
Hoje também foi ouvido o ministro do Interior espanhol e o ministro dos Negócios Estrangeiros, que rejeita a posição de Marrocos de querer recuperar o território de Ceuta.
O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol destacou o importante papel da comunicação com Marrocos, que permitiu tanto o regresso das pessoas que entraram nos dias 30 e 31 de julho em menos de 24 horas, como a contenção de uma nova tentativa de entrada a 14 de agosto. Albares, no entanto, rejeitou categoricamente as posições dos ministros marroquinos sobre Ceuta e Melilha, em causa as declarações dos ministros marroquinos da Justiça e dos Assuntos Islâmicos, que defendem o diálogo com Espanha para resolver o estatuto das duas cidades, alegando direitos históricos e geográficos de Marrocos. O ministro espanhol reforça que nunca se vai discutir a integridade territorial de Espanha com Marrocos, nem com ninguém.
Fui muito claro quanto a Ceuta e a Melilla, quanto à nossa integridade territorial e à nossa soberania. Nunca houve, não há, nem nunca haverá qualquer tipo de conversa a esse respeito. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da União Europeia e da Cooperação, e eu, na qualidade de ministro de Negócios Estrangeiros de Espanha, rejeitamos formalmente e por todos os canais diplomáticos disponíveis, as declarações contrárias à nossa integridade territorial.
Declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol sobre a soberania espanhola em Ceuta e Melilla.
Passam agora 17h05, que outras notícias marcam também a atualidade.
Falamos de um acidente que aconteceu esta tarde em Lisboa. Uma colisão entre um elétrico e um autocarro da Carris provocou três feridos ligeiros. Aconteceu na zona da Estrela. Fonte dos Sapadores Bombeiros de Lisboa revelou nos últimos minutos à Agência Lusa que o acidente aconteceu às 15h e que os feridos são uma mulher e duas crianças de 10 e 11 anos. A situação já está normalizada. A mulher foi encaminhada para o hospital por precaução, mas não inspira cuidados de maior. Os casos de gastroenterite aguda nos Açores registam um acréscimo acima do expectável. Esta informação foi avançada pela Autoridade de Saúde dos Açores, que destaca, no entanto, a descida da transmissão do norovírus no Faial, nas Flores e na Terceira. Numa publicação na rede social Facebook, a Autoridade reconhece também que existem mais casos de gastroenterite do que é habitual em várias ilhas nesta altura do ano e que se trata de situações em que quase todos os doentes melhoraram em casa no período entre um a três dias. Para fechar, falamos de uma reconstituição que acontece em Almeida, no distrito da Guarda. Durante três dias, entre hoje e domingo, este município de Almeida vai promover sessões de teatro, artesanato, acompanhamento históricos e concertos também a acontecerem para a reconstituição do Cerco de Almeida. O sábado é o dia com a atração principal. Às 11h15 dá-se esse início do cerco à Praça Forte, seguido do espetáculo de drones. É um evento com entrada livre que decorre durante os próximos dias.
Fica a sugestão em Almeida para essa reconstituição e também para a restante festa com atuações musicais, também a fechar este jornal das 17h. Miguel Cordeiro está de regresso quando forem 17h30. Já a seguir, Explicador, na Rádio Observador.